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Respondendo ao visitante: Tome melo

Pessoal, seguindo o Resposta ao visitante, seguimos com a pergunta do Tome Melo!

"Olá Baú das Variedades, eu gostaria de saber, se o prato é de louça, barro, plástico ou se eu poço colocar as maçãs na terra mesmo outra pergunta também, eu posso colocar essas oferendas numa Mata Atlântica em Morros Montanhas, distante de casa em outra cidade, porque na minha Cidade não tem Vegetações nem Solo, é tudo Urbanizado, Asfaltado, Iluminado, eu moro em Apartamento, tenho muitos vizinhos fuxiqueiros, se não eles podem zombar da minha achar que eu sou maluco retardado mental ou coisa assim."

Tome, é uma pergunta muito interessante sobre onde onde ofertar; vamos começar com ela!
O prato de oferenda pode ser de louça ou até mesmo de barro, não recomendo de forma alguma o de plástico por ser algo inerte no quesito energético. Pode-se deixar também ao pé de uma planta ou árvore, mesmo que seja em um vaso que se tenha dentro de casa.
Sobre a segunda pergunta de ofertar em matas  e montanhas, não recomendo se você não tem um mestre para te acompanhar, pois nas matas possuem guardiões e as vezes você pode não ser bem vindo.
Agora, sobre o fato de morar em apartamento e centro urbano, isso não impede a sua oferenda; com o passar dos séculos, eles tiveram que se adaptar a situação do mundo com pouca vegetação e pouco espaço aberto. Pode fazer a oferenda da mesma forma em um prato, deixar a maçã no altar ou no prato por cerca de 7 dias (ou até ela começar a apodrecer) e jogar no lixo mesmo.

Mas Tome, só um aviso de amigo, por favor não me leve a mal; mas se deseja realizar uma oferenda a algo de sua fé, o pensamento alheio é o que menos deve ser levado em conta; não importa se eles te acharão "maluco retardado mental", a política da boa vizinhança diz que se você não está atrapalhando o outro, pode fazer em sua casa. Aconselho a pensar mais se tal oferenda é o que você realmente deseja...

Um grande abraço!

Respondendo ao visitante: Natyy

Olá pessoal!!! Sei que há muito não venho atualizar os posts do blog, mas me contem, como estão vocês?
Bom, hoje vou responder a uma visitante, a qual perguntou o seguinte:

"Eu estudo para ser wiccana e ainda estou no começo dos estudos mais eu gostaria de oferecer e chamar alguns elementares até aqui para que eu poça dar algo a eles ! Como ainda não tenho muito estudo queria saber se posso o deteve-se mesmo assim ?"

Bom Natyy, acho muito legal o fato de se estudar para ser wiccana, com o tempo (ou o grau) em que você estudará você acabará tendo grande contato com estes seres; recomendo que se for o seu caso, faça com seu mestre esta pequena oferenda, pois mesmo sendo "fofos" eles podem trazer alguns problemas para a pessoa se não forem bem cuidados.
Mas se é o caso de seguir o caminho solitário, oferte uma maçã, se quiser incrementar, regue esta maçã com mel. Oferte em um prato e diga a eles a que se destina, por exemplo:
- (Elemental que você deseja), oferto esta maçã para vós para que possam me conhecer, e se for de seu desejo, trilharmos o mesmo caminho.

É interessante você também dizer o seu nome, como uma identificação; considerando que até nós não aceitamos algo de estranhos.
O jeito é tentar, mas lembre-se: Cuidado com os elementais.

Um grande abraço e... Espero as experiências, ok?

Respondendo ao visitante: Marcello

Olá respeitável público, como estão?
Hoje recebi um comentário do novo visitante Marcello; o qual escreveu as seguintes palavras:
"Olá Felipe, é a primeira vez que comento aqui no Baú e só tem umas duas semanas que visito aqui e estou adorando. Tenho algumas duvidas que gostaria de perguntar, mas acabei não perguntando quando as tive e algumas acabei esquecendo. Aqui vai uma em relação a essa resposta ao Henrique. Eu esses dias coloquei uma maçã com mel no jardim de casa. Pensei que como eles gostam de doce, e aqui no Baú você disse que o mel é o melhor tipo de doce para dar a eles, resolvi colocar mel na maçã. Será que eles vão come-lá ou por ser a 1a vez que coloco eles fiquem apreensivos? E lembrei de uma duvida, em relação aos elementais da água, existe a possibilidade de viverem em piscinas ou aquários ou eh muito sintético para eles? E já digo que bem provavelmente, te encherei de perguntas hahaha Muito obrigado e uma semana maravilhosa!"

Primeiramente, estou muito grato por estar aqui, podendo ajudar as pessoas e esclarecer as dúvidas ou a curiosidade; além do fato de sentir uma grande consideração daqueles (poucos) que comentam e fazem suas perguntas.
Quanto as perguntas, vamos resolvê-las!
Servir pela primeira vez uma mação regada ao mel aos duendes, eles a comerão?
-A resposta é difícil, pode-se responder "Sim" ou "Não". Isso ocorre, pois as oferendas, elas possuem todo um significado que não cabe a nós tentar identificar ou eu tentar explicar em uma única postagem; um dos fundamentos principais é "no que se voltam os pensamentos de quem oferece". O que você pensava no momento da oferenda? Prosperidade? Chamar algum deles para morar com você? Um simples agrado? Tudo isso influencia, e se você teve pensamentos puros e um equilíbrio (mente, corpo e espírito) positivo, será certo de que eles comerão; mas se estivesse com ódio, querendo atraí-los para algo contra a vontade deles e até mesmo desequilíbrio, eles se recusarão por diversos fatores (os quais posso explicar em postagens posteriores).

Elementais de água habitam nossas piscinas, aquários ou outros locais com água?
-A resposta é não; a não ser que você possua um lago em seu quintal. O que acontece, de todos os elementais existentes, os representantes da Água (assim como o Elemento) são os mais difíceis de se criar vínculos (elemental/humano); na Terra, temos duendes, no Fogo, dragões, Ar, algumas fadas, mas na Água, os elementais são mais reclusos. Outro detalhe muito pertinente para ser citado é que o habitat de tais seres é onde a água não possa apodrecer, ou seja, onde ela possa ficar sem ser trocada e não perca sua propriedade de vida, não tendo aquele odor terrível e a aparência tenebrosa.

Bom, espero ter ajudado e sanado as suas dúvidas, sem ainda mantê-las de alguma forma ou incompreensão. Agradeço novamente pela visita e sinta-se bem vindo para novas perguntas ou comentários!
Um enorme abraço e uma ótima semana!
Escrito por Felipe M.

