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Regência espiritual de 2013

Bom dia, como vão todos?
Todos sabemos que 2013 chegou mais rápido do que muitos imaginavam (sem contar os que pensaram que nunca chegaria...) e com ele muitas energias e mudanças já se mostram presentes nos nossos cotidianos; a energia dos dias aparenta em determinados momentos muito mais leve do que do ano anterior quando você se encontra em um estado de calma, e já percebeu que se você se estressa a energia tem se tornado muito mais densa e insuportável do que no ano anterior?
Provavelmente já notou que este ano está com energias mais intensas, seja em quesito de amor, paz, ódio e muitos outros aspectos sentimentais e emocionais que nos cercam diariamente; muitos podem não ter se dado conta de que estas energias se intensificaram como vocês perceberam ou como eu percebo, mas hão de perceber uma hora ou outra, de uma maneira ou de outra. O ano espiritual ainda não teve sua plena mudança (ocorrendo no dia 20 de Março), desta forma, os regentes do ano ainda se mantêm os mesmos; desde 20 de Março de 2012 até 19 de Março de 2013 três deusas mantêm a regência e governam os dias, sendo elas Hécate, Ártemis e Selene, três deusas da noite, da Lua, protetoras da magia e dos Grandes Mistérios. Estas três deusas são a 'divina trindade', Ártemis é como a Dama, senhora que governa com força e trata todos como idênticos; Selene é a Mãe (apesar de não ter filhos na Mitologia), ela olha por todos e lhes mostra os erros para que as pessoas possam melhorar seus atos e evitar novos erros; Hécate é a Anciã, senhora soberana que governa e ilumina os caminhos obscurecidos e tudo que se parece perdido; todas elas se assemelham no aspecto de tolerar alguns erros, mas serem severas em maior parte do tempo e derrubarem seus próprios protegidos para ensinar-lhes uma lição que se manterá na memória para todo o tempo.
Este ano, 2013, será regido pelo grande Cronos (comumente chamado pelo nome romano, Saturno), senhor do tempo e dos caminhos claros e justos (justiça do Cosmo e Universo, para o Cosmo e Universo). Cronos é o grande pai, que muito dá e muito tira dos seus filhos; é ele quem possibilita a vida e a morte, é ele quem dá a riqueza e a pobreza, a questão primordial é que ele trata seus filhos como eles se fazem ser tratados. Contam as antigas lendas e mitos que Cronos destronou seu pai e por esta ação, tomou posse do Universo e do Tempo e por medo de perder seu reinado, engoliu os próprios filhos. Filosoficamente temos todo um enredo que demonstra seu caráter e até mesmo certos pontos cotidianos da cultura grega por si só; com isso Cronos observará cada um dos seus filhos no mundo e os julgará unitariamente, cada um receberá o que mereceu ao longo da vida e principalmente do ano. Muitas situações virão a acontecer e poderão chocar as pessoas, desde impunidades ao que julgamos um crime, assim como a reviravolta de situações que pareceram estagnadas; literalmente será o tempo de 'colher o que plantou'.
Junto à Cronos, teremos uma participação (menor) de Hades, senhor dos mortos e do submundo; muitos poderão se assustar com a regência de Plutão (Hades) por temerem que hajam muitas mortes e todo o tipo de caos, mas isso é sem fundamento. Hades é um dos guardiões das leis e da justiça, não tolera atos contra a própria índole humana ou demais transgressões, e quando observa tais acontecimentos, atua severamente na punição de cada um dos envolvidos. Hades, apesar de senhor do submundo e (subsequentemente) da escuridão, é ele quem desvenda os segredos de cada ser, desde o mais íntimo pedaço de memória; somado a Cronos (aquele que revela) haverão muitas descobertas que mudarão a vida de tudo e todos; então, se você pensa que esconderá muitos segredos ou até mesmo que manterá os antigos, se prepare que de uma forma ou outra eles serão revelados; e se pensa que poderá mudar seu destino a fim de se livrar de muitos 'safanões' e pagamentos, prepare-se, pois ambos não aceitam subornos e são extremamente severos com aqueles que tenta comprá-los.
O ano promete ser bom para aqueles que assim fizerem, e muito pesado para quem não andar dentro dos conformes; com a Nova Era se iniciando, o Mundo e os habitantes devem aprender e se fazer aprender de que mudanças são necessárias e sem estas, não será possível prosseguir em muitos caminhos.Mas acalme-se, o ano não será de todo ruim e pesar; Hades é o senhor das riquezas, dos metais puros como o ouro, enquanto Cronos é aquele que retira os excessos. Assim, os dois juntos trabalharão para retirar tudo o que lhe é maléfico na vida, desde um relacionamento turbulento, um serviço, alguma amizade, eles trabalharão para afastar tudo o que lhe atrapalha em vida para que você possa obter sucesso e a riqueza (seja ela material, sentimental ou espitritual); mas lembre-se, livrar-se dos vícios não é fácil e pode parecer ruim, entretanto 'tudo o que é em exagero, fal mal'.
Cronos e Hades entrarão em regência em 20 de Março de 2013 e se manterão até o próximo ano 19 de Março de 2014; portanto, haja dentro dos conformes, continue como sempre continuou e mude nos aspectos que DEVEM ser mudados; que os grandes pais e guardiões olhem para cada um de nós e que estejamos sempre preparados para colher o que plantamos e plantaremos, assim como para nos livrarmos de âncoras da vida!


Escrito por Felipe M.

Altares: O que são e para que servem

Olá pessoal, tudo bem?
Depois de muito tempo longe, muitos aprendizados e muitas práticas, estou hoje com um tempinho livre, então que tal conversarmos sobre algo que é da curiosidade de muitos e do conhecimento de poucos.
Quando falamos em magia, logo pensamos em varinhas mágicas, livros secretos e diversas outras situações, mas muitos se esquecem ou sequer lembram de um pilar fundamental para todo bruxo: o Altar.
Mas, o que são os altares?
Os altares são locais específicos de um recinto (seja um quarto, a sala, um local próprio no jardim, etc) onde o bruxo possa ter contato com o que lhe é mais importante, seus utensílios e sua própria energia. Os altares são sempre montados com quatro itens principais, independente de vertente seguida (grega, egípcia, wicca, antiga tradição, etc.) e sempre com alguns toques mais especiais e pessoais que variam de acordo com cada pessoa e também a época do ano em que nos encontramos.
Em resumo, podemos afirmar que o altar é o local de força do bruxo, lá se encontram as representações dos 4 Elementos e alguns dos itens de poder do bruxo e outros objetos, tais como estátuas ou itens que sejam de algum valor (para o proprietário). Além de todo o simbolismo unificado por cada pequeno detalhe e ínfimo objeto, o altar é um ponto de paz do bruxo proprietário, sendo que ali são ralizadas grande parte das orações, meditações e até mesmo alguns pequenos rituais indivíduais; com tais práticas e contato, assim como em qualquer outro ponto da magia, o altar tomará as energias do bruxo para junto de si e ambos estarão conectados por um vínculo vibracional/energético único do ser. Esta conexão se dá pela dedicação e o cuidado, sendo que após algum tempo de contato entre o praticante de magia e seu altar, a pessoa se torna seu altar, podendo recorrer ao mesmo em locais distantes, outros cômodos ou até mesmo kilômetros, afinal, ambos se tornam como um único ser, uma única vibração.
Eu, em meus aprendizados e estudos, classifico os altares como três especificos:
1- O altar Sabático/Esbático: Altares dedicados para montagem e realizações dos rituais e dedicações que ocorrem durante o período dos Sabbaths ou Esbaths (datas do ano que se caracterizam pela movimentação solar e lunar, respectivamente). São muito exclusivos de cada um por conter oferendas variadas e decorações também conforme o gosto de quem o prepara; mas são de maior regimento, devem ser montados e desmontados em datas específicas, conforme a data em questão, deve conter cores determinadas e alguns objetos próprios. (P. ex. Samhain, deve ser montado em 31 de Outubro e desmontado em 1 de Novembro [pode haver uma flexão de maior data conforme o que será feito pelo bruxo] e devem conter alguns detalhes com coloração negra, roxa ou laranja; sendo obrigatório ao menos uma delas)
2-O altar espiritual: São altares físicos (podemos tocar) mas que se dedicam aos seres Superiores, são montados de acordo com o que se dedica, podem ser feitos para os antepassados (muito comum os japoneses terem este tipo, tendo como principal item as espadas ou vestimentas dos ancestrais), ou até mesmo divindades específicas, podendo haver também um altar para o guardião da pessoa, da residência, um guia espiritual, elfos, dragões, etc. Não necessitam especificamente da presença dos 4 Elementos (como no dos antepassados), mas nos demais, como dragões, é exigido a presença destes itens e o altar é montado conforme eles solicitam; poucas vezes dão liberdade para o bruxo decorar como deseja, quando há tal possibilidade, não é permitido nenhuma forma de exagero.
3-O altar pessoal: Esse é o famoso altar que vemos em filmes, livros e tudo mais ligado a magia. É o altar pessoal do bruxo em questão, ali se depositam seus objetos e forças; é montado em honra aos 4 Elementos e a si mesmo, é de criação livre e não exige um local específico, sendo do tamanho necessário; seja uma mesa própria, uma bancada na sala, ou até mesmo dentro de alguma repartição do guarda-roupas para que os demais residentes não vejam (pois existem famílias que não aceitam, etc).
 
