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Politeísta e Pagão, possuem um Deus supremo?

Boa tarde, sejam bem vindos!
Recebemos um comentário onde uma visitante pergunta se todo Pagão e Politeísta acredita em um Deus supremo, ou se todos os deuses possuem mesmo valor de supremacia.
Creio que este seja um tema muito integrado nas publicações feitas por Felipe, afinal, ele não abordou o tema de forma específica.
O que acontece, é que a visão de "Deus supremo" está muito enraízada no Judaísmo e até mesmo no Catolicismo; um Deus onipotente e onisciente, o "todo poderoso". De fato, os Politeístas não crêem em um Deus supremo da mesma forma em que vemos atualmente.
Para o Politeísmo, os panteões possuem hierarquias muito rígidas e acaba por criar diferentes valores entre divindades, fazendo um possuir maior regência que outro. Por exemplo, para os gregos, Zeus era o deus supremo, senhor do Universo e rei dos deuses; hierarquicamente falando, um nível muito alto para qualquer um tentar se assemelhar, ele quem comandava os demais deuses e por isso, era respeitado como o mais poderoso dos deuses. Existe também a visão de supremacia entre fieis, Zeus era de fato o senhor dos deuses, mas para muitos, alguma divindade menor poderia ter mais importância. Por exemplo, um troiano; conhecia a supremacia divina e conhecia que Zeus era o deus supremo, entretanto, para eles, Apollo era uma divindade principal, o patrono, regente; o que o tornava para os troianos uma divindade mais importante do que o próprio Zeus.
Para os Pagãos, o fato é que, existe sim uma Força maior que rege tudo neste mundo. Seja um deus, uma forma de energia ou uma força; existe algo que rege além de tudo. Os demais deuses (de todos os panteões), santos e até mesmo o Deus Católico e Judeu fazem parte da crença. Todos possuem seus valores, mas muito próximos; evitamos olhar os deuses e santos por quantidade de poder, o que realmente importa é a fé que temos neles e é através desta mesma fé que irão se manifestar.
Atualmente, por causa da Wicca, parece moda a Força superior ser chamada de "A Grande Mãe" e as pessoas acabaram por considerar que é uma deusa quem gerou tudo e todos, humanos, animais, deuses, plantas, etc; mas de fato, é algo que não possui gênero, não possui quantidade, nem raça nem forma.
Espero ter conseguido explicar e se surgirem dúvidas, basta perguntar clicando aqui em baixo em "comentários", analisarei sua pergunta e responderei o mais breve possível!
Publicado pelo "Animador"

Politeísmo Grego -Enquete "Religiões que lhe atraem"

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Hoje quero falar um pouco sobre o Politeísmo Grego, o qual foi escolhido em primeiro lugar na enquete realizada há algum tempo atrás.
 No politeísmo grego, temos 3 momentos que marcam esta religião; alguns marcam como 4 momentos ao todo, mas, quais são eles?
Período Pré-Minóico:
No início, bem nos primórdios do povo grego (anterior a junção dos mesmos e criação de sociedades), as pessoas viviam em centros familiares, como pequenas fazendas, onde algumas famílias dividiam um mesmo terreno, e com o tempo, começaram a surgir pequenos centros populacionais e a se expandir; as primeiras cidades foram fundadas pelo que hoje conhecemos por heróis (Herácles, Teseu, etc) e estes pequenos centros cultuavam estes heróis como pessoas divinizadas pelos seus atos; afinal, eram fundadores de cidades e eram portadores de atos que nenhuma pessoa comum poderia realizar, tal como enfrentar criaturas e bestas mitológicas.
Período Minóico:
Com o tempo, a hierarquia se moldou e adquiriu a forma que conhecemos, acima de todos estavam os monarcas, grandes proprietários de terra e ricos, vivendo em seus palácios repletos de luxo e riquezas. Não se sabe exatamente ao certo, mas nestes palácios, principalmente na ilha de Creta (cujo o governante era Minos, daí se origina o nome do período), surgiram divindades e o início de crença de árvores sagradas, terras místicas, etc.
Como as mulheres eram consideradas sagradas ao ponto de vista social; principalmente pela gestação e por gerar vida dentro de si, assim como a própria menstruação, tudo isso era visado como o lado fértil e daí se originou a base de que a Terra era uma mulher (Gaia), por sua fertilidade e vida gerada. Com o tempo, logo surgiram divindades, tais como Athena e Hera, e posteriormente Zeus; entretanto, o culto à Hera e Athenas eram muito praticados pela fertilidade que geravam (tanto nas mulheres como nas plantações e solo). A diferença principal era que por terem sido originados no palácio, a crença dizia que os deuses eram palacianos e serviam somente aos palacianos, sendo que não atenderiam plebeus em suas preces.
Período Micênico:
A cidade de Thira, onde um dos governantes era Micenas; sofreu com a invasão dos povos indo-germânicos vindos do Norte, apesar de terem vencido a invasão e derrotado o inimigo, acabaram por se deparar com alguns choques ideológicos; o principal (e de maior constraste) foi a super-valorização do homem, o homem estava acima das mulheres, elas deviam ser submissas ao marido, ou acatar às ordens do pai quando solteiras. Durante a guerra, a crença dos deuses palacianos foi introduzida na sociedade através dos que fugiam de seus palácios, mas ainda assim, não era uma crença generalizada; com esta ideologia indo-germânica, Zeus assumiu o seu trono de poder e seus irmãos e descendentes o antecederam, e as mulheres, aos pés dos mesmos.
Período Homérico e Pós-Homérico:
Iniciado a partir da obra "A Íliada"; Homero retirou um pouco de cada crença das 3 anteriores e as fundiu em um único conjunto, de forma que não houvesse perca de nenhuma delas.
Homero adotou principalmente o sistema de deuses e os juntou principalmente em 12 divindades principais (os Olimpianos), tais divindades haviam sido criadas no período Minóico, a única diferença foi que Homero explicou o nascimento de cada deus, tendo assim um surgimento racional, não uma aparição vinda do nada.
Utilizu também a ideologia Micênica, onde o homem era superior, mas em contraste com sua época, as mulheres haviam se tornado algo mais de simples subordinadas; desta forma, as deusas estavam subordinadas aos maridos, mas quando solteiras, eram livres e detinham poderes inimagináveis.
É claro que não se perdeu a crença Heróica, os heróis foram relembrados e imortalizados em sagas de suas aventuras épicas e tratados como filhos dos deuses; detentores de poderes, mas abaixo dos deuses.
Com o tempo, esta nova crença difundida por Homero passou a ser adotada e o sistema de 12 deuses primordiais foi adotado pela população e já não haviam mais deuses que não atendessem aos plebeus ou somente aos palacianos, os deuses "eram" de todos.

Reflexos desta nova crença:
Esta crença introduzida por Homero tomou forças espantosas e logo se apoderou da sociedade grega e as cidades passaram a se desenvolver, tornar-se grandes centros metropolitanos e alguns homenageavam aos deuses através do nome da cidade e o deus seria o patrono da população (Atenas por exemplo).
Cada cidade passou a ter um deus patrono, alguns com mais fé do que outros, mas sempre seguiam a crença Homérica, apesar de elevarem algum deus acima dos outros.
Dois bons exemplos que podemos citar é a cidade de Delfos e de Atenas, a primeira possuía Apollo como patrono e a segunda possuía Athena; ambos eram deuses muito aceitos e cultuados na época. Em contraste, temos Esparta, onde o patrono era Ares e ele era tratado acima de Zeus, e na sociedade grega, Ares sempre foi o desgosto dos deuses e da população.