Ritual de Hefesto

Bom dia caros visitantes amigos, como estão neste delicioso Sábado?
Hoje vim aqui para responder ao "Anônimo" devido a seguinte pergunta:
"Você conhece algum ritual para cultuar Hefesto???"
Caro Anônimo, rituais devem ser de conhecimento de quem venera uma ou mais divindades, seja um possível agradecimento ou uma prece; enfim, rituais para divindades e até mesmo seres mágicos ou do plano espiritual são extremamente delicados.
Meu conselho para aqueles que possuem dúvidas quanto a rituais e atos de mesmo gênero é que não o façam. Um pequeno detalhe errado pode trazer ondas de azar profundos ou situações muito mais complicadas do que mero azar. Rituais e outras formas de contato e agradecimento com seres divinos e de outros planos (espirituais e mágicos) devem ser preparados somente por alguém que saiba como deve ser feito ou sob a supervisão do mesmo, de forma que não gere problemas ao indíviduo.
Mas se o seu desejo é realmente de agradar ao deus, ai vai minha dica:
Prepare em um Domingo uma pequena mesa ao lado de fora de sua casa e encha uma taça de vinho de modo bem farto (não transbordando) e ofereça ao deus e faça a seguinte prece em voz alta:
"Grande Hefesto, deus da forja e do fogo; venho aqui neste dia perante os olhos de Apollo entregar-lhe este pequeno agrado.
Perante meu coração, venho por fé e devoção; perante os olhos de Apollo, peço que seja protegido por qualquer erro que tenha cometido ou venha a cometer durante esta pequena oferenda; e perante vós, apenas tenho a agradecer e lhe oferecer o que me é possível!".
Se desejar, pode complementar a prece com algo pessoal, o que sentir no momento e desejar compartilhar com o deus.
Aconselho a ler a Filosofia da Religião Natural e também a postagem que tratou de um assunto semelhante respondida aqui.
Espero ter ajudado, e a todos, um bom dia!
PS: Gostaria que as pessoas que aqui perguntam se identificassem ao menos com o primeiro nome; não sofrerão distinção e sequer algum julgamento. Quem pergunta deseja aprender!
Escrito por Felipe M.

Respondendo ao visitante: Henrique Camacho

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Um dos visitantes, Henrique Camacho fez uma pergunta muito interessante; vamos vê-la:
"Olá meu nome é Henrique Camacho e gostaria de fazer uma pergunta.Tenho 12 anos e adoro dar maçãs para Duendes e Gnomos porém a maçã nunca some.Como posso agradar esses seres?"

Para muitos, é uma pergunta um tanto que banal, mas creio que é algo que muitos se perguntam e talvez até desistam de agradar os seres mágicos por este detalhe.
Já comentei que eram (e podem) ser feitos alguns agrados aos seres mágicos; a questão é como se fazer.
As frutas, especialmente maçãs, são as melhores opções de agrado; são ascessíveis ao bolso das pessoas e é uma fruta que sempre é aceita (podem haver rejeições de algum agrado específico); portanto, Henrique, continue com as maçãs da forma que o faz.
Aconselho algumas coisas, não apenas para você, mas para todos que fazem o mesmo. Tente não oferecer a mesma fruta para Gnomos e Duendes, se for oferecer uma maçã, ofereça duas; uma para Duendes, outra para Gnomos, apesar de muitos pensarem que são o mesmo ser ou muito parecidos, existem muitas diferenças. Evite fazer agrados aos Gnomos, pode atrair alguns para a residência e sua estadia em uma casa não é a das mais desejáveis.
Ofereça no jardim de casa ou coloque sob a terra de uma planta cheia de vida ou bem florida, se colocar sob prato, que seja inteiramente branco, ou maior parte branca.
Quanto ao "sumiço" da fruta, nenhuma oferenda de alimentos desaparece após a entrega; então, o fato de entregar as maçãs e elas sumirem, não é sinal de que não foram aceitas. Segundo os celtas (e todas as outras religiões), o que existe no mundo material, possui seu equivalente no mundo espiritual e mágico, ou seja, no seu caso (como exemplo) você oferece uma fruta física, a qual pode tocar, sentir, cheirar; mas quando oferecida, o que está sendo oferecido é a essência da fruta.
Quando fizer a oferenda, deixe por alguns dias, no máximo uma semana, se estiver curioso para saber o que acontece de fato, pegue uma faca e abra a fruta ao meio e veja como está seu interior. Entendido? Espero sua resposta sobre essa experiência!

De fato, o que acontece?
Os alimentos oferecidos não se alteram (tanto) na parte exterior, no caso de muitas frutas, como a maçã, ela parece intacta. Mas quem come maçã, sabe que se deixarmos ela por alguns dias e a comermos dias depois, ela continua saborosa, com a cor e até mesmo seu suco; quando oferecido, o alimento terá a sua equivalência espiritual e/ou mágica comida, assim, quando aberta, pode-se notar que a fruta seca na parte interior, perde a cor, adquire uma aparência de podre, enquanto a casca continua madura.
Quando a fruta se encontra neste estado, é que foi aceito o agrado e a comeram. É comum também, que nenhum animal e inseto coma a fruta, eles podem se aproximar mas não a comerão, quando perceber a presença de formigas e outros insetos, é a mostra de que já pode ser retirada e jogada no lixo por já ter sido consumida.
Após retirar o agrado, pode jogá-lo no lixo de casa mesmo, não é necessário nada específico; apenas pedir licença antes de retirá-la de onde a colocou para a oferenda.
Grato pela atenção, espero ter ajudado e esperarei sua resposta, Henrique!
Abraços enormes!
Escrito por Felipe M.

A Igreja Católica e seus atos "puritanos"

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Andei sumido por causa dos estudos (e ainda tenho muito que estudar), porém, resolvi tirar um tempo pro Baú; estava com saudades de vocês, meus leitores!
Para retomar com força total, vou falar sobre a Igreja Católica; já que uma enquete perguntou as religiões que atraem interesse, e o catolicismo está entre os primeiros e disse que falaria um pouco sobre cada uma, aqui estou!
Antes de iniciarmos, gostaria de deixar BEM CLARO aos leitores; não escrevo para depreciação de nenhuma religião ou indivíduo, não sou a favor de disputas religiosas, respeito as religiões e exijo o mesmo e não o que se segue abaixo não é uma tentativa de depreciar ou apedrejar a igreja Católica.
Enfim, como é uma religião bem disseminada na atualidade, vou colocar algo que tenha mais a ver com com o blog; resumindo, contar de onde surgiram determinadas datas, crenças e de onde se basearam.

Disseminação do catolicismo:
Como sabemos, o catolicismo não é tão antigo como muitas outras religiões as quais cito no Baú; mas quando algo novo surge, o que pode impedí-lo de ser disseminado por entre as pessoas?
A resposta é simples, algo que já domina estas mesmas pessoas. Como ato inicial, os católicos se puseram a pesquisar qualquer brecha que poderiam se adentrar nas religiões já existentes e começar o seu domínio religioso. Abaixo seguem como adquiriram fiéis e como se aproximaram dos demais.