Os altares possuem o mesmo objetivo, honrar a algo ou alguém; como a igreja é para um cristão, o altar seria para o bruxo (fazendo uma comparação bem grosseira); ali se dedicam as preces, meditações e especialmente a honra ao Superior e a si mesmo.
Pontos importantes são de total conhecimento para quem possui um altar:
-Apesar dos itens serem seus (como no caso do pessoal), ou seja, não dedicado à um deus ou entidade, são objetos sagrados, não podem ser utilizados em motivos de propósitos diferenciados;
-Quanto menos amostra estiver, melhor; por ser algo muito pessoal, quem deve ter contato é você e apenas você;
-Altares coletivos são diferenciados, se criar um altar para a residência onde todos terão acesso e o utilizarão, tenha em mente que sua montagem e preparo mágico é diferenciado de um altar pessoal, espiritual ou outros; cada um tem seu modo de ser montado e consagrado;
-Altares devem ser de posse para os inicados que passaram pelo rito de consagração, mesmo assim, com o tempo que lhe é pedido a montagem do altar, muitas vezes meses são passados para que seja necessário montar seu altar sagrado;
-Altares atraem o que ele foi montado para atrair; sejam energias ou seres.
Ter um altar é muito bonito, gratificante, mas exige responsabilidades; e cuidar deles não é fácil. Jamais monte um altar sem a confirmação de seu mentor(a), sua presença na residência pode acarretar problemas diversos de acordo com a montagem. Um exemplo é de uma conhecida, uma moça chamada I.S. demonstrou curiosidade em mitos e vida mágica, conversou com um bruxo e este comentou que acabara de limpar o altar e conversaram sobre gnomos; quando ela encerra as diversas dúvidas sobre a existência de gnomos, ela então decreta "Vou montar meu altar, gosto tanto de Gnomos".
O bruxo em questão a explicou que não devia ser realizado jamais, ela desejava montar um altar em honra para seres as quais ela sequer acreditava na existência, não conhece nada sobre os seres e é católica praticante; qual seria o problema na montagem do altar?
De início, a falta de conhecimento dela por não saber quais as capacidades de tais seres; ela realizar a montagem de tal altar seria como um faról dentro de sua residência de forma a atrair os mesmos para a casa e poderem se tornar descontrolados; o fato de ser católica pode acarretar no medo caso haja a percepção de tais seres na casa e isso desencadearia reações de rebeldia e até casos graves de "poltergeist", muitos dos exorcismos de elementais das residências se dá por pessoas leigas montarem altares e convocarem tais presenças; o fato de maior agravância é que gnomos (e outros elementais) não se subordinarão as palavras de padres, muito menos responderão ao nome de Jesus Cristo ou do Deus cristão; sendo obrigatória a presença de um sacerdote da magia para o banimento.
Em término, o altar é um ponto que requer cuidados no preparo e manutenção para que possa ceder a pessoa um bem estar e tudo mais o que ele vier a necessitar no futuro; portanto, se você não é um iniciado ou se é leigo no assunto e se interessa por curiosidade, não tente mexer com situações além da possibilidade de seu controle; montar um altar é abrir uma porta; a questão é que nunca sabemos para onde estas portas podem nos levar.
Um enorme abraço para você, caro leitor e até a próxima lição!
Escrito por Felipe M.


Venda de alma?


Olá todos, como vocês estão?
Estava concluindo alguns estudos e acabei, quase que por acaso, encontrando uma pergunta realizada a uma bruxa; foi então que pensei, esta pergunta é interessante para ser repassada, pois retirando o fator idiotice da pessoa, a resposta é profunda e nos ajuda a concluir muito, especialmente concluir que nem tudo é como certas pessoas imaginam. Abaixo seguem a pergunta e a resposta, peço que leiam e reflitam.

"Minha amiga pediu para eu fazer um 'trato' com uma entidade chamada Lúcifer que ele me forneceria poderes místicos e em troca de mim, aí, um tempinho depois deste ritual, inimigos meus que me perturbavam, alguns estão doentes e outro morreu atropelado, garotos que jogam futebol na rua tentam me acertar de propósito com a bola e não conseguem, coisas começ...am a tremer na mesa. Isto lhe é familiar?

Resposta da bruxa= Claro. É a história mais velha do mundo e é impressionante como sempre tem um idiota caindo... Claro que você vai conseguir sucesso a curto prazo com entidades trevosas e interesseiras. O problema é pagar a conta depois... A tal entidade inclusive mentiu sobre o nome, pois o anjo caído Lúcifer não está mais à serviço das Trevas (na verdade, acho que nunca esteve. Ele era um guardião)."

Resumindo a história, o rapaz fez um pacto com o, então chamado, "Lúcifer" e seus inimigos foram debilidatos e sua vida parecia perfeita; mas no entanto, algumas situações se iniciaram na própria casa do rapaz e ele se sente assustado (daí o motivo de perguntar afim de ter ajuda). A bruxa então respondeu que ele fez um pacto com uma entidade de carácter negro, sem luz, e que seu problema seria pagar a dívida.
Mas agora lhes pergunto, qual as consequências de se "vender a alma"?
Para início de conversa, a alma é nossa mas não nos pertence; como já dito por célebres estudiosos, "a alma nos fora presenteada, mas pertence ao Ser Superior" (seja ele Deus, Oxalá ou quem você tenha fé); portanto, você não será uma propriedade eterna desta entidade, mas não está livre do mesmo.
Ao fazer o pacto, você "assina" um contrato que te deixa subordinado a tal espírito; assim, após o seu desencarne, sua dívida é paga por escravidão e torturas, seja para serviços sombrios ou apenas para satisfazer o desejo sádico de tal entidade em ver a dor do próximo.
Portanto, fazer um pacto destes não o remetem a realizar pactos com Lúcifer, mas sim com entidades nefastas e de baixas vibrações; infelizmente, como temos livre-arbítrio, se desejamos realizar tal ação, nós escolhemos por vontade própria, e não há nada que espíritos superiores de luz possam nos ajudar; afinal, contrato é contrato.
 Escrito por Felipe M.

Livro das Sombras

Bom, como este mês me é especial, gostaria de falar sobre muitas coisas que são especiais para pessoas como magos, bruxas, etc.
Os praticantes de magia possuem grandes potenciais, porém, possuem também grandes objetos; os quais falarei aos poucos até serem listados grande maioria e falarei sobre as importâncias deles para os praticantes; mas, tudo ao seu tempo.
Quando você ouve falarem em objetos importantes de bruxos (e bruxas também), o que lhe vem em mente como principal? Uma varinha? Um caldeirão? Um livro?
Pois bem, se você pensa que é um livro,  está mais do que correto; entretanto, não é um livro qualquer, muito menos um livro o qual as pessoas encontram em qualquer local para serem vendidos, seu conteúdo é restrito e muitas vezes, impossível de ser lido por olhos curiosos e alheios.
Pois bem, vamos começar sa falar tal ser tão especial.

São conhecidos por quais nomes?
Livro das Sombras, Grimório, Livro, BOS, Book of Shadows e Grimoire.

Qual a finalidade de um BOS?
O Livro das Sombras, apesar de um nome "sombrio", não é o que aparenta para muitos; ao ovirem Livro das Sombras, muitos já pensam em maldades e coisas do "Diabo", afinal, se é "das Sombras", não pode ser bom.
Mas eis o ponto, este Livro não pertence às Sombras, ele se esconde nelas; este nome foi dado por ser de extrema necessidade de um bruxo escondê-lo de qualquer pessoa, sejam familiares, filhos, esposas, amigos e todos os demais; então, se ele se esconde na escuridão, qual a possibilidade de ser encontrado?
Todos os bruxos e praticantes sérios não demonstram seu livro como uma relíquia ou como um troféu, eles sequer o mostram, não tiram fotos (mesmo que fiquem guardadas) e nem saem falando para as pessoas como ele é ou onde está; tal forma de agir é pelo que o Livro contém, neles são escritos todos os segredos que os seus proprietários adquiriram durante a vida. As palavras que ali são escritas revelam encantamentos, misturas (poções) e até mesmo o conhecimento puro e refinado que fora adquirido pela pessoa, sendo assim, toda a vida e força dele está ali no livro, portanto, é necessário um cuidado maior do que com qualquer outro objeto.
Sobre o conteúdo ser (usando esteriótipos) Bom ou Mal, voltado pra Luz ou Trevas, depende do proprietário, quais os pensamentos, desejos e o que ele pretende realizar e praticar.

