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O que são Elementais?

Elementais, muitos já ouviram falar sobre estes seres mágicos e místicos, porém, sabem o que eles são?
E você aí sentado em frente ao computador, sabe o que são? Também não? Pois bem, comecemos:
Os Elementais são basicamente seres que estão diretamente ligados aos Elementos; cada um dos 5 Elementos possuem seus Elementais. Eles atuam principalmente como protetores de seu Elemento "patrono" (vamos chamar assim), por exemplo, as fadas possuem além de suas funções, a tarefa de proteger o Ar contra tudo que possa lhe afetar e desequilibrar este Elemento.
Os Elementais são visados basicamente como guardiões do Elemento, eles são incumbidos de proteger contra qualquer desequilíbrio e dano que possa sofrer e defendem também a vida do ambiente em que se encontram. Um ser Elemental sempre visará o cuidado da vegetação e dos animais de uma floresta, um rio, uma montanha, um vulcão e até mesmo um jardim de uma casa.
Além desse fator de proteção -que podemos citar como algo muito utilizado no esoterismo-, existe um fator que é o seu fator fundamental de existência; este porém, esta estritamente ligado a MAGIA! Todo Elemental possui uma conexão com seu Elemento patrono e assim, o Elemento se manifesta neste ser como uma presença do próprio Elemento em algum lugar. Os Elementais são força, o que os celtas consideravam "seres mágicos (puros)", sem nenhuma conexão com o ser humano; totalmente ligados à Natureza e a Magia.
Elementais existem em quase que todos os lugares da face da Terra, infelizmente, com o crescimento das cidades, a aparição destes seres tem diminuído pela falta de verde e do natural.

Aparições Elementais:
Os Elementais podem somente serem vistos e sentidos quando eles mesmos desejam que nós humanos saibamos de sua existência.
Ao contrário de sátiros e alguns outros seres, mesmo com invocações nós podemos não saber se realmente estão lá ou não; é necessário que o duende, fada, sereia, etc, queiram que você o sinta e saiba que ele está ali ao seu lado te observando.
Entretanto, os Elementais possuem várias maneiras de se mostrarem perante nós, humanos:
* Podem se manifestar como uma simples brisa em nosso rosto
* Sussurrar algo ou rirem próximos de nossos ouvidos
* Uma diferente e forte vibração vinda "do nada"
* Tranquilidade e relaxamento momentâneos
* Podem se manifestar como um pequeno ponto luminoso em algum lugar em sua vista; próximo a uma planta, de um córrego ou até mesmo no jardim
* Se materializar e demonstrarem suas verdadeiras formas perante nossos olhos
Saibam que, a materialização é raramente feita para pessoas que não possuem conexão com Magia, porém, não a torna comum de ser vista e pessoas "sensitivas" podem ter facilidade em visualizarem como pontos de luz.

Hierarquia Elemental:
Assim como toda a sociedade existente, os Elementais também vivem sob uma rígida hierarquia mágica; não a desobedecem pois ela é o que equilibra a vida nesta Terra.
Vou citar um exemplo; você já deve ter ouvido falar em duendes, gnomos, troll, dríade e alguns outros, correto?
A hierarquia Elemental se resume basicamente em coordenar todos os seres de um determinado Elemento em uma ordem de força (digamos assim); o Elemento Terra teria a hierarquia desta forma:
Duende < Gnomo < Dríade < Troll
É claro que a hierarquia não é somente destes seres, existem outros, mas estou apenas citando um exemplo.
Mesmo um ser estando no início desta hierarquia, não significa que ele seja fraco; o que acontece é que cada ser é designado para uma função específica e determinados rituais necessitam de forças diferentes, como prosperidade é necessário os duendes, se fossem invocados trolls, seria um desastre total pois a força estaria fora de sintonia com o momento específico.

Elementais no cotidiano:
Atualmente, os Elementais são muito tratados como um assunto meramente esotérico e perderam bastante suas funções (para algumas pessoas), mas mesmo que não acreditem neles, eles continuam suas vidas sem nenhuma interrupção por falta de crença.
Elementais podem viver em jardins de casas, como duendes e fadas; alguns dizem que ele moram nas plantas mais bonitas do jardim. É claro que não são todos os jardins que possuem Elementais, jardins bem cuidados podem ser alvo de moradia deles, mas não é regra de que será.

Como saber se um Elemental vive em seu jardim?
Elementais são somente percebidos por aqueles que eles escolhem para serem vistos; no mesmo instante, eu posso estar junto com você, conversando e ambos olhando um mesmo local, eu posso chegar a ver uma fada e você não (ou vice-versa); isso ocorre pois eles escolhem quem pode vê-los.
No jardim, temos o que alguns chamam de "Elementais domésticos", são seres que escolhem viver naquele local, seja por escolha deles ou alguma tarefa que lhes foi imposta para ajudar algum sacerdote da magia ou praticante (lembrando que podem ser homens e mulheres).
Neste jardim, as plantas irão exalar vida, as flores chegam a desabrochar mais vezes ao ano e a casa é inundada por um bom astral, seja prosperidade ou outro sentimento, basta estarmos bem conosco mesmo para sentirmos eles.

Elementais domésticos e selvagens:
Estes são termos que alguns usam, existe discordância quando dizem que celtas já utilizavam estes termos ou se surgiu posteriormente; entretanto, facilita muito a explicação e a localização do ser.
O doméstico, como o nome diz, vive próximo de uma casa, jamais dentro; seja em um jardim, um vaso de planta ou uma árvore do quintal. Eles visam o bem do local em que moram e trabalham para harmonizá-lo e isso nos afeta também; eles escolhem morar neste local, jamais uma pessoa que os evoque todos os dias terá um deles vivendo em casa pois os chamou; deve partir deles ou um desejo superior a eles.
O selvagem é todo Elemental que vive em córregos, rios e florestas; assim como animais, não podem ser domesticados ou controlados, eles vivem conectados diretamente e a defesa do seu ambiente é muito maior.

Elementais são bons ou ruins?
Pessoas costumam se enganar dizendo que fadas ou gnomos são seres totalmente do bem e sempre farão somente o bem e alegrias; porém, isso é uma mentira!
Os Elementais podem ser dóceis com nós humanos, mais comum os domésticos para com os humanos que convivem com eles; mas não devemos jamais nos esquecer que eles não estão aqui para nos alegrar ou algo do gênero, eles estão aqui como representantes dos Elementos e principalmente para equilibrar a energia deste mundo.
Até mesmo um Elemental doméstico pode "fazer um inferno" na vida de quem mora na casa se a pessoa estiver agindo de má fé, fazendo algo errado ou prejudicando a energia e o ambiente da moradia.
Os celtas possuíam muita diferença de nós perante os Elementais, eles eram somente chamados em casos específicos, rituais ou algo mais necessário para alguém. Eles não eram adorados ou odiados, eles eram respeitados. Em muitos contos celtas, temos as terríveis Banshees junto com as Fadas, mas, são seres diferentes?
Na verdade, as fadas, segundo os celtas, eram os Elementais que tinham uma grande tendência de punição aos humanos, poderiam se tornar seres terríveis que arrancariam a vida de quem ousasse atacar sua moradia. Banshee é todo e qualquer Elemental que atua de forma prejudicial ao humano para fazê-lo pagar por seus atos contra a Natureza.
Resumidamente, Elemental pode ser caracterizado como a face boa destes seres e Banshee a face punidora contra os que desequilibram a força da Natureza.

