Novo por aqui?

Aqui você encontra tudo para seus caminhos e filosofias mágicas ou de aprendizado! Junte-se a nós e vamos crescer juntos!

Respondendo ao visitante: Tome melo

Pessoal, seguindo o Resposta ao visitante, seguimos com a pergunta do Tome Melo!

"Olá Baú das Variedades, eu gostaria de saber, se o prato é de louça, barro, plástico ou se eu poço colocar as maçãs na terra mesmo outra pergunta também, eu posso colocar essas oferendas numa Mata Atlântica em Morros Montanhas, distante de casa em outra cidade, porque na minha Cidade não tem Vegetações nem Solo, é tudo Urbanizado, Asfaltado, Iluminado, eu moro em Apartamento, tenho muitos vizinhos fuxiqueiros, se não eles podem zombar da minha achar que eu sou maluco retardado mental ou coisa assim."

Tome, é uma pergunta muito interessante sobre onde onde ofertar; vamos começar com ela!
O prato de oferenda pode ser de louça ou até mesmo de barro, não recomendo de forma alguma o de plástico por ser algo inerte no quesito energético. Pode-se deixar também ao pé de uma planta ou árvore, mesmo que seja em um vaso que se tenha dentro de casa.
Sobre a segunda pergunta de ofertar em matas  e montanhas, não recomendo se você não tem um mestre para te acompanhar, pois nas matas possuem guardiões e as vezes você pode não ser bem vindo.
Agora, sobre o fato de morar em apartamento e centro urbano, isso não impede a sua oferenda; com o passar dos séculos, eles tiveram que se adaptar a situação do mundo com pouca vegetação e pouco espaço aberto. Pode fazer a oferenda da mesma forma em um prato, deixar a maçã no altar ou no prato por cerca de 7 dias (ou até ela começar a apodrecer) e jogar no lixo mesmo.

Mas Tome, só um aviso de amigo, por favor não me leve a mal; mas se deseja realizar uma oferenda a algo de sua fé, o pensamento alheio é o que menos deve ser levado em conta; não importa se eles te acharão "maluco retardado mental", a política da boa vizinhança diz que se você não está atrapalhando o outro, pode fazer em sua casa. Aconselho a pensar mais se tal oferenda é o que você realmente deseja...

Um grande abraço!

Respondendo ao visitante: Natyy

Olá pessoal!!! Sei que há muito não venho atualizar os posts do blog, mas me contem, como estão vocês?
Bom, hoje vou responder a uma visitante, a qual perguntou o seguinte:

"Eu estudo para ser wiccana e ainda estou no começo dos estudos mais eu gostaria de oferecer e chamar alguns elementares até aqui para que eu poça dar algo a eles ! Como ainda não tenho muito estudo queria saber se posso o deteve-se mesmo assim ?"

Bom Natyy, acho muito legal o fato de se estudar para ser wiccana, com o tempo (ou o grau) em que você estudará você acabará tendo grande contato com estes seres; recomendo que se for o seu caso, faça com seu mestre esta pequena oferenda, pois mesmo sendo "fofos" eles podem trazer alguns problemas para a pessoa se não forem bem cuidados.
Mas se é o caso de seguir o caminho solitário, oferte uma maçã, se quiser incrementar, regue esta maçã com mel. Oferte em um prato e diga a eles a que se destina, por exemplo:
- (Elemental que você deseja), oferto esta maçã para vós para que possam me conhecer, e se for de seu desejo, trilharmos o mesmo caminho.

É interessante você também dizer o seu nome, como uma identificação; considerando que até nós não aceitamos algo de estranhos.
O jeito é tentar, mas lembre-se: Cuidado com os elementais.

Um grande abraço e... Espero as experiências, ok?

Bruxaria moderna

Olá bruxonildas e magolinos, como vocês estão?

Cá estou eu novamente para me aproximar de vocês! Estive pensando e, nossa, como bruxas e assuntos ligados a Magia estão em alta hoje em dia!
Realmente os tempos mudaram, e muito, até alguns anos atrás as pessoas associavam bruxas a velhas decadentes, com um nariz gigante e verrugas pelo corpo (sem contar a maldade e a risada); mas se analisarmos, a nova geração de pequerruxos (crianças...) está muito ligada com este mundo e quebraram alguns estigmas que tinham há pouco tempo.
Harry Potter, World of Warcraft, Clube das Winx (me fazem sentir falta da bruxa do mágico de Oz) e muitos outros desenhos, filmes, jogos e livros estão trazendo o bruxo a um clima mais 'real'; claro que não podemos esquecer de filmes como 'Da Magia a Sedução' e até 'Castelo Rá-Tim-Bum'. Esta nova era está se enraizando de tal maneira que já existem fãs e uma série de pessoas que acreditem que existam bruxas boas. É tipo assim, uau!
Lembro quando o Harry Potter ainda estava nos cinemas, a molecada pegava qualquer graveto na rua e já se sentiam um bruxo com sua varinha, conjurando feitiços e tudo mais que um bruxo teria direito. Eu gosto disso, honestamente, acho que finalmente as pessoas estão perdendo um pouco da ignorância de que pessoas que praticam Magia vendem a alma ao diabo ou que comem crianças no jantar; precisamos demonstrar quem somos, pessoas comuns, que vivem suas vidas como qualquer um, que também tem problemas; apenas não nos deixamos ser abatidos facilmente, e... Bem, temos mil e um motivos para sorrir e sermos alegres!
O que eu mais acho curioso é que as pessoas acham que para se fazer Magia é necessário ser rico e fazer firulas mil; bom, se quer castiçais de prata e um campo aberto particular vai precisar de dinheir mesmo, mas enfim, Magia não algo inacessível, é prático e muitas vezes mais barato do que se imagina. Para os leigos, quando dizemos Magia prática, especialmente a cotidiana, não quer dizer que fazemos rituais (como de filmes) todos os dias; significa que praticamos a Magia, a Intenção de algo, no dia a dia.
Uma das magias que eu mais amo é a de me olhar no espelho logo ao acordar, ver aquela juba desgrenhada, a cara toda amassada, olhar nos meus olhos e dizer bem alto 'Como eu sou lindo!'. Tenha certeza que o dia fica muito melhor! O simples fato de se vestir, passar um perfume, dançar e até cantar são magias muito poderosas. Quantas vezes você não estava desanimado e começou a cantar e seu dia pareceu mudar?
Canções, independente de quais sejam (claro que depende se a pessoa gosta), são puramente mágicas por si só. Elas carregam um tom leve, capaz de mudar todo um ambiente e também as pessoas; sempre que estiver cabisbaixo, cante uma canção, coloque uma música para tocar no rádio e veja se seu dia continua no marasmo ou se dá uma engrenada!
Em resumo, posso dizer que praticar magia é delicioso, mais delicioso ainda é quando as pessoas abominam a prática mágica pelos intitulados 'bruxos' (denominação comum...) e quando você vê, fazem exatamente o mesmo em suas casas; elas cantam, dançam e até fazem suas orações durante as pausas... Isso nos faz diferentes? Creio que não.
Quer saber, de tanto pensar nisso, acho que vou dançar um pouquinho lá no quintal!
Abraços titânicos!!!
 Felipe M.

Retorno definitivo

Bruxonildas e Magolinos de plantão!!!
Quantas saudades de vocês!!!
Por muito tempo permaneci sumido de tudo que se ligasse aos assuntos internéticos e coisas do gênero, estive entretido com faculdade e serviços; mas principalmente todo o meu treinamento e maturação nos caminhos mágicos.
Depois de toda uma evolução e caminhada solitária, cá estou novamente, para retomar toda a dedicação com vocês!!!!
Espero que gostem do novo formato que as publicações terão e a nova carinha do blog; ah, e as novidades!!!
Abraços titânicos e até a próxima!!!

Felipe M.