Catolicismo X Gregos:
Sem dúvida, e comprovada pelos historiadores, o catolicismo na região de domínio grego foi um dos menos violentos da história católica. Existiram sim guerras e batalhas contra os católicos, mas foi considerada (pelos gregos) como uma guerra entre divindades; por quê?
Na cidade de Delfos, cidade cujo patrono era Apollo, além dos templos erguidos para o deus e seu oráculo, havia um templo muito específico criado próximo das fronteiras da cidade; este templo quase nunca é lembrado atualmente, mas contribui muito para a história do politeísmo grego e início do catolicismo. Este templo não possuia nome, muito menos uma divindade específica.
Certa vez, o oráculo de Delfos (o oráculo mais preciso e misterioso já existente) profetizou:
"Uma nova divindade surgiu, mas vive encoberto por uma densa nuvem e prefere se encontrar nas sombras para que não seja conhecido, ainda. Ele exigirá cuidados como os demais deuses se não cuidarmos dele, sofreremos com a morte. Ergua-se um templo cujo nome será incerto e a divindade será esta mesma que não se identifica; desta forma, não sofreremos a morte sem luta."
Curiosamente, dados levam a crer que tais palavras forma profetizadas alguns anos antes do nascimento de Cristo; e por respeito e crença nestas palavras, um templo foi erguido na cidade e sacerdotes especiais cuidavam do templo e das oferendas, sempre cultuando este deus secreto; porém, não era reverenciado como os demais nem mesmo possuía orações destinadas para ele.
Os católicos se utilizaram desta crença e dizeram trazer tal revelação ao segredo do oráculo; eles se demonstraram seguidores deste deus e reinvidicaram o templo, que lhes foi entregue. Com o tempo, começaram a adquirir mudanças no culto e a retirar os sacerdotes politeístas do controle e atribuíram novas formas de culto; com o aumento dos fiéis (o que demoraram anos), saíram às ruas em tentativa de trazer os demais gregos e assassinar os deuses. Como defesa, os gregos lutaram contra a opressão que começaram a sentir; mas, não seguiram o mesmo que fizeram contra os persas. Os gregos não se uniram como um único povo e aos poucos foram sucumbindo aos católicos.

Católicos X Nórdicos:
A religião nórdica foi onde a igreja reuniu grande força e também algumas de suas idéias de culto. Quando chegaram até os nórdicos, foram-lhes feitas promessas de um paraíso onde nenhum espírito sofreria, bastando se redimir ao pecado de suas vidas. Para os nórdicos, a vida pós morte teria dois caminhos a se seguir; para os guerreiros, seriam enviados à um lugar onde esperariam o fim do mundo (Ragnarok) e lutariam pelos deuses (este local se chama Valhalla), para aqueles que não morriam em batalha, eram enviados para um local sombrio e de trevas, sem redenção. A oferta católica era tentadora; mas com o passar do tempo, surgiram falhas gravíssimas neste sistema de impor a religião.
Os seguidores eram cidadãos comuns, artesãos, fazendeiros, etc; enquanto os politeístas, restaram apenas os guerreiros e sacerdotes (sendo que teriam um local especial pós morte). Com a opressão cristã, se puseram a guerrear, já que todos os deuses nórdicos possuem carácter guerreiro, nenhum passivo, os fiéis se empunharam de espadas e se defendiam como podiam, durante anos durou a guerra religiosa, mas o número de seguidores politeístas já era menor que o de católicos e vieram a perder a guerra pagando com a vida.

Católicos X Celtas:
Após o iminente fracasso da guerra anterior, os católicos resolveram impor a religião pela guerra; já contando com seus numerosos seguidores.
O catolicismo, durante os anos da guerra celta, quase vieram a perder todo o domínio. De início, os católicos já contavam vitória pelos celtas se dividirem em mais de 150 tribos, algumas pequenas e outras grandes, e viverem em constante guerra entre eles mesmos; se eles já lutam e se enfraquecem contra os mesmos, como pequenas tribos resistirão ao exército de Deus?
De fato iniciaram massacras contra pequenas tribos e vieram a perder homens, mas seguiam vitoriosos. Os bardos, se mostraram como meros civis e prometiam contar as vitórias do "Bom Senhor" pela história e pelos fiéis, adquiriram então crédito e confiança e passaram a relatar as batalhas e em suas viagens, contavam as demais tribos o que estava acontecendo.
Em um ato de defesa, os reis das tribos se juntaram em uma reunião pacífica e concordaram em uma união celta (Etrezomp ni Kelted), onde uma tribo lutaria por si mesma e pelas demais.
O número de pagãos celtas crescia numerosamente e poucos renunciavam para o catolicismo. Como eram criados em guerra desde pequenos, eram exímios soldados e criaram defesas que para a época, eram táticas perfeitas.
Em alguns momentos de maior opressão e desespero, uniram seus soldados e algumas tropas foram enviadas para atacar o centro do catolicismo; invadindo assim a própria Roma (o que hoje aprendemos como os ataques bárbaros) e até mesmo a Grécia.
Infelizmente foram derrotados pelo cansaço e o grande número católico.

Pós-Conquista:
Os anos se passaram e o catolicismo já estava em sua força plena, influenciava as idéias e principalmente regia as rédeas da população e os domavam como cavalos.
A situação católica aparentava estar sob controle, mas houveram situações que precisaram se moldar para não sofrerem represálias de seus fiéis e através do medo controlavam os hereges e pagãos, citando aqui a "Santa" Inquisição; onde o Martelo das Bruxas fora escrito para identificar bruxas e como condená-las.
Levou o mundo ao caos e a mortes por uma pessoa simplesmente usar ervas para ajuda medicinal (não é invenção, centenas de mulheres foram torturadas e mortas por usarem ervas como medicamento).
Uma outra forma, não tão eficaz, foi combater as tradição pagãs com equivalências católicas.

Natal:
25 de Dezembro. No hemisfério Norte, é a data de início do Inverno. Para os politeístas, é uma dada que merece celebrações por reiniciar o ciclo da Natureza; conhecido pelos celtas como Yule, era muito popular e uma das principais festividades anuais.
Rege as lendas e crenças de que no dia de Yule, ocorre a morte de Dagda, o bondoso deus, e na noite do mesmo dia, ele vem a renascer para reiniciar seu ciclo de vida. Há também a imagem do Green Man, onde esta data é uma de suas metamorfoses e ele se torna deus das plantações, protegendo-as contra o frio, e da generosidade (apenas no dia 25) para substituir Dagda em sua ausência; o Green Man, como era coberto de folhas, utilizava-se de vestes também verdes e rodava as tribos celtas presenteando as pessoas com alimentos e fortalecendo plantações. Era também de costume os vizinhos praticarem o livre escambo e doações de alimentos e vestes, pessoas como artesãos, ferreiros e fazendeiros sempre possuíam algo para doar e entregava o que não lhe faltaria (batatas, por exemplo), e por gratidão, lhes eram dados um presente (como uma foice) e acabam por trocar utensílios.
O catolicismo viu que precisaria apagar esta dada pagã e repor por algo católico; a noite do dia 25 é considerada como o nascimento de Jesus; surgiu também o Papai Noel (São Nicolau), um homem vestido de verde (gerações depois que se mudou para o vermelho) que presenteva os pobres e desfavorecidos e a troca de presentes também foi atribuída.