O Grimório tem vida?
Em muitos filmes e livros vemos bruxas (quase sempre malignas) com seus livros e estes, por sua vez, possuem vida. Citando aqui alguns filmes que demonstram de forma bem interessante este fato, temos "Abracadabra" e até mesmo o filme nacional "Castelo Rá-Tim-Bum"; ambos demontram os Livros como realmente são; no primeiro, temos um livro extremamente consciente e que tenta retornar a sua proprietária de forma persistente e até colocando os jovens em perigo; já no segundo filme, há uma demonstração de como o Livro adquire vida e por um rápido instante, a conversação entre escritor e Livro.
Estes livros possuem sim vida, mas existem graus variados; novamente depende do proprietário e como ele se dedica. Tais Livros, em certos momentos deixam de ser objetos comuns e podem até mesmo adquirir personalidades e transmitir pensamentos para seu dono em forma de ajudar em alguma dúvida ou situação.

Como o Livro atua?
O Livro tem alguns aspectos principais, tais como carregar os escritos de seu mestre e principalmente protegê-los; mas para que isso ocorra, são necessários que hajam escritas e ao primeiro momento em que você se dedicar a escrever, o livro terá seu primeiro toque de vida.
Após tempos e escritas, o livro irá amadurecer como guardião e companheiro, adquirindo personalidade de seu dono ou (em alguns casos) personalidade própria; e apesar de não ter capacidades de se defender sozinho em determinados aspectos, ele pode se tornar mais pesado para evitar que seja locomovido, causar problemas para aquele que tenta matar a curiosidade nele, evitar alguma forma de abertura de forma que pareça trancado e até mesmo algum ataque psicológico em quem tente lhe roubar.

Um pouco da história de sua origem:
Antigamente muita das tradições e conhecimentos eram transpassados de forma oral, portanto, haviam riscos de serem perdidos através dos anos por falha da memória e por distorção das pessoas ao contar para as próximas.
Em quesito de magia, o assunto é mais delicado e vital para seu praticante, esquecer-se de uma única palavra de um encantamento pode levar a ruína de sua vida; então, a escrita se tornou parceira dos praticantes. O primeiro livro de encantamentos que se tem conhecimento fora escrito na região da Mesopotâmia (atual Iraque) datado de 500-400 A.C. e contava com diversas tábuas feitas em madeira com escritas cuneiformes.
Com o passar do tempo, diversas outras civilizações chegaram a mesma conclusão de que a escrita era a salvação contra problemas de esquecimento posteriores, e no Egito, a prática também foi adotada e ia além de Livros, encantamentos também eram escritos em amuletos e até objetos de forma que se houvesse falta de papiro, pudesse perpetuar o conhecimento, afinal, estaria escrito.
Com o passar dos anos, a Grécia (de forma um tanto tardia) começou a empregar-se dos Livros e tal prática fora adotada pelos Macedônicos, que vieram a se mesclar com os egípcios, de forma que em 332 A.C. foi aberta a primeira biblioteca de Alexandria, que visava principalmente conter tais livros para conhecimento geral.
Contam-se Grimórios também na tradição Judia, de uma forma mais rara, porém existente; e até mesmo o Cristianismo apresentou um em sua história.

No período Medieval:
Nesta época, a prática da escrita nos livros passou a se disseminar por quase toda a Europa (ironicamente no mesmo período em que foram proibidas as práticas mágicas); apesar de a Igreja monopolizar a escrita e leitura, muitos dos então chamados bruxos encontravam caminho na sabedoria e inteligência; ou seja, eles passaram a escrever seus livros com códigos secretos que apenas ele entenderia e foram adotadas também a tradição de gravuras, de forma a servirem como mapas e não meras decorações.
Infelizmente, muitos destes livros foram perdidos durante a Inquisição e o conhecimento ou fora perdido, ou perpetuado por algum aprendiz secreto, lembrando que a própria Igreja tomou posse de alguns livros os quais julgaram interessantes para utilizações próprias.

Período Moderno:
Os Livros passaram a ser reescritos e a tradição renovada junto ao Renascença e o Iluminismo; as práticas de magia se tornaram mais amplas e um tanto mais comum, de forma que as pessoas perpetuaam esta tradição e a prática foi utilizada principalmente por praticantes de Hermetismo e Alquimia; aos quais, muitos dos conhecimentos escritos naqueles livros, nos é conhecido hoje.

Nos tempos atuais:
Os Livros continuam sendo usados, infelizmente, alguns não o protegem como realmente deveriam e acabam expondo até mesmo ele aberto em fotos na internet ou como um troféu aos amigos.
Entretanto, cada um sabe o que lhe é viável e escolhe o futuro que lhe acontecerá, mas sem dúvida eles nunca deixarão de ser grandes companheiros e ajudandes!
Escrito por Felipe M.

Cerridwen, deusa de poder e sabedoria

Ceridwen ou Cerridwen (lê-se Quériduen) é a deusa celta de alta hierarquia perante a sociedade celta; sua hierarquia se sobressai apenas em deitades femininas, sendo que masculinas se sobressaem Lugh e Dagda.
Muitos afirmam que Morrighan se encontra em status próximo à deusa, outros dizem que está um abaixo ou acima, depende da filosofia da vida de quem a conhece; é muito ligada a Porca Branca (não é uma comparação ofensiva), pois diz-se que a deusa prefere a forma de Porca selvagem para observar os mortais, tende sido representada assim em diversos contos.

Atributos divinos:
Cerridwen é a deusa da vidência e da magia, tendo adquirido a posição de rainha e protetora da prática e de seus praticantes. É também deusa do conhecimento, tanto mágico como geral; e ao contrário de muitos deuses, possui a habilidade de se transmutar em plantas ou outros animais, deusa da morte e renascimento, fúria, intuição, transformação (espiritual, psicológica, etc) e inspiração.

Importância na tribo de Danna:
Cerridwen é a deusa de maior importância para os demais deuses, isto acontece por seu dom de magia. Antes dos deuses serem imortais, eles decidiram que cada integrante da tribo trabalharia e pesquisaria um meio de simples homens e mulheres se tornarem divindades; quem conseguiu tal proeza foi o cozinheiro que criou a bebida divina, dando imortalidade aquele que a bebesse. Tal cozinheiro fora aprendiz de Cerridwen quando ainda novo, aprendendo um pouco de magia e receitas.
A deusa ficou feliz por seu aprendiz, porém a bebida não evitava o envelhecimento, foi então que a deusa o aprimorou e criou juntamente a poção de sabedoria. Mas, como ela não desejava que todos conhecessem suas magias e poções, trabalhou em diversas poções de conhecimento, onde cada uma cedia um conhecimento específico; originando assim o conhecimento de cada deus.
Ela é a guardiã dos segredos divinos, dos segredos no Universo e é ela quem encanta as armas e ferramentas que são usadas pelos seus irmãos de alma (deuses).

Cerridwen e Gwion:
Certa vez, Cerridwen decidiu dar ao seu filho Affagdu um presente supremo; ela havia decidido compartilhar com ele o segredo do Universo e dos deuses. Ela começou a preparar a poção de conhecimento e depois de dias produzindo a bebida, foi chamada por Dagda para uma reunião sobre o ataque que haviam sofrido dos Fomore; a deusa formou o círculo de proteção sobre o caldeirão, porém ele evitaria espíritos e seres mágicos de atravessarem o círculo e se aproximarem do caldeirão, ela então deixou o jovem Gwion, seu ajudante humano, a cuidar do caldeirão contra a aproximação de qualquer outro ser.
O jovem lá ficou e cuidou do caldeirão, atento a tudo e a todos, foi então que viu algumas gotas escorrendo pela lateral do caldeirão e decidiu experimentar o sabor; passou o dedo nas gotas e as levou direto para a língua, Cerridwen, de longe esbravejou contra o seu ajudante traidor e abandonou os demais deuses para caçar o jovem ingrato.
Gwion havia adquirido o dom da vidência e o conhecimento das magias e poções, além de onde encontrar os deuses sempre que desejasse, apenas com três gotas; ele sabia que sua mestre viria furiosa para destruí-lo, foi então que correu entre os bosques e se escondeu.
Cerrdiwen não se deixava fazer de boba, muito menos ser enganada, ela sabia cada movimento do pequeno rapaz e correu atrás dele; o rapaz pensou em um plano, se camuflar entre rebanhos e manadas selvagens, ele se transmutava e a deusa tinha de procurar um por um, pois sabia que um daqueles animais era o jovem, mas, qual deles?
Gwion se tornava um pequeno rato e Cerridwen se tornava uma terrível águia, se ele se transmutasse em um coelho, ela se tornava uma raposa e assim por diante. Depois de dias sem sucesso, a deusa decidiu seguir o rapaz, mas não atacá-lo; esperar o momento certo, ela se transformou em um porco branco e seguiu o rapaz que não desconfiava de nada.
Ele teve o pensamento de retornar ao caldeirão e beber mais da poção (ou destruí-la, segundo outras fontes), quando se aproximou Cerridwen deu seu grito gélido de vitória e o rapaz, sem onde correr, entrou na dispença da deusa e se transmutou em um grão caído no chão. A deusa, sem mais delongas, se tornou uma galinha e devorou Gwion, acabando com sua vingaça e fúria.