Formas de culto:
As formas de culto eram as mais variadas possíveis; cada deus poderia ser cultuada de várias formas, dezenas, talvez centenas; era algo muito amplo e complexo.
Templos foram erguidos para os deuses, mas ao contrário do que muitos pensam hoje e do comum de nossa sociedade, os templos nunca foram o centro principal de culto.
Hoje, quando ouvimos ou lemos sobre um templo grego, errôneamente os associamos 100% idêntico a uma igreja; entretanto, o templo possuía outra utilidade.
Os templos possuíam sacerdotes treinados nas artes da magia e do culto divino do deus ao qual o templo era destinado; entre estes sacerdotes, havia o sacerdote principal, que comandava todo o resto e o próprio templo. Por sua vez, o templo era utilizado principalmente para coordenar as datas festivas da região; os sacerodotes abrigavam as pessoas que iam ao templo nestas épocas, mantinham a limpeza, as oferendas obrigatórias que deviam sempre ser repostas assim como seguir a "agenda" para que tudo fosse feito em seu tempo certo e não se tornasse uma confusão.
Fora das épocas festivas, os templos eram utilizados somente para o agrado do deus, sempre com oferendas e banquetes; mas para a população, era um local para pagamento de promessas, se a sua promessa foi realizada, o pagamento devia ser feito em forma de oferenda e entregue no templo, e é claro, algumas vezes, fieis podiam pergrinar até o templo em momentos de aflição para uma prece, na crença de que seriam melhores ouvidos pelo deus.
O comum na crença grega era:
-O sistema dos titãs e dos deuses
-Os 12 deuses primordiais
-O patrono da cidade
-O patrono da residência
Cada residência possuia pelo menos dois patronos, os quais eram agradados periódicamente com oferendas; rituais eram feitos na casa e eram comandados pelo chefe familiar (seja homem ou não) e ali mesmo eram feitas as preces e oferendas.

PS: PELO FATO DE OS GREGOS FAZEREM ISSO, NÃO TENTE FAZER O MESMO, SEJA NA SUA CASA OU NÃO; ELES POSSUÍAM REGRAS RIGOROSAS PARA PODEREM PREPARAR A CASA PARA OS RITUAIS E A PRÁTICA DOS MESMOS. ALÉM DO FATO DE NÃO SER FEITO PRÓPRIAMENTE DITO DENTRO DA RESIDÊNCIA.

Resistência entre crenças:
Entre o período Pré-Minóico e Minóico, óbviamente houve resistência da nova crença imposta pelos palacianos. Os plebeus detinham crenças nos heróis, os palacianos em deuses, quem era o correto?
Uma das histórias que demosntram esta resistência (nas entre-linhas históricas) é o conto de Teseu e o Minotauro. O fato contido é que Teseu entra no palácio de Minos para matar o Minotauro e o herói realiza a tarefa. Se analisarmos minuciosamente, Teseu, um herói cultuado pelos plebeus está em uma missão que vai contra o desejo de Athena, uma deusa palaciana; este é o primeiro conflito entre as crenças gregas; socialmente falando, é uma pova de que os palacianos necessitavam da plebe de qualquer forma para a sua sobrevivência, pois quando o Minotauro põe em risco a vida palaciana, um plebeu (Teseu) é enviado para ajudá-los.

Tenham uma ótima Sexta-Feira e um bom fim de semana, pois eu já terei o meu, assistindo Thor! Aqui é assim, além de mitologia, é Marvel na veia, rs. Abraços enormes!
Escrito por Felipe M.

Nó celta

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Aproveitando minha deixa aqui na internet, aproveitei para falar um pouco sobre o simbolismo celta, um tema que infelizmente andou meio afastado ultimamente.
Pois bem, vamos falar sobre o tão famoso nó celta, mesmo que desconhecido para algumas pessoas, muitas já o viram, seja em filmes (não precisam ser filmes de idades medievais) e até mesmo em gravuras de livros ou imagens.
O nó celta está presente na cultura deste povo desde o início, junto com os primeiros símbolos adotados; até mesmo junto ao pentagrama, talvez até antes.
O nó celta não era algo específico, tanto em significado como até mesmo em termos de quem poderia o utilizar. O pentagrama era utilizado mais comumente entre druidas e pessoas que pensavam necessitar de muita proteção (mas era usado por outras pessoas também) como um adorno, uma corrente ou algo bordado na própria roupa. O nó, por sua vez, podia ser usado por druidas, bardos, homens, mulheres, crianças, pessoas de idade avançada e todo o resto da população da tribo.
Dentre vários significados, os mais comuns do nó são:
-O infinito
-O nó que enlaça todas as coisas
-O nó que enlaça todos os seres (humanos ou não)
-Demonstra que todos nós estamos interligados e formamos apenas um (a famosa união e parceria entre pessoas)
-A evolução do ser
-A ligação entre a magia e a vida
-A ligação entre os três mundos (mundo dos vivos, dos mortos e dos seres místicos)
-Amuleto de proteção

O infinito:
O mais comum e rapidamente observado, o nó celta jamais possui um começo ou fim; ele é interligado ente seu início e fim se mesclando e se tornando apenas um meio. Isso simboliza a vida e o tempo, pois apesar de ter o aspecto mutável, é único e sempre semelhante em essência, assim como morremos e renascemos no mundo espiritual, como a Primavera sempre ressurge após o Inverno.

O nó que enlaça todas as coisas e seres:
Simboliza por ser uma única linha (ou mais, interligadas), dessa forma, simboliza-se que este único traço é uma característica física da balança Natural; a qual um ser jamais viverá sem outro ser, assim como não viveria sem algo que a Terra nos presenteou (seja uma árvore ou pedra).

A união:
Transmite uma mensagem positiva de união, onde todas as pessoa juntas, formarão um único pensamento e uma única vida (conotativamente falando), pois é impossível uma pessoa viver sem as demais que convivem ao seu redor; assim como transmite a força.
A evolução:
Assim como aprendemos em vida a falar, andar e as demais coisas, nosso espírito também precisa aprender determinadas coisas; precisa aprender a compreender, amar, se conectar com o divino, com a magia e por aí vai; centenas ou até mesmo milhares de aprendizados que "elevam" a nossa alma à um estado maior e de maior poder, e tudo isso é possível apenas com o aprendizado, que irá gerar a evolução. A evolução por sua vez é infinita e imutável, jamais deve-se parar de aprender e de se evoluir, sempre visar os graus mais altos de evolução. Mas lembre-se, o nó é infinito, ele pode seguir uma trajetória seguindo em frente, mas também pode regredir para trás.

A ligação entre a magia e a vida:
Os celtas acreditavam que a magia estava ligada a todos os seres, mas era necessária uma ligação, algo que trouxesse a magia para perto de nossas vidas. Uma pessoa poderia escolher não seguir a doutrina da magia e não praticá-la, outras por sua vez, poderiam seguir as doutrinas e aproximar a magia para sua vida, e o nó celta nada mais é que um "nó" que prende a magia aquela pessoa.

Ligação entre os três mundos:
Acredita-se que apesar de diferentes em vários aspectos, os três mundos se conectam; em alguns períodos do ano mais do que outros. Um exemplo prático é a constante ligação entre eles e a abertura total durante o dia e noite de Samhain; onde não há barreiras que prendem os habitantes em seus devidos mundos e espíritos nos visitam, assim como seres mágicos.