Regência espiritual de 2013

Bom dia, como vão todos?
Todos sabemos que 2013 chegou mais rápido do que muitos imaginavam (sem contar os que pensaram que nunca chegaria...) e com ele muitas energias e mudanças já se mostram presentes nos nossos cotidianos; a energia dos dias aparenta em determinados momentos muito mais leve do que do ano anterior quando você se encontra em um estado de calma, e já percebeu que se você se estressa a energia tem se tornado muito mais densa e insuportável do que no ano anterior?
Provavelmente já notou que este ano está com energias mais intensas, seja em quesito de amor, paz, ódio e muitos outros aspectos sentimentais e emocionais que nos cercam diariamente; muitos podem não ter se dado conta de que estas energias se intensificaram como vocês perceberam ou como eu percebo, mas hão de perceber uma hora ou outra, de uma maneira ou de outra. O ano espiritual ainda não teve sua plena mudança (ocorrendo no dia 20 de Março), desta forma, os regentes do ano ainda se mantêm os mesmos; desde 20 de Março de 2012 até 19 de Março de 2013 três deusas mantêm a regência e governam os dias, sendo elas Hécate, Ártemis e Selene, três deusas da noite, da Lua, protetoras da magia e dos Grandes Mistérios. Estas três deusas são a 'divina trindade', Ártemis é como a Dama, senhora que governa com força e trata todos como idênticos; Selene é a Mãe (apesar de não ter filhos na Mitologia), ela olha por todos e lhes mostra os erros para que as pessoas possam melhorar seus atos e evitar novos erros; Hécate é a Anciã, senhora soberana que governa e ilumina os caminhos obscurecidos e tudo que se parece perdido; todas elas se assemelham no aspecto de tolerar alguns erros, mas serem severas em maior parte do tempo e derrubarem seus próprios protegidos para ensinar-lhes uma lição que se manterá na memória para todo o tempo.
Este ano, 2013, será regido pelo grande Cronos (comumente chamado pelo nome romano, Saturno), senhor do tempo e dos caminhos claros e justos (justiça do Cosmo e Universo, para o Cosmo e Universo). Cronos é o grande pai, que muito dá e muito tira dos seus filhos; é ele quem possibilita a vida e a morte, é ele quem dá a riqueza e a pobreza, a questão primordial é que ele trata seus filhos como eles se fazem ser tratados. Contam as antigas lendas e mitos que Cronos destronou seu pai e por esta ação, tomou posse do Universo e do Tempo e por medo de perder seu reinado, engoliu os próprios filhos. Filosoficamente temos todo um enredo que demonstra seu caráter e até mesmo certos pontos cotidianos da cultura grega por si só; com isso Cronos observará cada um dos seus filhos no mundo e os julgará unitariamente, cada um receberá o que mereceu ao longo da vida e principalmente do ano. Muitas situações virão a acontecer e poderão chocar as pessoas, desde impunidades ao que julgamos um crime, assim como a reviravolta de situações que pareceram estagnadas; literalmente será o tempo de 'colher o que plantou'.
Junto à Cronos, teremos uma participação (menor) de Hades, senhor dos mortos e do submundo; muitos poderão se assustar com a regência de Plutão (Hades) por temerem que hajam muitas mortes e todo o tipo de caos, mas isso é sem fundamento. Hades é um dos guardiões das leis e da justiça, não tolera atos contra a própria índole humana ou demais transgressões, e quando observa tais acontecimentos, atua severamente na punição de cada um dos envolvidos. Hades, apesar de senhor do submundo e (subsequentemente) da escuridão, é ele quem desvenda os segredos de cada ser, desde o mais íntimo pedaço de memória; somado a Cronos (aquele que revela) haverão muitas descobertas que mudarão a vida de tudo e todos; então, se você pensa que esconderá muitos segredos ou até mesmo que manterá os antigos, se prepare que de uma forma ou outra eles serão revelados; e se pensa que poderá mudar seu destino a fim de se livrar de muitos 'safanões' e pagamentos, prepare-se, pois ambos não aceitam subornos e são extremamente severos com aqueles que tenta comprá-los.
O ano promete ser bom para aqueles que assim fizerem, e muito pesado para quem não andar dentro dos conformes; com a Nova Era se iniciando, o Mundo e os habitantes devem aprender e se fazer aprender de que mudanças são necessárias e sem estas, não será possível prosseguir em muitos caminhos.Mas acalme-se, o ano não será de todo ruim e pesar; Hades é o senhor das riquezas, dos metais puros como o ouro, enquanto Cronos é aquele que retira os excessos. Assim, os dois juntos trabalharão para retirar tudo o que lhe é maléfico na vida, desde um relacionamento turbulento, um serviço, alguma amizade, eles trabalharão para afastar tudo o que lhe atrapalha em vida para que você possa obter sucesso e a riqueza (seja ela material, sentimental ou espitritual); mas lembre-se, livrar-se dos vícios não é fácil e pode parecer ruim, entretanto 'tudo o que é em exagero, fal mal'.
Cronos e Hades entrarão em regência em 20 de Março de 2013 e se manterão até o próximo ano 19 de Março de 2014; portanto, haja dentro dos conformes, continue como sempre continuou e mude nos aspectos que DEVEM ser mudados; que os grandes pais e guardiões olhem para cada um de nós e que estejamos sempre preparados para colher o que plantamos e plantaremos, assim como para nos livrarmos de âncoras da vida!


Escrito por Felipe M.

Baú das Variedades; um rumo, um faról, uma ajuda!

Olá leitores, amigos e curiosos; tudo bem com vocês?
Hoje estava pensando, e meu aniversário de 20 anos foi de mudança em proporções mundiais (meus mundos) e estava pensando, hora de voltar a pegar no batente, não abandonar o que antes ajudou tantos e que ainda poderá ajudar tantos!
O Baú fora fechado de minhas idéias por um grande período de tempo, mas cá estou retornando como uma Fênix recém-nascida e pronta para viver seu caminho novamente e vocês leitores são o meu alimento, minha fonte de nutrientes para seguir jornada! Como trilho os caminhos da Antiga Tradição e me disponho do conhecimento e meus mestres, assim como me ofereci para ensinar ao próximo e esclarecer as dúvidas de meus irmãos, hoje eu muito filosofei e lembrei do blog, talvez jpa esquecido por muitos, mas tomei forças e está decidido!
A partir de hoje, o Baú das Variedades se manterá com tal nome, mas seu conteúdo será exclusivo para abordagens de assuntos mágicos, desde o dia-a-dia de um bruxo até as questões maiores que cada um vivenciamos quando ligado ao espiritual e ao desconhecido. Hoje se inicia o primeiro tijolo sob a fundação que fizera no passado e abordarei os mais diversos temas do assunto; desde vestimentas, objetos, a Wicca, os deuses, as vertentes mágicas que existem na terra e pretendo o quanto antes adicionar novos conteúdos mais interativos e quem sabe alguns videos?
Que fique aqui registrado que estou novamente em ação e meu email estará sempre a disposição de suas dúvidas, curiosidades e elogios; que meu conhecimento possa iluminar os que dele querem partilhar para o bem e que todos possamos seguir em frente com as mãos unidas!
Um grande abraço e muitas bençãos à todos!!!

Altares: O que são e para que servem

Olá pessoal, tudo bem?
Depois de muito tempo longe, muitos aprendizados e muitas práticas, estou hoje com um tempinho livre, então que tal conversarmos sobre algo que é da curiosidade de muitos e do conhecimento de poucos.
Quando falamos em magia, logo pensamos em varinhas mágicas, livros secretos e diversas outras situações, mas muitos se esquecem ou sequer lembram de um pilar fundamental para todo bruxo: o Altar.
Mas, o que são os altares?
Os altares são locais específicos de um recinto (seja um quarto, a sala, um local próprio no jardim, etc) onde o bruxo possa ter contato com o que lhe é mais importante, seus utensílios e sua própria energia. Os altares são sempre montados com quatro itens principais, independente de vertente seguida (grega, egípcia, wicca, antiga tradição, etc.) e sempre com alguns toques mais especiais e pessoais que variam de acordo com cada pessoa e também a época do ano em que nos encontramos.
Em resumo, podemos afirmar que o altar é o local de força do bruxo, lá se encontram as representações dos 4 Elementos e alguns dos itens de poder do bruxo e outros objetos, tais como estátuas ou itens que sejam de algum valor (para o proprietário). Além de todo o simbolismo unificado por cada pequeno detalhe e ínfimo objeto, o altar é um ponto de paz do bruxo proprietário, sendo que ali são ralizadas grande parte das orações, meditações e até mesmo alguns pequenos rituais indivíduais; com tais práticas e contato, assim como em qualquer outro ponto da magia, o altar tomará as energias do bruxo para junto de si e ambos estarão conectados por um vínculo vibracional/energético único do ser. Esta conexão se dá pela dedicação e o cuidado, sendo que após algum tempo de contato entre o praticante de magia e seu altar, a pessoa se torna seu altar, podendo recorrer ao mesmo em locais distantes, outros cômodos ou até mesmo kilômetros, afinal, ambos se tornam como um único ser, uma única vibração.
Eu, em meus aprendizados e estudos, classifico os altares como três especificos:
1- O altar Sabático/Esbático: Altares dedicados para montagem e realizações dos rituais e dedicações que ocorrem durante o período dos Sabbaths ou Esbaths (datas do ano que se caracterizam pela movimentação solar e lunar, respectivamente). São muito exclusivos de cada um por conter oferendas variadas e decorações também conforme o gosto de quem o prepara; mas são de maior regimento, devem ser montados e desmontados em datas específicas, conforme a data em questão, deve conter cores determinadas e alguns objetos próprios. (P. ex. Samhain, deve ser montado em 31 de Outubro e desmontado em 1 de Novembro [pode haver uma flexão de maior data conforme o que será feito pelo bruxo] e devem conter alguns detalhes com coloração negra, roxa ou laranja; sendo obrigatório ao menos uma delas)
2-O altar espiritual: São altares físicos (podemos tocar) mas que se dedicam aos seres Superiores, são montados de acordo com o que se dedica, podem ser feitos para os antepassados (muito comum os japoneses terem este tipo, tendo como principal item as espadas ou vestimentas dos ancestrais), ou até mesmo divindades específicas, podendo haver também um altar para o guardião da pessoa, da residência, um guia espiritual, elfos, dragões, etc. Não necessitam especificamente da presença dos 4 Elementos (como no dos antepassados), mas nos demais, como dragões, é exigido a presença destes itens e o altar é montado conforme eles solicitam; poucas vezes dão liberdade para o bruxo decorar como deseja, quando há tal possibilidade, não é permitido nenhuma forma de exagero.
3-O altar pessoal: Esse é o famoso altar que vemos em filmes, livros e tudo mais ligado a magia. É o altar pessoal do bruxo em questão, ali se depositam seus objetos e forças; é montado em honra aos 4 Elementos e a si mesmo, é de criação livre e não exige um local específico, sendo do tamanho necessário; seja uma mesa própria, uma bancada na sala, ou até mesmo dentro de alguma repartição do guarda-roupas para que os demais residentes não vejam (pois existem famílias que não aceitam, etc).
 