Cerridwen e Taliesen:
Após nove longos meses que engolira Gwion, a deusa deu a luz para um bebê mortal e que se tornaria grande e conhecido perante eras e civilizações.
Cerridwen ficou horrorizada com o que havia acontecido, ela deu a luz aquele quem havia matado; ela foi o caminho para o jovem renascer; sua fúria se tronou clara naquela noite de Samhain e seus olhos viam aquele bebê implorando pela morte, entretanto, a consciência dela falou mais alto. Ela já obteve a vingança tão esperada, se ela deu luz ao jovem que assassinou, era a forma dela pagar pelo ato cometido.
Sem dúvida, ela decidiu não matar aquele bebê indefeso, porém não aceitava ficar com ele; ela correu ao mar e colocou o bebê em uma cesta e o deixou a mercê do mar, se o bebê morresse, ela não estaria diretamente ligada, e sim o Destino, por deixar que aquele bebê morresse. Mac Lir (deus dos mares) viu tal cesta com um bebê e decidiu afastar a criança que chorava desesperadamente, suas ondas levaram o bebê para a praia, onde Elffin, um príncipe celta, encontrou a cesta e decidiu levar a criança ao castelo.
O menino cresceu sadio e cheio de vigor, quando começou a frequentar o círculo dos sacerdotes reais, eles previram que o jovem era filho da deusa e avisaram Elffin (já então rei); a deusa surgiu na sala do trono e ordenou que o jovem jamais soubesse aquela descendência, se não, todo o reino seria destruído.
Elffin contou então ao jovem que seu pai era um deus da Natureza e que a mãe havia morrido logo após ao parto, deixando o jovem um tanto triste, mas repleto de vigor por saber ser descendente de um deus. Com os anos, Taliesen se tornou o bardo da corte de Elffin.
Certa vez, Elffin fora capturado pelo rei de gales e foi preso por correntes mágicas. Taliesen então propôs uma disputa de discursos, quem vencesse, teria Elffin livro ou preso; foi então que seu sangue ferveu e aquelas três gotas de poção se demonstraram presentes, enraizadas em seu coração e sua mente. Começou a discursar e sua eloquência foi tão bela e tão poderosa que o rei concordou em sua derrota mas não soltaria aquelas correntes mágicas; Taliesen disse:
"Não necessito que soltes meu rei, tuas correntes são mágicas, mas meu conhecimento é muito mais."; então as correntes se soltaram e libertaram o rei preso.
Taliesen foi nomeado como o bruxo e seu conhecimento o levou até o posto de Merlin (sacerdote supremo); quando Elffin morreu pela idade, Taliesen pressentiu um rei que necessitaria de sua ajuda, encontrando assim Arthur e se tornando seu melhor amigo e conselheiro.

Como era representada?
Cerridwen era muitas vezes representada como uma simples mulher, não tão jovem, mas não idosa. Ela era chamada de "A Anciã", por ser a mais velha da tribo de Danna e é associada à fase Negra da Lua (Lua Minguante e Nova); muitas vezes era representada como uma porca branca (também um javali) ou um caldeirão.

Objeto Mágico:
Cerridwen possui um caldeirão mágico, o qual está repleto de poder e magia; é ele quem a ajuda a produzir as poções necessárias. Alguns contos dizem que o caldeirão possui desejos próprios e vida, sendo que muitas vezes, ele começa a preparar a poção apenas pelo simples pedido da deusa. Quando ele se enche, qualquer objeto mergulhado se torna divino e mágico, adquirindo também vida.

Na atualidade:
Cerridwen está muito presente nos dias de hoje pelos politeísta e panteístas, assim como pela Wicca. Ela não recebe um festival próprio, porém, em cada prática, movimento e ações que praticamos que envolva magia, ela está a nos observar e a se fortalecer por praticarmos a arte que ela nos possibilitou aprender.
Alguns historiadores dizem que o rei Arthur fora influenciado por Merlin (Taliesen) a procurar o Santo Graal; mas com o cristianismo crescendo, ele acreditou que era alguma forma de taça, foi então que em sua morte, Taliesin abriu caminhos para Avalon (onde apenas deuses poderiam ir) e disse que o Santo Graal não era uma taça, mas sim o caldeirão da deusa.
Perante os crentes, o fato de um "santo graal" ser o caldeirão da deusa não é impossível, sendo que o Caldeirão dela era o objeto que gerava a vida, o conhecimento e os dons de todo o mundo e divindades.
Por hoje, fico por aqui com um enorme abraço e preparado para esta Segunda-Feira repleta de forças!
Escrito por Felipe M.

Diferentes conceitos de divindades

Cá estou novamente após muito tempo ausente devido à serviços; após ler a publicação de Quarta-Feira sobre motivos para se ler sobre Religião, decidi complementar o assunto com algo de grande valia para todos nós.
A religião sempre esteve muito ligada ao aspecto intelectual do ser -neste caso, pessoas-. O crente tem idéias bem definidas sobre como a humanidade e o mundo vieram a existir, sobre a divindade e o sentido da vida. Esse é o repertório de idéias da religião, que se expressam por cerimônias religiosas -conhecidos como os ritos- e até mesmo pela arte, mas em primeiro lugar pela linguagem. Tais expressões linguísticas poder ser escrituras sagradas, credos, doutrinas ou mitos.
Ou seja, em um resumo simplificativo, podemos alegar que a religião é escolhida pelo indivíduo pela filosofia de vida e até mesmo sua intelectualidade -ressaltando que não se é mais intelecto que outro apenas pela religião que se pratica-; e além disso, temos um conjunto de cerimônioas -tradicionais-, arte -as músicas, pinturas feitas como representações- e a linguagem -oral ou escrita, como bíblia, torá, etc-.
É interessante definir os mitos de uma forma mais específica; não como uma história a qual se baseia um rito, mas uma história a qual acompanha um rito uniformemente; e o rito com frequência reitera um ato que o mito se baseia.
Assim, o mito religioso tem um significado mais profundo do que a lenda e os contos folcóricos. O mito procura explicar alguma coisa. É uma resposta metafórica para as questões fundamentais: de onde viemos e para onde vamos? Por que estamos vivos e por que morremos? Como foi que a humanidade e o mundo passou a existir? Quais são as forças que controlam o desenvolvimento do mundo?
Muitas vezes, os mitos elucidam algo que aconteceu no princípio dos tempos, quando ainda era jovem. Por exemplo, a maioria das religiões tem seus mitos de criação, que explicam como o mundo surgiu. O objetivo principal deles não é revelar fatos históricos. A essência do mito é oferecer às pessoas uma explicação geral da existência.
Os conceitos religiosos, que também encontram sua expressão em mitos, podem ser divididos, de modo geral, em três tipos: conceitos sobre um deus ou vários deuses, conceitos sobre o mundo e conceitos sobre o homem.
 
Os diversos conceitos de divindade:
É necessário ficar claro que o conceito, quando abordado em religião, se refere exclusivamente as crenças; além de do conceito própriamente dito.
A religião está muito definida como uma prática universal de se exercer a fé; os dogmas, as crenças e a forma de praticá-la é um apêndice da religião; se sou "pagão" e você cristão, ambos somos religiosos, temos religião, apenas nos diferenciamos na crença que ostentamos.
Tais crenças, eu listarei e abordarei rapidamente, abaixo:
 
Monoteísmo:
A crença que prevalece na maioria das grandes religiões ocidentais é o monoteísmo, isto é, a convicção de que existe um só deus. Há exemplos em muitas religiões de que o monoteísmo nasceu como reação à adoração de vários deuses. O islã tem suas raízes numa renovação ou reforma da antiga religião dos nômades árabes, a qual possuía numerosos deuses tribais.
 