Amuleto de proteção:
Assim como envolve tudo na vida, morte e magia, envolve também elementos de proteção e usado próximo ao pentagrama, pode providenciar grande proteção. Serve também como um bou agouro após a morte, em muitas lápides eram inscritos nós celtas para proteger a alma contra espíritos ruins e para que a viagem ao mundo dos mortos fosse tranquila e que a evolução continue presente.

O nó celta era comumente usado para estes simbolismos além de ser utilizado como um adorno para simples enfeite.
Era comum também, chefes de clãs possuírem seu próprio nó celta e os integrantes o adotarem como identificação do clã ao qual pertencem.
Quando um casamento era realizado, muitas vezes dois clãs se uniam neste casório e já haviam a troca de alianças e a aliança tinha de ser exclusivamente um nó celta, onde demonstraria a união do novo casal assim como a união de dois clãs (famílias).

Na atualidade:
Muitos ainda o utilizam como símbolo para os significados os quais citei acima, sejam eles adeptos do politeísmo celta ou até mesmo Wicca.
Mesmo para quem não segue a ideologia, os utiliza como adornos decorativos.

Você sabia?
Os casamentos dos povos celtas já envolviam a tradição de troca de aliança e esta tradição foi repassada para nós até hoje; pelo fato de a aliança der um nó celta, foi daí que surgiu a famosa frase "Estar amarrado"
a um relacionamento ou simplesmente por ter casado e se "amarrado" à alguém!

Enormes abraços e uma boa noite!
Escrito por Felipe M.

Elfos, mais que seres mágicos

Olá amigos, visitantes, colegas e xeretas de Baús perdidos pela net! Como estão passando esta incrível semana?
Como semana passada falei sobre Centauros, nada mais harmonioso do que falarmos sobre Elfos. De início, quando conhecemos pouco sobre estas culturas e suas mitologias chegamos a pensar que elas não possuem quase nenhuma conexão ou sincretismo, entretanto há muito mais do que podemos imaginar.
Como isso é assunto de uma próxima postagem, vamos ao tema de hoje, Elfos; seres místicos que rondam os contos de fadas e muitas outras histórias, sejam culturais ou ficcionais como em filmes e livros; seres tão fantásticos e simples, ao mesmo tempo tão multifacetados.
Qual a aparência de um Elfo?
Raros são os relatos que demonstrem qual a verdadeira aparência dos Elfos. Eles eram simplesmente caracterizados como "fadas com proporção humana"; vale lembrar que a descrição de fadas para os celtas é ampla (assunto de outra postagem). Então, foram caracterizados com a aparência humana e a famosa orelha pontuda.
Como se originaram?
Ao contrário dos Centauros, os Elfos não se originaram de relações sexuais ou com alguma relação entre os deuses ou humanos; eles estão definitivamente fora do grupo de divindades ou humanos.
Eles estão muito ligados aos 4 Elementos, a sua origem dos Elfos está extremamente ligada à união deles; com a junção do Ar, Fogo, Água e Terra houve a criação do Espírito (o quinto Elemento), e como cada Elemento possuía os seus Elementais, o Espírito criou apenas um ser para o servir, os Elfos.
Elfos são seres divinos?
Como já dito acima, os Elfos não possuem conexão alguma com as divindades. Eles são pura e simplesmente criações do Elemento Espírito, desta forma, podemos resumir a classe dos Elfos exatamente como Elementais. Já que não são diferentes dos outros seres criados pelos Elementos.
Características dos Elfos:
Os Elfos são os seres mais poderosos e de nível mais alto da hierarquia Elemental. Não importa qual seja o outro ser que esteja sendo comparado aos Elfos, seja ele um Dragão, Troll e até mesmo Sereias, jamais serão superiores aos Elfos.
Apesar da distância física entre celtas e gregos, os Elfos poderiam ser chamados de primos distantes dos Centauros; isso ocorre por alguns fatos que se assemelham entre ambos. Os Elfos, diferentemente do que são conhecidos hoje, não eram vistos como seres lindos e maravilhosos sempre preparados  para ajudar a raça humana em suas guerras mesquinhas, muito pelo contrário, os Elfos eram extremamente respeitados e acima de tudo, temidos pelo homem e a sociedade. Ao contrário dos Centauros, os Elfos não visavam proteger o ser humano ou simplesmente a favor de morarem em cidades e dividirem seu cotidiano conosco.
Eles eram sempre descritos como seres selvagens, mas somente quando lhes era necessário assumir tal postura e seres muito animados além de ótimos manipuladores de ervas curativas e/ou venenosas, assim como portadores de enorme sabedoria, dom de batalhas e imortalidade.
Moradia dos Elfos:
Elfos são exclusivos de regiões isoladas onde não existem população ou cidades; tais lugares são como florestas, campos, praias e todo o resto onde não haja cidades e a vida animal e vegetal sejam abundantes.
Papel fundamental dos Elfos:
Todos os Elfos possuíam a obrigação e o dever de equilibrarem a balança da vida e a ordem natural da mesma. Eles são os executores das leis Elementais e protetores dos mesmos; um Elfo tem o dever de proteger os Elementais do local onde vive, protegendo-os, está protegendo toda a vida do meio ambiente e o próprio Elemento. Quando um ser humano entra em seus domínios, eles sempre ficam alerta e são capazes de deixar a pessoa louca quando suas intenções não são boas com o todo (pensamentos de destruição e morte de semelhantes e animais). Os celtas acreditavam que enquanto eles cuidavam do espaço terreno, as Sereias protegiam o espaço marinho.
Existem "Elfas"?
Conforme são vistos em livros e filmes, sempre há a presença de uma bela "Elfa" em um lugar lindo e maravilhoso; entretanto isso NÃO existe.
Elfos são seres exclusivamente do sexo masculino, druidas celtas contavam que por serem totalmente mágicos, não necessitam se procriar através do sexo; sua imortalidade lhe garante um ciclo infinito em serviço à Natureza.
Sociedade Élfica:
Desde a época dos celtas, já eram debatidos assuntos como estes. Em muitos livros e filmes são mostrados sociedades onde Elfos convivem entre si; mas nunca houve um acordo ideológico para dizer se existe ou não algo assim, mas sabe-se que como os outros seres mágicos, tais como as Fadas, há uma reunião anual entre eles para debaterem o que deve ser feito no novo ciclo (ano) que a Natureza entra.
Culto aos Elfos:
Os Elfos jamais receberam cultos dedicados única e exclusivamente à eles, o seu dever fundamental se expandia a ponto de durante um ritual algum Elemental ou Elemento ser convocado para presenciar, um Elfo seria incumbido de presenciar o ritual para evitar que algum erro ou problema viesse à ocorrer.
Em casos específicos, eram feitas oferendas aos pés de árvores para os Elfos, geralmente frutas ou algum alimento, nunca um objeto que para nós possui valor; porém, muitas vezes poderiam não ser aceitas pelo Elfo os rejeitar ou não gostar do que foi ofertado, afinal, assim como nós, cada Elfo tem uma personalidade diferente e por fim, um gosto diferente.
Como detectar um Elfo?
Elfos são seres puramente mágicos, portanto, serão apenas sentidos e vistos se assim desejarem; rituais feitos em matas podem atraí-los se feitos corretamente e possuírem alguma finalidade real (não uma tentativa barata de chamá-los) mas com certeza sentira que um deles te observa se for para algum lugar que lhes é sagrado e não possui permissão.
Elfos na atualidade:
Elfos são muito revividos em filme e estórias em geral, porém jamais apareceriam portando arco e flechas ou espadas, pois a sua forma de combate é mágica, onde com um simples gesto pode derrubar qualquer inimigo e não podemos nos esquecer de suas cidadelas e sociedades. Apesar de serem algo fantasioso para este ser, tornou-se um estereótipo dos Elfos, e que mal tem vê-los de forma tão graciosa?
O Baú se despede por aqui e lhes desejo um belo dia! Até a próxima!
Escrito por Felipe M.