Dia de finados:
31 de Outubro, dada a qual se comemora Samhain; a mudança de ano celta e nórdica. A data se voltava pela união dos vivos, mortos e seres mágicos. Apesar do tema de horror que possui atualmente, era a data de celebração mais popular; era um dia repleto de alegria e festejos. Doces eram preparados e músicas tocadas para os parentes que voltavam ao plano dos vivos para um reencontro familiar.
As tribos indígenas da região do atual México também comemoravam a data e até hoje é comemorado o Dia dos Mortos, uma data de alegria e muitos festejos entre a população.
Perante o catolicismo, era impossível que celebrassem vida pós morte pois é algo inexistente (mas Jesus ressucitou) e esta alegria pagã devia ser destruída. A forma que conseguiram foi criar um dia de tristeza e comoção, o Dia de Finados; é um dia que remete tristeza e dores aos familiares pela perda dos parentes. Alguns historiadores dizem que 2 Novembro foi escolhido pelo fato de Samhain ser tão forte e popular, que não conseguiu ser substituído por outra data de uma religião que desejava o apagar.

Celibato:
Dizem ter surgido inicialmente na Grécia e ter se disseminado pelo mundo. Este tópico entra em expeculações, não sendo exato. O catolicismo se utilizou de argumentos contra os gregos de "como podem orar a um deus que tem relações sexuais?".
Com o tempo, muitos começaram a questionar isso e até vieram a aceitar e apesar de Deus não se relacionar sexualmente, seus sacerdotes tinham relações; como era de costume aos gregos, se um sacerdote representava um deus (ou deusa) com votos de castidade, deveriam ser celibatários e nem mesmo se casarem. Começaram então a questionar o motivo de se relacionarem e servirem um deus puro. Sem outra opção, adquiriram o celibato e se apegaram ao fato de "seres puros de corpo".

O Paraíso:
Esta foi criada especialmente durante o período contra nórdicos. Nesta mesma época houve a distinção de Céu e Inferno. Os nórdicos acreditavam que meros cidadãos, civis, ao morrer eram enviado para o interior da Terra e chegariam a um mundo de trevas e escuridão, sem nenhum perdão.
Como forma de adquirir fiéis, prometeram um lugar livre de dor, um lugar de perdão e redenção; o céu. Já que o Inferno era embaixo do solo, o Céu era acima, próximo de Deus e seus anjos.

Vida pós morte e reencarnação:
O catolicismo não é totalmente crente quanto vida pós morte, mas faz com que seus seguidores sejam discrentes.
É ensinado que após a morte, ou se é jogado ao Inferno para sofrimento eterno ou para o Céu, próximo de Deus; como se a vida simplesmente apagasse a luz.
O interessante é, Jesus ressucitou e retornou dos mortos e é considerado o único que possa o fazer, afinal é filho de Deus.

Origem do Diabo:
Este é um tópico muito interessante do assunto, já que existe uma grande mistura de crenças. O Diabo já foi considerado muitas divindades e por fim, acabou por ser qualquer deus pagão. Seu principal "representante" foi Apollo, deus da beleza e o mais belo dos deuses; chegava a se relacionar com homens e mulheres, até mesmo a praticar estupro quando enlouquecido, demonstrou o pecado da carne e a tentação.
Adiante, passou a ser considerado Pã, por gerar certo pânico na população; sua aparência não podia ser de alguém que merece confiança.
Hefesto, deus do fogo e das armas; criava o material o qual o homem cometia atrocidades, após isso, a falta de boa aparência começou a ser julgada mais friamente, como se uma pessoa desprovida de beleza física fosse enviada pelo próprio Diabo para envolver a vida em caos.
Hades, era o deus do submundo e das almas; como comandava o mundo dos mortos, foi relacionado por causar as doenças e mortes e ser o dono do Inferno.
Loki, para os nórdicos era o deus dos viajantes e principalmente da trapaça e guardião dos ladrões; com ele, o Diabo se tornou o mentiroso e trapaceador.
O mais interessante de fato é um dos deuses italianos, seu nome muito influenciou na criação do anjo belo. Dianus Lucifero, senhor do submundo e protetor da bruxaria italiana. Irmão de Regina (deusa e bruxa), e através do incesto gerou uma filha.
Juntando cada parte de todos que foram classificados como o próprio Diabo, temos a imagem que possuímos hoje, sendo que Pã se tornou um mero ícone de aparência física (humano com cabra).

Nascimento do nome Lúcifer:
Os hebraicos e judeus acreditavam que Lúcifer era chamado de Vênus (nenhuma semelhança com a deusa); acreditavam também que era um rei babilônico.
O catolicismo adotou a mesma idéia do rei babilônico, mas antes disto, ele era um anjo e ao ser expulso para a Terra, se tornou rei da região.
Eles deram muita atenção para Apollo e Dianus e também ao Vênus. Vênus, significava para a língua da época algo como "Filho da Manhã" (protetor do conhecimento); Dianus Lucifero significava "O Portador da Luz" (do conhecimento) e por fim, Apollo, cuja representação era o próprio Sol e rei das ciências e artes do conhecimento (as Musas).
Assim, Lúcifer se tornou a estrela matutina e portador do conhecimento. O nome Lúcifer é originário do grego heosphoros, que ao traduzido para o latim se identifica como lucem ferre, que no português é traduzido literalmente como "Portado da Luz" (semelhança com os deuses acima?) e com o passar do tempo, a Estrla D'Alva passou a ser conhecida como Lúcifer.
Existem também especulações de que existe relação quanto ao imperador Nero, que caçou judeus e seguidores da doutrina de Cristo e os massacrou e enterrou como indigentes; seu nome de nascimento era Lúcio Domício Enobarbo, e pelo seu ato e ódio contra católicos e semelhança de nome (Lúcio) chegou a ser considerado o próprio Diabo em Terra.

O Jardim do Éden:
O jardim possui uma grande semelhança com os Campos Elísios gregos, entretanto, está fortemente ligado ao Ragnarok nórdico. Conta as escrituras e previsões divinas de que quando o Ragnarok ocorresse, os deuses entrariam em guerra contra monstros e morreriam todos e a Terra e humanidade sofreria as consequências; as únicas coisas que restariam seria a vida animal e vegetal, quanto ao ser humano, um único homem e uma única mulher sobreviveriam e ajudariam a árvore Yggdrasil a reconstruir a vida (ela é a personificação da vida em geral).
Se perceberem semelhanças entre Adão e Eva, me contem!

Surgimento de Adão e Eva:
"Do barro viestes, ao barro retornarás". Para gregos, celtas e nórdicos, o homem fora moldado do barro e criado na semelhança do deuses, se tornando um humano desprovido dos poderes. A mulher, por sua vez, fora criada para acompanhar o homem e foi feito de uma parte do homem (o que citam como o próprio barro).
Para os católicos, Deus moldou o homem do barro e a mulher surgiu de uma de suas costelas.

