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Altares: O que são e para que servem

Olá pessoal, tudo bem?
Depois de muito tempo longe, muitos aprendizados e muitas práticas, estou hoje com um tempinho livre, então que tal conversarmos sobre algo que é da curiosidade de muitos e do conhecimento de poucos.
Quando falamos em magia, logo pensamos em varinhas mágicas, livros secretos e diversas outras situações, mas muitos se esquecem ou sequer lembram de um pilar fundamental para todo bruxo: o Altar.
Mas, o que são os altares?
Os altares são locais específicos de um recinto (seja um quarto, a sala, um local próprio no jardim, etc) onde o bruxo possa ter contato com o que lhe é mais importante, seus utensílios e sua própria energia. Os altares são sempre montados com quatro itens principais, independente de vertente seguida (grega, egípcia, wicca, antiga tradição, etc.) e sempre com alguns toques mais especiais e pessoais que variam de acordo com cada pessoa e também a época do ano em que nos encontramos.
Em resumo, podemos afirmar que o altar é o local de força do bruxo, lá se encontram as representações dos 4 Elementos e alguns dos itens de poder do bruxo e outros objetos, tais como estátuas ou itens que sejam de algum valor (para o proprietário). Além de todo o simbolismo unificado por cada pequeno detalhe e ínfimo objeto, o altar é um ponto de paz do bruxo proprietário, sendo que ali são ralizadas grande parte das orações, meditações e até mesmo alguns pequenos rituais indivíduais; com tais práticas e contato, assim como em qualquer outro ponto da magia, o altar tomará as energias do bruxo para junto de si e ambos estarão conectados por um vínculo vibracional/energético único do ser. Esta conexão se dá pela dedicação e o cuidado, sendo que após algum tempo de contato entre o praticante de magia e seu altar, a pessoa se torna seu altar, podendo recorrer ao mesmo em locais distantes, outros cômodos ou até mesmo kilômetros, afinal, ambos se tornam como um único ser, uma única vibração.
Eu, em meus aprendizados e estudos, classifico os altares como três especificos:
1- O altar Sabático/Esbático: Altares dedicados para montagem e realizações dos rituais e dedicações que ocorrem durante o período dos Sabbaths ou Esbaths (datas do ano que se caracterizam pela movimentação solar e lunar, respectivamente). São muito exclusivos de cada um por conter oferendas variadas e decorações também conforme o gosto de quem o prepara; mas são de maior regimento, devem ser montados e desmontados em datas específicas, conforme a data em questão, deve conter cores determinadas e alguns objetos próprios. (P. ex. Samhain, deve ser montado em 31 de Outubro e desmontado em 1 de Novembro [pode haver uma flexão de maior data conforme o que será feito pelo bruxo] e devem conter alguns detalhes com coloração negra, roxa ou laranja; sendo obrigatório ao menos uma delas)
2-O altar espiritual: São altares físicos (podemos tocar) mas que se dedicam aos seres Superiores, são montados de acordo com o que se dedica, podem ser feitos para os antepassados (muito comum os japoneses terem este tipo, tendo como principal item as espadas ou vestimentas dos ancestrais), ou até mesmo divindades específicas, podendo haver também um altar para o guardião da pessoa, da residência, um guia espiritual, elfos, dragões, etc. Não necessitam especificamente da presença dos 4 Elementos (como no dos antepassados), mas nos demais, como dragões, é exigido a presença destes itens e o altar é montado conforme eles solicitam; poucas vezes dão liberdade para o bruxo decorar como deseja, quando há tal possibilidade, não é permitido nenhuma forma de exagero.
3-O altar pessoal: Esse é o famoso altar que vemos em filmes, livros e tudo mais ligado a magia. É o altar pessoal do bruxo em questão, ali se depositam seus objetos e forças; é montado em honra aos 4 Elementos e a si mesmo, é de criação livre e não exige um local específico, sendo do tamanho necessário; seja uma mesa própria, uma bancada na sala, ou até mesmo dentro de alguma repartição do guarda-roupas para que os demais residentes não vejam (pois existem famílias que não aceitam, etc).
 