Os altares possuem o mesmo objetivo, honrar a algo ou alguém; como a igreja é para um cristão, o altar seria para o bruxo (fazendo uma comparação bem grosseira); ali se dedicam as preces, meditações e especialmente a honra ao Superior e a si mesmo.
Pontos importantes são de total conhecimento para quem possui um altar:
-Apesar dos itens serem seus (como no caso do pessoal), ou seja, não dedicado à um deus ou entidade, são objetos sagrados, não podem ser utilizados em motivos de propósitos diferenciados;
-Quanto menos amostra estiver, melhor; por ser algo muito pessoal, quem deve ter contato é você e apenas você;
-Altares coletivos são diferenciados, se criar um altar para a residência onde todos terão acesso e o utilizarão, tenha em mente que sua montagem e preparo mágico é diferenciado de um altar pessoal, espiritual ou outros; cada um tem seu modo de ser montado e consagrado;
-Altares devem ser de posse para os inicados que passaram pelo rito de consagração, mesmo assim, com o tempo que lhe é pedido a montagem do altar, muitas vezes meses são passados para que seja necessário montar seu altar sagrado;
-Altares atraem o que ele foi montado para atrair; sejam energias ou seres.
Ter um altar é muito bonito, gratificante, mas exige responsabilidades; e cuidar deles não é fácil. Jamais monte um altar sem a confirmação de seu mentor(a), sua presença na residência pode acarretar problemas diversos de acordo com a montagem. Um exemplo é de uma conhecida, uma moça chamada I.S. demonstrou curiosidade em mitos e vida mágica, conversou com um bruxo e este comentou que acabara de limpar o altar e conversaram sobre gnomos; quando ela encerra as diversas dúvidas sobre a existência de gnomos, ela então decreta "Vou montar meu altar, gosto tanto de Gnomos".
O bruxo em questão a explicou que não devia ser realizado jamais, ela desejava montar um altar em honra para seres as quais ela sequer acreditava na existência, não conhece nada sobre os seres e é católica praticante; qual seria o problema na montagem do altar?
De início, a falta de conhecimento dela por não saber quais as capacidades de tais seres; ela realizar a montagem de tal altar seria como um faról dentro de sua residência de forma a atrair os mesmos para a casa e poderem se tornar descontrolados; o fato de ser católica pode acarretar no medo caso haja a percepção de tais seres na casa e isso desencadearia reações de rebeldia e até casos graves de "poltergeist", muitos dos exorcismos de elementais das residências se dá por pessoas leigas montarem altares e convocarem tais presenças; o fato de maior agravância é que gnomos (e outros elementais) não se subordinarão as palavras de padres, muito menos responderão ao nome de Jesus Cristo ou do Deus cristão; sendo obrigatória a presença de um sacerdote da magia para o banimento.
Em término, o altar é um ponto que requer cuidados no preparo e manutenção para que possa ceder a pessoa um bem estar e tudo mais o que ele vier a necessitar no futuro; portanto, se você não é um iniciado ou se é leigo no assunto e se interessa por curiosidade, não tente mexer com situações além da possibilidade de seu controle; montar um altar é abrir uma porta; a questão é que nunca sabemos para onde estas portas podem nos levar.
Um enorme abraço para você, caro leitor e até a próxima lição!
Escrito por Felipe M.


Ciclos da Vida

Olá todos! Como estão nesta data tão tranquila?
Hoje venho mais em motivos de desculpas do que um social; há muito não tenho atualizado o blog e provavelmente muitos deixaram de acessá-lo, mas a minha vida tem se engrenado de tal forma que o tempo que tenho livre é tão precioso que corro com outras prioridades.
Faculdade, trabalho, estudos pessoais, treinos e muitas outras situações me possuem; correndo os caminhos iniciáticos e demais formas de aprendizado dos demais Segredos e Mistérios acabamos por não nos atinar de uma maneira tão fixa quanto no passado.
Nossa vida é baseada em ciclos tão desproporcionais e harmoniosos que acabam por nos tomar o tempo necessário para nossa evolução e para nosso amadurecimento, os sábios já nos ensinaram que devemos ter em mente que cada um possui seu próprio tempo; alguns amadurecem mais rapidamente, outros nem tanto. Quando falamos sobre aprendizado, falamos sobre um universo totalmente diferente, cada um tem seus conhecimentos natos e adquiridos; temos facilidade para aprender determinados assuntos e outros nem tanto, mas a questão é o tempo que dedicamos para cada um destes momentos.
Dedicar tempo ao estudo o leva para o magistério pleno; dedicar tempo ao serviço o leva ao crescimento profissional; dedicar tempo ao amor constitui família; dedicar tempo a si mesmo leva a evolução pessoal e espiritual. Devemos viver cada ciclo com a sabedoria do anterior e, principalmente, com a força de viver o próximo tão intensamente quanto o agora!
Despeço-me aqui com estas pequenas palavras, talvez incoerentes para determinadas pessoas, talvez iluminadas para outras, mas com um sentido tão gigante para aqueles que já passaram por tais transformações.
Um bom dia e feliz dia das crianças para todos!
Escrito por Felipe M.

Nosso corpo é um Templo

Olá caros leitores e visitantes, como estão nesta Terça Feira?
Hoje venho falar sobre um assunto muito interessante e (de certa forma) Universal; respondendo a pergunta recebida e respondida no Domingo (22/4) tive a idéia de publicar algo que muitos julgam interessante, quando conhecem o assunto...
Você já ouviu falar em "Nosso corpo, nosso templo"?
Provavelmente já ouviu esse termo, ao menos uma vez na vida, mas ouvir não é o suficiente se não compreendemos; agora, você que já ouviu sabe o que significa?
Sim, há conhecimento comum de que temos de cuidar de nosso corpo, nossa saúde, mas muitos se esquecem da saúde espiritual (que caminha junto com a saúde física e mental); nossa saúde é a pilastra de toda uma vida e ações decorrentes de nossas escolhas, mas para os antigos essa era uma filosofia muito especial e séria, a qual muitos ainda praticam em seus ritos religiosos e faz parte das tradições de suas crenças (lembrando que a Religião é um caminho humano para se comunicar com o[s] Deus[es]). O significado de nosso corpo ser o nosso templo é, primeiramente, uma demonstração de amor a si mesmo e a sua vida, pois como cuidamos de um templo (limpeza, organização, etc.) temos de nos cuidar também (praticar a higiene, manter os pensamentos equilibrados, etc.), e é também uma maneira de nos prepararmos e sermos 'dignos' da presença de seres superiores e até mesmo o contato divino.
Mas, por que citar dignidade entre aspas? A situação é simples e muito bem resumida, todos podemos entrar em contato e receber o contato de seres superiores, independente de quem sejam aqui na Terra; em uma oração podemos acessar níveis espirituais tão altos que nos comunicamos diretamente com os Deuses/Orixás e outros de sua fé (Santos, Anjos, etc.) e podemos também receber respostas de nossas dúvidas, uma indicação de qual caminho seguir e muitas outras demonstrações de que eles nos ouvem com atenção.
A grande questão é: quais seres você fará contato? O nosso corpo é composto de energias limitadas, porém constantes, de forma densa que nos dá essa forma que vemos e conhecemos por séculos e temos energias mais refinadas, como a própria aura de cada pessoa; o que você faz no seu cotidiano influencia na sua energia espiritual, tendo assim uma repercussão positiva ou negativa, tornando uma pessoa 'iluminada' e agradável de se estar próxima ou uma pessoa 'negativa' como um vampiro espitirual. Resumindo, podemos dizer que nossos atos fazem com que vibremos de tal maneira que afeta todo nosso redor e aqueles que estão próximos, por quê seria diferente com as entidades espirituais?
Conforme nos encontramos, nos contactamos com seres de diferentes planos e graus; quando estamos em equilíbrio e felizes (por exemplo) podemos nos contactar com o próprio Deus em uma oração (sim, ele ouve a todos, não seleciona pessoas 'especiais') ou quando estamos em ira e melancolia, acabamos por nos comunicar e abrir portais para entidades negras que farão de tudo para te consumir lenta e dolorosamente afim de ganhar suas energias.
Quando dizemos que nosso corpo é um templo, temos de mantê-lo puro para estarmos sintonizados com o lado espiritual da vida e crescermos espiritualmente e até mesmo como pessoas e sensitivos; religiões como Helenismo, Asatrú, Hinduísmo e vários outros que não trabalham com incorporação observam que além de ao nosso redor, os deuses estão dentro de nós; nós somos os deuses. Lembro-me de uma palestra com um rapaz de alto greu dentro do Asatru (nórdico) em que ele disse:
"Vejam, nós somos os deuses, eles estão conosco e se manifestam em nós; digamos que estou em situação de perigo e devo agir em minha defesa, Thor pode assumir minha personalidade e me dar forças para aquela situação; lembrando que não significa que pegarei um martelo e sairei batendo em todos, temos de lembrar que ele tomará rédeas da situação para que seu martelo simbolize a força que ganhamos em situações semelhantes."
Portanto, quando isso ocorre nós entramos em sintonia com seres divinos, não que ganharemos poderes e sairemos controlando os raios, o Sol e gerar um eclipse; significa que nossas ações podem ser manifestadas pelos momentos que nos encontramos e se estamos em sintonia, os deuses podem se manifestar para que sejamos vitoriosos (ou não soframos muito).
Já os fiéis da Umbanda e Candomblé possuem um pensamento diferenciado, mas muito próximo; antes de seus trabalhos espirituais as pessoas evitam o consumo de qualquer material nocivo ao equilíbrio espiritual, como bebidas alcóolicas, consumo de carne vermelha e (alguns poucos) em conter pensamentos ruíns para que não abalem sua estrutura; evitando a raiva e outros sentimentos negativos; de forma que seguinto tais preceitos, possam trabalhar com as entidades e incorporar de forma a trabalhar seguindo aquele rito.
O sexo também é muito importante, um dos pontos mais importantes; sabemos que muitos seguiam votos de castidade (e alguns atualmente também o fazem), mas qual o motivo?
Assim como a carne vermelha, há recebimento de energias, como a ingestão destas carnes nos fazem adquirir a energia do animal morto e não sabemos como este animal fora abatido, é prefirível não arriscar-se com energias negativas e arrinar todo um preceito; já o sexo, é muito além de recebimento de energia, o ato sexual leva a troca de energias com o parceiro(a) de forma que você doa sua energia (vital e outras) assim como recebe do parceiro, e quando um dos dois não estão em equilíbrio, pode acarretar em sintomas de cansaço, raiva, o que muitos chamam de "um sexo ruim" ou "alguém ruim de cama", afinal, a pessoa terá sugado suas energias para se reabastecer.
Então, o nosso corpo é sim um Templo, onde devemos cuidar e limpá-lo para que possamos evoluir e crescer de maneira pura e boa; nosso corpo pode se tornar um instrumento espiritual (se assim a pessoa deseja) ou um contato direto com o mundo espiritual, o que requer forças e preparo que se originam de preceitos e o intuito de realização de quem realiza estes preceitos.
Portanto, cuide de seu corpo, selecione o que irá utilizar nele e o que irá fazer com ele, afinal, sem ele não somos nada enquanto continuarmos neste plano.
Escrito por Felipe M.