Centauros, mais que uma simples criatura

Olá caros amigos e visitantes, como vocês estão?
Hoje vou falar um pouco sobre os meus amados e queridos Centauros. Seres belos, enigmáticos, repletos de misticismo e segredos.
Sempre retratados em contos gregos como guerreiros selvagens capazes de destruir vilarejos inteiros, exímios arqueiros e apesar da selvageria, possuidores de enorme inteligência. Quem eram? O que eram?
Qual a aparência de um Centauro?
Centauros se tornaram clássicos em contos de batalhas divinas e até mesmo de alguns heróis. Desde seu início eles eram representados com o corpo de um ser equino e torso humano; resumindo, eles possuem corpo de cavalo e a parte superior de um ser humano.
Como se originaram?
Existem duas versões de como se originaram. A primeira conta que os Centauros se originaram através de relações sexuais entre Ixion e Nephele.
Ixion era rei dos Lapithes (uma civilização grega de caráter guerreiro), segundo lendas, descendente direto de Ares e Peremele. Zeus possuía grande interesse no rapaz e ele o levou ao Olimpo para viver entre os deuses; porém, o rapaz despertou grande desejo sexual por Hera. Zeus o expulsou do Olimpo, mas Hera manteve seu ódio pelo mortal, então criou a ninfa Nephele, a qual detinha aparência idêntica da deusa.
A ninfa persuadiu o rapaz em ordem de Hera e acabou por engravidar de Ixion. Como punição ao rapaz, seus descendentes (os quais obrigatoriamente deteriam o trono) nasceram metade cavalo e metade homens, assim, a população os rejeitou e seu reinado teve um fim.
Outra versão conta que Centaurus se relacionou com éguas e os Centauros se originaram. Centaurus por sua vez, era descendente direto de Apollo e a ninfa Stilbe (filha do deus marinho Peneus e a náiade Creusa); da relação entre eles, nasceram duas crianças, o futuro rei de Lapithes (que substituiu Ixion, segundo algumas fontes) e a outra criança era Centaurus, metade homem, metade cavalo.
Centauros são seres divinos?
Como é possível perceber, em ambas as versões os Centauros se originam diretamente dos deuses Ares e Apollo. Isso os torna possuidores de poderes e forças sobre-humanas; porém, qual dos dois é mais certo de ser o verdadeiro pai (criador) desta raça?
Segundo historiadores e até mesmo alguns fiéis, ambas as versões são corretas. O que ocorre é o seguinte, de início existiam duas tribos de Centauros, descendentes de Ares e outra de Apollo. Com o tempo, as tribos se uniram e houve a junção do sangue de uma tribo com outra (através de relações sexuais) e os descendentes se tornaram os Centauros que conhecemos.
Esta crença foi fortemente acatada por explicar a natureza dos Centauros. Exímios guerreiros, capazes de esmagarem um exército humano e por serem dotados de extrema agilidade com arco e flecha (além de espadas).
Presentes dados aos Centauros:
As lendas sobre os Centauros não acabam por aí. Segundo alguns historiadores, os originadores de ambas as tribos de Centauros (Ares e Apollo) deveriam presentear a nova tribo, nascida da união das duas antigas.
Apollo como presente, deu à todos o dom da previsão do futuro e a capacidade de analisar o passado dos homens com um simples olhar.
Ares possuía apenas o dom da guerra para presenteá-los, porém eles nasceram com este dom da guerra e o dom do arco e flecha; assim, Ares não possuía presente, sem outra escolha, recorreu a sua rival. Ouvindo ao pedido do irmão, Athena não pode recusar aos pedidos puros vindos de Ares para com seus descendentes e pela pureza e humildade de Ares, ela concedeu aos Centauros o dom da inteligência e sabedoria.
Características dos Centauros:
Centauros, apesar de muito respeitados pelos gregos, eles eram principalmente temidos. Segundo oráculos, sacerdotes e até mesmo deuses, os Centauros protegeriam a humanidade pelo fato de serem metade humanos; porém, tendo a outra metade animal, eles poderiam punir o homem por agressões contra Gaia (Terra) e a Natureza. Segundo o oráculo da cidade de Atenas, os Centauros deveriam ser respeitados e incluídos na sociedade, pois sua fúria despertaria a selvageria da Natureza e traria a decadência a qualquer um que se colocasse contra.
Considerados os seres mitológicos gregos mais poderosos que qualquer um, mesmo que as hidras, harpias e todo o resto.
Os Centauros se destacam em um aspecto específico, apesar de serem selvagens e brutais por natureza, eles detinham o controle desta selvageria e assumiam caráter pacífico e inofensivo, porém em batalha, eles liberavam totalmente esta selvageria e brutalidade, não poupando nada nem ninguém que se mantivesse em seu caminho. O interessante é que esta brutalidade (de Ares) foi perfeitamente combinada com a sabedoria (de Athena), desta forma, quando eles agiam por impulso e selvageria, sempre se utilizavam de estratégias antes do ataque, tudo friamente calculado.
Moradia dos Centauros:
Os Centauros possuem preferência em habitar florestas e campos em geral, seja próximo de rios, lagos ou mares, ou no interior destas densas florestas. Na Grécia antiga, alguns optavam por viver em sociedade mista, ou seja, viviam em cidades junto com humanos, principalmente metrópoles. Mas hoje, como saber se temos ou não Centauros em grandes metrópoles?
Papel fundamental dos Centauros:
Respondendo a pergunta acima, seria extremamente difícil um Centauro viver em nossa sociedade atual.
Os Centauros possuíam um papel fundamental na ordem natural da vida e dos seres; eles eram incumbidos de proteger os seres místicos e as florestas existentes. Era de sua obrigação defender os sátiros, ninfas e outros seres mais pacatos, até mesmo como arriscarem a própria vida para defenderem seres mais ferozes como hidras, minotauros, górgonas, etc.
A vida em sociedade humana era rara, mas existente. É necessário que fique claro que poucos eram os Centauros que optavam viver junto com humanos. Grande maioria jamais saía das florestas para contato humano sem necessidade.
Centauromacia:
Assim como a Titanomacia, onde os Deuses enfrentaram os Titãs em uma luta decisiva para o controle do Universo, os Centauros possuíram uma guerra pessoal contra os homens. A Centauromacia é resultado de ambas as versões de origem dos Centauros.
A guerra foi decisiva para o controle de Lapithes, já que em uma versão os Centauros são proibidos de assumir o trono e em outra, o irmão humano do Centauro é quem assume o trono e quando morto, Centaurus é proibido de assumir o trono; assim, os Centauros se uniram em um grande exército e julgaram que a cidade devia ser inteiramente destruída e os integrantes mortos; adultos e crianças, homens e mulheres.
Caeneus, um herói da cidade, não ordenou nenhum pedido de ajuda, por sua gigante confiança em si mesmo e seu povo, acabou levando milhares de mortes de seus conterrâneos; em desespero, armou um planou e conseguiu remover todas as armas e armaduras dos Centauros enquanto dormiam. Na manhã seguinte, os Centauros se armavam com paus e pedras (literalmente) e partiram a luta mesmo sem as espadas e arcos e assassinaram Caeneus. Para dar fim ao massacre, Teseu foi enviado para exterminar os Centauros que não se rendessem pacificamente.
Ao chegar, convocou uma reunião com chefes Centauros e humanos para a rendição de ambos, onde ninguém ganharia ou perderia a guerra. O próprio rei de Lapithes concordou com a rendição, mas para espanto, nenhum dos Centauros aceitou a rendição e partiram para a luta onde culminou na vitória de Teseu e a morte do rei de Lapithes.
A guerra foi desencadeada também pelo atual rei querer se casar com uma Centáuride; e os Centauros se recusavam a aceitar a união entre um homem e um ser como o Centauro.
Havia Centauros fêmeas?
Apesar de quase nunca representadas, as fêmeas desta raça eram conhecidas como Centáurides. Grandes guerreiras e pensadoras, porém, optavam pelos cuidados com os jovens e idosos.
Quíron:
Mais conhecido como Chiron, porém é chamado algumas vezes de Quíron. Chiron foi o principal e mais famoso Centauro da sociedade grega. Ele optou por viver em sociedade e ajudá-la a resolver os problemas que frequentemente possuíam.
O nascimento de Chiron é desconhecido, mas seus estudos, muito bem visados. Ele se destacava dos demais Centauros por sua excessiva calma e capacidade de aprendizado.
Quando jovem, foi retirado da sociedade dos Centauros por Apollo e Artemis. Ambos o ensinaram tudo o que era possível um mortal aprender; entretanto, Artemis lhe visou as habilidades heróicas e Apollo a medicina.
Quando adulto, optou viver com humanos e se tornou grande filósofo da época; além de ensinar sobre as doenças, ele foi muito reconhecido com o treinamento de vários pupilos; todos estes pupilos se tornaram grandes heróis, entre eles, podemos citar nomes como Aquiles, Jasão, Teseu e Héracles (Hércules), entre muito outros.
A morte de Chiron acaba; de certa forma, sendo irônica. Ele ensinou muito sobre a arte da cura de doenças comuns e mágicas; porém, foi atacado por Héracles (Hércules) durante um descontrole de fúria por uma flecha envenenada. Porém, Apollo havia lhe dado uma mistura divina que lhe concedeu imortalidade, mas a flecha havia sido embebida em um veneno feito por Héracles e a partir de seus conhecimentos, Chiron previu que o sangue de Hydra o salvaria da possível dor gerada (afinal, não podia morrer). Héracles iniciou a jornada para matar uma Hydra enquanto Chiron agonizava em dores que nem o vinho de Dionísio conseguia amenizar.
Quando o sangue lhe foi trazido, Chiron fez a vacina, porém, seu organismo rejeitou o tratamento e ele foi condenado a pagar pela eternidade as dores que seu pupilo lhe causara. Cronos reuniu forças e através do vento, enviou uma mensagem para o herói e disse que as dores de seu mestre poderiam ter fim; mas seria necessário a troca da vida de Chiron pela liberdade de Prometeus.
Zeus recusou em fúria a oferta de seu filho, mas não recusou ao pedido de que seu tutor agonizasse eternamente; então Zeus retirou a essência da vida de Chiron e o transformou em uma constelação.
Importância de Centauros em outras culturas e algumas sociedades:
Em Atenas:
Segundo dados encontrados, os atenienses acreditavam que a cidade possuía um pacto onde os Centauros poderiam encontrar abrigo nela sempre que desejassem e em troca, ensinariam seus conhecimentos aos jovens. Tornando-se assim como professores e ensinando muitos filósofos.
Na Macedônia:
As Centáurides foram mais acatadas pela população. Elas se tornaram símbolos de boas mães, pela proteção que davam os filhos, atuando como tutoras e protetoras.
Em Roma:
Os Centauros continuaram com sua importância e era dito que Constantino detinha uma carruagem guiada por 2 Centauros, seus tutores e guardas pessoais.
Na Idade Média:
Foram muito utilizados em pinturas e poesias como símbolos de força e o lado selvagem do espírito humano.
Sincronia Celta:
Para os celtas, os Centauros não existiam; porém a figura deles era fortemente ligada aos Elfos.
Cultos dos Centauros:
Os Centauros foram muito ligados com Dionísio, sendo eles quem acolheu o jovem deus por certo tempo na Terra.
Dionísio sempre lhe foi grato e periodicamente preparava um vinho especial e mandava para os Centauros em forma de reconhecimento e agradecimento. Em seus rituais, os Centauros estavam sempre presentes para controlarem o rumo do que era feito para que não ocorressem enganos ou erros.
Como detectar um Centauro?
Centauros são seres muito ligados ao divino, portanto eles serão vistos e percebidos apenas quando desejarem que isso ocorra e é necessário grande equilíbrio físico/espiritual de uma pessoa para que isso seja possível.
Centauro e a constelação:
Chiron foi transformado por Zeus em uma constelação em pedido de Héracles e como gratidão pelos ensinamentos.
O signo de Sagitário assumiu então um lugar no zodíaco grego e até hoje nos é conhecido.