Os altares possuem o mesmo objetivo, honrar a algo ou alguém; como a igreja é para um cristão, o altar seria para o bruxo (fazendo uma comparação bem grosseira); ali se dedicam as preces, meditações e especialmente a honra ao Superior e a si mesmo.
Pontos importantes são de total conhecimento para quem possui um altar:
-Apesar dos itens serem seus (como no caso do pessoal), ou seja, não dedicado à um deus ou entidade, são objetos sagrados, não podem ser utilizados em motivos de propósitos diferenciados;
-Quanto menos amostra estiver, melhor; por ser algo muito pessoal, quem deve ter contato é você e apenas você;
-Altares coletivos são diferenciados, se criar um altar para a residência onde todos terão acesso e o utilizarão, tenha em mente que sua montagem e preparo mágico é diferenciado de um altar pessoal, espiritual ou outros; cada um tem seu modo de ser montado e consagrado;
-Altares devem ser de posse para os inicados que passaram pelo rito de consagração, mesmo assim, com o tempo que lhe é pedido a montagem do altar, muitas vezes meses são passados para que seja necessário montar seu altar sagrado;
-Altares atraem o que ele foi montado para atrair; sejam energias ou seres.
Ter um altar é muito bonito, gratificante, mas exige responsabilidades; e cuidar deles não é fácil. Jamais monte um altar sem a confirmação de seu mentor(a), sua presença na residência pode acarretar problemas diversos de acordo com a montagem. Um exemplo é de uma conhecida, uma moça chamada I.S. demonstrou curiosidade em mitos e vida mágica, conversou com um bruxo e este comentou que acabara de limpar o altar e conversaram sobre gnomos; quando ela encerra as diversas dúvidas sobre a existência de gnomos, ela então decreta "Vou montar meu altar, gosto tanto de Gnomos".
O bruxo em questão a explicou que não devia ser realizado jamais, ela desejava montar um altar em honra para seres as quais ela sequer acreditava na existência, não conhece nada sobre os seres e é católica praticante; qual seria o problema na montagem do altar?
De início, a falta de conhecimento dela por não saber quais as capacidades de tais seres; ela realizar a montagem de tal altar seria como um faról dentro de sua residência de forma a atrair os mesmos para a casa e poderem se tornar descontrolados; o fato de ser católica pode acarretar no medo caso haja a percepção de tais seres na casa e isso desencadearia reações de rebeldia e até casos graves de "poltergeist", muitos dos exorcismos de elementais das residências se dá por pessoas leigas montarem altares e convocarem tais presenças; o fato de maior agravância é que gnomos (e outros elementais) não se subordinarão as palavras de padres, muito menos responderão ao nome de Jesus Cristo ou do Deus cristão; sendo obrigatória a presença de um sacerdote da magia para o banimento.
Em término, o altar é um ponto que requer cuidados no preparo e manutenção para que possa ceder a pessoa um bem estar e tudo mais o que ele vier a necessitar no futuro; portanto, se você não é um iniciado ou se é leigo no assunto e se interessa por curiosidade, não tente mexer com situações além da possibilidade de seu controle; montar um altar é abrir uma porta; a questão é que nunca sabemos para onde estas portas podem nos levar.
Um enorme abraço para você, caro leitor e até a próxima lição!
Escrito por Felipe M.