Respondendo ao visitante: Junior

Olá caros amigos, como vão vocês?
Sinto pela minha falta de tempo para as postagens e publicações, mas infelizmente tenho entrado em uma correria devido a faculdade e outros assuntos, mas como as semanas de provas já passaram posso desfrutar de um tempo maior.
Bom, ao abrir o Baú me deparei com uma pergunta muito interessante, vamos vê-la.

'Olá Felipe me responda essa:
Se Zeus e Atlas são da mesma geração divina então Zeus também é um titã?!
O que Atlas controlava como titã?'

Uma pergunta bastante interessante, lembro-me de quando eu mesmo questionava taiis situações, afinal, se Zeus é um titã, seus irmãos e irmãs (Hades, Poseidon, Hera, Deméter e Héstia) também seriam titãs; mas o que acontece de fato?
Quando estudamos mitologia e a trazemos para nosso cotidiano como uma crença, devemos compreender muito do que ela expõe, assim como a Bíblia é estudada até os dias de hoje, as mitologias também o são; mas com o passar do tempo, as traduções e até mesmo as pessoas que ouviam tais histórias passaram a 'distorcer' os fatos, muitas vezes pela falta de conhecimento profundo no assunto.
Mas o que isso tem a ver, pessoas e estudiosos com Zeus e Atlas? A resposta é: Tudo; analisando minuciosamente a herança de Zeus, ele é realmente um titã e por isso se difere em muito pouco entre seus primos, os gregos muitas vezes cultuavam as divindades como titãs (na época mais antiga da civilização) onde com o tempo passaram a atribuir o rótulo de divindades. Zeus e seus irmãos possuiam a força e imortalidade como os titãs, mas se diferenciavam em um aspecto muito importante, o qual os levou a serem subestimados pelos próprios titãs; estes 6 descendentes de Cronos não detinham poderes da Natureza, não eram a própria Natureza.
Cada titã detinha um poder diferente, uma força elementar única; Oceanus era rei e controlador das águas e seu corpo era o que hoje conhecemos como os Oceanos, Urano era o próprio céu e detinha o poder supremo do universo, titãs de gerações novas assumiam formas de rios, lagos, rochas; dentre eles podemos citar o próprio Olympus, o qual se caracterizava como o próprio Monte que vemos hoje.
Desta forma, Zeus e os demais deuses precisavam ser entitulados diferentemente dos titãs, afinal, eram diferentes; a sua semelhança com nós humanos na aparência e ações e a ausência de poderes Naturais tiveram de ser diferenciados, surgindo então as Divindades, resumindo todo este assunto, Titãs são seres que possuem o controle da Natureza desde seu nascimento, Divindades são muito semelhantes aos humanos e NÃO possuem poderes da Natureza.
Quanto ao grandioso Atlas, as escritas não demonstram sobre um controle específico Natural, mas assim como outros, faziam parte do cosmos e das energias do universo; Olympus não detinha nenhum poder da natureza, mas ele era caracterizado pela Proteção e pela Coragem de questionar os dois lados de uma situação e se manter neutro quanto a eles; Atlas não era diferente, analisando suas ações e vida podemos perceber que ele era um titã da Inteligência de guerras (assim como Athena) e a Força; com os passar dos tempos foi caracterizado como símbolo de Resistência em causas díficeis.
A sua morte não foi provocada devido a sua ligação com a Força, a batalha contra ele foi a mais árdua contra os demais titãs devido ao seu apoio total de Gaia e sua própria Força inimaginável; se pensarmos cautelosamente, Atlas fora obrigado a sustentar o Céu (Urano) e seus pés ligam a Terra aos Céus em seus ombros, de forma que se caracteriza por aquele que impede que o caos exista (união entre céu e terra) e também pela própria energia e força da Terra.

Bom, espero ter respondido a sua pergunta e fico grato tanto pelo contato efetuado, assim como me trazer uma idéia para uma nova postagem a qual já estou trabalhando!
Que os deuses e titãs olhem por todos nós e que abram nossos caminhos mais puros!
Um bom Domingo para todos!
Escrito por Felipe M.

Tempo, sua influência em nós

Olá caros conhecidos, amigos e irmãos, venho aqui como uma rara ocasião de meus devaneios e filosofias; aqueles que este texto lêem, eu agradeço; aqueles que refletirem o que leram, concretizam meu real motivo desta escrita!
O que -ou quem- você muitas vezes se esquece que está sempre ao seu lado? Quem é esta força que é sempre tão constante e lembrada somente em momentos específicos de nossas vidas, de certa forma caóticas com estes cotidianos que nos acorrentam somente em afazeres e quase nunca em situações de fortalecimento espiritual, cuidados com a saúde e demais?
O Tempo, uma força física, espiritual e uma energia de pura construção e fidelidade para conosco; ele pode nos parecer muito inconstante e até mesmo correr mais do que conseguimos acompanhar, mas tudo possui seu motivo.
Ele nos molda como um artesão ao barro, nossa vida é o período de criação e criatividade, enquanto nosso pós-mortem é nossa conclusão, nossa beleza plena e elevação mental/espiritual; não nos adianta apressar o Tempo, pois ele quem nos concede o prazo de ensinamentos. Imaginem-se em um trabalho, por exemplo, onde você deseja uma promoção para melhoria de vida e até mesmo maior respeito naquele local; mas nada parece te guiar para esta promoção sendo que você se esfoça demais e faz o que antes parecia ser impossível, o Tempo te segura como um Pai segura o filho para não dizer posteriormente "Eu avisei que não seria bom". Existem vários motivos, seja pelo local não ser bom o bastante para você ou o simples fato de ainda não estar preparado para o que virá a vivenciar.
Hoje, ele pode te envelhecer -não fisicamente- e te deixar carrancudo, rabugento e extremamente austero com as situações que ocorrerão para te demonstrar que tais ações não o elevam plenamente, mas que sem estes pensamentos você pode não ter nenhuma autoridade ou responsabilidade; amanhã ele pode te tornar um jovem viril, alegre e muito flexível as ocasiões para te demonstrar que tais atos são fonte de energia e podem lhe ampliar horizontes e uma rota de fuga para os problemas enfrentados no agora; e quem sabe na próxima semana ele não te molde como uma criança, a qual mesmo fraca físicamente, possui um interior puro e imensa fé em si mesmo, além do fato de necessitar em diversar ocasiões de ajuda dos demais para te mostrar que até mesmo o mais forte pode necessitar de uma mão amiga.
Por isso não se esqueça que hoje suas ações são contadas para amanhã serem pagas de mesma forma e que, apesar de o Tempo parecer não te ajudar, a demora de hoje pode se tornar a realização do amanhã!
Desejo a todos um bom dia e que pensem sobre isso com muito cuidado.
Escrito por Felipe M.

Venda de alma?


Olá todos, como vocês estão?
Estava concluindo alguns estudos e acabei, quase que por acaso, encontrando uma pergunta realizada a uma bruxa; foi então que pensei, esta pergunta é interessante para ser repassada, pois retirando o fator idiotice da pessoa, a resposta é profunda e nos ajuda a concluir muito, especialmente concluir que nem tudo é como certas pessoas imaginam. Abaixo seguem a pergunta e a resposta, peço que leiam e reflitam.

"Minha amiga pediu para eu fazer um 'trato' com uma entidade chamada Lúcifer que ele me forneceria poderes místicos e em troca de mim, aí, um tempinho depois deste ritual, inimigos meus que me perturbavam, alguns estão doentes e outro morreu atropelado, garotos que jogam futebol na rua tentam me acertar de propósito com a bola e não conseguem, coisas começ...am a tremer na mesa. Isto lhe é familiar?