Cuidando do seu Elemental:
Quando sabe-se e é confirmada a presença de um Elemental em sua casa, você pode cuidá-lo de algumas maneiras. Eles adoram ser presenteados e bem cuidados, os celtas lhes ofereciam frutas aos pés de árvores ou próximo de plantas com flores bem floridas.
Algumas vezes, encontramos aquelas pequenas estátuas de duendes sorridentes e geralmente eles possuem um nome (que a loja escolhe) e possuem um papel dizendo que é possível oferecer frutas. Mas, está correto fazer isso para uma estátua de duende mesmo não tendo um Elemental morando em casa?
Na verdade, a fruta é dedicada ao Elemental e deve-se ficar num período de um dia próximo aquela estátua, e quem já teve a curiosidade de abrir a maçã ou outra fruta que já serviu, perceberá que ela está totalmente seca por dentro, mesmo por fora continuar linda e maravilhosa. O que ocorre é o seguinte, não é que ao comprar a estátua, você comprou um duende e levou para sua casa, aquela estátua se torna o símbolo dos Elementais na sua moradia e oferecendo frutas a ele (estátua), os Elementais podem visitá-los e se alimentarem da fruta servida!

Tenham um ótimo restinho de Terça e que essa semana seja ótima com a ajuda do próximo e dos Elementais!
Escrito por Felipe M.


"São criaturinhas maravilhosas, que podem nos ajudar a todo momento, desde que sejamos honestos e sensíveis.     Adoram presentes e serem tratados com muito carinho, e principalmente não toleram que poluímos a natureza com químicas, poluentes e outros agentes refratários à ordem natural."

Origem dos deuses celtas

Olá pessoas, aqui neste post eu falarei sobre como os deuses celtas se originaram e algumas semelhanças com outras religiões politeístas.
Como já foi dito aqui anteriormente, a tribo de Danna e os Fomore eram as tribos divinas, enquanto um caracterizava a bondade e a luz, a outra simbolizava o mau e as trevas de um modo geral. Os Fomore, pelo que constam as lendas e epopéias celtas, foram os primeiros seres "humanos" a existirem; isso ocorre pelo fato de eles terem se originado junto com o solo da Terra, brotando como plantas e um solo fértil.
De alguma forma, os celtas não citam como, o ser humano nasceu; talvez evolução ou obra da própria mãe Terra, já que os deuses ainda não existiam neste período. Conta-se que a Terra era imersa em pura escuridão em ausência do Sol, onde a noite reinava e a vida seguia seu curso conforme lhe era possível; mais para frente, alguns anos (centenas passadas), surgem quase que misteriosamente uma tribo que é constituída de seres divinos e poderosos que trariam o que o ser humano necessitava para uma vida boa, alegre e fértil; esta é a tribo de Danna.
Mas, como Danna surgiu? Como ela poderia ser considerada uma deusa? Por que os que vieram depois dela e seus antecedentes eram deuses?
Voltando a muitos anos atrás, conta-se uma lenda celta a qual muitos chamam de "O Nascimento dos Deuses" (existem muitos nomes, depende da tribo que contava, dos livros e historiadores); apesar de o título se diferenciar, a essência é idêntica.
Uma pequena tribo de homens vivia isolada em um lugar muito distante, citada como uma ilha cuja localidade é desconhecida. Cada homem tinha um conhecimento diferente do outro, um era grande cozinheiro, outro um grande construtor, grande ferreiro, etc., certa vez, eles se uniram e através da ajuda da Grande Mãe (Terra), eles moldaram uma mulher da terra e barro e dela, se originaram outras; assim, a tribo aumentava, mas a doença os atingia como qualquer ser humano comum, em uma reunião entre os integrantes, eles tentaram arranjar uma forma de não serem atingidos pela fome, pobreza, tristeza, doença e morte.
Como eles conseguiriam? Era o que todos se perguntavam, porém, cada um prometeu dar o melhor de si em suas ciências e arranjar a resposta. Durantes dias, semanas e meses, cada um trabalhou sozinho e dava o melhor de si para realizarem o objetivo. Foi então que o cozinheiro descobriu uma receita mágica!
Ele preparou cervejas para todos os integrantes e cada um bebeu um farto caneco, nem mais, nem menos; desta cerveja mágica, eles se tornaram imortais e resistentes as doenças.
Mais algum tempo se passou e o artesão de couro, o qual fabricava as roupas da tribo, conseguiu uma pele mágica (alguns citam como de javali) e fez uma grande capa, tão perfeita, que o couro quase que não fora desperdiçado na manufatura. Todos o questionaram para que servia aquela pele, ele então trouxe um animal a beira da morte e uma farta bacia de água; levemente, ele mergulhou a capa de couro na água e a retirou rapidamente, a água começou a mudar de cor e num tom avermelhado como sangue, se transformou em vinho; aquele vinho tinha a propriedade mágica de curar qualquer doença e dor de um ser vivo, até mesmo livrá-lo da morte próxima (por curto período de tempo).
Uma das mulheres (Cerridwen), trouxe seu gigante caldeirão e após anos trabalhando em uma poção mística, conseguiu uma perfeita poção. Novamente a tribo se reuniu e aquele caldeirão conseguia produzir poções de sabedoria, quem a bebesse, se tornaria uma pessoa sábia e saberia todos os segredos da magia.
Outra mulher, conseguiu criar (através de misturas naturais) árvores que geravam maçãs douradas, elas dariam o conhecimento sobre tudo que era terreno, desde meros conhecimentos básicos até o segredo de todo o Universo.
O artesão criou vários instrumentos e objetos, todos mágicos e que seriam manuseados apenas por quem estivesse preparado para seu uso. Dentre os objetos, estão algumas armas divinas (que citarei mais para a frente) e a Harpa e o Caldeirão de Dagda.
Os anos foram se passando e as gerações mudando; logo se viram em confronto com os Fomore após a mudança da sua ilha e com isso, a morte de muitos se resultou nestes momentos de guerra. Um pacto brando foi feito entre ambos e viveram em trégua; com muitos dos anciães mortos, o arquiteto retornou aquela mesma ilha onde os segredos foram descobertos; lá, ele construiu um palácio que muitos citam como sendo dourado como ouro e aos redores, semeou as sementes das maçãs douradas. Esta ilha passou a ser chamada de Ilha das Maçãs, uma moradia dos deuses.
Dagda, Cerridwen e alguns outros deuses de gerações mais recentes se tornaram os guardiões e protetores dos segredos e dos objetos mágicos, e a partir deles, temos as histórias e contos que nos influenciam até hoje.


Complexidade divina:
Não há muito que contar sobre como os deuses se originaram; os próprios celtas contavam esta como uma lenda breve e curta; sem muitos detalhes. Entretanto, é possível perceber que os deuses são de essência humana e eram assim antes de receberem o título de divindades.
Por que são chamados de deuses?
Os celtas os chamavam de deuses, porque mesmo sendo humanos em sua totalidade, as divindades celtas seriam intituladas como tal se fossem descendentes diretos de algum deus e conseguissem controlar:
-Algum elemento natural (rios, pedras, o Sol, a Lua, etc.)
-Ter controle e conhecimento sobre os 4 elementos (Água, Terra, Ar e Fogo)
-Tivessem algum dom especial (conhecimento em poesias, guerra, etc)
-E o mais importante, possuir o conhecimento da magia (dado em objetos ou rituais que possuiam e faziam)

O surgimento da mulher:
A mulher para os celtas era extremamente divinizada. Segundo muitos contos celtas, é possível perceber que as mulheres já existiam em outras tribos e não se originaram pelos deuses como para os gregos, cristãos, etc; entretanto, esta criação mostra que a mulher é grandiosa perante os olhos masculinos celtas e que os próprios homens as divinizaram, tendo grande importância.
Poderes femininos:
Para os celtas, as mulheres eram portadoras de grande força, não como o homem (força bruta); elas possuíam o dom da vida (a gestação), o dom da proteção (como mães; os homens tinham como proteção de tribos e em batalhas) e principalmente da magia e conhecimento. Nota-se que todos os poderes e criações dos deuses se voltam para a vida e principalmente o conhecimento.