Ciclos da Vida

Olá todos! Como estão nesta data tão tranquila?
Hoje venho mais em motivos de desculpas do que um social; há muito não tenho atualizado o blog e provavelmente muitos deixaram de acessá-lo, mas a minha vida tem se engrenado de tal forma que o tempo que tenho livre é tão precioso que corro com outras prioridades.
Faculdade, trabalho, estudos pessoais, treinos e muitas outras situações me possuem; correndo os caminhos iniciáticos e demais formas de aprendizado dos demais Segredos e Mistérios acabamos por não nos atinar de uma maneira tão fixa quanto no passado.
Nossa vida é baseada em ciclos tão desproporcionais e harmoniosos que acabam por nos tomar o tempo necessário para nossa evolução e para nosso amadurecimento, os sábios já nos ensinaram que devemos ter em mente que cada um possui seu próprio tempo; alguns amadurecem mais rapidamente, outros nem tanto. Quando falamos sobre aprendizado, falamos sobre um universo totalmente diferente, cada um tem seus conhecimentos natos e adquiridos; temos facilidade para aprender determinados assuntos e outros nem tanto, mas a questão é o tempo que dedicamos para cada um destes momentos.
Dedicar tempo ao estudo o leva para o magistério pleno; dedicar tempo ao serviço o leva ao crescimento profissional; dedicar tempo ao amor constitui família; dedicar tempo a si mesmo leva a evolução pessoal e espiritual. Devemos viver cada ciclo com a sabedoria do anterior e, principalmente, com a força de viver o próximo tão intensamente quanto o agora!
Despeço-me aqui com estas pequenas palavras, talvez incoerentes para determinadas pessoas, talvez iluminadas para outras, mas com um sentido tão gigante para aqueles que já passaram por tais transformações.
Um bom dia e feliz dia das crianças para todos!
Escrito por Felipe M.