Resposta da bruxa= Claro. É a história mais velha do mundo e é impressionante como sempre tem um idiota caindo... Claro que você vai conseguir sucesso a curto prazo com entidades trevosas e interesseiras. O problema é pagar a conta depois... A tal entidade inclusive mentiu sobre o nome, pois o anjo caído Lúcifer não está mais à serviço das Trevas (na verdade, acho que nunca esteve. Ele era um guardião)."

Resumindo a história, o rapaz fez um pacto com o, então chamado, "Lúcifer" e seus inimigos foram debilidatos e sua vida parecia perfeita; mas no entanto, algumas situações se iniciaram na própria casa do rapaz e ele se sente assustado (daí o motivo de perguntar afim de ter ajuda). A bruxa então respondeu que ele fez um pacto com uma entidade de carácter negro, sem luz, e que seu problema seria pagar a dívida.
Mas agora lhes pergunto, qual as consequências de se "vender a alma"?
Para início de conversa, a alma é nossa mas não nos pertence; como já dito por célebres estudiosos, "a alma nos fora presenteada, mas pertence ao Ser Superior" (seja ele Deus, Oxalá ou quem você tenha fé); portanto, você não será uma propriedade eterna desta entidade, mas não está livre do mesmo.
Ao fazer o pacto, você "assina" um contrato que te deixa subordinado a tal espírito; assim, após o seu desencarne, sua dívida é paga por escravidão e torturas, seja para serviços sombrios ou apenas para satisfazer o desejo sádico de tal entidade em ver a dor do próximo.
Portanto, fazer um pacto destes não o remetem a realizar pactos com Lúcifer, mas sim com entidades nefastas e de baixas vibrações; infelizmente, como temos livre-arbítrio, se desejamos realizar tal ação, nós escolhemos por vontade própria, e não há nada que espíritos superiores de luz possam nos ajudar; afinal, contrato é contrato.
 Escrito por Felipe M.

Livro das Sombras

Bom, como este mês me é especial, gostaria de falar sobre muitas coisas que são especiais para pessoas como magos, bruxas, etc.
Os praticantes de magia possuem grandes potenciais, porém, possuem também grandes objetos; os quais falarei aos poucos até serem listados grande maioria e falarei sobre as importâncias deles para os praticantes; mas, tudo ao seu tempo.
Quando você ouve falarem em objetos importantes de bruxos (e bruxas também), o que lhe vem em mente como principal? Uma varinha? Um caldeirão? Um livro?
Pois bem, se você pensa que é um livro,  está mais do que correto; entretanto, não é um livro qualquer, muito menos um livro o qual as pessoas encontram em qualquer local para serem vendidos, seu conteúdo é restrito e muitas vezes, impossível de ser lido por olhos curiosos e alheios.
Pois bem, vamos começar sa falar tal ser tão especial.

São conhecidos por quais nomes?
Livro das Sombras, Grimório, Livro, BOS, Book of Shadows e Grimoire.

Qual a finalidade de um BOS?
O Livro das Sombras, apesar de um nome "sombrio", não é o que aparenta para muitos; ao ovirem Livro das Sombras, muitos já pensam em maldades e coisas do "Diabo", afinal, se é "das Sombras", não pode ser bom.
Mas eis o ponto, este Livro não pertence às Sombras, ele se esconde nelas; este nome foi dado por ser de extrema necessidade de um bruxo escondê-lo de qualquer pessoa, sejam familiares, filhos, esposas, amigos e todos os demais; então, se ele se esconde na escuridão, qual a possibilidade de ser encontrado?
Todos os bruxos e praticantes sérios não demonstram seu livro como uma relíquia ou como um troféu, eles sequer o mostram, não tiram fotos (mesmo que fiquem guardadas) e nem saem falando para as pessoas como ele é ou onde está; tal forma de agir é pelo que o Livro contém, neles são escritos todos os segredos que os seus proprietários adquiriram durante a vida. As palavras que ali são escritas revelam encantamentos, misturas (poções) e até mesmo o conhecimento puro e refinado que fora adquirido pela pessoa, sendo assim, toda a vida e força dele está ali no livro, portanto, é necessário um cuidado maior do que com qualquer outro objeto.
Sobre o conteúdo ser (usando esteriótipos) Bom ou Mal, voltado pra Luz ou Trevas, depende do proprietário, quais os pensamentos, desejos e o que ele pretende realizar e praticar.

O Grimório tem vida?
Em muitos filmes e livros vemos bruxas (quase sempre malignas) com seus livros e estes, por sua vez, possuem vida. Citando aqui alguns filmes que demonstram de forma bem interessante este fato, temos "Abracadabra" e até mesmo o filme nacional "Castelo Rá-Tim-Bum"; ambos demontram os Livros como realmente são; no primeiro, temos um livro extremamente consciente e que tenta retornar a sua proprietária de forma persistente e até colocando os jovens em perigo; já no segundo filme, há uma demonstração de como o Livro adquire vida e por um rápido instante, a conversação entre escritor e Livro.
Estes livros possuem sim vida, mas existem graus variados; novamente depende do proprietário e como ele se dedica. Tais Livros, em certos momentos deixam de ser objetos comuns e podem até mesmo adquirir personalidades e transmitir pensamentos para seu dono em forma de ajudar em alguma dúvida ou situação.

Como o Livro atua?
O Livro tem alguns aspectos principais, tais como carregar os escritos de seu mestre e principalmente protegê-los; mas para que isso ocorra, são necessários que hajam escritas e ao primeiro momento em que você se dedicar a escrever, o livro terá seu primeiro toque de vida.
Após tempos e escritas, o livro irá amadurecer como guardião e companheiro, adquirindo personalidade de seu dono ou (em alguns casos) personalidade própria; e apesar de não ter capacidades de se defender sozinho em determinados aspectos, ele pode se tornar mais pesado para evitar que seja locomovido, causar problemas para aquele que tenta matar a curiosidade nele, evitar alguma forma de abertura de forma que pareça trancado e até mesmo algum ataque psicológico em quem tente lhe roubar.

Um pouco da história de sua origem:
Antigamente muita das tradições e conhecimentos eram transpassados de forma oral, portanto, haviam riscos de serem perdidos através dos anos por falha da memória e por distorção das pessoas ao contar para as próximas.
Em quesito de magia, o assunto é mais delicado e vital para seu praticante, esquecer-se de uma única palavra de um encantamento pode levar a ruína de sua vida; então, a escrita se tornou parceira dos praticantes. O primeiro livro de encantamentos que se tem conhecimento fora escrito na região da Mesopotâmia (atual Iraque) datado de 500-400 A.C. e contava com diversas tábuas feitas em madeira com escritas cuneiformes.
Com o passar do tempo, diversas outras civilizações chegaram a mesma conclusão de que a escrita era a salvação contra problemas de esquecimento posteriores, e no Egito, a prática também foi adotada e ia além de Livros, encantamentos também eram escritos em amuletos e até objetos de forma que se houvesse falta de papiro, pudesse perpetuar o conhecimento, afinal, estaria escrito.
Com o passar dos anos, a Grécia (de forma um tanto tardia) começou a empregar-se dos Livros e tal prática fora adotada pelos Macedônicos, que vieram a se mesclar com os egípcios, de forma que em 332 A.C. foi aberta a primeira biblioteca de Alexandria, que visava principalmente conter tais livros para conhecimento geral.
Contam-se Grimórios também na tradição Judia, de uma forma mais rara, porém existente; e até mesmo o Cristianismo apresentou um em sua história.

No período Medieval:
Nesta época, a prática da escrita nos livros passou a se disseminar por quase toda a Europa (ironicamente no mesmo período em que foram proibidas as práticas mágicas); apesar de a Igreja monopolizar a escrita e leitura, muitos dos então chamados bruxos encontravam caminho na sabedoria e inteligência; ou seja, eles passaram a escrever seus livros com códigos secretos que apenas ele entenderia e foram adotadas também a tradição de gravuras, de forma a servirem como mapas e não meras decorações.
Infelizmente, muitos destes livros foram perdidos durante a Inquisição e o conhecimento ou fora perdido, ou perpetuado por algum aprendiz secreto, lembrando que a própria Igreja tomou posse de alguns livros os quais julgaram interessantes para utilizações próprias.

Período Moderno:
Os Livros passaram a ser reescritos e a tradição renovada junto ao Renascença e o Iluminismo; as práticas de magia se tornaram mais amplas e um tanto mais comum, de forma que as pessoas perpetuaam esta tradição e a prática foi utilizada principalmente por praticantes de Hermetismo e Alquimia; aos quais, muitos dos conhecimentos escritos naqueles livros, nos é conhecido hoje.

Nos tempos atuais:
Os Livros continuam sendo usados, infelizmente, alguns não o protegem como realmente deveriam e acabam expondo até mesmo ele aberto em fotos na internet ou como um troféu aos amigos.
Entretanto, cada um sabe o que lhe é viável e escolhe o futuro que lhe acontecerá, mas sem dúvida eles nunca deixarão de ser grandes companheiros e ajudandes!
Escrito por Felipe M.

Retornando em férias!

Olá caro público leitor, como vocês estão?
Sinto pela minha ausência e pela falta de atualizações no Baú; infelizmente (muito para felizmente) estava voltado aos meus estudos da faculdade, porém cá estou!
Para alívio de vocês, tenho muitas coisas para escrever e porquê não neste mês tão especial?
Preparem seus óculos de leitura e quaisquer objetos que os acompanhem nas leituras, pois é agora que a correnteza se desperta!
Escrito por Felipe M.