Espero que tenham gostado e logo postarei algo específico de Sagitário para vocês!
Enormes abraços e bom fim de semana!
Escrito por Felipe M.

O que são Elementais?

Elementais, muitos já ouviram falar sobre estes seres mágicos e místicos, porém, sabem o que eles são?
E você aí sentado em frente ao computador, sabe o que são? Também não? Pois bem, comecemos:
Os Elementais são basicamente seres que estão diretamente ligados aos Elementos; cada um dos 5 Elementos possuem seus Elementais. Eles atuam principalmente como protetores de seu Elemento "patrono" (vamos chamar assim), por exemplo, as fadas possuem além de suas funções, a tarefa de proteger o Ar contra tudo que possa lhe afetar e desequilibrar este Elemento.
Os Elementais são visados basicamente como guardiões do Elemento, eles são incumbidos de proteger contra qualquer desequilíbrio e dano que possa sofrer e defendem também a vida do ambiente em que se encontram. Um ser Elemental sempre visará o cuidado da vegetação e dos animais de uma floresta, um rio, uma montanha, um vulcão e até mesmo um jardim de uma casa.
Além desse fator de proteção -que podemos citar como algo muito utilizado no esoterismo-, existe um fator que é o seu fator fundamental de existência; este porém, esta estritamente ligado a MAGIA! Todo Elemental possui uma conexão com seu Elemento patrono e assim, o Elemento se manifesta neste ser como uma presença do próprio Elemento em algum lugar. Os Elementais são força, o que os celtas consideravam "seres mágicos (puros)", sem nenhuma conexão com o ser humano; totalmente ligados à Natureza e a Magia.
Elementais existem em quase que todos os lugares da face da Terra, infelizmente, com o crescimento das cidades, a aparição destes seres tem diminuído pela falta de verde e do natural.