Nosso corpo é um Templo

Olá caros leitores e visitantes, como estão nesta Terça Feira?
Hoje venho falar sobre um assunto muito interessante e (de certa forma) Universal; respondendo a pergunta recebida e respondida no Domingo (22/4) tive a idéia de publicar algo que muitos julgam interessante, quando conhecem o assunto...
Você já ouviu falar em "Nosso corpo, nosso templo"?
Provavelmente já ouviu esse termo, ao menos uma vez na vida, mas ouvir não é o suficiente se não compreendemos; agora, você que já ouviu sabe o que significa?
Sim, há conhecimento comum de que temos de cuidar de nosso corpo, nossa saúde, mas muitos se esquecem da saúde espiritual (que caminha junto com a saúde física e mental); nossa saúde é a pilastra de toda uma vida e ações decorrentes de nossas escolhas, mas para os antigos essa era uma filosofia muito especial e séria, a qual muitos ainda praticam em seus ritos religiosos e faz parte das tradições de suas crenças (lembrando que a Religião é um caminho humano para se comunicar com o[s] Deus[es]). O significado de nosso corpo ser o nosso templo é, primeiramente, uma demonstração de amor a si mesmo e a sua vida, pois como cuidamos de um templo (limpeza, organização, etc.) temos de nos cuidar também (praticar a higiene, manter os pensamentos equilibrados, etc.), e é também uma maneira de nos prepararmos e sermos 'dignos' da presença de seres superiores e até mesmo o contato divino.
Mas, por que citar dignidade entre aspas? A situação é simples e muito bem resumida, todos podemos entrar em contato e receber o contato de seres superiores, independente de quem sejam aqui na Terra; em uma oração podemos acessar níveis espirituais tão altos que nos comunicamos diretamente com os Deuses/Orixás e outros de sua fé (Santos, Anjos, etc.) e podemos também receber respostas de nossas dúvidas, uma indicação de qual caminho seguir e muitas outras demonstrações de que eles nos ouvem com atenção.
A grande questão é: quais seres você fará contato? O nosso corpo é composto de energias limitadas, porém constantes, de forma densa que nos dá essa forma que vemos e conhecemos por séculos e temos energias mais refinadas, como a própria aura de cada pessoa; o que você faz no seu cotidiano influencia na sua energia espiritual, tendo assim uma repercussão positiva ou negativa, tornando uma pessoa 'iluminada' e agradável de se estar próxima ou uma pessoa 'negativa' como um vampiro espitirual. Resumindo, podemos dizer que nossos atos fazem com que vibremos de tal maneira que afeta todo nosso redor e aqueles que estão próximos, por quê seria diferente com as entidades espirituais?
Conforme nos encontramos, nos contactamos com seres de diferentes planos e graus; quando estamos em equilíbrio e felizes (por exemplo) podemos nos contactar com o próprio Deus em uma oração (sim, ele ouve a todos, não seleciona pessoas 'especiais') ou quando estamos em ira e melancolia, acabamos por nos comunicar e abrir portais para entidades negras que farão de tudo para te consumir lenta e dolorosamente afim de ganhar suas energias.
Quando dizemos que nosso corpo é um templo, temos de mantê-lo puro para estarmos sintonizados com o lado espiritual da vida e crescermos espiritualmente e até mesmo como pessoas e sensitivos; religiões como Helenismo, Asatrú, Hinduísmo e vários outros que não trabalham com incorporação observam que além de ao nosso redor, os deuses estão dentro de nós; nós somos os deuses. Lembro-me de uma palestra com um rapaz de alto greu dentro do Asatru (nórdico) em que ele disse:
"Vejam, nós somos os deuses, eles estão conosco e se manifestam em nós; digamos que estou em situação de perigo e devo agir em minha defesa, Thor pode assumir minha personalidade e me dar forças para aquela situação; lembrando que não significa que pegarei um martelo e sairei batendo em todos, temos de lembrar que ele tomará rédeas da situação para que seu martelo simbolize a força que ganhamos em situações semelhantes."
Portanto, quando isso ocorre nós entramos em sintonia com seres divinos, não que ganharemos poderes e sairemos controlando os raios, o Sol e gerar um eclipse; significa que nossas ações podem ser manifestadas pelos momentos que nos encontramos e se estamos em sintonia, os deuses podem se manifestar para que sejamos vitoriosos (ou não soframos muito).
Já os fiéis da Umbanda e Candomblé possuem um pensamento diferenciado, mas muito próximo; antes de seus trabalhos espirituais as pessoas evitam o consumo de qualquer material nocivo ao equilíbrio espiritual, como bebidas alcóolicas, consumo de carne vermelha e (alguns poucos) em conter pensamentos ruíns para que não abalem sua estrutura; evitando a raiva e outros sentimentos negativos; de forma que seguinto tais preceitos, possam trabalhar com as entidades e incorporar de forma a trabalhar seguindo aquele rito.
O sexo também é muito importante, um dos pontos mais importantes; sabemos que muitos seguiam votos de castidade (e alguns atualmente também o fazem), mas qual o motivo?
Assim como a carne vermelha, há recebimento de energias, como a ingestão destas carnes nos fazem adquirir a energia do animal morto e não sabemos como este animal fora abatido, é prefirível não arriscar-se com energias negativas e arrinar todo um preceito; já o sexo, é muito além de recebimento de energia, o ato sexual leva a troca de energias com o parceiro(a) de forma que você doa sua energia (vital e outras) assim como recebe do parceiro, e quando um dos dois não estão em equilíbrio, pode acarretar em sintomas de cansaço, raiva, o que muitos chamam de "um sexo ruim" ou "alguém ruim de cama", afinal, a pessoa terá sugado suas energias para se reabastecer.
Então, o nosso corpo é sim um Templo, onde devemos cuidar e limpá-lo para que possamos evoluir e crescer de maneira pura e boa; nosso corpo pode se tornar um instrumento espiritual (se assim a pessoa deseja) ou um contato direto com o mundo espiritual, o que requer forças e preparo que se originam de preceitos e o intuito de realização de quem realiza estes preceitos.
Portanto, cuide de seu corpo, selecione o que irá utilizar nele e o que irá fazer com ele, afinal, sem ele não somos nada enquanto continuarmos neste plano.
Escrito por Felipe M.

Respondendo ao visitante: Junior

Olá caros amigos, como vão vocês?
Sinto pela minha falta de tempo para as postagens e publicações, mas infelizmente tenho entrado em uma correria devido a faculdade e outros assuntos, mas como as semanas de provas já passaram posso desfrutar de um tempo maior.
Bom, ao abrir o Baú me deparei com uma pergunta muito interessante, vamos vê-la.

'Olá Felipe me responda essa:
Se Zeus e Atlas são da mesma geração divina então Zeus também é um titã?!
O que Atlas controlava como titã?'