Monolatria:
A monolatria é uma crença situada a meio caminho entre o politeísmo e monoteísmo. Implica a adoração de um único deus, sem negar a existência de outros. Um deus escolhido entre vários - por exemplo, na religião germânica se podia escolher entre Thor ou Odin, aquele em que se tivesse total confiança. Aqui a teoria fica em segundo lugar. O importante não é saber se determinado deus existe ou não, mas se ele é cultuado. Existem hoje exemplos de monolatria no hinduísmo.
 
Politeísmo:
Em religiões que possuem diversos deuses, é comum estes terem funções distintas, bem como esferas definidas de responsabilidade. A criação de animais e pesca, o comércio e os diferentes ofícios, o amor e a guerra, podem ter seus próprios deuses. O mundo dos deuses com frequência é organizado da mesma maneira que o dos homens, numa família ou num Estado.
Alguns pesquisadores acreditam que as divindades indo-européias (gregas, indianas, romanas e germânicas) se estruturaram em três classes baseadas na sociedade da época:
- o monarca (que muitas vezes também eram sacerdotes);
- a aristocracia (os guerreiros);
- os artesãos, agricultores e comerciantes.
Era comum as pessoas venerarem o deus que ocupava o mesmo lugar que elas na escala social.
Geralmente o deus supremo é o deus do céu. Isso não implica que ele habite o céu, mas que se revele no firmamento e nos fenômenos associados à abóbada celestre.
Em muitas religiões o deus do céu faz par com uma divindade feminia. A imagem do casal Céu e Mãe Terra é de fácil compreensão para uma sociedade agrária. A terra é fértil e dá o alimento ao homem, mas só depois de receber o sol e chuva do céu.
Além dos "deuses-reis", familiares para nós porque se encontram na mitologia clássica e na germânica, há uma grande quantidade de deuses menores e espíritos em volta de nós que são patronos de determinadas doenças ou de certas profissões.
 
Panteísmo:
O panteísmo é uma crença que difere tanto do monoteísmo como do politeísmo. Aqui a principal convicção é que Deus, ou a força divina, está presente no mundo e permeia tudo o que ele existe. O divino também pode ser experimentado como algo impessoal, como a alma do mundo, ou o sistema do mundo. O panteísmo costuma ser associado ao misticismo, no qual o objetivo do mortal é alcançar a união com o divino.
 
Animismo e crenças nos espíritos:
Em muitas culturas prevalece a crença de que a natureza é povoada de espíritos. Isso se chama animismo, da palavra latina animus, que significa "alma", "espírito". Em certa época os historiadores da religião pensavam que o animismo havia sido a base  de toda a religião e que mais tarde ele se transformou, via politeísmo, em monoteísmo. Mas essa é apenas uma teoria. O que é certo é que o animismo impera em várias sociedades.
Em nossa própria cultura a noção de espírito está presente em muitas criaturas relacionadas com forças naturais: espíritos das águas, duendes, sereias e até mesmo fantasmas.
Os espíritos dos mortos também continuam a desempenhar um importante papel na África, na América Latina, na China e no Japão.
Normalmente as características dos deuses são individualizantes e definidas com mais clareza que as dos espíritos. E as divindades em geral têm nome. Mas em inúmeros casos é difícil distinguir de imediato entre deuses, antepassados e espíritos. Todos são expressões da força sobrenatural que banha a existência. A idéia de uma força ou im poder que regula todos os relacionamentos na vida humana e na natureza predomina sobretudo nas religiões primais. Os historiadores da religião costumam usar o vocábulo mana para descrever essa força, que precisa ser controlada ou aplacada.
 
Aqui então me despeço; agradeço a atenção recebida nesta minha publicação e até o próximo encontro!
Publicado pelo "Animador"

Um pouco de estudos religiosos

Olá visitantes, como estão?
Você sabe o que é um conceito, uma crença? O motivo de sua existência e até mesmo o conceito de divindades? Sabe qual o motivo e necessidade de se ler sobre religiões?
Se a resposta foi "não" para as perguntas, é necessário fazer uma nova introspecção e discernir o real motivo e porque você acredita descencessário tal conhecimento.
Olhando rapidamente ao nosso redor, podemos perceber que a religião desempenha um papel bastante significativo na vida social e política de todas as partes do mundo. Hoje convivemos muito com as denominadas guerras "santas"; onde encontramos católicos e protestantes em conflito na Irlanda do Norte (graças aos céus de forma mais amena se comparado ao passado), muçulmanos e hinduístas na Índia, hinduístas e budistas no Sri Lanka, etc. Mas percebe-se que, neste mesmo período de guerras, representantes de diversas religiões promovem ajudas humanitárias aos pobres e até mesmo destituídos do Terceiro Mundo. Se não associarmos o fator religião para a compreensão da política internacional, será extremamente difícil conseguir uma resposta adequada e correta.
O conhecimento religioso sólido também é útil num mundo que se tornou extremamente multicultural e tende a se tornar ainda mais. Muitos de nós viajam para o exterior, de forma que entramos em contato com sociedades de valores e modos diferentes totalmente diferentes dos nossos; assim como refugiados e imigrantes, que chegam até a nossa porta, acabam por se encontrar em confronto com um sistema social que lhes é totalmente estranho.
Além de tudo isso, o estudo de religiões pode ser importante para o desenvolvimento pessoal de cada indivíduo. As mais diversas religiões do mundo podem responder as mais diversas perguntas que o homem faz desde tempos imemoriais.

Respeito:
O respeito, ou seja, a tolerância pelas pessoas que possuem pontos de vista diferentes do nosso, é uma palavra-chave no estudo das religiões. Não significa necessariamente o desaparecimento das diferenças e das contradições, ou que não importa no que você acreditam se é que acredita em algo. Uma atitude tolerante pode coexistir perfeitamente com uma fé sólida e com a tentativa de converter os outros. Porém, a tolerância não é compatível com atitudes como zombar das opiniões alheias ou se utilizar de força e ameaças. A tolerância não limita o direito de fazer propaganda, mas exige que seja feita com respeito pela opinião dos outros.
Os registros da história mostram inúmeros exemplos de fanatismo e intolerância. Já houve lutas de uma religião contra a outra e se travaram diversas guerras em nome da religião. Muitas pessoas já foram perseguidas por causa de suas convicções, e isso continua acontecendo nos dias de hoje.
Com frequência, a intolerância é resultado do conhecimento insuficiente de um assunto. Quem vê de fora uma religião, enxerga apenas suas manifestações, e não o que elas significam ao indivíduo que a professa.
Para os cristãos, a sagrada comunhão tem significado especial. No entanto, uma descrição objetiva da comunhão não poderia oferecer uma visão real do que a comunhão representa para um cristão.
O respeito pela vida religiosa dos outros, por suas opiniões e seus pontos de vista, é um pré requisito para a coexistência humana. Isto não significa que devemos aceitar tudo como igualmente correto, mas que cada um tem o direito de ser respeitado em seus pontos de vista, desde que não violem os direitos humanos básicos.

Como começaram as religiões?
Foram registradas várias formas de religião durante toda a história. Já houve muitas tentativas de explicar como surgiram as religiões.
Uma das explicações é que o homem logo começou a ver coisas a seu redor como animadas. Ele acreditava que os animais, as plantas, os rios, as montanhas, o Sol, a Lua e as estrelas continham espíritos, os quais era fundamental apaziguar. O antropólogo E. B. Tylor (1832-1917) batizou essa crença de animismo. Tylor foi influenciado pela teoria de Darwin sobre a evolução. Segundo ele, o desenvolvimento religioso caminhou paralelamente ao avanço geral da humanidade, tanto cultural como tecnológico, primeiro em direções ao politeísmo (crença em diversos deuses) e depois ao monoteísmo (crença em um único deus). Tylor concluiu que os povos tribais não haviam ido além do estágio da Idade da Pedra e, portanto, praticavam este mesmo animismo. Hoje essa teoria do desenvolvimento foi rejeitada, e há conscenso geral de que animismo não é uma caracterização adequada para religiões dos povos tribais.
Alguns pesquisadores vêem a religião como um produto de fatores sociais e psicológicos. Essa explicação é conhecida como um modelo reducionista, pois reduz a religião a apenas um elemento das condições sociais ou da vida espiritual do homem. Karl Marx, por exemplo, sustentava a religião, assim como a arte, a filosofia, as idéias e a moral, não passava de um dossel por cima da base, que é econômica. O que dirige a história, de acordo com ele, é o modo como a produção se organiza e quem possui os meios de produção, as fábricas e as máquinas. A religião simplesmente reflitiria essas condições básicas.
Nas modernas ciências da religião predomina a idéia de que a religião é im elemento independente, ligado ao elemento social e ao elemento psicológico, mas que tem sua própria estrutura. Os ramos mais importantes das ciências da religião são a sociologia da religião, a psicologia da religião, a filosofia e a fenomenologia da mesma.