A reunião divina:
Apesar de terem bebido a cerveja, ela não era tão poderosa assim; ela possuía um prazo de efeito (como uma validade), ela teria efeitos mágicos durante exatos 1 ano da Terra. Nas reuniões posteriores, foram estabelecidas regras para adquirir a imortalidade; os deuses deveriam merecer tal presente, fazendo o possível para ajudar os humanos. Assim, estabeleceram um dia específico para que a bebida fosse feita novamente e os deuses a bebessem; este dia foi o dia de Samhain, 31 de Outubro; onde os deuses aproveitariam a mágica deste dia e renovariam a imortalidade.
A morte de alguns deuses mesmo sob o efeito da cerveja:
Apesar de a cerveja dar a imortalidade aquele que a bebesse, muitos deuses morreram em batalhas contra os Fomore; isso ocorre pelo fato de os próprios celtas os considerarem como deuses, porém ainda possuem uma parcela humana. A cerveja os livrava do envelhecimento e a morte natural; porém, ao declararem guerra, eles poderiam ser mortos em batalha, ou seja, poderiam ser assassinados.

Os itens mágicos:
Nas reuniões, eles impuseram mágicas sob os objetos as quais as tornariam possíveis de apenas um deus as controlarem; nenhum mortal conseguiria tocar a Harpa de Dagda, nenhum ingrediente entraria no caldeirão de Cerridwen, muito menos manusear as armas (já que elas tinham vida própria).
Os mais importantes foram a bebida de Cerridwen e as maçãs douradas. Cerridwen ficou incubida de dar a bebida para quem ela desejasse (ela é muito sábia); porém, as maçãs douradas foram proibidas para qualquer um, humano ou deus. Os deuses possuíam uma regra que era levada como a principal "Nenhum ser tem o direito de conhecer todos os segredos do Universo", então, qualquer um que comesse da fruta, seria morto sem julgamento (sendo mortal ou não).
Percebam a diferença entre a fruta em questão e a comparem com a situação de Adão e Eva na bíblia e no cristianismo; alguma semelhança?

A trégua entre os Fomore e os integrantes da tribo de Danna:
A mitologia celta é uma em que a trégua entre Luz e Trevas é bem percebida; não como os gregos, onde titãs ajudam os deuses, porém os deuses de Luz se unem com o das Trevas e formam um grupo muito imporante. Isso ocorre porque os celtas visavam o balanço universal, como muitos filósofos já disseram e se adéqua muito bem neste contexto é "A vida não existe sem a morte, a bondade não existe sem a crueldade e a luz não existe sem trevas".
Porém, para deixar claro, mesmo com a trégua, alguns deuses de ambas as tribos travavam batalhas pessoais com determinados integrantes rivais.

A Ilha das Maçãs:
A ilha em questão, foi criada para servir de moradia aos deuses da tribo de Danna; porém, em um consenso, todos preferiram habitar o Primeiro Mundo. A ilha se tornou um local para guardar os itens mágicos dos deuses e de lá, não saírão por mãos mortais.
A ilha recebeu o nome por todas as árvores serem as macieiras das maçãs douradas do conhecimento. Dizem que com os anos, as maçãs caíram no chão e as raízes das plantas abaixo das árvores absorveram os nutrientes da fruta e adquiriram o tom dourado. Para quem não sabe, a Ilha das Maçãs era o nome mais comum celta para o que hoje conhecemos como Avalon.

Espero que tenham gostado e já sabem; quaisquer dúvidas podem perguntar que responderei com prazer!
Abraços enormes!
Escrito por Felipe M.

Dagda, o Bom

Olá pessoas, como estão?
Hoje, quero falar um pouco de Dagda, o Bom, grande divindade celta e iniciar o ciclo de divindades com ele.
Ao contrário do que muitos pensam, os deuses celtas se distanciam muito dos deuses gregos e de outras vertentes; no início, estes deuses não passavam de meros humanos, pessoas comuns, de vidas comuns e hábitos comuns. Na próxima postagem irei contar como eles adquiriram este poder e se tornaram divindades; Dagda por sua vez, foi um dos primeiros a se tornar uma divindade; alguns o citam como o primeiro deus celta.
Dagda pode ser considerado o patrono do panteão celta, assim como rei dos deuses (assim como Zeus e Odin). Ele deu origem aos outros deuses, onde muitos são netos, filhos e a relação familiar se distribui ao longo das gerações.
Ele possui uma filha, Danna; ela então decidiu continuar a hereditariedade divina e assim se originou a tribo que leva o mesmo nome da deusa. Dagda então se tornou um "juíz", o qual prezava apenas o que despertasse o lado bom do ser humano, o que lhe deu o título de "o Bom".

Atributos divinos:
Proteção, dos guerreiros, do conhecimento, da magia, do fogo, administrava a profecia, o tempo, a reencarnação, as artes em geral (principalmente a música), as iniciações (mágicas), a prosperidade e abundância.

Como era representado?
Era representado sempre como um homem velho, cabelos brancos e quase sempre com sua harpa, raramente com o caldeirão. Muitos celtas possuíam uma pequena harpa em casa como uma prova de fé ao deus.

Objetos mágicos:
Na realidade, não há muito o que dizer sobre as divindades celtas, pois o lado humano delas é tão forte, que muitas vezes, são confundidos como meros humanos em seus contos. Ele possui 2 objetos de grande estima e importância; um deles é o caldeirão, onde a comida que ali é gerada pode saciar a fome daqueles que necessitam e também pode gerar enorme abundância material e espiritual; tais como fartura, riqueza e conhecimento. Outro objeto, muito mais importante, é a sua famosa e delicada harpa; jamais sai do lado dela, pois é ela quem provê seus poderes magníficos, a harpa foi criada através de mágica e ela só pode ser manuseada pelo menos deus.
Dagda toca sua harpa com tamanha maestria e poder mágico, que é através dela que ele convoca as estações do ano, cada estação do ano possui sua música específica; a harpa também possui um papel fundamental para nós mortais, quando ela é tocada para alguém está para morrer, o som da harpa irá hipnotizar a pessoa e a fazer cair em sono profundo; desta forma a pessoa irá para o plano dos mortos sem nenhuma dor ou consequência, será como um simples sonho.

Na atualidade:
Dagda, assim como outras divindades celtas, não possui tanto reconhecimento; muitas vezes se encontra no esquecimento das pessoas. A Irlanda é o país onde ele continua vivo com mais intensidade, porém os locais de onde suas raízes não brotaram, muitas vezes é até mesmo desconhecido.

Na próxima postagem, explicarei com mais detalhes como surgiram às divindades e o porquê de serem tão humanizados.
Abraços enormes.
Escrito por Felipe M.

Algumas tribos de grande importância

Os celtas possuíam um geral de 150 tribos diferentes espalhadas pela Europa; como em qualquer civilização, em quesitos de cidades ou tribos, algumas sempre se destacam pela força ou por mistérios que possuem, no caso dos celtas poderíamos citar 5 tribos que teriam este destaque.
Estas 5 que citarei abaixo são tribos específicas e se voltam principalmente à um clã (família), talvez pela crença que possuíam ou simplesmente pela mitologia. Vamos começar:

Fomore:
Segundo os registros e detalhes presentes nos contos celtas, não há indícios que comprovem que esta tribo tenha se fixado em outro lugar além da Irlanda no início de sua existência. Pelo que se pode compreender, eram nativos da região e viveram antes das sucessivas guerras e disputas territoriais; citados muitas vezes como a tribo que originou os celtas.
Miticamente falando, esta tribo é a tribo das divindades que representam os poderes do mal e das trevas; as tribos decendentes dos Fomore foram conhecidas por sua brutalidade e constantes batalhas, considerados nascidos da própria terra, surgiram quando o solo da Irlanda surgiu, nasceram como plantas que brotaram do chão.