Uma pergunta bastante interessante, lembro-me de quando eu mesmo questionava taiis situações, afinal, se Zeus é um titã, seus irmãos e irmãs (Hades, Poseidon, Hera, Deméter e Héstia) também seriam titãs; mas o que acontece de fato?
Quando estudamos mitologia e a trazemos para nosso cotidiano como uma crença, devemos compreender muito do que ela expõe, assim como a Bíblia é estudada até os dias de hoje, as mitologias também o são; mas com o passar do tempo, as traduções e até mesmo as pessoas que ouviam tais histórias passaram a 'distorcer' os fatos, muitas vezes pela falta de conhecimento profundo no assunto.
Mas o que isso tem a ver, pessoas e estudiosos com Zeus e Atlas? A resposta é: Tudo; analisando minuciosamente a herança de Zeus, ele é realmente um titã e por isso se difere em muito pouco entre seus primos, os gregos muitas vezes cultuavam as divindades como titãs (na época mais antiga da civilização) onde com o tempo passaram a atribuir o rótulo de divindades. Zeus e seus irmãos possuiam a força e imortalidade como os titãs, mas se diferenciavam em um aspecto muito importante, o qual os levou a serem subestimados pelos próprios titãs; estes 6 descendentes de Cronos não detinham poderes da Natureza, não eram a própria Natureza.
Cada titã detinha um poder diferente, uma força elementar única; Oceanus era rei e controlador das águas e seu corpo era o que hoje conhecemos como os Oceanos, Urano era o próprio céu e detinha o poder supremo do universo, titãs de gerações novas assumiam formas de rios, lagos, rochas; dentre eles podemos citar o próprio Olympus, o qual se caracterizava como o próprio Monte que vemos hoje.
Desta forma, Zeus e os demais deuses precisavam ser entitulados diferentemente dos titãs, afinal, eram diferentes; a sua semelhança com nós humanos na aparência e ações e a ausência de poderes Naturais tiveram de ser diferenciados, surgindo então as Divindades, resumindo todo este assunto, Titãs são seres que possuem o controle da Natureza desde seu nascimento, Divindades são muito semelhantes aos humanos e NÃO possuem poderes da Natureza.
Quanto ao grandioso Atlas, as escritas não demonstram sobre um controle específico Natural, mas assim como outros, faziam parte do cosmos e das energias do universo; Olympus não detinha nenhum poder da natureza, mas ele era caracterizado pela Proteção e pela Coragem de questionar os dois lados de uma situação e se manter neutro quanto a eles; Atlas não era diferente, analisando suas ações e vida podemos perceber que ele era um titã da Inteligência de guerras (assim como Athena) e a Força; com os passar dos tempos foi caracterizado como símbolo de Resistência em causas díficeis.
A sua morte não foi provocada devido a sua ligação com a Força, a batalha contra ele foi a mais árdua contra os demais titãs devido ao seu apoio total de Gaia e sua própria Força inimaginável; se pensarmos cautelosamente, Atlas fora obrigado a sustentar o Céu (Urano) e seus pés ligam a Terra aos Céus em seus ombros, de forma que se caracteriza por aquele que impede que o caos exista (união entre céu e terra) e também pela própria energia e força da Terra.

Bom, espero ter respondido a sua pergunta e fico grato tanto pelo contato efetuado, assim como me trazer uma idéia para uma nova postagem a qual já estou trabalhando!
Que os deuses e titãs olhem por todos nós e que abram nossos caminhos mais puros!
Um bom Domingo para todos!
Escrito por Felipe M.