Respondendo ao visitante: Marcello

Olá respeitável público, como estão?
Hoje recebi um comentário do novo visitante Marcello; o qual escreveu as seguintes palavras:
"Olá Felipe, é a primeira vez que comento aqui no Baú e só tem umas duas semanas que visito aqui e estou adorando. Tenho algumas duvidas que gostaria de perguntar, mas acabei não perguntando quando as tive e algumas acabei esquecendo. Aqui vai uma em relação a essa resposta ao Henrique. Eu esses dias coloquei uma maçã com mel no jardim de casa. Pensei que como eles gostam de doce, e aqui no Baú você disse que o mel é o melhor tipo de doce para dar a eles, resolvi colocar mel na maçã. Será que eles vão come-lá ou por ser a 1a vez que coloco eles fiquem apreensivos? E lembrei de uma duvida, em relação aos elementais da água, existe a possibilidade de viverem em piscinas ou aquários ou eh muito sintético para eles? E já digo que bem provavelmente, te encherei de perguntas hahaha Muito obrigado e uma semana maravilhosa!"

Primeiramente, estou muito grato por estar aqui, podendo ajudar as pessoas e esclarecer as dúvidas ou a curiosidade; além do fato de sentir uma grande consideração daqueles (poucos) que comentam e fazem suas perguntas.
Quanto as perguntas, vamos resolvê-las!
Servir pela primeira vez uma mação regada ao mel aos duendes, eles a comerão?
-A resposta é difícil, pode-se responder "Sim" ou "Não". Isso ocorre, pois as oferendas, elas possuem todo um significado que não cabe a nós tentar identificar ou eu tentar explicar em uma única postagem; um dos fundamentos principais é "no que se voltam os pensamentos de quem oferece". O que você pensava no momento da oferenda? Prosperidade? Chamar algum deles para morar com você? Um simples agrado? Tudo isso influencia, e se você teve pensamentos puros e um equilíbrio (mente, corpo e espírito) positivo, será certo de que eles comerão; mas se estivesse com ódio, querendo atraí-los para algo contra a vontade deles e até mesmo desequilíbrio, eles se recusarão por diversos fatores (os quais posso explicar em postagens posteriores).

Elementais de água habitam nossas piscinas, aquários ou outros locais com água?
-A resposta é não; a não ser que você possua um lago em seu quintal. O que acontece, de todos os elementais existentes, os representantes da Água (assim como o Elemento) são os mais difíceis de se criar vínculos (elemental/humano); na Terra, temos duendes, no Fogo, dragões, Ar, algumas fadas, mas na Água, os elementais são mais reclusos. Outro detalhe muito pertinente para ser citado é que o habitat de tais seres é onde a água não possa apodrecer, ou seja, onde ela possa ficar sem ser trocada e não perca sua propriedade de vida, não tendo aquele odor terrível e a aparência tenebrosa.

Bom, espero ter ajudado e sanado as suas dúvidas, sem ainda mantê-las de alguma forma ou incompreensão. Agradeço novamente pela visita e sinta-se bem vindo para novas perguntas ou comentários!
Um enorme abraço e uma ótima semana!
Escrito por Felipe M.

Cerridwen, deusa de poder e sabedoria

Ceridwen ou Cerridwen (lê-se Quériduen) é a deusa celta de alta hierarquia perante a sociedade celta; sua hierarquia se sobressai apenas em deitades femininas, sendo que masculinas se sobressaem Lugh e Dagda.
Muitos afirmam que Morrighan se encontra em status próximo à deusa, outros dizem que está um abaixo ou acima, depende da filosofia da vida de quem a conhece; é muito ligada a Porca Branca (não é uma comparação ofensiva), pois diz-se que a deusa prefere a forma de Porca selvagem para observar os mortais, tende sido representada assim em diversos contos.

Atributos divinos:
Cerridwen é a deusa da vidência e da magia, tendo adquirido a posição de rainha e protetora da prática e de seus praticantes. É também deusa do conhecimento, tanto mágico como geral; e ao contrário de muitos deuses, possui a habilidade de se transmutar em plantas ou outros animais, deusa da morte e renascimento, fúria, intuição, transformação (espiritual, psicológica, etc) e inspiração.

Importância na tribo de Danna:
Cerridwen é a deusa de maior importância para os demais deuses, isto acontece por seu dom de magia. Antes dos deuses serem imortais, eles decidiram que cada integrante da tribo trabalharia e pesquisaria um meio de simples homens e mulheres se tornarem divindades; quem conseguiu tal proeza foi o cozinheiro que criou a bebida divina, dando imortalidade aquele que a bebesse. Tal cozinheiro fora aprendiz de Cerridwen quando ainda novo, aprendendo um pouco de magia e receitas.
A deusa ficou feliz por seu aprendiz, porém a bebida não evitava o envelhecimento, foi então que a deusa o aprimorou e criou juntamente a poção de sabedoria. Mas, como ela não desejava que todos conhecessem suas magias e poções, trabalhou em diversas poções de conhecimento, onde cada uma cedia um conhecimento específico; originando assim o conhecimento de cada deus.
Ela é a guardiã dos segredos divinos, dos segredos no Universo e é ela quem encanta as armas e ferramentas que são usadas pelos seus irmãos de alma (deuses).

Cerridwen e Gwion:
Certa vez, Cerridwen decidiu dar ao seu filho Affagdu um presente supremo; ela havia decidido compartilhar com ele o segredo do Universo e dos deuses. Ela começou a preparar a poção de conhecimento e depois de dias produzindo a bebida, foi chamada por Dagda para uma reunião sobre o ataque que haviam sofrido dos Fomore; a deusa formou o círculo de proteção sobre o caldeirão, porém ele evitaria espíritos e seres mágicos de atravessarem o círculo e se aproximarem do caldeirão, ela então deixou o jovem Gwion, seu ajudante humano, a cuidar do caldeirão contra a aproximação de qualquer outro ser.
O jovem lá ficou e cuidou do caldeirão, atento a tudo e a todos, foi então que viu algumas gotas escorrendo pela lateral do caldeirão e decidiu experimentar o sabor; passou o dedo nas gotas e as levou direto para a língua, Cerridwen, de longe esbravejou contra o seu ajudante traidor e abandonou os demais deuses para caçar o jovem ingrato.
Gwion havia adquirido o dom da vidência e o conhecimento das magias e poções, além de onde encontrar os deuses sempre que desejasse, apenas com três gotas; ele sabia que sua mestre viria furiosa para destruí-lo, foi então que correu entre os bosques e se escondeu.
Cerrdiwen não se deixava fazer de boba, muito menos ser enganada, ela sabia cada movimento do pequeno rapaz e correu atrás dele; o rapaz pensou em um plano, se camuflar entre rebanhos e manadas selvagens, ele se transmutava e a deusa tinha de procurar um por um, pois sabia que um daqueles animais era o jovem, mas, qual deles?
Gwion se tornava um pequeno rato e Cerridwen se tornava uma terrível águia, se ele se transmutasse em um coelho, ela se tornava uma raposa e assim por diante. Depois de dias sem sucesso, a deusa decidiu seguir o rapaz, mas não atacá-lo; esperar o momento certo, ela se transformou em um porco branco e seguiu o rapaz que não desconfiava de nada.
Ele teve o pensamento de retornar ao caldeirão e beber mais da poção (ou destruí-la, segundo outras fontes), quando se aproximou Cerridwen deu seu grito gélido de vitória e o rapaz, sem onde correr, entrou na dispença da deusa e se transmutou em um grão caído no chão. A deusa, sem mais delongas, se tornou uma galinha e devorou Gwion, acabando com sua vingaça e fúria.

Cerridwen e Taliesen:
Após nove longos meses que engolira Gwion, a deusa deu a luz para um bebê mortal e que se tornaria grande e conhecido perante eras e civilizações.
Cerridwen ficou horrorizada com o que havia acontecido, ela deu a luz aquele quem havia matado; ela foi o caminho para o jovem renascer; sua fúria se tronou clara naquela noite de Samhain e seus olhos viam aquele bebê implorando pela morte, entretanto, a consciência dela falou mais alto. Ela já obteve a vingança tão esperada, se ela deu luz ao jovem que assassinou, era a forma dela pagar pelo ato cometido.
Sem dúvida, ela decidiu não matar aquele bebê indefeso, porém não aceitava ficar com ele; ela correu ao mar e colocou o bebê em uma cesta e o deixou a mercê do mar, se o bebê morresse, ela não estaria diretamente ligada, e sim o Destino, por deixar que aquele bebê morresse. Mac Lir (deus dos mares) viu tal cesta com um bebê e decidiu afastar a criança que chorava desesperadamente, suas ondas levaram o bebê para a praia, onde Elffin, um príncipe celta, encontrou a cesta e decidiu levar a criança ao castelo.
O menino cresceu sadio e cheio de vigor, quando começou a frequentar o círculo dos sacerdotes reais, eles previram que o jovem era filho da deusa e avisaram Elffin (já então rei); a deusa surgiu na sala do trono e ordenou que o jovem jamais soubesse aquela descendência, se não, todo o reino seria destruído.
Elffin contou então ao jovem que seu pai era um deus da Natureza e que a mãe havia morrido logo após ao parto, deixando o jovem um tanto triste, mas repleto de vigor por saber ser descendente de um deus. Com os anos, Taliesen se tornou o bardo da corte de Elffin.
Certa vez, Elffin fora capturado pelo rei de gales e foi preso por correntes mágicas. Taliesen então propôs uma disputa de discursos, quem vencesse, teria Elffin livro ou preso; foi então que seu sangue ferveu e aquelas três gotas de poção se demonstraram presentes, enraizadas em seu coração e sua mente. Começou a discursar e sua eloquência foi tão bela e tão poderosa que o rei concordou em sua derrota mas não soltaria aquelas correntes mágicas; Taliesen disse:
"Não necessito que soltes meu rei, tuas correntes são mágicas, mas meu conhecimento é muito mais."; então as correntes se soltaram e libertaram o rei preso.
Taliesen foi nomeado como o bruxo e seu conhecimento o levou até o posto de Merlin (sacerdote supremo); quando Elffin morreu pela idade, Taliesen pressentiu um rei que necessitaria de sua ajuda, encontrando assim Arthur e se tornando seu melhor amigo e conselheiro.