Partholon:
Em um tempo considerado remoto, este povo aportou na ilha da Irlanda e contavam com apenas 48 integrantes, 24 homens e 24 mulheres. Contam as lendas, de que quando eles aportaram, o dia era dia 1° de Maio, dia de Beltaine (data de celebração do deus da morte, da tribo dos Fomore); logo em sua chegada, os Fomore já demosntraram agressividade para não terem de dividir a ilha com outra tribo.
Os Partholon se mostraram grandes guerreiros e lutaram contra as forças da escuridão (os próprios Fomores); com a derrota do líder Cichol (Sem-Pés), a tribo de terríveis monstros e demônios se dispersaram pela ilha e impuseram leis terríveis contra os recém-chegados; com muita força e batalhas, os Partholon aprisionaram os mais temíveis integrandes dos Fomores em uma fortaleza no Atlântico, onde os penhascos eram cortantes e os precipícios eram mortais.
Por trezentos anos os Partholon viveram na ilha e a estendeu através do trabalho para poder suportar o número de integrantes que aumentava. Nestes trezentos anos, a planície que a ilha era teve seu tamanho quadriplicado e teve a criação de sete novos lagos; a população teve um grande aumento, de 48 integrantes passaram para 5 mil. Em um ano não datado, o 1° de Maio retornou; foi então que os Partholon sucumbiram ao saber o real poder dos Fomore, o deus da morte retornou de seu "descanço eterno" e com ele, vieram alguns de seus filhos (que também haviam morrido), neste dia, uma epidemia açoitou a tribo e em uma semana, os Partholon foram exterminados. Entretanto, no início da epidemia, os que estavam de saúde plena previram que seria o fim e recuaram até a primeira planície que haviam se fixado inicialmente, assim, os sobreviventes puderam enterrar os mortos. Até hoje, próximo da cidade de Dublin há uma demarcação histórica de onde é este cemitério; porém há um atrito entre historiadores e crentes da lenda, os historiadores afirmam não ter existido uma praga que causasse o extermínio e eles simplesmente se mudaram da Irlanda de volta para sua região original, porém, os crentes afirmam que esta epidemia não era física; pelo fato de ser um deus da morte, a epidemia poderia ser algum ato de feitiçaria e magia que causasse a morte natural em massa.

Nemedianos:
Eles eram descendentes dos partholonianos, também enfrentaram constantes batalhas contra os Fomores; porém o líder saiu vitorioso das 4 grandes batalhas, porém veio a falecer pouco tempo depois da última vitória por causa de uma peste que ceifou a vida de mais 2 mil pessoas.
Com estas mortes, a tribo de Fomore recuperou a força e ficaram sob o comando de dois reis, um presidia na fortaleza de Tory (onde foram aprisionados pelos partholonianos) e o segundo reinava sobre a Irlanda. Em um ato de rebelião, os Nemedianos atacaram a fortaleza e reinaram soberanos na batalha, porém o segundo rei enviou seu exército para exterminar os rebeldes; todos os Nemedianos foram mortos e apenas 30 sobreviveram. Em desespero, eles fugiram da Irlanda e partiram para ilhas próximas; desta lenda, é contada que o último chefe do Nemedianos (cujo nome era Britain) se alojou com os sobreviventes em uma ilha e esta foi batizada de Grã-Bretanha.

Firbolg:
Conta-se que era um povo que habitava a região da atual Grécia; porém, os gregos os expulsaram das terras férteis e os expulsaram para vales rochosos para que tornassem o solo cultivável. Para se livrarem da opressão, fizeram embarcações de couro e enfrentaram os mares em rumo a Irlanda.
Eles vieram em três grupos, os Fir-Bolg, os Fir-Domnanm e os Galionin; e são generalizados como Firbolg. Um dos reis se casou com a filha do rei da Terra da Eterna Juventude (falarei sobre ela mais para frente); por isso, mesmo na Irlanda medieval, anualmente havia uma grande assembléia de fadas para honrar a união do casal.

A tribo de Danna:
Sem dúvida a tribo mais importante de toda a história celta pois é dela que se originam os deuses.
Danna era filha de Dagda, o Bom, e esta tribo representa o mais claro poder da Luz e do Conhecimento que existe em todos os mitos irlandeses. Em todas as suas citações, não aparecem inteiramente como deuses; pois pela forma que são citados, se assemelham como um mero humano; entretanto, de algumas épocas para os dias atuais, são citados com grande exaltação. Isso acontece pois com a influência cristã, estes deuses foram rebaixados e em lendas escritas foram assemelhados a meras fadas ou então os identificaram como anjos caídos.
Escrito por Felipe M.

Um pouco de história para introduzir a mitologia celta!

Quando a palavra "celta" é ouvida, rapidamente nos lembramos da Irlanda; mas, por que nos lembramos apenas da Irlanda? O que era Avalon? O rei Arthur existiu ou não? Estas e muitas outras perguntas serão respondidas conforme o tempo certo se aproximar.
Atualmente, grande parte das pessoas associam os celtas como habitantes da região da Irlanda, mas isto é correto? A resposta fica entre o sim e não; sim pelo fato de terem habitado a região da atual Irlanda, e o não pelo fato de terem habitado maior parte de toda a Europa Central; porém, a Irlanda é mais associada pelo fato de ser um dos locais onde ganharam maior força, seja contra a Igreja, assim como em fator cultural e tradicional e por ser um dos primeiros locais que o povo celta se instalou.
Os celtas chegaram na Irlanda por volta do ano 600a.C; segundo historiadores, a permanência definitiva dos celtas nesta região ocorreu por volta de 150a.C pois ainda viviam como povos nômades. A partir desta época, começaram a se expandir seu território por toda a Europa Central, de forma que se expandiram para o Oeste e Leste, tendo influência em quase toda a Europa. Relatos históricos mostram que no ano de 390 a.C, os celtas invadiram o território romano, em 290 a.C a atual Grécia, assim como a Ásia Menor; porém não saíram vitoriosos.
Os celtas possuíam muita força e conquistaram maior parte de seus territórios por possuírem conhecimento sobre o ferro, enquanto seus inimigos ainda viviam na Idade do Bronze (como os povos Irlandeses que foram dominados pelos celtas). Destes povos Irlandeses, apenas uma tribo (clã) sobreviveu e se retiraram para a atual Escócia; em muitos contos celtas, este povo é chamado de "picto", ou como "os pictos".
A história celta irlandesa surgiu com São Patrício, ele foi o escritor de diversos documentos, os mais antigos do país; antes dele, os celtas se utilizavam da escrita Ogam, onde os documentos escritos eram feitos apenas em pedras tumulares; isso ocorria pois, como Júlio César afirmou, os sacerdotes e druidas celtas não admitiam o uso da escrita; pois a tradição deveria ser passada de geração à geração, de forma que outros povos não adquirissem esta tradição.
No século V d.C, o cristianismo se instalou na Irlanda e foi imposta a escrita. Assim, os bardos celtas, começaram a escrever as histórias que criavam em suas mentes e as de suas tradições e cultura para que disseminassem para outros povos; graças a estes bardos, temos tais documentos e contos.
Durante esta época, os guerreiros e senhores celtas, proprietários de terras e poderosos chefes que possuíam fortalezas, foram gradualmente desaparecendo pois o cristianismo estava "apagando" esta história e a cultura celta.
Até então, a Irlanda era dividida em 150 tribos diferentes; todos viviam em constantes batalhas para se apoderarem do terreno de outra tribo; mas com a expansão do cristianismo, houve a criação de uma aliança celta, onde todas as 150 tribos se unificaram em torno de um único rei e unificaram a língua, alfabeto e dialetos (porem algumas batalhas territoriais continuava). A hierarquia era bem simples, abaixo estavam os camponeses, artesãos e comerciantes (porém não menos importantes), acima vinham os bardos (contadores de história, músicos e filósofos), o rei, os guerreiros (acima do próprio rei, pois era uma grande força) e por fim, os druidas estavam acima nesta hierarquia, por serem a conexão humana e divina.
Os bardos eram como os filósofos gregos, atravessavam tribos para difundir conhecimento e tradição para os celtas, eles tratavam de assuntos como bem estar da população e ajudavam o rei em lógicas de batalha ou para diminuir algum problema (doenças, pobreza, etc); por serem protegidos pelos reis celtas (cada tribo possuía um rei menor sob o comando do rei principal), eles poderiam transitar pelas tribos sem medo algum de serem atacados. Perante os cristãos e não-celtas, os bardos eram símbolos apenas de meros contadores de histórias e músicos, o que lhes servia como uma camuflagem.
Os reis se dividiam em 2 ordens, os reis menores, onde cada tribo possuía o seu; e o rei principal, escolhido pela aliança para comandar todas as tribos.
Os guerreiros, apesar de serem comandados pelo rei, eram julgados acima dele por serem heróis, possuir força bruta e poderiam derrubar uma tribo se desejassem se vingar de um rei; além do fato de um guerreiro ser muito aclamado pelos celtas.
Por fim, os druidas, conhecedores da Magia, guardiões dos conhecimentos mágicos, propriedades de plantas e ingredientes, protetores da tradição celta e atuavam como grandes pensadores também, principalmente em astronomia (não confundir com astrologia). Todo rei possuía pelo menos um druida para acompanhá-lo durante os dias. Isso ocorria pelo fato de os druidas serem escolhidos de berço e passar por diversos ensinamentos e testes, os que completassem, possuiriam um grau elevado e seriam conexões entre os três mundos.
Segundo os druidas, em interpretações oníricas (interpretações de sonhos), profecias e clarividências, o nosso mundo acabaria por meio da água e fogo (os dois elementos principais). [alguma semelhança com as chuvas que estamos presenciando em jornais e no dia-a-dia?]
Com o passar dos tempos, os druidas (tanto homens como mulheres), se tornaram inimigos perante os olhos da Igreja e não podiam mais passar seus conhecimentos e ciências abertamente; desta forma, eles não possuíam mais liberdade para ensinar; então, qual a melhor forma de continuar a repassar os ensinamentos? A resposta foi recorrida aos bardos, os quais passavam os ensinamentos druidas por meio de versos misteriosos de suas poesias e músicas.
Entretanto, os ensinamentos da cultura eram apenas de forma oral; onde os jovens aprendizes druidas deviam memorizar todos os versos sagrados, saber sobre os fenômenos naturais e sobre a própria natureza e gravar tudo em suas mentes. Os bardos escreviam apenas algumas histórias que passassem pequena parte da tradição e eram guardadas para si, para que sempre as lê-se e não as esquecesse.
Os bardos foram convocados pela aliança para se associarem a Igreja e difundir o conhecimento celta pelos livros (onde só eram feitos com aceitação da Igreja). Os bardos recorreram e após muita insistência e persuadirem os monges, começaram a ditar as histórias sagradas e a Igreja publicava os livros contendo toda a tradição dos deuses celtas por acharem apenas "meras histórias folclóricas".
Os monges e a própria Igreja consideravam estas histórias como simples contos fantasiosos, pois desde o início, os celtas transpassavam suas tradições "casadas" com a mitologia; sendo assim, todos os contos e lendas trazem o fato verídico da sociedade da época, porém a mitologia está tão difundida entre a magia celta e divindades, que é impossível separar a realidade da "ficção".