Tempo, sua influência em nós

Olá caros conhecidos, amigos e irmãos, venho aqui como uma rara ocasião de meus devaneios e filosofias; aqueles que este texto lêem, eu agradeço; aqueles que refletirem o que leram, concretizam meu real motivo desta escrita!
O que -ou quem- você muitas vezes se esquece que está sempre ao seu lado? Quem é esta força que é sempre tão constante e lembrada somente em momentos específicos de nossas vidas, de certa forma caóticas com estes cotidianos que nos acorrentam somente em afazeres e quase nunca em situações de fortalecimento espiritual, cuidados com a saúde e demais?
O Tempo, uma força física, espiritual e uma energia de pura construção e fidelidade para conosco; ele pode nos parecer muito inconstante e até mesmo correr mais do que conseguimos acompanhar, mas tudo possui seu motivo.
Ele nos molda como um artesão ao barro, nossa vida é o período de criação e criatividade, enquanto nosso pós-mortem é nossa conclusão, nossa beleza plena e elevação mental/espiritual; não nos adianta apressar o Tempo, pois ele quem nos concede o prazo de ensinamentos. Imaginem-se em um trabalho, por exemplo, onde você deseja uma promoção para melhoria de vida e até mesmo maior respeito naquele local; mas nada parece te guiar para esta promoção sendo que você se esfoça demais e faz o que antes parecia ser impossível, o Tempo te segura como um Pai segura o filho para não dizer posteriormente "Eu avisei que não seria bom". Existem vários motivos, seja pelo local não ser bom o bastante para você ou o simples fato de ainda não estar preparado para o que virá a vivenciar.
Hoje, ele pode te envelhecer -não fisicamente- e te deixar carrancudo, rabugento e extremamente austero com as situações que ocorrerão para te demonstrar que tais ações não o elevam plenamente, mas que sem estes pensamentos você pode não ter nenhuma autoridade ou responsabilidade; amanhã ele pode te tornar um jovem viril, alegre e muito flexível as ocasiões para te demonstrar que tais atos são fonte de energia e podem lhe ampliar horizontes e uma rota de fuga para os problemas enfrentados no agora; e quem sabe na próxima semana ele não te molde como uma criança, a qual mesmo fraca físicamente, possui um interior puro e imensa fé em si mesmo, além do fato de necessitar em diversar ocasiões de ajuda dos demais para te mostrar que até mesmo o mais forte pode necessitar de uma mão amiga.
Por isso não se esqueça que hoje suas ações são contadas para amanhã serem pagas de mesma forma e que, apesar de o Tempo parecer não te ajudar, a demora de hoje pode se tornar a realização do amanhã!
Desejo a todos um bom dia e que pensem sobre isso com muito cuidado.
Escrito por Felipe M.

Venda de alma?


Olá todos, como vocês estão?
Estava concluindo alguns estudos e acabei, quase que por acaso, encontrando uma pergunta realizada a uma bruxa; foi então que pensei, esta pergunta é interessante para ser repassada, pois retirando o fator idiotice da pessoa, a resposta é profunda e nos ajuda a concluir muito, especialmente concluir que nem tudo é como certas pessoas imaginam. Abaixo seguem a pergunta e a resposta, peço que leiam e reflitam.

"Minha amiga pediu para eu fazer um 'trato' com uma entidade chamada Lúcifer que ele me forneceria poderes místicos e em troca de mim, aí, um tempinho depois deste ritual, inimigos meus que me perturbavam, alguns estão doentes e outro morreu atropelado, garotos que jogam futebol na rua tentam me acertar de propósito com a bola e não conseguem, coisas começ...am a tremer na mesa. Isto lhe é familiar?

Resposta da bruxa= Claro. É a história mais velha do mundo e é impressionante como sempre tem um idiota caindo... Claro que você vai conseguir sucesso a curto prazo com entidades trevosas e interesseiras. O problema é pagar a conta depois... A tal entidade inclusive mentiu sobre o nome, pois o anjo caído Lúcifer não está mais à serviço das Trevas (na verdade, acho que nunca esteve. Ele era um guardião)."