Como era representada?
Cerridwen era muitas vezes representada como uma simples mulher, não tão jovem, mas não idosa. Ela era chamada de "A Anciã", por ser a mais velha da tribo de Danna e é associada à fase Negra da Lua (Lua Minguante e Nova); muitas vezes era representada como uma porca branca (também um javali) ou um caldeirão.

Objeto Mágico:
Cerridwen possui um caldeirão mágico, o qual está repleto de poder e magia; é ele quem a ajuda a produzir as poções necessárias. Alguns contos dizem que o caldeirão possui desejos próprios e vida, sendo que muitas vezes, ele começa a preparar a poção apenas pelo simples pedido da deusa. Quando ele se enche, qualquer objeto mergulhado se torna divino e mágico, adquirindo também vida.

Na atualidade:
Cerridwen está muito presente nos dias de hoje pelos politeísta e panteístas, assim como pela Wicca. Ela não recebe um festival próprio, porém, em cada prática, movimento e ações que praticamos que envolva magia, ela está a nos observar e a se fortalecer por praticarmos a arte que ela nos possibilitou aprender.
Alguns historiadores dizem que o rei Arthur fora influenciado por Merlin (Taliesen) a procurar o Santo Graal; mas com o cristianismo crescendo, ele acreditou que era alguma forma de taça, foi então que em sua morte, Taliesin abriu caminhos para Avalon (onde apenas deuses poderiam ir) e disse que o Santo Graal não era uma taça, mas sim o caldeirão da deusa.
Perante os crentes, o fato de um "santo graal" ser o caldeirão da deusa não é impossível, sendo que o Caldeirão dela era o objeto que gerava a vida, o conhecimento e os dons de todo o mundo e divindades.
Por hoje, fico por aqui com um enorme abraço e preparado para esta Segunda-Feira repleta de forças!
Escrito por Felipe M.

Diferentes conceitos de divindades

Cá estou novamente após muito tempo ausente devido à serviços; após ler a publicação de Quarta-Feira sobre motivos para se ler sobre Religião, decidi complementar o assunto com algo de grande valia para todos nós.
A religião sempre esteve muito ligada ao aspecto intelectual do ser -neste caso, pessoas-. O crente tem idéias bem definidas sobre como a humanidade e o mundo vieram a existir, sobre a divindade e o sentido da vida. Esse é o repertório de idéias da religião, que se expressam por cerimônias religiosas -conhecidos como os ritos- e até mesmo pela arte, mas em primeiro lugar pela linguagem. Tais expressões linguísticas poder ser escrituras sagradas, credos, doutrinas ou mitos.
Ou seja, em um resumo simplificativo, podemos alegar que a religião é escolhida pelo indivíduo pela filosofia de vida e até mesmo sua intelectualidade -ressaltando que não se é mais intelecto que outro apenas pela religião que se pratica-; e além disso, temos um conjunto de cerimônioas -tradicionais-, arte -as músicas, pinturas feitas como representações- e a linguagem -oral ou escrita, como bíblia, torá, etc-.
É interessante definir os mitos de uma forma mais específica; não como uma história a qual se baseia um rito, mas uma história a qual acompanha um rito uniformemente; e o rito com frequência reitera um ato que o mito se baseia.
Assim, o mito religioso tem um significado mais profundo do que a lenda e os contos folcóricos. O mito procura explicar alguma coisa. É uma resposta metafórica para as questões fundamentais: de onde viemos e para onde vamos? Por que estamos vivos e por que morremos? Como foi que a humanidade e o mundo passou a existir? Quais são as forças que controlam o desenvolvimento do mundo?
Muitas vezes, os mitos elucidam algo que aconteceu no princípio dos tempos, quando ainda era jovem. Por exemplo, a maioria das religiões tem seus mitos de criação, que explicam como o mundo surgiu. O objetivo principal deles não é revelar fatos históricos. A essência do mito é oferecer às pessoas uma explicação geral da existência.
Os conceitos religiosos, que também encontram sua expressão em mitos, podem ser divididos, de modo geral, em três tipos: conceitos sobre um deus ou vários deuses, conceitos sobre o mundo e conceitos sobre o homem.
 
Os diversos conceitos de divindade:
É necessário ficar claro que o conceito, quando abordado em religião, se refere exclusivamente as crenças; além de do conceito própriamente dito.
A religião está muito definida como uma prática universal de se exercer a fé; os dogmas, as crenças e a forma de praticá-la é um apêndice da religião; se sou "pagão" e você cristão, ambos somos religiosos, temos religião, apenas nos diferenciamos na crença que ostentamos.
Tais crenças, eu listarei e abordarei rapidamente, abaixo:
 
Monoteísmo:
A crença que prevalece na maioria das grandes religiões ocidentais é o monoteísmo, isto é, a convicção de que existe um só deus. Há exemplos em muitas religiões de que o monoteísmo nasceu como reação à adoração de vários deuses. O islã tem suas raízes numa renovação ou reforma da antiga religião dos nômades árabes, a qual possuía numerosos deuses tribais.
 
Monolatria:
A monolatria é uma crença situada a meio caminho entre o politeísmo e monoteísmo. Implica a adoração de um único deus, sem negar a existência de outros. Um deus escolhido entre vários - por exemplo, na religião germânica se podia escolher entre Thor ou Odin, aquele em que se tivesse total confiança. Aqui a teoria fica em segundo lugar. O importante não é saber se determinado deus existe ou não, mas se ele é cultuado. Existem hoje exemplos de monolatria no hinduísmo.
 
Politeísmo:
Em religiões que possuem diversos deuses, é comum estes terem funções distintas, bem como esferas definidas de responsabilidade. A criação de animais e pesca, o comércio e os diferentes ofícios, o amor e a guerra, podem ter seus próprios deuses. O mundo dos deuses com frequência é organizado da mesma maneira que o dos homens, numa família ou num Estado.
Alguns pesquisadores acreditam que as divindades indo-européias (gregas, indianas, romanas e germânicas) se estruturaram em três classes baseadas na sociedade da época:
- o monarca (que muitas vezes também eram sacerdotes);
- a aristocracia (os guerreiros);
- os artesãos, agricultores e comerciantes.
Era comum as pessoas venerarem o deus que ocupava o mesmo lugar que elas na escala social.
Geralmente o deus supremo é o deus do céu. Isso não implica que ele habite o céu, mas que se revele no firmamento e nos fenômenos associados à abóbada celestre.
Em muitas religiões o deus do céu faz par com uma divindade feminia. A imagem do casal Céu e Mãe Terra é de fácil compreensão para uma sociedade agrária. A terra é fértil e dá o alimento ao homem, mas só depois de receber o sol e chuva do céu.
Além dos "deuses-reis", familiares para nós porque se encontram na mitologia clássica e na germânica, há uma grande quantidade de deuses menores e espíritos em volta de nós que são patronos de determinadas doenças ou de certas profissões.
 
Panteísmo:
O panteísmo é uma crença que difere tanto do monoteísmo como do politeísmo. Aqui a principal convicção é que Deus, ou a força divina, está presente no mundo e permeia tudo o que ele existe. O divino também pode ser experimentado como algo impessoal, como a alma do mundo, ou o sistema do mundo. O panteísmo costuma ser associado ao misticismo, no qual o objetivo do mortal é alcançar a união com o divino.
 
Animismo e crenças nos espíritos:
Em muitas culturas prevalece a crença de que a natureza é povoada de espíritos. Isso se chama animismo, da palavra latina animus, que significa "alma", "espírito". Em certa época os historiadores da religião pensavam que o animismo havia sido a base  de toda a religião e que mais tarde ele se transformou, via politeísmo, em monoteísmo. Mas essa é apenas uma teoria. O que é certo é que o animismo impera em várias sociedades.
Em nossa própria cultura a noção de espírito está presente em muitas criaturas relacionadas com forças naturais: espíritos das águas, duendes, sereias e até mesmo fantasmas.
Os espíritos dos mortos também continuam a desempenhar um importante papel na África, na América Latina, na China e no Japão.
Normalmente as características dos deuses são individualizantes e definidas com mais clareza que as dos espíritos. E as divindades em geral têm nome. Mas em inúmeros casos é difícil distinguir de imediato entre deuses, antepassados e espíritos. Todos são expressões da força sobrenatural que banha a existência. A idéia de uma força ou im poder que regula todos os relacionamentos na vida humana e na natureza predomina sobretudo nas religiões primais. Os historiadores da religião costumam usar o vocábulo mana para descrever essa força, que precisa ser controlada ou aplacada.
 