Tentação de Eva e a Maçã:
A maçã era um fruto muito sagrado em qualquer religião, não sabe-se ao certo, mas era muito divinizado. Os gregos possuíam as Hespérides, cujos frutos eram maçãs de ouro e eram protegidas pelas filhas de Atlas. Os celtas possuíam Avalon, a Ilha das Maçãs, onde as maçãs eram de ouro e lhe davam o conhecimento para quem a comesse.
Eva foi muito ligada a Pandora, foi a perdição de Adão e a maçã lhe deu o conhecimento e tentou Adão a desafiar Deus.
A maçã, além de divinizada, era o símbolo da deusa grega Éris, deusa da discórdia; ela criava a discórdia por onde ia com suas maçãs de ouro.

Espero que tenham gostado da postagem e que tenha aberto seus olhos para detalhes, pois mesmo que pequenos, são importantes.
Relembrando que respeito e não estou aqui para julgar nenhuma religião e pessoa!
Abraços enormes! 
Escrito por Felipe M.

Politeísta e Pagão, possuem um Deus supremo?

Boa tarde, sejam bem vindos!
Recebemos um comentário onde uma visitante pergunta se todo Pagão e Politeísta acredita em um Deus supremo, ou se todos os deuses possuem mesmo valor de supremacia.
Creio que este seja um tema muito integrado nas publicações feitas por Felipe, afinal, ele não abordou o tema de forma específica.
O que acontece, é que a visão de "Deus supremo" está muito enraízada no Judaísmo e até mesmo no Catolicismo; um Deus onipotente e onisciente, o "todo poderoso". De fato, os Politeístas não crêem em um Deus supremo da mesma forma em que vemos atualmente.
Para o Politeísmo, os panteões possuem hierarquias muito rígidas e acaba por criar diferentes valores entre divindades, fazendo um possuir maior regência que outro. Por exemplo, para os gregos, Zeus era o deus supremo, senhor do Universo e rei dos deuses; hierarquicamente falando, um nível muito alto para qualquer um tentar se assemelhar, ele quem comandava os demais deuses e por isso, era respeitado como o mais poderoso dos deuses. Existe também a visão de supremacia entre fieis, Zeus era de fato o senhor dos deuses, mas para muitos, alguma divindade menor poderia ter mais importância. Por exemplo, um troiano; conhecia a supremacia divina e conhecia que Zeus era o deus supremo, entretanto, para eles, Apollo era uma divindade principal, o patrono, regente; o que o tornava para os troianos uma divindade mais importante do que o próprio Zeus.
Para os Pagãos, o fato é que, existe sim uma Força maior que rege tudo neste mundo. Seja um deus, uma forma de energia ou uma força; existe algo que rege além de tudo. Os demais deuses (de todos os panteões), santos e até mesmo o Deus Católico e Judeu fazem parte da crença. Todos possuem seus valores, mas muito próximos; evitamos olhar os deuses e santos por quantidade de poder, o que realmente importa é a fé que temos neles e é através desta mesma fé que irão se manifestar.
Atualmente, por causa da Wicca, parece moda a Força superior ser chamada de "A Grande Mãe" e as pessoas acabaram por considerar que é uma deusa quem gerou tudo e todos, humanos, animais, deuses, plantas, etc; mas de fato, é algo que não possui gênero, não possui quantidade, nem raça nem forma.
Espero ter conseguido explicar e se surgirem dúvidas, basta perguntar clicando aqui em baixo em "comentários", analisarei sua pergunta e responderei o mais breve possível!
Publicado pelo "Animador"

Politeísmo Grego -Enquete "Religiões que lhe atraem"

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Hoje quero falar um pouco sobre o Politeísmo Grego, o qual foi escolhido em primeiro lugar na enquete realizada há algum tempo atrás.
 No politeísmo grego, temos 3 momentos que marcam esta religião; alguns marcam como 4 momentos ao todo, mas, quais são eles?
Período Pré-Minóico:
No início, bem nos primórdios do povo grego (anterior a junção dos mesmos e criação de sociedades), as pessoas viviam em centros familiares, como pequenas fazendas, onde algumas famílias dividiam um mesmo terreno, e com o tempo, começaram a surgir pequenos centros populacionais e a se expandir; as primeiras cidades foram fundadas pelo que hoje conhecemos por heróis (Herácles, Teseu, etc) e estes pequenos centros cultuavam estes heróis como pessoas divinizadas pelos seus atos; afinal, eram fundadores de cidades e eram portadores de atos que nenhuma pessoa comum poderia realizar, tal como enfrentar criaturas e bestas mitológicas.
Período Minóico:
Com o tempo, a hierarquia se moldou e adquiriu a forma que conhecemos, acima de todos estavam os monarcas, grandes proprietários de terra e ricos, vivendo em seus palácios repletos de luxo e riquezas. Não se sabe exatamente ao certo, mas nestes palácios, principalmente na ilha de Creta (cujo o governante era Minos, daí se origina o nome do período), surgiram divindades e o início de crença de árvores sagradas, terras místicas, etc.
Como as mulheres eram consideradas sagradas ao ponto de vista social; principalmente pela gestação e por gerar vida dentro de si, assim como a própria menstruação, tudo isso era visado como o lado fértil e daí se originou a base de que a Terra era uma mulher (Gaia), por sua fertilidade e vida gerada. Com o tempo, logo surgiram divindades, tais como Athena e Hera, e posteriormente Zeus; entretanto, o culto à Hera e Athenas eram muito praticados pela fertilidade que geravam (tanto nas mulheres como nas plantações e solo). A diferença principal era que por terem sido originados no palácio, a crença dizia que os deuses eram palacianos e serviam somente aos palacianos, sendo que não atenderiam plebeus em suas preces.
Período Micênico:
A cidade de Thira, onde um dos governantes era Micenas; sofreu com a invasão dos povos indo-germânicos vindos do Norte, apesar de terem vencido a invasão e derrotado o inimigo, acabaram por se deparar com alguns choques ideológicos; o principal (e de maior constraste) foi a super-valorização do homem, o homem estava acima das mulheres, elas deviam ser submissas ao marido, ou acatar às ordens do pai quando solteiras. Durante a guerra, a crença dos deuses palacianos foi introduzida na sociedade através dos que fugiam de seus palácios, mas ainda assim, não era uma crença generalizada; com esta ideologia indo-germânica, Zeus assumiu o seu trono de poder e seus irmãos e descendentes o antecederam, e as mulheres, aos pés dos mesmos.
Período Homérico e Pós-Homérico:
Iniciado a partir da obra "A Íliada"; Homero retirou um pouco de cada crença das 3 anteriores e as fundiu em um único conjunto, de forma que não houvesse perca de nenhuma delas.
Homero adotou principalmente o sistema de deuses e os juntou principalmente em 12 divindades principais (os Olimpianos), tais divindades haviam sido criadas no período Minóico, a única diferença foi que Homero explicou o nascimento de cada deus, tendo assim um surgimento racional, não uma aparição vinda do nada.
Utilizu também a ideologia Micênica, onde o homem era superior, mas em contraste com sua época, as mulheres haviam se tornado algo mais de simples subordinadas; desta forma, as deusas estavam subordinadas aos maridos, mas quando solteiras, eram livres e detinham poderes inimagináveis.
É claro que não se perdeu a crença Heróica, os heróis foram relembrados e imortalizados em sagas de suas aventuras épicas e tratados como filhos dos deuses; detentores de poderes, mas abaixo dos deuses.
Com o tempo, esta nova crença difundida por Homero passou a ser adotada e o sistema de 12 deuses primordiais foi adotado pela população e já não haviam mais deuses que não atendessem aos plebeus ou somente aos palacianos, os deuses "eram" de todos.