Resumindo a história, o rapaz fez um pacto com o, então chamado, "Lúcifer" e seus inimigos foram debilidatos e sua vida parecia perfeita; mas no entanto, algumas situações se iniciaram na própria casa do rapaz e ele se sente assustado (daí o motivo de perguntar afim de ter ajuda). A bruxa então respondeu que ele fez um pacto com uma entidade de carácter negro, sem luz, e que seu problema seria pagar a dívida.
Mas agora lhes pergunto, qual as consequências de se "vender a alma"?
Para início de conversa, a alma é nossa mas não nos pertence; como já dito por célebres estudiosos, "a alma nos fora presenteada, mas pertence ao Ser Superior" (seja ele Deus, Oxalá ou quem você tenha fé); portanto, você não será uma propriedade eterna desta entidade, mas não está livre do mesmo.
Ao fazer o pacto, você "assina" um contrato que te deixa subordinado a tal espírito; assim, após o seu desencarne, sua dívida é paga por escravidão e torturas, seja para serviços sombrios ou apenas para satisfazer o desejo sádico de tal entidade em ver a dor do próximo.
Portanto, fazer um pacto destes não o remetem a realizar pactos com Lúcifer, mas sim com entidades nefastas e de baixas vibrações; infelizmente, como temos livre-arbítrio, se desejamos realizar tal ação, nós escolhemos por vontade própria, e não há nada que espíritos superiores de luz possam nos ajudar; afinal, contrato é contrato.
 Escrito por Felipe M.

Livro das Sombras

Bom, como este mês me é especial, gostaria de falar sobre muitas coisas que são especiais para pessoas como magos, bruxas, etc.
Os praticantes de magia possuem grandes potenciais, porém, possuem também grandes objetos; os quais falarei aos poucos até serem listados grande maioria e falarei sobre as importâncias deles para os praticantes; mas, tudo ao seu tempo.
Quando você ouve falarem em objetos importantes de bruxos (e bruxas também), o que lhe vem em mente como principal? Uma varinha? Um caldeirão? Um livro?
Pois bem, se você pensa que é um livro,  está mais do que correto; entretanto, não é um livro qualquer, muito menos um livro o qual as pessoas encontram em qualquer local para serem vendidos, seu conteúdo é restrito e muitas vezes, impossível de ser lido por olhos curiosos e alheios.
Pois bem, vamos começar sa falar tal ser tão especial.

São conhecidos por quais nomes?
Livro das Sombras, Grimório, Livro, BOS, Book of Shadows e Grimoire.

Qual a finalidade de um BOS?
O Livro das Sombras, apesar de um nome "sombrio", não é o que aparenta para muitos; ao ovirem Livro das Sombras, muitos já pensam em maldades e coisas do "Diabo", afinal, se é "das Sombras", não pode ser bom.
Mas eis o ponto, este Livro não pertence às Sombras, ele se esconde nelas; este nome foi dado por ser de extrema necessidade de um bruxo escondê-lo de qualquer pessoa, sejam familiares, filhos, esposas, amigos e todos os demais; então, se ele se esconde na escuridão, qual a possibilidade de ser encontrado?
Todos os bruxos e praticantes sérios não demonstram seu livro como uma relíquia ou como um troféu, eles sequer o mostram, não tiram fotos (mesmo que fiquem guardadas) e nem saem falando para as pessoas como ele é ou onde está; tal forma de agir é pelo que o Livro contém, neles são escritos todos os segredos que os seus proprietários adquiriram durante a vida. As palavras que ali são escritas revelam encantamentos, misturas (poções) e até mesmo o conhecimento puro e refinado que fora adquirido pela pessoa, sendo assim, toda a vida e força dele está ali no livro, portanto, é necessário um cuidado maior do que com qualquer outro objeto.
Sobre o conteúdo ser (usando esteriótipos) Bom ou Mal, voltado pra Luz ou Trevas, depende do proprietário, quais os pensamentos, desejos e o que ele pretende realizar e praticar.

O Grimório tem vida?
Em muitos filmes e livros vemos bruxas (quase sempre malignas) com seus livros e estes, por sua vez, possuem vida. Citando aqui alguns filmes que demonstram de forma bem interessante este fato, temos "Abracadabra" e até mesmo o filme nacional "Castelo Rá-Tim-Bum"; ambos demontram os Livros como realmente são; no primeiro, temos um livro extremamente consciente e que tenta retornar a sua proprietária de forma persistente e até colocando os jovens em perigo; já no segundo filme, há uma demonstração de como o Livro adquire vida e por um rápido instante, a conversação entre escritor e Livro.
Estes livros possuem sim vida, mas existem graus variados; novamente depende do proprietário e como ele se dedica. Tais Livros, em certos momentos deixam de ser objetos comuns e podem até mesmo adquirir personalidades e transmitir pensamentos para seu dono em forma de ajudar em alguma dúvida ou situação.