Definindo a religião:
Muitas pessoas já tentaram definir areligião, buscando uma fórmula que se adequasse a todos os tipos de crenças e atividades religiosas (uma espécie de mínimo denominador comum). Existe, naturalmente, até um risco nessa tentativa, já que ela parte do princípio de que as religiões podem ser comparadas. Esse é um ponto em que nem todos os crentes concordam: eles podem dizer, por exemplo, que sua fé sew distingue de todas as outras por ser a única religião verdadeira, ao passo que todas as outras não passam de uma ilusão, ou, na melhor das hipóteses, são incompletas. Há também pesquisadores cuja opinião é que o único método construtivo de estudar as religiões é considerar cada uma em seu propósito contexto histórico e cultural. Contudo, há mais de um século os estudiosos da religião tentam encontrar traços comuns entre religiões. O problema é que elas interpretam as semelhanças de maneiras diferentes. Alguns consideram resultado e o contato e do intercâmbio entre grupos raciais; segundo eles, as diferentes fés e idéias se espalharam do mesmo modo que outros fenômenos culturais, como a roda e o arado. Outros pesquisadores fazem comparações a fim de descobrir o que caracteriza o cnceito de religião em si. É aí que as definições entram em cena; tais como:
"A religião é um sentimento ou uma sensação de absoluta dependência"
Friedrich Schleiermacher (1768-1834)

"Religião significa a relação entre o homem e o poder sobre-humano no qual ele acredita ou do qual se sente dependente. Essa relação se expressa em emoções especiais [confiança, medo], conceitos [crença] e ações [culto e ética]."
C. P. Tiele (1830-1902)

"A religião é a convicção de que existem poderes transcendentes, pessoais ou impessoais, que atuam no mundo, e se expressa por insight, pensamento, sentimento, intenção e ação."
Helmuth von Glasenapp (1891-1963)

O sagrado:
Nos primeiros anos do século XX, o sueco Nathan Söderblom (1866-1931), arcebispo e estudioso das religiões, ofereceu uma definição baseada nos sentimentos humanos: "Religiosa ou piedosa é a pessoa para quem algo é sagrado".
Sagrado se tornou palavra-chave para os pesquisadores da religião no século XX: descreve a natureza da religião e o que ela tem de especial. Esse termo ganhou realce numa obra sobre psicologia da religião, A idéia do sagrado, de Rudolf Otto, publicado em 1917. O sagrado é das ganz Andere, o "inteiramente outro", ou seja, aquilo que é totalmente diferente de tudo o mais e que, portante, não pode ser descrito em termos comuns. Otto fala de uma dimensão especial da existência, a que chama de misterium tremendum et fascinosum (em latim, "mistério tremendo e fascinante"). É uma força que por um lado engendra um sentimento de grande espanto, quase de temor, mas por outro lado tem um poder de atração ao qual é difícil resistir.
Otto já foi criticado, refutado, plagiado e ampliado. Um dos que adotaram essa noção de sagrado foi o romeno Mircea Eliade, esudioso de religiões, em seu livro O sagrado e o profano. Ele elogia Otto e diz que seu sucesso como estudioso de religiões se deve a essa nova perspectiva que passou a abraçar. Em vez de estudar termos como Deus e religião, Eliade analisou vários tipo de "experiência religiosa" dos seres humanos. Ele começa com uma definição muito simples do que é sagrado: é o oposto do profano. Em seguida, põe-se a considerar o significado original dessas palavras. Sagrado indica algo que é separado e consagrado; profano denota aquilo que está em frente ou do lado de fora do templo.
Eliade acredita que o homem obtém seu conhecimento do sagrado porque este se manifesta como algo totalmente diferente do profano. Ele chama isso de hierofani, palavra grega que significa, literalmente, "algo sagrado está se revelando para nós". É o que sempre acontece, não importa se o sagrado manifesta numa pedra, numa árvore ou em Jesus Cristo. Alguém que adora uma pedra não está prestando homenagem à pedra em si. Venera a pedra porque esta é um hierofani, ou seja, ela aponta o caminho para algo que é mais do que uma simples pedra: é "o sagrado".

Apesar de ser um assunto muito complexo e de leitura e compreensão nem tão simples, devemos visar tais estudos e adicionar estes conhecimentos à nossa vida; o homem que se encontra na religião, encontra uma parte de si e uma compreensão da sociedade e do mundo.
Espero que tenham absorvido algo e aqui me despeço com enormes abraços!
Escrito por Felipe M.

Ritual de Hefesto

Bom dia caros visitantes amigos, como estão neste delicioso Sábado?
Hoje vim aqui para responder ao "Anônimo" devido a seguinte pergunta:
"Você conhece algum ritual para cultuar Hefesto???"
Caro Anônimo, rituais devem ser de conhecimento de quem venera uma ou mais divindades, seja um possível agradecimento ou uma prece; enfim, rituais para divindades e até mesmo seres mágicos ou do plano espiritual são extremamente delicados.
Meu conselho para aqueles que possuem dúvidas quanto a rituais e atos de mesmo gênero é que não o façam. Um pequeno detalhe errado pode trazer ondas de azar profundos ou situações muito mais complicadas do que mero azar. Rituais e outras formas de contato e agradecimento com seres divinos e de outros planos (espirituais e mágicos) devem ser preparados somente por alguém que saiba como deve ser feito ou sob a supervisão do mesmo, de forma que não gere problemas ao indíviduo.
Mas se o seu desejo é realmente de agradar ao deus, ai vai minha dica:
Prepare em um Domingo uma pequena mesa ao lado de fora de sua casa e encha uma taça de vinho de modo bem farto (não transbordando) e ofereça ao deus e faça a seguinte prece em voz alta:
"Grande Hefesto, deus da forja e do fogo; venho aqui neste dia perante os olhos de Apollo entregar-lhe este pequeno agrado.
Perante meu coração, venho por fé e devoção; perante os olhos de Apollo, peço que seja protegido por qualquer erro que tenha cometido ou venha a cometer durante esta pequena oferenda; e perante vós, apenas tenho a agradecer e lhe oferecer o que me é possível!".
Se desejar, pode complementar a prece com algo pessoal, o que sentir no momento e desejar compartilhar com o deus.
Aconselho a ler a Filosofia da Religião Natural e também a postagem que tratou de um assunto semelhante respondida aqui.
Espero ter ajudado, e a todos, um bom dia!
PS: Gostaria que as pessoas que aqui perguntam se identificassem ao menos com o primeiro nome; não sofrerão distinção e sequer algum julgamento. Quem pergunta deseja aprender!
Escrito por Felipe M.

Lugh, deus belo e guerreiro

Lugh ou Lug (lê-se Lú) é o deus celta de maior privilégio de mortais e soldados fiéis aos conceitos celtas; ou seja, soldados que lutavam pela defesa da liberdade e expressão, não submissos aos reis em exércitos reais. Assim como Morrighan, Lugh é altamente venerado dentro do panteão celta, porém, devido a hierarquia divina, se encontra abaixo de Dagda.
As traduções de seu nome variam entre "Mãos fortes", "Braços longos" e principalmente "O Radiante", sendo que Lugh significa ser radiante, brilhar.

Atributos divinos:
Lugh é o principal deus guerreiro, pelo fato de ser um guerreiro de defesa ideológica e pela sabedoria de quando vale a pena lutar ou não.
Muitas vezes é relacionado como deus da sensatez, da defesa ideológica, da força, doador de energia positiva e até mesmo como o Sol.

Nascimento:
Talvez, um dos fatos mais intrigantes sobre este deus seja o seu nascimento. Ao contrário dos demais deuses celtas que lutam pela Luz, Lugh não é um deus inteiramente descendente dos Danna; seu pai Cian se casou com a deusa da tribo dos Fomore, tribo que visava muitas vezes as Trevas.
Por tal união, Cian era muitas vezes demonstrado como símbolo de ousadia dos desejos do coração, por fim, Lugh era fruto da ousadia da paixão.

Ascenção e aceitação na tribo dos Danna:
Pela sua origem, os Danna se recusaram em aceitar que um filho de seus inimigos (Fomore) ascendesse como um deus e fosse reconhecido como tal; por isso, Lugh passara a viver entre os homens.
Quando jovem, viajou para o condado de Tara e ao chegar a cidade, o guardião dos portões o proibiu de entrar, os únicos que poderiam morar na cidade deviam ter algo para favorecer o rei. Lugh então demonstrou sua habilidades como um oficial para qualquer profissão, um ferreiro, um campeão, um espadachim, um harpista, um herói, um poeta e historiador, um feiticeiro, e um artesão; o guardião se impressionou pelas diversas habilidades do jovem e se dirigiram ao rei.
Apesar de o rei tê-lo tornado seu preferido, os Danna ainda não o aceitavam; conforme os anos passavam e o nome de Lugh passava a ser conhecido pelas pessoas de diversas cidades e sua origem divina também, as pessoas passaram a tratá-lo como deus, por fim, os deuses se sentiram pressionados em aceitá-lo ao círculo divino.