Na próxima postagem falarei sobre algumas das tribos mais importantes dos celtas!
Escrito por Felipe M.

Iniciando o ciclo Celta!

Olá caros seres, humanos, mágicos e espirituais que este Baú abrem; tenham um bom dia e sejam bem vindos!
Finalmente chegou a hora tão esperada para algumas pessoas, no ano passado eu havia dito que falaria de algumas divindades celtas; porém, como as pesquisas exigem tempo e não posso estacionar minha vida pessoal, não tive tempo para falarmos deles.
Fica explícito a partir de agora que não serão postadas aqui todas as divindades, as mais importantes e vitais serão chamadas para este blog para que as conheçam. Assim como o panteão grego, existem várias divindades, não chegam as centenas, mas temos os pais, os filhos, os netos e assim por diante; desta maneira, colocarei assim como fiz com os gregos, as mais importantes (o que não me impede de mais adiante postar sobre as outras divindades).
Bom, chega de discursos e vamos ao que nos interessa!

Conto de fadas ou realidade?
Atualmente, temos uma pequena parte da crença celta em nosso cotidiano; quem nunca ouviu, leu ou assistiu a algo que tenha uma base em conto de fadas?
Quase impossível; certo? Para que consiga entender corretamente, contos de fadas não são aqueles que simplesmente possuem uma princesa e um príncipe e ambos vivem felizes para sempre; estes contos devem conter magia, seja de bruxas, fadas, duendes, gnomos, elfos, os dragões e todo um clima que envolva magia e uma rápida pitada de romance. É claro que apenas por ouvir estas histórias, você não se torna conhecedor geral dos celtas; afinal, isto é apenas um milésimo de uma cultura tão rica e complexa como a dos celtas.
Atualmente, as pessoas que seguem esta crença, muitas vezes são chamadas de loucas ou então julgadas tolas por viver em um conto de fadas "imaginário"; porém, se existe algo mais real que estas crenças celtas, somente os próprios celtas.

Celtas e suas Magias:
Em postagens mais adiante, explicarei com mais calma o que é a Magia e diferenciar as suas "fases" (Velha Religião, Magia Pagã, Wicca, etc).
Os celtas possuíam a Magia muito dispersa em sua sociedade, não era algo mascarado ou temido; raras são as lendas que não envolvem tais práticas. Desta forma, os celtas praticavam a Magia Natural, a mais pura e forte; a verdadeira Magia. Com estas práticas, os celtas possuíram uma forte conexão com o lado mágico e daí nasceu o legado dos seres elementais; tais como fadas, dragões, trolls, duendes, etc.

A teoria dos três mundos:
Os celtas tinham muito bem explícito em suas mentes a existência de três mundos; todos eles totalmente diferentes e ao mesmo tempo, totalmente semelhantes. De início, é uma teoria complexa; mas com o tempo e estudo, vê-se que não é complicado de entender e muito menos de dizer que é impossível.
Primeiro Mundo: O primeiro mundo é o mundo dos vivos, o plano físico-astral-mágico. Em resumo, o Primeiro Mundo é onde nós vivemos; o aqui e agora; o solo que pisamos, o ar que respiramos, a água que bebemos. Para os celtas, a Terra possuía a mesma figura que os gregos detinham dela; a grande Mãe.
Segundo Mundo: É o mundo dos mortos, o plano astral-mágico. Neste plano, apenas os que morriam detinham a permissão de viver nele; apenas espíritos poderiam se alimentar dos frutos e beber da água. Sabe-se que no plano dos mortos, os espíritos devem se alimentar também, em muitas religiões este conhecimento é difundido (por isso existem as oferendas). As almas penadas eram as que mais sofriam, elas não detinham o direito de se alimentar neste mundo pois possuem forte ligação com o mundo dos vivos; assim, muitos que morrem, continuam no Primeiro Mundo por pensarem continuar vivos enquanto deviam aceitar a morte e ir ao Segundo Mundo.
Terceiro Mundo: O mundo dos seres mágicos, o plano mágico. Neste plano, apenas os seres mágicos podem habitar. Local onde elfos, fadas, gnomos, dragões e outros seres vivem. É o mundo mais forte e mais importante por ser onde os 5 elementos regem (Terra, Ar, Fogo, Água e Espírito) e os elementais vivem (seres de cada um dos 4 primeiros elementos). Nenhum mortal jamais conseguiu pisar neste mundo pela forte magia que o protege. Os habitantes deste mundo seguem uma rígida hierarquia mágica e podem atravessar ao Primeiro Mundo sempre que necessitarem e ao Segundo sempre que forem convocados.