Reflexos desta nova crença:
Esta crença introduzida por Homero tomou forças espantosas e logo se apoderou da sociedade grega e as cidades passaram a se desenvolver, tornar-se grandes centros metropolitanos e alguns homenageavam aos deuses através do nome da cidade e o deus seria o patrono da população (Atenas por exemplo).
Cada cidade passou a ter um deus patrono, alguns com mais fé do que outros, mas sempre seguiam a crença Homérica, apesar de elevarem algum deus acima dos outros.
Dois bons exemplos que podemos citar é a cidade de Delfos e de Atenas, a primeira possuía Apollo como patrono e a segunda possuía Athena; ambos eram deuses muito aceitos e cultuados na época. Em contraste, temos Esparta, onde o patrono era Ares e ele era tratado acima de Zeus, e na sociedade grega, Ares sempre foi o desgosto dos deuses e da população.

Formas de culto:
As formas de culto eram as mais variadas possíveis; cada deus poderia ser cultuada de várias formas, dezenas, talvez centenas; era algo muito amplo e complexo.
Templos foram erguidos para os deuses, mas ao contrário do que muitos pensam hoje e do comum de nossa sociedade, os templos nunca foram o centro principal de culto.
Hoje, quando ouvimos ou lemos sobre um templo grego, errôneamente os associamos 100% idêntico a uma igreja; entretanto, o templo possuía outra utilidade.
Os templos possuíam sacerdotes treinados nas artes da magia e do culto divino do deus ao qual o templo era destinado; entre estes sacerdotes, havia o sacerdote principal, que comandava todo o resto e o próprio templo. Por sua vez, o templo era utilizado principalmente para coordenar as datas festivas da região; os sacerodotes abrigavam as pessoas que iam ao templo nestas épocas, mantinham a limpeza, as oferendas obrigatórias que deviam sempre ser repostas assim como seguir a "agenda" para que tudo fosse feito em seu tempo certo e não se tornasse uma confusão.
Fora das épocas festivas, os templos eram utilizados somente para o agrado do deus, sempre com oferendas e banquetes; mas para a população, era um local para pagamento de promessas, se a sua promessa foi realizada, o pagamento devia ser feito em forma de oferenda e entregue no templo, e é claro, algumas vezes, fieis podiam pergrinar até o templo em momentos de aflição para uma prece, na crença de que seriam melhores ouvidos pelo deus.
O comum na crença grega era:
-O sistema dos titãs e dos deuses
-Os 12 deuses primordiais
-O patrono da cidade
-O patrono da residência
Cada residência possuia pelo menos dois patronos, os quais eram agradados periódicamente com oferendas; rituais eram feitos na casa e eram comandados pelo chefe familiar (seja homem ou não) e ali mesmo eram feitas as preces e oferendas.

PS: PELO FATO DE OS GREGOS FAZEREM ISSO, NÃO TENTE FAZER O MESMO, SEJA NA SUA CASA OU NÃO; ELES POSSUÍAM REGRAS RIGOROSAS PARA PODEREM PREPARAR A CASA PARA OS RITUAIS E A PRÁTICA DOS MESMOS. ALÉM DO FATO DE NÃO SER FEITO PRÓPRIAMENTE DITO DENTRO DA RESIDÊNCIA.

Resistência entre crenças:
Entre o período Pré-Minóico e Minóico, óbviamente houve resistência da nova crença imposta pelos palacianos. Os plebeus detinham crenças nos heróis, os palacianos em deuses, quem era o correto?
Uma das histórias que demosntram esta resistência (nas entre-linhas históricas) é o conto de Teseu e o Minotauro. O fato contido é que Teseu entra no palácio de Minos para matar o Minotauro e o herói realiza a tarefa. Se analisarmos minuciosamente, Teseu, um herói cultuado pelos plebeus está em uma missão que vai contra o desejo de Athena, uma deusa palaciana; este é o primeiro conflito entre as crenças gregas; socialmente falando, é uma pova de que os palacianos necessitavam da plebe de qualquer forma para a sua sobrevivência, pois quando o Minotauro põe em risco a vida palaciana, um plebeu (Teseu) é enviado para ajudá-los.

Tenham uma ótima Sexta-Feira e um bom fim de semana, pois eu já terei o meu, assistindo Thor! Aqui é assim, além de mitologia, é Marvel na veia, rs. Abraços enormes!
Escrito por Felipe M.

Defeitos dos Misantropos

Olá pessoal, tudo bem com vossas senhorias?
Espero que sim, ainda mais pelo fato de ter chego o sagrado fim de semana!!! Finalmente um descanso merecido!!!
Estou aqui publicando esta postagem devido um detalhe que me chamou a atenção, assim como a visitante Ivete colocou sua pergunta em um dos comentários sobre Misantropia, já pude observar outras pessoas perguntarem exatamente o mesmo.
Os Misantropos possuem defeitos?
Hum, que curioso isso! A resposta é 100% Sim, entretanto, ela também é 100% Não.
Misantropia é algo complexo e é extremamente relativa; para cada pessoa tem um defeito e/ou uma vantagem, conforme como a pessoa pensa pode ser a pior coisa do mundo ou simplesmente diferente. De início, deve ficar claro que existe dificuldade de um Misantropo se expôr e contar à outras pessoas sobre seu "problema", isso ocorre em casos extremos ou de interesse do Misantropo apenas.
Um Misantropo pode ter certos momentos de sua vida, onde ele irá repensar sobre ela e se perguntar sobre si mesmo, como ao encontrar um amor, ele pode se perguntar sobre querer se distanciar das pessoas (até mesmo de quem ama) e haverá um certo conflito pessoal.
É claro que em alguns casos, estas pessoas podem não fazer perguntas sobre seu modo de vida, pois pensam que está ótimo da forma que está; desta forma, para um Misantropo, a sua forma de agir nunca foi, não é e nunca será um defeito, algo abominável ou que o assuste por afastar as pessoas.
"Meu deus! Não gosto de ficar junto de outras pessoas! O que eu faço?"
Blergh, besteira. Ele se sentirá ótimo por não ter alguém te olhando, dizendo o que fazer ou o simples fato de estar ao seu lado.
Para as pessoas "comuns" (dando ênfase que não existem pessoas comuns) os maiores defeitos dos Misantropos são:
-Exclusão da sociedade e até mesmo das amizades (em nível menos intenso)
-Capacidade de não se importar com problemas que lhe são alheios e não lhe afetam
-Ver o desespero humano e simplesmente sair de perto para não ouvir falatório
-Facilidade em magoar as pessoas ao seu redor
-Não respeitar muito as hierarquias
-A maior proeza dos Misantropos, conseguir irritar muitos as pessoas para que se afastem dele

Como disse, para muitos estes são defeitos os quais os Misantropos possuem; na verdade é algo que não podemos falar com clareza, afinal, estou julgando toda a população como uma única pessoa.
É claro que cada pessoa tem sua forma de pensar e quem sabe até gostem de se arriscar com algum Misantropo?
Abraços enormes!
Escrito por Felipe M.