Lugh e seus irmãos:
Lugh ao contrário de seus irmãos adquiriu principalmente dons da Luz, tendo pensamentos Negros muitas vezes ao longo da vida; seus irmãos herdaram atributos dos Fomore, eram crueis, gostavam da dor e de práticas negras.
Mesmo com tais ações, Lugh os amava de toda a forma, afinal, eram seus semelhantes de sangue. Certa vez, seus irmãos Brian, Iuchar e Iucharba, assassinaram o pai por diversão; Lugh declarou luto pelo assassinado pai e decidiu que não mataria os irmãos, apenas lhes deu algumas tarefas para concluírem. Os três se sentiram imponentes, não sofreriam pela raiva do irmão guerreiro, seguiriam apenas com algumas tarefas; com o passar do tempo, as tarefas se mostravam impossíveis de serem realizadas e na última, os três foram feridos gravemente e acabaram por não suportar os ferimentos e morrerem.

Lugh e Balor:
Balor era integrante da tribo dos Fomore, desde jovem era muito curioso e aterrozirava os integrantes da tribo; certa vez, três feiticeiras faziam uma poção que geraria diversos males contra os Danna; Balor se debruçou na janela e passou a observar as feiticeiras e o caldeirão borbulhante. Por se assustar com elas e suas artes das trevas, acabou por emitir sons que desconcentraram as feiticeiras e ao se virarem e ver quem as espiava, o caldeirão se tornou selvagem e o borbulhar intenso de forma que espirrasse a poção em um dos olhos do jovem.
Com o passar dos dias, o olho de Balor se tornou negro e tudo o que olhava, morria quase que instantaneamente. Devido ao temor da tribo, foi banido para onde não pudesse matar ninguém; com um tapa-olho, pediu ajuda aos Danna, os quais se recusaram de ajudar o jovem. Com os anos e a fúria pela rejeição dos Danna, Balor iniciou uma guerra contra todos os Fomore e acabou por se tornar um rei perverso e cruel contra sua própria tribo.
Lugh fora avisado sobre Balor por sua mãe, que temia que fosse morta e a tribo de Danna se reuniu e em um julgamento, decidiram que Balor deveria ser morto e não expor pergio para nenhum Danna e Fomore.
Lugh foi enviado com seu exército de seguidores e soldados, assim como recebeu ajuda dos demais deuses. Cada deus atuava em suas artes, Cerridwen trabalha sem descanso em seus caldeirões para criar poções de cura; Dagda passou a cuidar de todo e qualquer humano que não fosse para a guerra, Teutates assumiu o comando dos guerreiros vivos, Morrighan guiava os espíritos que queriam ajudar na batalha e assim por diante. A batalha durou um grande período de tempo, sendo considerados muitas vezes como anos; com os temores para com seu próprio rei, muitos Fomore ajudaram os Danna para se verem livres.
Por fim, Lugh enfrentou Balor em uma terrível batalha, como não podia ser visto, devia lutar escondido; foi então que Cerridwen lhe entregou uma poção que o escondeu em névoas e pode lutar diretamente contra seu rival.
Em uma única chance dada pelo inimigo, que demonstrou cansaço, Lugh pulou nas costas do gigante (Balor era considerado um gigante, assim como muitos Fomore) e acertou-o com sua espada na nuca, fazendo o inimigo gritar em agonia, quando este caiu no chão, Lugh decidiu retirar o olho como um troféu; entretanto, o olho corrompia tudo o que tocava, por ser um deus, sentia suas mãos arderem e num rápido gesto de se livrar do artefato, arremessou o olho ao céu, de forma que viesse a se tornar o Sol.

Lugh e seus filhos:
Lugh veio a ter dois filhos, Cuchúlain (lê-se Currulâin) e Setanta. Ambos foram gerados pela sua esposa mortal, a qual amava de todo o coração e escolheu pela determinação da jovem e principalmente por não ser uma deusa.
Seus filhos se tornaram seus seguidores e parceiros em batalhas; muitas vezes ele pedia que os filhos não o acompanhassem em batalha com medo de que algo acontecesse e os perdesse, mas eles também eram ousados e sempre acompanhavam o pai.
Certa vez, Cuchúlain foi ferido mortalmente, e como não é imortal, estava para morrer em pouco tempo; Lugh em amor ao filho se afastou por três dias e três noites dos olhos curiosos e com o filho nos braços o levou para uma mata densa; lá, ele ministrou magias negras para curar o filho e trazê-lo de volta a vida.

Como era representado?
É sempre representado como jovem esbelto e de corpo forte; cabelos compridos ou médios dourados como o próprio ouro.
Sempre imperbe e algumas vezes acompanhado de seus utensílios mágicos.

Animal de estimação:
Lugh conta com um enorme cão de caça, muitas vezes descrito como um animal de tamanho descomunal; tal cão era extremamente feroz e obedecia somente ao seu dono, um presente dado por sua mãe em seu nascimento (segundo algumas versões). Tal cão era uma raça de caça da tribo Fomore, o que explica sua fúria e tamanho.

Objetos mágicos:
Lugh possui vários objetos mágicos; em uma jornada quando ainda bem jovem, partiu em busca de uma maçã dourada para o rei. Lugh partiu em busca do item que traria sabedoria ao rei e nesta jornada encontrou alguns itens que vieram a fazer parte de seu inventário; uma lança cujo nome é Areadbhar, possui vida própria e quando arremessada pelo deus, retorna para sua mão somente após atravessar todos os inimigos que estão em pé; uma pele de javali que ao entrar em contato com a água, transforma esta água em vinho e pode curar até mesmo um ferimento mortal (mas não traz mortos de volta a vida) e outros itens foram adquiridos em outras jornadas.
Quando o rei viu tais objetos, pediu que o fossem entregues, porém, Lugh disse que o acordo da jornada era a entrega apenas da maçã dourada e não dos demais itens; quando o rei insistiu, Lugh empunhou sua lança e ameaçou matar o rei, o qual desistiu.
Festival de Lugh:
O festival de Lugh é comemorado na época da colheita, cuja dada é o Pôr do Sol do dia 31 de Janeiro e termina somente no Pôr do Sol de 1º de Fevereiro (hemisfério Sul).
 O festival recebe o nome de Lughnasadh (Lúnasa); apesar de receber o nome do deus e ser criado por ele, a data é uma forma de memorial para Tailtiu, mulher que adotou Lugh após ter de se separar dos pais por ordens dos demais deuses; seu funeral foi realizado nesta época e todos os anos uma festa é feita em sua homenagem em agradecimento por ter criado o deus e gerar prosperidade para poder alimentar demais crianças e adultos com o que se retira da colheita.

Na atualidade:
Pela Wicca, Lugh é muitas vezes ligado com o Sol, devido sua história. Aos politeístas de vertente celta e druidas que seguem as tradições, Lugh continua com seu brilho e a defender nossos ideais e a nos doar energias positivas para seguirmos as batalhas diárias que enfrentamos em nossas vidas!
Despeço-me aqui e em nome do Felipe, desejo enormes abraços!
Escrito por Felipe M; publicado pelo "Animador"

Gnomos, uma praga?