Aparições Elementais:
Os Elementais podem somente serem vistos e sentidos quando eles mesmos desejam que nós humanos saibamos de sua existência.
Ao contrário de sátiros e alguns outros seres, mesmo com invocações nós podemos não saber se realmente estão lá ou não; é necessário que o duende, fada, sereia, etc, queiram que você o sinta e saiba que ele está ali ao seu lado te observando.
Entretanto, os Elementais possuem várias maneiras de se mostrarem perante nós, humanos:
* Podem se manifestar como uma simples brisa em nosso rosto
* Sussurrar algo ou rirem próximos de nossos ouvidos
* Uma diferente e forte vibração vinda "do nada"
* Tranquilidade e relaxamento momentâneos
* Podem se manifestar como um pequeno ponto luminoso em algum lugar em sua vista; próximo a uma planta, de um córrego ou até mesmo no jardim
* Se materializar e demonstrarem suas verdadeiras formas perante nossos olhos
Saibam que, a materialização é raramente feita para pessoas que não possuem conexão com Magia, porém, não a torna comum de ser vista e pessoas "sensitivas" podem ter facilidade em visualizarem como pontos de luz.

Hierarquia Elemental:
Assim como toda a sociedade existente, os Elementais também vivem sob uma rígida hierarquia mágica; não a desobedecem pois ela é o que equilibra a vida nesta Terra.
Vou citar um exemplo; você já deve ter ouvido falar em duendes, gnomos, troll, dríade e alguns outros, correto?
A hierarquia Elemental se resume basicamente em coordenar todos os seres de um determinado Elemento em uma ordem de força (digamos assim); o Elemento Terra teria a hierarquia desta forma:
Duende < Gnomo < Dríade < Troll
É claro que a hierarquia não é somente destes seres, existem outros, mas estou apenas citando um exemplo.
Mesmo um ser estando no início desta hierarquia, não significa que ele seja fraco; o que acontece é que cada ser é designado para uma função específica e determinados rituais necessitam de forças diferentes, como prosperidade é necessário os duendes, se fossem invocados trolls, seria um desastre total pois a força estaria fora de sintonia com o momento específico.

Elementais no cotidiano:
Atualmente, os Elementais são muito tratados como um assunto meramente esotérico e perderam bastante suas funções (para algumas pessoas), mas mesmo que não acreditem neles, eles continuam suas vidas sem nenhuma interrupção por falta de crença.
Elementais podem viver em jardins de casas, como duendes e fadas; alguns dizem que ele moram nas plantas mais bonitas do jardim. É claro que não são todos os jardins que possuem Elementais, jardins bem cuidados podem ser alvo de moradia deles, mas não é regra de que será.

Como saber se um Elemental vive em seu jardim?
Elementais são somente percebidos por aqueles que eles escolhem para serem vistos; no mesmo instante, eu posso estar junto com você, conversando e ambos olhando um mesmo local, eu posso chegar a ver uma fada e você não (ou vice-versa); isso ocorre pois eles escolhem quem pode vê-los.
No jardim, temos o que alguns chamam de "Elementais domésticos", são seres que escolhem viver naquele local, seja por escolha deles ou alguma tarefa que lhes foi imposta para ajudar algum sacerdote da magia ou praticante (lembrando que podem ser homens e mulheres).
Neste jardim, as plantas irão exalar vida, as flores chegam a desabrochar mais vezes ao ano e a casa é inundada por um bom astral, seja prosperidade ou outro sentimento, basta estarmos bem conosco mesmo para sentirmos eles.

Elementais domésticos e selvagens:
Estes são termos que alguns usam, existe discordância quando dizem que celtas já utilizavam estes termos ou se surgiu posteriormente; entretanto, facilita muito a explicação e a localização do ser.
O doméstico, como o nome diz, vive próximo de uma casa, jamais dentro; seja em um jardim, um vaso de planta ou uma árvore do quintal. Eles visam o bem do local em que moram e trabalham para harmonizá-lo e isso nos afeta também; eles escolhem morar neste local, jamais uma pessoa que os evoque todos os dias terá um deles vivendo em casa pois os chamou; deve partir deles ou um desejo superior a eles.
O selvagem é todo Elemental que vive em córregos, rios e florestas; assim como animais, não podem ser domesticados ou controlados, eles vivem conectados diretamente e a defesa do seu ambiente é muito maior.

Elementais são bons ou ruins?
Pessoas costumam se enganar dizendo que fadas ou gnomos são seres totalmente do bem e sempre farão somente o bem e alegrias; porém, isso é uma mentira!
Os Elementais podem ser dóceis com nós humanos, mais comum os domésticos para com os humanos que convivem com eles; mas não devemos jamais nos esquecer que eles não estão aqui para nos alegrar ou algo do gênero, eles estão aqui como representantes dos Elementos e principalmente para equilibrar a energia deste mundo.
Até mesmo um Elemental doméstico pode "fazer um inferno" na vida de quem mora na casa se a pessoa estiver agindo de má fé, fazendo algo errado ou prejudicando a energia e o ambiente da moradia.
Os celtas possuíam muita diferença de nós perante os Elementais, eles eram somente chamados em casos específicos, rituais ou algo mais necessário para alguém. Eles não eram adorados ou odiados, eles eram respeitados. Em muitos contos celtas, temos as terríveis Banshees junto com as Fadas, mas, são seres diferentes?
Na verdade, as fadas, segundo os celtas, eram os Elementais que tinham uma grande tendência de punição aos humanos, poderiam se tornar seres terríveis que arrancariam a vida de quem ousasse atacar sua moradia. Banshee é todo e qualquer Elemental que atua de forma prejudicial ao humano para fazê-lo pagar por seus atos contra a Natureza.
Resumidamente, Elemental pode ser caracterizado como a face boa destes seres e Banshee a face punidora contra os que desequilibram a força da Natureza.

Cuidando do seu Elemental:
Quando sabe-se e é confirmada a presença de um Elemental em sua casa, você pode cuidá-lo de algumas maneiras. Eles adoram ser presenteados e bem cuidados, os celtas lhes ofereciam frutas aos pés de árvores ou próximo de plantas com flores bem floridas.
Algumas vezes, encontramos aquelas pequenas estátuas de duendes sorridentes e geralmente eles possuem um nome (que a loja escolhe) e possuem um papel dizendo que é possível oferecer frutas. Mas, está correto fazer isso para uma estátua de duende mesmo não tendo um Elemental morando em casa?
Na verdade, a fruta é dedicada ao Elemental e deve-se ficar num período de um dia próximo aquela estátua, e quem já teve a curiosidade de abrir a maçã ou outra fruta que já serviu, perceberá que ela está totalmente seca por dentro, mesmo por fora continuar linda e maravilhosa. O que ocorre é o seguinte, não é que ao comprar a estátua, você comprou um duende e levou para sua casa, aquela estátua se torna o símbolo dos Elementais na sua moradia e oferecendo frutas a ele (estátua), os Elementais podem visitá-los e se alimentarem da fruta servida!

Tenham um ótimo restinho de Terça e que essa semana seja ótima com a ajuda do próximo e dos Elementais!
Escrito por Felipe M.


"São criaturinhas maravilhosas, que podem nos ajudar a todo momento, desde que sejamos honestos e sensíveis.     Adoram presentes e serem tratados com muito carinho, e principalmente não toleram que poluímos a natureza com químicas, poluentes e outros agentes refratários à ordem natural."