A morte para os celtas:
A morte para os celtas não era vista como algo unicamente terrível. Muitos temiam a forma que morreria, mas de certa forma, a morte era celebrada e adorada. Isto não significa que eram genocidas maníacos por morte.
Os celtas detinham o pensamento de que a Universo age de forma cíclica. Não há começo nem fim, ele se manifesta de forma única, sem jamais possuir um fim. A vida também era vista desta maneira; cada vida possuía seu próprio destino cíclico, quando uma nova criança nascia, um novo ciclo nascia junto a ela; quando esta pessoa morria, o ciclo mudava (porém não terminava) e na morte, o espírito renasceria no Segundo Mundo, onde este ciclo terminaria apenas com a reencarnação, e o ciclo da vida de uma pessoa se alternaria entre estes dois mundos.
A tristeza era gerada, pois nós nos apegamos as pessoas das quais gostamos; é comum este sentimento, porém, após o período fúnebre, a morte era celebrada pois a pessoa havia iniciado um novo ciclo de vida (o pós morte).

Celtas e Igreja Católica:
Os celtas foram os principais inimigos da Igreja, desde o início das jornadas cristãs, os celtas sempre se opuseram pela idéia de um único deus e principalmente se oporem ao fato de serem dominados e controlados.
Sempre houve guerras entre ambos, infelizmente, com as idéias propostas pela Igreja e o Papa, muitos temeram o pior e com o passar dos anos, a tradição foi se enfraquecendo e os celtas se "admirando" com o cristianismo. Pelo temor de se tornarem hereges pagãos, irem contra a força da Igreja e contra as leis dos senhores de terras (os quais muitos já haviam se convertido), decidiram seguir novo rumo nesta nova religião. Pelo medo da morte em fogueiras ou serem aprisionados e torturados, a força militar a favor da Igreja cresceu absurdamente e fez com que os celtas restantes fossem derrubados.
Mas, com a derrota, veio uma vitória; alguns dizem que durante a última aliança celta (feita para se defenderem dos cristãos), os druidas se juntaram e lançaram uma maldição na Igreja de que, mesmo com a tradição celta morta, a Igreja ainda celebraria (ou faria celebrar) as datas celtas; mesmo que de maneira diferente, elas seriam lembradas e até mesmo comemoradas.
Dois exemplos que comprovam isto, é o Dia de Todos os Santos, criado exatamente no dia 31 de Outubro, onde as pessoas comemorariam o dia e dedicariam aos Santos; nesta mesma data, era o festival de Samhain, onde os mortos e seres mágicos ficariam no Primeiro Mundo e se misturariam com os vivos; era uma época de festa.
Há também o Natal, comemorado no dia 25 de Dezembro, mesma data onde se era comemorado o festival de Yule; início do inverno e renascimento de muitas divindades ocorria na noite deste dia; outra data para a alegria celta. Conseguiu associar algo desta data? (Re) Nascimento das divindades celtas e nascimento de Jesus.

Em outras postagens, falarei melhor sobre Magia, Elementais, os Elementais, os festivais celtas (Sabbats e Esbats) e também sobre as divindades.
Abraços!
Escrito por Felipe M.

Serenada das Sereias

Quem nunca ouviu a história de pescadores contando que não conseguiram nenhum peixe ou o barco ter afundado por causa de tal criatura. Qual criatura é esta? Meus amigos e amigas, estas são as sereias.
Sem dúvida alguma, as Sereias são um dos seres mais misteriosos e místicos de todos os tempos, pela sua diversidade e conhecimento que se perpetua até os dias de hoje.
Conhecidas por todas as civilizações costeiras, tendo um surgimento específico na Grécia e se perpetuando por todo o mundo.
Como é uma Sereia?
Existem duas versões de Sereias, sendo uma delas exclusiva da Grécia antiga. Esta exclusividade é feita por possuírem cabeça de mulheres e corpo de grande aves de rapina (que foram classificadas como Sereias por um longo período); assim como também existiam as que eram metade peixe (cintura para baixo) e da cintura para cima, eram mulheres comuns.
A primeira citada se assemelha muito as Harpias mitológicas, o que acabou com que as Sereias se tornassem apenas metade humana e peixe.
Como se originaram?
As Sereias são filhas do Titã Achelous, filho e Tétis e Oceano (ver postagem sobre Titãs), com a musa Terpísicore. Do relacionamento destas duas divindades, nasceram as Harpias e as Sereias. De início, as Harpias eram consideradas Sereias e não possuíam o nome "Harpia"; porém, com o tempo, Terpsícore percebeu que algumas de suas filhas não eram tão belas quanto às outras, as metade peixe eram extremamente atraentes e belas, enquanto as com corpo de aves possuíam rostos feios, alguns horrendos, entretanto, algumas se destacavam pelo belo rosto.
Assim, ela impediu que as irmãs se vissem para que uma não se perguntasse do porquê de ser menos bela que a outra, assim se separaram e surgiram as Harpias e se separaram das Sereias. Achelous era muito favorável as Sereias por viverem junto a ele; então, convocou a musa e pediu que ela reunisse as irmãs e cada uma desse um presente especial para as filhas.
Assim foi feito, Terpsícore deu o dom da dança para que alegrassem a vida aquática; Urânia deu o conhecimento sobre as estrelas para que nunca se perdessem no vasto oceano; Tália e Melpômene deram o dom da atuação; Clio proclamou cada uma como guardiãs da história; Polímnia e Erato deram o dom de criarem as músicas; Euterpe deu o dom da consciência musical, porém Calíope se enfureceu por darem presentes que fariam suas sobrinhas se assemelharem a elas, deusas. Com o pedido das irmãs e o apelo de Achelous, ela deu o presente junto a uma maldição.
"Darei a mais bela voz já ouvida neste mundo, tanto terreno como divino, porém não tão bela como a minha; mas como viverão aqui, próximos aos homens (mortais), seu canto será a perdição dos mesmos. Nenhuma filha de minha irmã poderá ser tocada por mãos humanas, então, o cantar delas será hipnótico e levará o mais sensato homem à morte".
Assim, as Sereias receberam seus presentes divinos e se perpetuaram até os dias de hoje.
Morada das Sereias:
As Sereias moram principalmente no oceano e nos mares, podendo habitar também grandes lagos cheios de vida. Diz-se que quando a vida de um lago é extinta, seja pela pesca abusada ou poluição de suas águas, as sereias dele são mortas e só voltarão a existir se a vida retornar.
Como são conhecidas ou denominadas:
Como são conhecidas por várias civilizações ao longo do mundo, recebem vários nomes. Na antiga Grécia, eram conhecidas como Σειρήν (Seirin), com o passar dos tempos, as outras civilizações adaptaram o nome para sua língua, onde passaram a serem chamadas de Seirens, Sirenas, Seirenas até chegar as Sereias; são conhecidas também como Damas D'Água, Ondinas e Sirene (menos comum).
O que as Sereias fazem?
As Sereias são basicamente protetoras da vida aquática, inúmeros contos testemunham navios sendo afundados por Sereias em atos desesperados; quando a embarcação não é destruída, a tripulação desaparece.
Por que o canto das Sereias é fatal?
A história contada acima, é uma das hipóteses da razão do canto das Sereias ser tão "maligno". Segundo lendas, elas adoram cantar entre si, para divertimento uma da outra e dos animais aquáticos; entretanto, quando avistam alguma embarcação, são tomadas pela curiosidade que possuem dos humanos e pelo fator de defesa que possuem; com a beleza, distraem os marinheiros e quando se distraem tentando ver que animal que acabará de pular de dentro da água, são chamados por outra Sereia, está demonstra apenas sua parte mulher, os marinheiros se aproximam em tentativa de resgatar a estranha "moça" que está para se afogar, assim, ela canta de modo que atrairá os marinheiros para dentro das águas e desaparecendo com eles. Não se sabe o que fazem com os marinheiros capturados; algumas histórias contam que elas os aprisionam em grutas submersas e os tornam amantes, outros dizem que morrem afogados e são levados até as profundezas para que nunca sejam encontrados e até mesmo histórias sobre Sereias canibais (pasmem).
Existem Sereias masculinas?
Muitas vezes ouço perguntas deste gênero; entretanto, não existem Sereias masculinas; existem seres que são os parceiros delas, os quais são chamados de Tritãos (singular: Tritão), entretanto, se diferenciam por não possuírem as mesmas habilidades de Sereias, estão abaixo delas hierarquicamente; a arma dos Tritões é o tridente, enquanto das Sereias, é a voz.
O Tritão era filho de Poseidon, terrível deus dos mares, destruia as embarcações de marinheiros por diversão; as Sereias queriam parceiros como elas, então, se uniram e com mágica, transpassaram a essência do deus para uma enorme concha; por um período de tempo a concha gerou uma pérola dentro dela, e quando as Sereias a abriram, havia um bebê, um Tritão, idêntico ao deus (metade peixe, metade homem); porém mais calmos e de melhor índole.
Os navios naufragados são atacados sempre pelos Tritãos, enquanto as Sereias atacam os tripulantes.
Semelhanças:
As Sereias não possuem nenhuma modificação quanto aparência e atributos ao longo dos tempos e das civilizações, seja no Oriente Médio, Grécia, Inglaterra, Cornualha, Gales, Escócia, Irlanda, Dinamarca, Ilha de Man e até mesmo no Brasil, entre várias outras civilizações de qualquer época.
Para todos, as Sereias poderiam causar mortes e destruições de embarcações, até mesmo rapto de homens na beira da praia; mas sabe-se também que as mitologias e folclores contam sobre Sereias que se aventuram próximas da areia das praias para saciarem a curiosidade de verem os humanos; podendo muitas vezes brincar com a mente dos mesmos ou fazerem se perguntar "O que eu vi era real?".
Importância para culturas e religiões:
Gregos e Escandinavos:
Em civilizações como Grécia, Roma e até mesmo países Escandinavos, que dependiam de navegação, oferendas eram feitas e entregues no mar para que as Sereias não perturbassem os tripulantes e não causasse o desastre; com o passar das décadas, já próximo da era das Grandes Navegações; alguns navios apresentavam Sereias esculpidas em sua proa (frente) para que as Sereias não atacassem o navio.
Umbanda e África:
Para os umbandistas e religiões de base Africana, as Sereias estão muito presentes, sendo que Iemanjá é rainha das águas, assim como rainha das Sereias; além de ela própria ser uma Sereia. Diz-se que ela quem gera as Sereias e comanda o controle total dos mares, se assemelhando muito ao deus Poseidon, da mitologia Grega; porém, traz a calmaria, podendo ser portadora de grande fúria e vingança.
Celtas:
Os celtas em geral consideravam as Sereias como seres mágicos puros, sem nenhuma conexão com os humanos, sendo assim, teriam grandes propriedades mágicas. Tornaram-se ícones do elemento Água e até mesmo na Wicca, são cultuadas quando são feitas invocações para a Água e até mesmo em rituais, são pedidos que a força delas se faça presente.
Atualmente:
Despertam a imaginação das pessoas, seja em livros, filmes, desenhos e até mesmo seriados juvenis. Infelizmente, de alguns anos para cá, elas vem perdendo o conhecimento e cada vez mais estão entrando em "extinção racional", ou seja, as pessoas estão se esquecendo de tais seres.
Como detectar uma Sereia?
Por serem seres totalmente mágicos, puros, elas são avistadas e sentidas apenas quando elas desejam; entretanto, com isso existe também um lado negativo, são impossibilitadas de viverem em águas extremamente poluídas. Desta forma, é raro com que possamos vê-las em nossas idas a praia ou grande lagos; mas algumas vezes, têm-se a sorte de poder ver uma delas por um rápido segundo; basta prestar a atenção.
Abraços enormes, a sessão de mitologia se despede por aqui e peço perdões pelo atraso que ocorreu!
Escrito por Felipe M.