Bom dia visitantes!!! Como vocês estão neste dia tão belo de Terça-Feira?
Como havia dito há um bom tempo atrás, eu iria falar sobre os Gnomos; afinal, falei dos Duendes e nada mais justo que continuar com estes pequenos travessos.
Qual a aparência de um Gnomo?
Assim como os Duendes e grande maioria de seres mágicos da crença celta, não existem muitas informações de como são os Gnomos. Mas quem já teve o "desprazer" de conhecer algum, pode assemelhá-lo rapidamente como um Duende por sua aparência nem tão bela quanto as pessoas imaginam. A principal diferença entre ambos está na personalidade e na ausência de roupas; afinal, Gnomos possuem uma liberdade maior que os Duendes, portanto, não se utilizam de roupas.
Como se originaram?
Os Gnomos se originaram diretamente do elemento Terra; desta forma, Gnomos são seres elementais. Não possuem ligação nenhuma com Fogo, Água, Ar e Espírito. Em hierarquia, estão um grau acima de Duendes, nada mais que isso.
Gnomos, seres mágicos puros:
Os Gnomos são seres mágicos, portanto, vivem no Terceiro Mundo (plano astral mágico) e possuem a passagem entre o Mundo Espiritual e Material controlada, podendo transitar entre os três Mundos quando necessita; suas restrições são maiores do que a dos Duendes.
Características dos Gnomos:
Como os Duendes, Gnomos são numerosos e é uma "população" quase que base para todo o elemento Terra. Os celtas prezavam muito o equilíbrio e por isso, Duendes e Gnomos eram como irmãos, quase que um mesmo ser; a gentileza e delicadeza dos Duendes é abandonada e Gnomos são especificamente aqueles que punem os homens contra seus atos destruídores perante o elemento Terra e/ou a Natureza em si.
Na sociedade celta, os Gnomos eram quase que nunca citados, muito menos chamados; isso ocorria pelo temor de que algum Gnomo ouvisse a pessoa o chamando e se alojasse em casa.
Gnomos são frios, quase que livres de sentimentos, totalmente sérios.
Moradia de Gnomos:
Gnomos não possuem moradias fixas, muito menos corretas para se citar com 100% de certeza. Eles podem habitar cascas de árvores mortas, terras onde não existam muitas flores, jardins, armários, etc.
Papel fundamental dos Gnomos:
Os Gnomos servem principalmente para punir os seres humanos contra seus atos prejudiciais para com a Natureza.
Ao contrário de seu contra-peso (Duendes), não possuem local específico para guardar; quando necessário, são enviados ao local onde devem trabalhar.
Existem Gnomos fêmeas?
Eram exclusivamente homens; apesar da igualdade entre os sexos que os celtas possuem em suas sociedades, isso ocorre pelo fato de que o elemento Fogo e Terra são exclusivamente de seres masculinos, já Água e Ar são de seres femininos.
Sociedade dos Gnomos:
Gnomos não vivem em grupos, nem mesmo em duplas; vivem sozinhos devido ao trabalho que realizam. Quando em um trabalho contra o homem, são capazes de atrair cada vez mais outros Gnomos e criar uma infestação no local.
Culto aos Gnomos:
Gnomos não recebem cultos nem rituais. Eram comumente evocados para dar lições em uma pessoa que fez mal para outra ou simplesmente para atrapalhar a vida da outra pessoa.
Entretanto, estas pessoas que "colocavam" Gnomos contra outras pessoas deviam estar preparadas com a consequência posterior; quando o Gnomo terminasse o serviço que foi lhe pedido, ele partiria para a pessoa que lhe pediu, fazendo exatamente o mesmo que fez com a outra.
Gnomos podem ser domesticados?
A resposta é não. Ao contrário de Duendes, Gnomos não habitam uma residência por espontânea vontade ou porque gostam das pessoas que ali vivem.
Quando habitam uma residência, os danos são enormes e dificilmente podem ser remediados. Os Gnomos são enviados para fazer com que a pessoa tome consciência de um ato prejudicial que fez e pagar também pelo mesmo ato; desta forma, um Gnomo se aloja em sua casa e com o tempo, vários outros Gnomos são atraídos ao local.
Quanto maior a quantidade de Gnomos em um local, mais visível são os danos causados. Inícia-se com morte de plantas e flores de um jardim, o solo se tornar estéril, a casa adquirir um ar pesado e fazer com que moradores (até mesmo visitas) passem mal por se encontrarem no recinto, variando entre ansiedade e até mesmo vertigens. Mas não acaba por aí, eles também roubarão energia dos residentes, fazendo com que adoeçam e se sintam fracos, em casos extremos, podem levar residentes a morte; a casa deixa de ser próspera, a renda familiar parece não dar conta de dívidas e a alegria se esvai, dando lugar para reclamações, brigas e ódio entre os próprios residentes.
Como acabar com a praga de Gnomos em uma casa?
Não existe maneiras para evitar que entrem em sua casa, a única forma para evitá-los é cuidar e preservar a Natureza, assim eles não terão dívida alguma a qual você tenha que pagar.
Mas caso eles estejam em casa, as cercas (ou muros) devem receber os devidos tratamentos mágicos e o trabalho árduo começa; é necessário "arremesá-los" por cima da cerca para fora do terreno. O fato de ser pego e atirado é impossível, o "arremessar" que é muitas vezes citado em livros ou até mesmo filmes é o fato de que os residentes devem expulsar os Gnomos à força e para fazer isso, é necessário saber onde o Gnomo está e estar em contato com ele. Pelo fato de seres protegidos e invisíveis ao olho humano, deve-se primeiro saber como vê-los para depois continuar com a expulsão.
Gnomos na atualidade:
Os Gnomos perderam muito do seu campo no conhecimento humano; muitos desconhecem sua existência.
Entretanto, muitos livros e filmes contam ou citam sobre estes homenzinhos tão ranzinzas e mesmo com as pessoas desconhecendo sua existência, eles continuam seus serviços.
Escrito por Felipe M.

Ditadura religiosa?

Aleluia!!! O meu blogger voltou a funcionar!!!
Pessoal, me desculpem a ausência, mas meu blogger não conseguia abrir a seção "postagem" desde Segunda; mas cá estou novamente!
Ontem, li uma publicação de minha amiga Laura (Humor negro sem censura) sobre ditadura religiosa cristã no Brasil.
Bom, é o seguinte, no dia 4 de Julho, entrou em vigor uma lei no estado do Rio de Janeiro que obriga as bibliotecas a possuírem no mínimo um exemplar da bíblia.
De fato, Edson Albertassi, deputado do PMDB criou a lei e as bibliotecas e acervos que não possuírem um exemplar da bíblia pagarão uma quantia de R$2130,00; caso seja por reincidência, o valor virá a dobrar. Como reforço ele diz:
“A intenção é que as novas gerações conheçam a Bíblia. Ela proporciona a formação de caráter com nível de excelência

Agora vamos aos detalhes; para início de conversa, o deputado é diácono da igreja Assembléia de Deus, evangélico e se explica com: “O Brasil é um país cristão, e a Bíblia valoriza a família e os princípios de uma sociedade mais justa”.
Caros leitores e leitoras, peço meu perdão caso sejam evangélicos e/ou apoiem a lei do deputado, mas serei sincero:
Ele é um grandissíssimo de um racista preconceituoso religioso. Reforço o "racista"; esta lei pode demonstrar algo que muitos não conseguirão enxergar, pois está muito fundo para ser visto sem análises repetidas.
O Brasil, sempre foi considerado um país laico, ou seja, um país onde o governo se desvincula de religião; esta lei (estúpida por sinal) quebra esta liberdade, a bíblia pode ser sim um livro, mas é um livro religioso. As bibliotecas devem escolher se terão exemplar deste livro ou não; impor um livro para as pessoas é uma forte opressão que pode se tornar algo muito pior (lembram-se do nosso amado Vargas?).
O deputado Edson foi infeliz em muitos aspectos aprovando esta lei:
1- Juntar religião com governo e quebrar o voto "laico"
2- Racista para outras religiões por incitar tal lei
3- Ele diz que a bíblia forma caráter com nível de excelência para aqueles que o lêem e valoriza a família, etc
4- Dizer que o Brasil é um país cristão

Analisemos o 3º e 4º item; a bíblia não gera caráter, muito menos valoriza a família da forma que o deputado expõe. A pessoa deve estar disposta a analisar a bíblia e retirar o que ela diz como um ensinamento; pessoas descrentes não perceberão muitos valores, no meu caso por exemplo (e o de muitos outros que já vi e conheço) a bíblia cita algumas desvirtuações de valores (encesto, traição, etc).
Concordo que existem elas e elas, a bíblia pode não ser meu livro predileto, ou que me atraia, mas concerteza os salmos sã algo de que não abrimos mão aqui em casa, o resto nos é descartável, entretanto, se a pessoa estiver disposta de levá-lo como ensinamentos e guia espiritual, funcionará; mas, e quanto ao Alcorão, os Sutras e todos os outros livros religiosos existentes? Eles não ensinam a pessoa a ser melhor? Não valorizam a família? Muito pelo contrário, exercem exatamente o mesmo que a bíblia.
Quanto ao Brasil ser cristão, grande porcentagem populacional se encontra entre o Candomblé e a Umbanda, e estas duas são as que mais chamam atenção no exterior, especialmente em países europeus.
Afirmar que o Brasil é cristão, afirma que corretos são os cristãos; isso me soa como ofensa e ataque a minha liberdade de expressão e religiosa.
Nascemos livres para fazermos o que desejamos, seguirmos quem desejamos e pensarmos o que desejamos; ateus, politeístas, duo-teístas, judeus, budistas e todos os outros que seguem as mais diversas religiões, deve-se abrir os olhos pois se uma lei tão ofensiva como esta é aceita e entra em vigor, o que mais eles não farão? Voltarão a caçar os hereges e jogá-los em fogueiras da Inquisição?
Grato pela atenção, desculpem-me pela ausência e pelo meu rápido descontrole quanto o assunto e grato também a Laura, cuja publicação me trouxe a notícia.
Abraços enormes e bom fim de semana!
Escrito por Felipe M.

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