Elementos e introdução dos Elementais



"Terra é o meu corpo
Água é o meu sangue
Ar é a minha respiração
Fogo é o meu Espírito"

Elementos, Elementais; palavras tão parecidas, significados muito próximos e ao mesmo tempo muito diferentes e são nelas onde muitas pessoas chegam a se confundir ou não compreendem muito bem quando o tema é abordado. Por essas e outras razões, hoje explicarei sobre ambos e tentarei retirar as dúvidas das pessoas para que a tocha da sabedoria se acenda e possa nos guiar pelos caminhos mais obscuros da razão e da vida.
Vamos começar pelo início; a base de tudo o que nos originou e o que originou o que temos a nossa volta, os Elementos. Como todos nós sabemos e aprendemos logo desde nossa infância, o mundo é perfeito e essa perfeição é existente pelo equilíbrio; de onde vem esse equilíbrio? Dos Elementos.
O mundo em si é basicamente formado por 4 elementos principais, sendo eles a Água, Fogo, Terra e Ar; conta-se a história da criação dos elementos que estes quatro eram tão puros e tão antigos que não havia nenhuma divindade ou ser que os controlasse; o que foi o caso dos celtas, já para os gregos, Gaia era a única que os controlava.
Entretanto, em nenhuma religião, exceto o politeísmo grego, existe alguma divindade ou ser que tenha a força necessária para controlá-los. Segundo druidas celtas e crenças antigas, no início de todo o Universo, existiam somente os elementos da Água e do Fogo, porém, ambos não conseguiam se manifestar pela falta de um espaço físico que os ostentasse; sendo assim, criaram a Terra e o Ar. Desta criação surgiu a Terra (planeta); assim, através da Terra, a Água poderia se manifestar e através do Ar, o Fogo poderia reinar; dessa conexão entre os 4 elementos eles se tornaram tão complexos e tão poderosos que se manifestaram através do Universo pelas mais variáveis formas existentes.
Os mares nasciam junto com as nuvens, o Sol ganhava intensidade; assim, a conexão se tornou tão poderosa que nenhum elemento sobreviveria após a extinção de outro.
Com o passar dos tempos, os elementos adquiriram um poder descomunal e através da união de todos os quatro em um único elemento, surgiu o Espírito, a possibilidade de vida e variedades. Após este momento, a Terra teve seus solos fertilizados e as mais diversas plantas surgiram e simples formas de vida, como pequenos insetos e seres quase que invisíveis aos olhos. Em um momento de força de cada elemento e com a colaboração do espírito, surgiram as formas de vida mais avançadas; tão complexas quanto as plantas e tão místicas quanto o ser humano e tão poderosas quanto os próprios deuses.
Estes que nasceram foram os Elementais, seres criados pelos próprios Elementos para servirem única e exclusivamente a eles; atuando como mensageiros e protetores de cada elemento.
Com a vida destes seres, foi entregue a Magia; os tornando puramente mágicos que um novo mundo (o Terceiro Mundo celta) foi criado para a existência apenas deles.

Aparição dos Elementos em contos e histórias:
Antigamente, os contos contavam atos heróicos de deuses e heróis e muitas vezes a presença de um Elemento estava presente e era destacada. O interessante é que em todas as religiões, durante estes contos, os Elementos eram retratados de maneira que os assemelhava aos humanos, como uma pessoa; entretanto, podia ser uma manifestação do vento, de uma simples brisa, ou então uma onda no mar e até mesmo uma semente germinando.

Importância dos Elementos:
Em todas as religiões politeístas, os elementos tinham um destaque especial e sempre fizeram parte do cotidiano terreno; era comum o uso de cântigos em agradecimento aos 4 elementos.
Apesar de toda a importância que possuíam, jamais eram feitas oferendas; isso ocorre pelo fato de seres elementos puros, não seres como deuses e outros que precisam saciar a fome e sede, entretanto uma regra se fez necessária, sempre que um ritual de magia fosse ser praticado, algo que representasse cada elemento deveria ser colocado para a presença dos mesmo no ritual; como um pote com terra, uma vela, etc.
Com todos os rituais tendo a representação de cada Elemento, foi criado então o famoso Pentagrama. O simbolismo original é a proteção, porém, cada uma de suas pontas representa um dos 5 Elementos e o centro representa a união geral de todos eles; assim, estando nesse centro, seria o mesmo de mostrar que você é uma fusão de todos os Elementos e que está sob a proteção de todos ao mesmo tempo.

Conexão e fúria Elemental:
"Um Elemento não sobreviverá após a extinção do outro", isso ocorre pela forte conexão existente entre eles. Os Elementos, quando ameaçados pela vida humana, se utilizam de seus Elementais para se defenderem e revidarem todo o mal que lhes foi causado.
Muitos pensam ser uma mera estória, porém, é um assunto de simples análise; o mundo em que convivemos hoje está à beira do caótico; cada Elemento atuando para sua proteção, tufões, maremotos, deslizamentos e incêndios criados pelo calor (sem contar os vulcões); todos eles estão atuando diretamente em nosso cotidiano e mostrando que da mesma forma que criaram tudo, podem destruir.

Enormes abraços e uma ótima semana!
Escrito por Felipe M.

Origem dos deuses celtas

Olá pessoas, aqui neste post eu falarei sobre como os deuses celtas se originaram e algumas semelhanças com outras religiões politeístas.
Como já foi dito aqui anteriormente, a tribo de Danna e os Fomore eram as tribos divinas, enquanto um caracterizava a bondade e a luz, a outra simbolizava o mau e as trevas de um modo geral. Os Fomore, pelo que constam as lendas e epopéias celtas, foram os primeiros seres "humanos" a existirem; isso ocorre pelo fato de eles terem se originado junto com o solo da Terra, brotando como plantas e um solo fértil.
De alguma forma, os celtas não citam como, o ser humano nasceu; talvez evolução ou obra da própria mãe Terra, já que os deuses ainda não existiam neste período. Conta-se que a Terra era imersa em pura escuridão em ausência do Sol, onde a noite reinava e a vida seguia seu curso conforme lhe era possível; mais para frente, alguns anos (centenas passadas), surgem quase que misteriosamente uma tribo que é constituída de seres divinos e poderosos que trariam o que o ser humano necessitava para uma vida boa, alegre e fértil; esta é a tribo de Danna.
Mas, como Danna surgiu? Como ela poderia ser considerada uma deusa? Por que os que vieram depois dela e seus antecedentes eram deuses?
Voltando a muitos anos atrás, conta-se uma lenda celta a qual muitos chamam de "O Nascimento dos Deuses" (existem muitos nomes, depende da tribo que contava, dos livros e historiadores); apesar de o título se diferenciar, a essência é idêntica.
Uma pequena tribo de homens vivia isolada em um lugar muito distante, citada como uma ilha cuja localidade é desconhecida. Cada homem tinha um conhecimento diferente do outro, um era grande cozinheiro, outro um grande construtor, grande ferreiro, etc., certa vez, eles se uniram e através da ajuda da Grande Mãe (Terra), eles moldaram uma mulher da terra e barro e dela, se originaram outras; assim, a tribo aumentava, mas a doença os atingia como qualquer ser humano comum, em uma reunião entre os integrantes, eles tentaram arranjar uma forma de não serem atingidos pela fome, pobreza, tristeza, doença e morte.
Como eles conseguiriam? Era o que todos se perguntavam, porém, cada um prometeu dar o melhor de si em suas ciências e arranjar a resposta. Durantes dias, semanas e meses, cada um trabalhou sozinho e dava o melhor de si para realizarem o objetivo. Foi então que o cozinheiro descobriu uma receita mágica!
Ele preparou cervejas para todos os integrantes e cada um bebeu um farto caneco, nem mais, nem menos; desta cerveja mágica, eles se tornaram imortais e resistentes as doenças.
Mais algum tempo se passou e o artesão de couro, o qual fabricava as roupas da tribo, conseguiu uma pele mágica (alguns citam como de javali) e fez uma grande capa, tão perfeita, que o couro quase que não fora desperdiçado na manufatura. Todos o questionaram para que servia aquela pele, ele então trouxe um animal a beira da morte e uma farta bacia de água; levemente, ele mergulhou a capa de couro na água e a retirou rapidamente, a água começou a mudar de cor e num tom avermelhado como sangue, se transformou em vinho; aquele vinho tinha a propriedade mágica de curar qualquer doença e dor de um ser vivo, até mesmo livrá-lo da morte próxima (por curto período de tempo).
Uma das mulheres (Cerridwen), trouxe seu gigante caldeirão e após anos trabalhando em uma poção mística, conseguiu uma perfeita poção. Novamente a tribo se reuniu e aquele caldeirão conseguia produzir poções de sabedoria, quem a bebesse, se tornaria uma pessoa sábia e saberia todos os segredos da magia.
Outra mulher, conseguiu criar (através de misturas naturais) árvores que geravam maçãs douradas, elas dariam o conhecimento sobre tudo que era terreno, desde meros conhecimentos básicos até o segredo de todo o Universo.
O artesão criou vários instrumentos e objetos, todos mágicos e que seriam manuseados apenas por quem estivesse preparado para seu uso. Dentre os objetos, estão algumas armas divinas (que citarei mais para a frente) e a Harpa e o Caldeirão de Dagda.
Os anos foram se passando e as gerações mudando; logo se viram em confronto com os Fomore após a mudança da sua ilha e com isso, a morte de muitos se resultou nestes momentos de guerra. Um pacto brando foi feito entre ambos e viveram em trégua; com muitos dos anciães mortos, o arquiteto retornou aquela mesma ilha onde os segredos foram descobertos; lá, ele construiu um palácio que muitos citam como sendo dourado como ouro e aos redores, semeou as sementes das maçãs douradas. Esta ilha passou a ser chamada de Ilha das Maçãs, uma moradia dos deuses.
Dagda, Cerridwen e alguns outros deuses de gerações mais recentes se tornaram os guardiões e protetores dos segredos e dos objetos mágicos, e a partir deles, temos as histórias e contos que nos influenciam até hoje.