Como o Livro atua?
O Livro tem alguns aspectos principais, tais como carregar os escritos de seu mestre e principalmente protegê-los; mas para que isso ocorra, são necessários que hajam escritas e ao primeiro momento em que você se dedicar a escrever, o livro terá seu primeiro toque de vida.
Após tempos e escritas, o livro irá amadurecer como guardião e companheiro, adquirindo personalidade de seu dono ou (em alguns casos) personalidade própria; e apesar de não ter capacidades de se defender sozinho em determinados aspectos, ele pode se tornar mais pesado para evitar que seja locomovido, causar problemas para aquele que tenta matar a curiosidade nele, evitar alguma forma de abertura de forma que pareça trancado e até mesmo algum ataque psicológico em quem tente lhe roubar.

Um pouco da história de sua origem:
Antigamente muita das tradições e conhecimentos eram transpassados de forma oral, portanto, haviam riscos de serem perdidos através dos anos por falha da memória e por distorção das pessoas ao contar para as próximas.
Em quesito de magia, o assunto é mais delicado e vital para seu praticante, esquecer-se de uma única palavra de um encantamento pode levar a ruína de sua vida; então, a escrita se tornou parceira dos praticantes. O primeiro livro de encantamentos que se tem conhecimento fora escrito na região da Mesopotâmia (atual Iraque) datado de 500-400 A.C. e contava com diversas tábuas feitas em madeira com escritas cuneiformes.
Com o passar do tempo, diversas outras civilizações chegaram a mesma conclusão de que a escrita era a salvação contra problemas de esquecimento posteriores, e no Egito, a prática também foi adotada e ia além de Livros, encantamentos também eram escritos em amuletos e até objetos de forma que se houvesse falta de papiro, pudesse perpetuar o conhecimento, afinal, estaria escrito.
Com o passar dos anos, a Grécia (de forma um tanto tardia) começou a empregar-se dos Livros e tal prática fora adotada pelos Macedônicos, que vieram a se mesclar com os egípcios, de forma que em 332 A.C. foi aberta a primeira biblioteca de Alexandria, que visava principalmente conter tais livros para conhecimento geral.
Contam-se Grimórios também na tradição Judia, de uma forma mais rara, porém existente; e até mesmo o Cristianismo apresentou um em sua história.

No período Medieval:
Nesta época, a prática da escrita nos livros passou a se disseminar por quase toda a Europa (ironicamente no mesmo período em que foram proibidas as práticas mágicas); apesar de a Igreja monopolizar a escrita e leitura, muitos dos então chamados bruxos encontravam caminho na sabedoria e inteligência; ou seja, eles passaram a escrever seus livros com códigos secretos que apenas ele entenderia e foram adotadas também a tradição de gravuras, de forma a servirem como mapas e não meras decorações.
Infelizmente, muitos destes livros foram perdidos durante a Inquisição e o conhecimento ou fora perdido, ou perpetuado por algum aprendiz secreto, lembrando que a própria Igreja tomou posse de alguns livros os quais julgaram interessantes para utilizações próprias.

Período Moderno:
Os Livros passaram a ser reescritos e a tradição renovada junto ao Renascença e o Iluminismo; as práticas de magia se tornaram mais amplas e um tanto mais comum, de forma que as pessoas perpetuaam esta tradição e a prática foi utilizada principalmente por praticantes de Hermetismo e Alquimia; aos quais, muitos dos conhecimentos escritos naqueles livros, nos é conhecido hoje.

Nos tempos atuais:
Os Livros continuam sendo usados, infelizmente, alguns não o protegem como realmente deveriam e acabam expondo até mesmo ele aberto em fotos na internet ou como um troféu aos amigos.
Entretanto, cada um sabe o que lhe é viável e escolhe o futuro que lhe acontecerá, mas sem dúvida eles nunca deixarão de ser grandes companheiros e ajudandes!
Escrito por Felipe M.

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