Nada além de ninfas!

Ninfas! Tão belas e tão místicas quanto qualquer outro ser mitológico já existente; sempre lembradas em fantasias e desejos (contam também os sexuais), livros, contos e até mesmo em filmes na mais pura imaginação.
Ninfas são seres mitológicos conectadas diretamente a Natureza e seres humanos; existente na mitologia grega e celta, além de várias outras mitologias de civilizações mais diversas, entretanto são mais conhecidas nas duas primeiras civilizações.
Como é uma Ninfa?
Ninfas são seres femininos, com a aparência total de uma mulher; entretanto, possuíam alguns poderes mágicos que as possibilitavam se transformar em elementos naturais para camuflagem e defesa própria.
Apreciadoras de muita música, vinho, natureza e animais; exímias dançarinas e algumas podem se destacar pelo belo canto que poderia atordoar um intruso em seus terrenos. Seja para gregos ou celtas, eram sempre descritas como jovens belas e lindas, capazes de levar um homem à loucura apenas de aparecer em sua frente.
Atualmente, temos uma palavra que está estritamente ligadas a estes seres; "ninfomania" é a palavra que se derivou do nome Ninfa e significa o vício pelos prazeres do sexo. As Ninfas eram extremamente ligadas ao sexo, muito mais do que os Sátiros, sempre que se viam cercadas por homens, praticavam os atos para saciarem seus desejos; é claro, que sabiam que em alguns momentos não poderiam fazê-lo, como em rituais, defesa de suas moradas, etc.
Morada das Ninfas:
Ao contrário dos Sátiros, as Ninfas não viviam apenas em florestas densas; existiam várias diversidades de Ninfas, cada uma era representada pelo local em que viviam. Poderiam morar em matas densas, clareiras, campos, aos pés de montanhas, beiras de rios e lagos e até mesmo dentro de rios e lagos (não confundir com sereias/sirenes). Elas são sempre descritas da mesma forma, como belas jovens, apesar de suas moradas serem diferentes, não possuíam guelras ou algo que as "adaptasse" ao local. A diferença mais evidente é no que se transformariam; se morassem em florestas, poderiam se disfarçar de árvores ou pedras, em campos, poderiam se tornar flores, em lagos poderiam se tornar algas; etc.
Ligação com o ser humano:
Assim como o Sátiro, as Ninfas são defensores da Natureza em geral, seja da vida vegetal e animal dos locais onde viviam, mas também eram ligadas com o ser humano. Esta ligação humana se dava somente com as mulheres, onde ela significa a vitalidade e a vida feminina, assim como o desejo sexual.
Por que não existem "ninfos", ou seja, ninfas de sexo masculino?
As Ninfas são ligadas unicamente com a mulher. Uma ninfa surge do nascimento dado de um relacionamento sexual de uma Ninfa. Quando a criança é um menino, nascerá como um Sátiro (se tiver se relacionado com um Sátiro), se elas se relacionassem com um homem, a criança nasceria como um jovem comum, porém, teria a habilidade da prática da magia e deveria se dispor para a proteção da Natureza. Se a criança fosse menina, tanto de um Sátiro como de um homem, ela seria uma Ninfa como a mãe e seria a descendente da magia e proteção da mãe Terra. Ao contrário dos Sátiros, elas possuíam vários relacionamentos com homens mortais, porém, quando vivessem próximos de Sátiros, se relacionariam apenas com eles por serem o complemento de sua essência.
Diferenças entre Ninfas Gregas e Celtas:
Gregas:
Eram divindades menores, pois foram criadas por Titânides para seu divertimento e proteção, sendo assim, eram deusas da Natureza, porém, hierarquicamente falando, abaixo de Titãs e Deuses.
Muito cultuadas pelos gregos, tanto homens quanto mulheres; em rituais, eram convocadas para trazerem a força dos Elementos e proteção.
Mulheres temiam encontrar Ninfas quando não eram convocadas, pois mesmo sendo ligadas a elas, não gostavam de ser vistas por olhos mortais em alguns momentos e amaldiçoavam as mulheres para que se tornassem viciadas em sexo e morressem por não saciarem o desejo.
Os homens evitavam entrar nas matas sem pedir proteção aos Sátiros para que ocupassem as Ninfas, pois se fossem pegos por elas, seriam assassinados por elas, por consideraram invasão.
Celtas:
Perderam muito de suas venerações e cultos, se tornaram simplesmente mais um ser mágico e seres da Natureza.
Não eram considerados seres mágicos puros por terem conexão com os humanos.
Na hierarquia, foram rebaixadas onde as Fadas se tornaram superiores a elas.
Semelhanças:
Para ambos, elas eram seres ligados a Natureza e atuavam como defensoras da mesma, ambas ligadas ao sexo e podiam se transmutar em parte integrante da Natureza (plantas, minerais, etc).
Como detectar Ninfas?
Aqui vão algumas dicas, as quais algumas pessoas considerariam loucura e invenções da cabeça de um ser humano; porém, se analisar corretamente a sua estadia em uma de suas moradas, poderá ver que não é loucura.
Muitas vezes, elas deixam com que as pessoas se situem em locais como campos, lagos e outros locais mais "simples", porém, para florestas, é necessária a permissão delas para que você possa entrar.
Quando se encontrar em uma floresta, sentir tontura e ouvir sons como se estivessem lhe seguindo, apresse os passos e chegue ao seu objetivo o mais rápido possível para evitar algum transtorno que possa ter. Segue-se também poder ficar perdido e a noção de tempo ir ao zero; fazendo com que se perca no físico e no cronológico.
Antes de entrar até mesmo em lagos e riachos, peça a permissão e demonstre que não maltratará a vida do local, pois pode-se sentir algumas fisgadas nas pernas e pés ou até mesmo fortes puxões.
Para entrar, peça a permissão as Ninfas em voz alta e peça conscientemente e demonstre subordinação; se for aceito por elas, a sua estadia será proveitosa e será envolto por um grande prazer por estar no local.
Enormes abraços!
Escrito por Felipe M.