Complexidade divina:
Não há muito que contar sobre como os deuses se originaram; os próprios celtas contavam esta como uma lenda breve e curta; sem muitos detalhes. Entretanto, é possível perceber que os deuses são de essência humana e eram assim antes de receberem o título de divindades.
Por que são chamados de deuses?
Os celtas os chamavam de deuses, porque mesmo sendo humanos em sua totalidade, as divindades celtas seriam intituladas como tal se fossem descendentes diretos de algum deus e conseguissem controlar:
-Algum elemento natural (rios, pedras, o Sol, a Lua, etc.)
-Ter controle e conhecimento sobre os 4 elementos (Água, Terra, Ar e Fogo)
-Tivessem algum dom especial (conhecimento em poesias, guerra, etc)
-E o mais importante, possuir o conhecimento da magia (dado em objetos ou rituais que possuiam e faziam)

O surgimento da mulher:
A mulher para os celtas era extremamente divinizada. Segundo muitos contos celtas, é possível perceber que as mulheres já existiam em outras tribos e não se originaram pelos deuses como para os gregos, cristãos, etc; entretanto, esta criação mostra que a mulher é grandiosa perante os olhos masculinos celtas e que os próprios homens as divinizaram, tendo grande importância.
Poderes femininos:
Para os celtas, as mulheres eram portadoras de grande força, não como o homem (força bruta); elas possuíam o dom da vida (a gestação), o dom da proteção (como mães; os homens tinham como proteção de tribos e em batalhas) e principalmente da magia e conhecimento. Nota-se que todos os poderes e criações dos deuses se voltam para a vida e principalmente o conhecimento.

A reunião divina:
Apesar de terem bebido a cerveja, ela não era tão poderosa assim; ela possuía um prazo de efeito (como uma validade), ela teria efeitos mágicos durante exatos 1 ano da Terra. Nas reuniões posteriores, foram estabelecidas regras para adquirir a imortalidade; os deuses deveriam merecer tal presente, fazendo o possível para ajudar os humanos. Assim, estabeleceram um dia específico para que a bebida fosse feita novamente e os deuses a bebessem; este dia foi o dia de Samhain, 31 de Outubro; onde os deuses aproveitariam a mágica deste dia e renovariam a imortalidade.
A morte de alguns deuses mesmo sob o efeito da cerveja:
Apesar de a cerveja dar a imortalidade aquele que a bebesse, muitos deuses morreram em batalhas contra os Fomore; isso ocorre pelo fato de os próprios celtas os considerarem como deuses, porém ainda possuem uma parcela humana. A cerveja os livrava do envelhecimento e a morte natural; porém, ao declararem guerra, eles poderiam ser mortos em batalha, ou seja, poderiam ser assassinados.

Os itens mágicos:
Nas reuniões, eles impuseram mágicas sob os objetos as quais as tornariam possíveis de apenas um deus as controlarem; nenhum mortal conseguiria tocar a Harpa de Dagda, nenhum ingrediente entraria no caldeirão de Cerridwen, muito menos manusear as armas (já que elas tinham vida própria).
Os mais importantes foram a bebida de Cerridwen e as maçãs douradas. Cerridwen ficou incubida de dar a bebida para quem ela desejasse (ela é muito sábia); porém, as maçãs douradas foram proibidas para qualquer um, humano ou deus. Os deuses possuíam uma regra que era levada como a principal "Nenhum ser tem o direito de conhecer todos os segredos do Universo", então, qualquer um que comesse da fruta, seria morto sem julgamento (sendo mortal ou não).
Percebam a diferença entre a fruta em questão e a comparem com a situação de Adão e Eva na bíblia e no cristianismo; alguma semelhança?

A trégua entre os Fomore e os integrantes da tribo de Danna:
A mitologia celta é uma em que a trégua entre Luz e Trevas é bem percebida; não como os gregos, onde titãs ajudam os deuses, porém os deuses de Luz se unem com o das Trevas e formam um grupo muito imporante. Isso ocorre porque os celtas visavam o balanço universal, como muitos filósofos já disseram e se adéqua muito bem neste contexto é "A vida não existe sem a morte, a bondade não existe sem a crueldade e a luz não existe sem trevas".
Porém, para deixar claro, mesmo com a trégua, alguns deuses de ambas as tribos travavam batalhas pessoais com determinados integrantes rivais.

A Ilha das Maçãs:
A ilha em questão, foi criada para servir de moradia aos deuses da tribo de Danna; porém, em um consenso, todos preferiram habitar o Primeiro Mundo. A ilha se tornou um local para guardar os itens mágicos dos deuses e de lá, não saírão por mãos mortais.
A ilha recebeu o nome por todas as árvores serem as macieiras das maçãs douradas do conhecimento. Dizem que com os anos, as maçãs caíram no chão e as raízes das plantas abaixo das árvores absorveram os nutrientes da fruta e adquiriram o tom dourado. Para quem não sabe, a Ilha das Maçãs era o nome mais comum celta para o que hoje conhecemos como Avalon.

Espero que tenham gostado e já sabem; quaisquer dúvidas podem perguntar que responderei com prazer!
Abraços enormes!
Escrito por Felipe M.

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