Respondendo a visitante: Ivete

Olá caros amigos, visitantes e curiosos; sinto por ter de me afastar um pouco do Baú e não me dispor de tempo para postar devido a alguns afazeres meus; mas como sempre digo, tudo é passageiro, assim como esta indisponibilidade de tempo.
Nossa querida amiga Ivete comentou (adoro quando as pessoas comentam) na postagem sobre Albert Wesker e fez uma pergunta até que interessante:
"Desculpe pela curiosidade mais como você se vê nesse cenário ficticio do filme?Quais as suas preferencias?Como você explica a atração por alguém que não conhecemos pessoalmente? Beijos!"

Bom, curiosidade sempre foi boa; entretanto, muitos se assustam quando a curiosidade é saciada.
Como eu me vejo nesse cenário fictício do filme?
Hum, olha, não posso responder com base no filme pois eu me desanimei ao assistir o segundo título da série; entretanto, seguindo o jogo como uma base, desde a aparição inicial do Wesker eu já fiquei "doidão" com ele. Achei o máximo um capitão de uma equipe especial ser frio e não se importar em salvar, apenas sair vivo.
Em todos os jogos da série, sempre me imaginei como um dos trabalhadores da Umbrella, gerando armas biológicas e até mesmo testes com vírus; quando era pequeno e meus primos brincavam comigo de Resident Evil (ah, belos tempos), eu sempre era o Wesker, frio e enigmático.

Quais as minhas preferências?
Bom, não entendi qual o sentido exato da prefêrencia, mas se for entre o bem e o mal; com certeza o mal.
Rs, desde pequeno sempre torci para os vilões dos filmes, jogos e livros que lia e até hoje ainda amo eles de paixão.
Raros são os heróis que se destacam em minha lista de "bonzinhos adorados", mas existem!

Como explicar a atração por quem não conhecemos pessoalmente?
Bom, isso é complicado, creio que nem mesmo psicólogos e especialistas possuem uma resposta 100% correta.
Mas analisando as pessoas que conheço, elas sentem um desejo de se aprofundar e conhecer melhor a pessoa; como se iniciassem um jogo de mistérios, onde ganha quem descobrir mais coisas sozinho.
O fato de não conhecermos pessoalmente e nos atrairmos não é único, podemos até mesmo conhecer alguém pessoalmente, mas não sabermos o que ela faz em horas vagas e outras coisas de sua vida; assim, a nossa curiosidade se sobressai e acabamos por nos atrair por pessoas "misteriosas" para termos o gosto da aventura e descobrirmos e acabarmos por nos tornar íntimos delas.
As vezes, pode ocorrer em não conhecer uma pessoa, mas se atrair por costumes ou ideologias parecidas, um músico, um escritor ou até mesmo um comentarista. Vejamos eu como exemplo, de certa forma, tenho interesse em conhecer mais sobre a Ivete, pois os comentários dela são profundos e me atiçaram curiosidade em conhecê-la mais a fundo.
Esta é uma das coisas em que a resposta só pode ser dada por quem perguntou, afinal, as pessoas mudam, assim como suas mentes!

Enormes abraços e estou sempre a disposição; mesmo que eu possa demorar um pouco para responder!
Escrito por Felipe M.

Respondendo a visitante: Ivete

Bom dia pessoal, como vocês estão?
Estou aqui hoje a fim de responder a pergunta da visitante Ivete sobre a postagem de ontem sobre os Elfos, a pergunta dela foi a seguinte:
"A respeito dos elfos, só consigo imaginar que se existe tal ser? Se ele tem o dominio da Liberdade? Ou suas ações são restritas?Assim como os humanos, que têm anseio de voltar a verdadeira morada da alma,que por esse motivo condena o homem a buscar e querer sempre a Liberdade..."

Agora vamos à nossa resposta:
De início, seria necessário que você explicasse qual é a sua Liberdade. Pode parecer algo extremamente leviano perguntar tal coisa "Qual a sua Liberdade?", pois grande maioria pensa que a Liberdade é algo idêntico para cada pessoa; o que de fato não ocorre.
Os celtas já possuíam uma característica de Liberdade a qual era relacionada a estar em contato com a Natureza e poderem desfrutar dela; é claro que algumas pessoas das tribos acreditavam que a Liberdade era simplesmente estar livre de donos de escravos ou não se tornarem escravos de guerra para outras tribos; e atualmente, a Liberdade foi muito "reprimida" com o famoso direito de "ir e vir".
Aos Elfos, podemos caracterizá-los como "semi-livres"; ou seja, eles possuem restrições em alguns de seus atos.
Brevemente, por causa de sua alta hierarquia Elemental e a sua força (junção dos 4 Elementos) eles possuem sim uma Liberdade de fazerem o que desejam, a diferença é a seguinte, apesar de poderem seguir os seus instintos, eles estão limitados às suas ordens e seus deveres. Um Elfo pode estar em uma floresta e não fazer nada, apenas apreciar o ambiente a sua volta, mas obrigatoriamente ele terá que acompanhar todo e qualquer ser humano que entre em seus domínios e estar atento ao que ele fará, se será prejudicial ou não, etc.
Alguns druidas celtas tinham uma hipótese de que geralmente cada domínio Naturais era controlado por no mínimo 2 Elfos; pois poderiam ter controle de áreas mais vastas e distantes um do outro e é claro, quando rituais fossem realizados, apenas um iria guiar o rumo do ritual enquanto outro continuaria a proteger as matas, o que nos simplifica em um poder sair do seu domínio e não deixá-lo desprotegido.
Apesar destes limites de Liberdade que são impostos pelo próprio Elemento dele, no reino da Magia e dos Elementais não existe a desordem e o caos; há uma unanimidade entre os seres e o Superior deles (Elementos e Magia). Um Elfo, uma Sereia, uma Fada, etc., entendem que possuem sua Liberdade; mas compreendem que vivem por um motivo, servir ao seu Elemento e a Natureza. Seria algo como uma simbiose, um jamais viveria sem o outro.
A Liberdade mágica é aplicável à todos os seres existentes, a única diferença é que quanto maior sua posição na hierarquia, maior será sua Liberdade.
Quanto aos anseios da alma, nenhum ser mágico possui ou possuirá isso; nunca terá o desejo de consumo, o desejo do sexo, do amor para si próprio, entre muitas coisas. Apesar de os Elfos serem criados pelo Elemento Espírito, cujo é o mesmo que nos originou, os Elfos são seres mágicos e existem para defender os 5 Elementos; enquanto nós estamos aqui em "teste" para nossa evolução e a tentativa de melhorar a vida que nos cerca.
Enormes abraços e espero ter respondido a pergunta e esclarecido as dúvidas!
Escrito por Felipe M.