Aqui então me despeço; agradeço a atenção recebida nesta minha publicação e até o próximo encontro!
Publicado pelo "Animador"

Um pouco de estudos religiosos

Olá visitantes, como estão?
Você sabe o que é um conceito, uma crença? O motivo de sua existência e até mesmo o conceito de divindades? Sabe qual o motivo e necessidade de se ler sobre religiões?
Se a resposta foi "não" para as perguntas, é necessário fazer uma nova introspecção e discernir o real motivo e porque você acredita descencessário tal conhecimento.
Olhando rapidamente ao nosso redor, podemos perceber que a religião desempenha um papel bastante significativo na vida social e política de todas as partes do mundo. Hoje convivemos muito com as denominadas guerras "santas"; onde encontramos católicos e protestantes em conflito na Irlanda do Norte (graças aos céus de forma mais amena se comparado ao passado), muçulmanos e hinduístas na Índia, hinduístas e budistas no Sri Lanka, etc. Mas percebe-se que, neste mesmo período de guerras, representantes de diversas religiões promovem ajudas humanitárias aos pobres e até mesmo destituídos do Terceiro Mundo. Se não associarmos o fator religião para a compreensão da política internacional, será extremamente difícil conseguir uma resposta adequada e correta.
O conhecimento religioso sólido também é útil num mundo que se tornou extremamente multicultural e tende a se tornar ainda mais. Muitos de nós viajam para o exterior, de forma que entramos em contato com sociedades de valores e modos diferentes totalmente diferentes dos nossos; assim como refugiados e imigrantes, que chegam até a nossa porta, acabam por se encontrar em confronto com um sistema social que lhes é totalmente estranho.
Além de tudo isso, o estudo de religiões pode ser importante para o desenvolvimento pessoal de cada indivíduo. As mais diversas religiões do mundo podem responder as mais diversas perguntas que o homem faz desde tempos imemoriais.

Respeito:
O respeito, ou seja, a tolerância pelas pessoas que possuem pontos de vista diferentes do nosso, é uma palavra-chave no estudo das religiões. Não significa necessariamente o desaparecimento das diferenças e das contradições, ou que não importa no que você acreditam se é que acredita em algo. Uma atitude tolerante pode coexistir perfeitamente com uma fé sólida e com a tentativa de converter os outros. Porém, a tolerância não é compatível com atitudes como zombar das opiniões alheias ou se utilizar de força e ameaças. A tolerância não limita o direito de fazer propaganda, mas exige que seja feita com respeito pela opinião dos outros.
Os registros da história mostram inúmeros exemplos de fanatismo e intolerância. Já houve lutas de uma religião contra a outra e se travaram diversas guerras em nome da religião. Muitas pessoas já foram perseguidas por causa de suas convicções, e isso continua acontecendo nos dias de hoje.
Com frequência, a intolerância é resultado do conhecimento insuficiente de um assunto. Quem vê de fora uma religião, enxerga apenas suas manifestações, e não o que elas significam ao indivíduo que a professa.
Para os cristãos, a sagrada comunhão tem significado especial. No entanto, uma descrição objetiva da comunhão não poderia oferecer uma visão real do que a comunhão representa para um cristão.
O respeito pela vida religiosa dos outros, por suas opiniões e seus pontos de vista, é um pré requisito para a coexistência humana. Isto não significa que devemos aceitar tudo como igualmente correto, mas que cada um tem o direito de ser respeitado em seus pontos de vista, desde que não violem os direitos humanos básicos.

Como começaram as religiões?
Foram registradas várias formas de religião durante toda a história. Já houve muitas tentativas de explicar como surgiram as religiões.
Uma das explicações é que o homem logo começou a ver coisas a seu redor como animadas. Ele acreditava que os animais, as plantas, os rios, as montanhas, o Sol, a Lua e as estrelas continham espíritos, os quais era fundamental apaziguar. O antropólogo E. B. Tylor (1832-1917) batizou essa crença de animismo. Tylor foi influenciado pela teoria de Darwin sobre a evolução. Segundo ele, o desenvolvimento religioso caminhou paralelamente ao avanço geral da humanidade, tanto cultural como tecnológico, primeiro em direções ao politeísmo (crença em diversos deuses) e depois ao monoteísmo (crença em um único deus). Tylor concluiu que os povos tribais não haviam ido além do estágio da Idade da Pedra e, portanto, praticavam este mesmo animismo. Hoje essa teoria do desenvolvimento foi rejeitada, e há conscenso geral de que animismo não é uma caracterização adequada para religiões dos povos tribais.
Alguns pesquisadores vêem a religião como um produto de fatores sociais e psicológicos. Essa explicação é conhecida como um modelo reducionista, pois reduz a religião a apenas um elemento das condições sociais ou da vida espiritual do homem. Karl Marx, por exemplo, sustentava a religião, assim como a arte, a filosofia, as idéias e a moral, não passava de um dossel por cima da base, que é econômica. O que dirige a história, de acordo com ele, é o modo como a produção se organiza e quem possui os meios de produção, as fábricas e as máquinas. A religião simplesmente reflitiria essas condições básicas.
Nas modernas ciências da religião predomina a idéia de que a religião é im elemento independente, ligado ao elemento social e ao elemento psicológico, mas que tem sua própria estrutura. Os ramos mais importantes das ciências da religião são a sociologia da religião, a psicologia da religião, a filosofia e a fenomenologia da mesma.

Definindo a religião:
Muitas pessoas já tentaram definir areligião, buscando uma fórmula que se adequasse a todos os tipos de crenças e atividades religiosas (uma espécie de mínimo denominador comum). Existe, naturalmente, até um risco nessa tentativa, já que ela parte do princípio de que as religiões podem ser comparadas. Esse é um ponto em que nem todos os crentes concordam: eles podem dizer, por exemplo, que sua fé sew distingue de todas as outras por ser a única religião verdadeira, ao passo que todas as outras não passam de uma ilusão, ou, na melhor das hipóteses, são incompletas. Há também pesquisadores cuja opinião é que o único método construtivo de estudar as religiões é considerar cada uma em seu propósito contexto histórico e cultural. Contudo, há mais de um século os estudiosos da religião tentam encontrar traços comuns entre religiões. O problema é que elas interpretam as semelhanças de maneiras diferentes. Alguns consideram resultado e o contato e do intercâmbio entre grupos raciais; segundo eles, as diferentes fés e idéias se espalharam do mesmo modo que outros fenômenos culturais, como a roda e o arado. Outros pesquisadores fazem comparações a fim de descobrir o que caracteriza o cnceito de religião em si. É aí que as definições entram em cena; tais como:
"A religião é um sentimento ou uma sensação de absoluta dependência"
Friedrich Schleiermacher (1768-1834)

"Religião significa a relação entre o homem e o poder sobre-humano no qual ele acredita ou do qual se sente dependente. Essa relação se expressa em emoções especiais [confiança, medo], conceitos [crença] e ações [culto e ética]."
C. P. Tiele (1830-1902)

"A religião é a convicção de que existem poderes transcendentes, pessoais ou impessoais, que atuam no mundo, e se expressa por insight, pensamento, sentimento, intenção e ação."
Helmuth von Glasenapp (1891-1963)

O sagrado:
Nos primeiros anos do século XX, o sueco Nathan Söderblom (1866-1931), arcebispo e estudioso das religiões, ofereceu uma definição baseada nos sentimentos humanos: "Religiosa ou piedosa é a pessoa para quem algo é sagrado".
Sagrado se tornou palavra-chave para os pesquisadores da religião no século XX: descreve a natureza da religião e o que ela tem de especial. Esse termo ganhou realce numa obra sobre psicologia da religião, A idéia do sagrado, de Rudolf Otto, publicado em 1917. O sagrado é das ganz Andere, o "inteiramente outro", ou seja, aquilo que é totalmente diferente de tudo o mais e que, portante, não pode ser descrito em termos comuns. Otto fala de uma dimensão especial da existência, a que chama de misterium tremendum et fascinosum (em latim, "mistério tremendo e fascinante"). É uma força que por um lado engendra um sentimento de grande espanto, quase de temor, mas por outro lado tem um poder de atração ao qual é difícil resistir.
Otto já foi criticado, refutado, plagiado e ampliado. Um dos que adotaram essa noção de sagrado foi o romeno Mircea Eliade, esudioso de religiões, em seu livro O sagrado e o profano. Ele elogia Otto e diz que seu sucesso como estudioso de religiões se deve a essa nova perspectiva que passou a abraçar. Em vez de estudar termos como Deus e religião, Eliade analisou vários tipo de "experiência religiosa" dos seres humanos. Ele começa com uma definição muito simples do que é sagrado: é o oposto do profano. Em seguida, põe-se a considerar o significado original dessas palavras. Sagrado indica algo que é separado e consagrado; profano denota aquilo que está em frente ou do lado de fora do templo.
Eliade acredita que o homem obtém seu conhecimento do sagrado porque este se manifesta como algo totalmente diferente do profano. Ele chama isso de hierofani, palavra grega que significa, literalmente, "algo sagrado está se revelando para nós". É o que sempre acontece, não importa se o sagrado manifesta numa pedra, numa árvore ou em Jesus Cristo. Alguém que adora uma pedra não está prestando homenagem à pedra em si. Venera a pedra porque esta é um hierofani, ou seja, ela aponta o caminho para algo que é mais do que uma simples pedra: é "o sagrado".

Apesar de ser um assunto muito complexo e de leitura e compreensão nem tão simples, devemos visar tais estudos e adicionar estes conhecimentos à nossa vida; o homem que se encontra na religião, encontra uma parte de si e uma compreensão da sociedade e do mundo.
Espero que tenham absorvido algo e aqui me despeço com enormes abraços!
Escrito por Felipe M.

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