Não estou satirizando, são mesmo os Sátiros!

Sátiros! Seres tão místicos e tão famosos, seja em livros, filmes, contos ou até mesmo em nossas maiores alucinações.
Sempre são citados em lendas ou histórias, porém, você sabe o que é um sátiro?
Sátiros são seres místicos que possuem conexão direta com a Natureza e com os seres humanos; existente tanto na mitologia e crença grega, assim como na celta; o qual recebe o nome de fauno.
Como é um sátiro?
Sátiros são seres masculinos, metade homens e metade bode; até a cintura, possuem patas ovinas e acima, já possuem a forma humana, com o tórax, braços e cabeça humana, apresentando pequenos chifres.
Apreciadores de muito vinho e música, exímios corredores e músicos, especialmente em flautas. Seja para gregos ou celtas, sempre temiam encontrar com estes seres. Apesar de serem ótimos para ajudar humanos, adoravam pregar peças para se divertirem. A palavra "sátira" é derivada pelas peças que eles pregavam em humanos; o que mais era constado era assustar viajantes que se aventuravam nas florestas durante a noite, de uma forma que o susto se tornasse em uma fobia; por estes que saiam aterrorizados das florestas, nasceu o "pânico" nas pessoas; pois o deus Pã (criador dos sátiros) permitia os atos e muitas vezes os praticava.
Outro fator que se destaca muito é o fato de serem extremamente ligados ao sexo. Uma de suas diversões eram a caça as ninfas, onde corriam as florestas em procura as ninfas, fazendo sexo repetidas vezes e se submetendo a orgias e várias parceiras, uma seguida da outra; também se utilizavam do sexo com cabras para o "alívio" da sensação de desejo.
Ligação com o ser humano:
Apesar de ser um defensor da Natureza em geral, principalmente dos animais silvestres e campestres, o sátiro está ligado ao ser humano. Neste caso, ligado única e exclusivamente ao homem; onde para ele, o sátiro representa o vigor da sexualidade, o desejo sexual, a maturidade, vitalidade e a excitação ("tesão").
Por que não existem sátiros fêmeas/mulheres?
Como citado acima, sátiros são ligados única e exclusivamente aos homens. Um sátiro nasce de uma relação sexual entre uma mulher e um sátiro; na maioria dos casos, as ninfas é que eram as escolhidas; raramente se encontra mais de 3 nascimentos de sátiros por simples mulheres.
Esta escolha ocorre pela "genética mitológica" (por assim dizer), o sátiro tem suas relações com as ninfas, como toda mulher, ela engravida desta relação e após o período de gestação, nasce a criança. Esta criança tem a probabilidade de ser menino ou menina, sendo assim, ao nascer menino, será um sátiro e logo após desmamar, é enviado ao grupo dos sátiros para viver com os seus semelhantes; quando nasce uma menina, está é uma bela ninfa, a qual viverá com a mãe e suas semelhantes (de aparência humana).
Existem pequenas diferenças entre os sátiros e os faunos, aqui estão elas:
Sátiros para os gregos:
Seres ligados a Natureza e ao homem, extremamente conhecido e participava dos cultos ao deus Dionísio.
Eram respeitados e temidos pela forma que agiam.
Faunos para os celtas:
Seres ligados a Natureza e ao homem, porém, não eram tão venerados conhecidos; por possuírem uma parte humana, não eram considerados seres mágicos puros.
Ficavam abaixo dos Elfos na hierarquia mágica.
Raramente invocados ou evocados.
É claro que existem semelhanças:
Ambos simbolizavam os mesmo significados para o homem, eram ligados a Natureza e possuiam uma ligação humana.
Para os celtas, eram temidos se chamados, pois jamais se sabia o que fariam com os humanos e qual seria a proporção de suas zombarias.
Para ambos, era necessária uma bebida para que eles não zombassem o humano que lhes chamou; para os gregos, era oferecido o vinho, para os celtas, alguma bebida doce e de teor alcoólico. Desta forma, saciaria a sede dos sátiros e demonstraria que você os chamou para alguma necessidade e não para alguma inutilidade.
Como detectar sátiros?
Eles vivem especialmente em matas densas e florestas, podem também habitar clareiras e campos; sempre que ao entrar em locais como estes e sentir tonturas exageradas "surgidas do nada", se perder inúmeras vezes, ouvir vozes e risadas que lhe assuste ou lhe confunda até mesmo aparição de vultos; é uma forma de se identificar se sátiros estão junto à você. Lembre-se que eles fazem isso para diversão própria, porém, esta diversão é uma forma de espantar o "invasor" da área ao qual estão designados a defender. Muitos que entram nestes locais com intenções de caça, destruição, etc., muitas vezes irão se deparar com isso, especialmente durante a noite. Eles estão ali para defender a floresta e a vida que ali habita, seja animal ou vegetal.
Para evitar estes problemas, entre com pensamentos positivos e demonstre que não está ali para prejudicar a vida daquela área, faça também um pedido em voz alta pedindo aos sátiros a licença para poderem entrar em seu terreno.
Se você entrar com boas intenções, não presenciará zombarias e gozações vindas deles; muito ao contrário, você sentirá extrema leveza e prazer por estar no local, assim como uma melhor "degustação" do ambiente e vida a sua volta.

A parte de mitologia da semana fica por aqui, peço desculpas pela demora da postagem, mas aqui está!
Enormes abraços e tenha uma ótima semana!
PS: Peço desculpas também por não possuir algumas imagens mais detalhadas sobre estes seres ou alguns vasos gregos, pelo significado deles, as imagens são literalmente inapropriadas para menores de 18 anos.
Escrito por Felipe M.

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