Respondendo ao Anônimo

Olá caros visitantes de aspecto físico humano e de espírito corajoso por abrir este Baú; como estão?
Hoje eu tirei o dia para fazer absolutamente nada, o dia inteiro dedicado para viagens na internet, vídeos de comédia que muitos caracterizam como "nerd" entre muitos outros.
Mas como minha curiosidade é gigante quando o assunto é blog, resolvi "apenas olhar" o Baú e percebi que havia um comentário para ser aceito e decidi olhar ele.
A pessoa se identificou (na verdade não) simplesmente como Anônimo, o meu grande amigo Anônimo, quase sempre deixa comentários aqui e eu me mordo de curiosidade em saber qual o medo de colocar o primeiro nome para se identificar... Continuando, a pergunta que me foi feita é a seguinte:
"Por favor, pode deixar uma postagem a dizer como nos convertemos ao Politeísmo?"
Bom, eu pensei em responder somente amanhã, mas não consegui resistir a uma frase curta e bem escrita (sem contar o cuidado de escrever Politeísmo com P maiúsculo) e resolvi responder!
De início, não quer ser simples demais, nem complicado demais; então deixe-me simplificar, não é algo complicado, mas também não é puramente fácil.
Antes de tudo, deve-se ficar claro que o Politeísmo não é algo que seguimos da noite para o dia, simplesmente por "dar na telha", assim como todas as outras religiões e ideologias, a pessoa deve analisá-la e procurar pontos que lhe sejam favoráveis e ter a pura noção de que se aquela religião ou ideologia não lhe agradar, não deve-se insistir em participar das mesmas. Assim como as pessoas frequentam cultos católicos (e outros) e não se sentem bem por causa dos dogmas e/ou as crenças adotadas, seguir o Politeísmo não está livre de que você não se encaixe na ideologia adotada.
O principal que deve-se ter em mente é que, se hoje você tem uma crença (seja no Deus, Alá, etc), jamais você poderá virar suas costas e fingir que nunca teve fé por ele; crença religiosa não é uma coisa que podemos abandonar a qualquer momento e esquecer por completo. Muitos que se intitulam "pagãos" por seguirem a wicca ou por se dizerem fiéis dos antigos deuses não demonstram respeito por outras crenças e religiões; não sou católico mas não é motivo para eu desacreditar "Nele", não o adoro, mas respeito e parte de mim possui fé nele.
Em segundo lugar, deve-se compreender que existem várias vertentes de Politeísmo (grega, nórdica, celta, indígena, etc) e cabe a você descobrir qual é que pertence ao seu coração. Cada vertente possui várias divindades que se diferem muito entre si e principalmente entre as vertentes; porém, as ideologias são muitas vezes, próximas uma das outras.
O que é obrigatoriamente necessário para ser politeísta é ter conhecimento nos deuses em que irá ter fé. Você jamais poderá esperar resultados de preces para encontrar uma paixão enquanto rezar para Ares, sendo que Afrodite é quem lida com estes assuntos; entre várias outras situações, como prosperidade, etc.
É necessário que se conheça no mínimo o que cada deus controla e rege; como a saúde, amor, ódio, etc. O interessante é procurar quem realmente conheça o assunto para que não haja erros ou confusões; jamais pode-se vendar os olhos e mergulhar na escuridão da ignorância e do desconhecimento. Os contos e lendas (originais) contam muito sobre estas divindades e muito podem ajudar.
ATENÇÃO!!!
JAMAIS ser e ostentar o "sou politeísta" significa que deve-se andar de preto pelas ruas e parecer um gótico ou alguém que adora andar pelas trevas. Ser politeísta não significa que você seja um bruxo, bruxa, sacerdote ou qualquer outro título que exista. Ser politeísta não significa ser especial e ser mais importante que outras pessoas. Ser politeísta não significa fazer somente o mal ou que você (misteriosamente) saiba realizar rituais da forma correta e muito menos de que agora você saiba fazer Magia.
A Magia está muito ligada ao Politeísmo, porém o Politeísmo não possui esta mesma conexão com a Magia.
Outra coisa muito IMPORTANTE é que existe uma confusão feita por muitos; Politeísmo propriamente dito não é uma religião.
Está assustado? Pois bem, ser puramente Politeísta não significa seguir uma religião. O fato de seguir o Politeísmo e adorar aos vários deuses o faz um fiel, alguém que lhes credita fé; a religião pode seguir o Politeísmo, mas é totalmente diferente de (simplesmente) ter fé neles.
Consegui ajudar? Se não consegui explicar ou se ainda possui alguma dúvida, mande-me um e-mail no meu endereço aqui na barra lateral do blog ou deixe como um comentário que terei o prazer de responder!
Abraços enormes!
Escrito por Felipe M.

Respondendo a visitante "bias2"

Fico feliz em saber que algumas pessoas iniciam alguns estudos para se aprofundar no tema mitologia; por isso eu digo que o filme e livro Percy Jackson é um belo empurrão para despertar as pessoas, o que muitos filmes, livros, jogos e até mesmo séries conseguem fazer.
Quanto ao livro, fico lhe devendo por um tempo; eu tenho o filme, porém o livro eu nunca li. Possibilidades não me faltam para comprar  ler, mas realmente fico devendo por algum tempo e quando eu ler, volto aqui e coloco os aspectos corretos e errados!
Enormes abraços e obrigado pela interação com o Baú!
Escrito por Felipe M.

Respondendo a pergunta do Anônimo!

"Politeístas festejam o Natal?"
Esta foi a pergunta a qual acabou de me ser perguntada através de um comentário.
A resposta é sim e não.
Festejamos e comemoramos a data junto dos familiares e amigos, pois se tornou uma tradição de nossa sociedade se reunir nestes dois dias e passar um tempo alegre! A diferença é que para nós, não digo que são todos os politeístas, o motivo da data não é tão relevante.
O nascimento de Cristo, para alguns é uma data sem importância, para outros, uma data de respeito.
Eu por exemplo, tenho respeito pois desde pequeno tenho contato com umbanda e tenho certa fé na crença dele. Particularmente não acredito que a data de seu nascimento seja no dia 25, creio que foi uma tentativa de apagar o festival "pagão" de Yule; que possuia um deus que passava nas casas deixando a fartura e algumas comidas e a troca de alimentos eram feitas entre vilarejos como uma forma de pacto de paz entre elas e para diferenciarem os alimentos.
Sinceramente, adoro passar o dia 24 e 25 com toda a família, os jogos, conversas, a ceia; e apesar de o Yule não ser comemorado nesta data no hemisfério Sul, eu celebro algo sagrado: A presença da minha família!

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