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Alice e as Aventuras no País das Maravilhas

Boa tarde visitante, cá estou para mais uma vez entrar em sua casa na tentativa de lhe ensinar algo novo ou simplesmente saciar a curiosidade!
Ontem citei um pequeno trecho do livro "Alice no País das Maravilhas" e pensei:
"Por que não falar sobre este livro? Afinal é uma das minhas tarefas para com o site!". Então vamos falar um pouco sobre ele.

Título do livro: Alice e as Aventuras no País das Maravilhas/ Alice no País das Maravilhas
Escrito por: Lewis Carrol
Ano de publicação: 1865 (e anos posteriores conforme alteração do próprio autor)
País de origem: Inglaterra
Número de capítulos: 12
Páginas: Depende da edição encontrada

Sobre o livro:
De fato, Alice é um clássico mundial e independente de gerações e tempo; sendo que até hoje existem várias estórias (seja filmes, livros, etc) que possuem algum contexto com a obra original. Sobre o livro, não possui nenhum público alvo específico, o próprio autor em uma de suas várias cartas diz que o livro é tanto para crianças como para adultos, mas com idéia original de um público mais infantil.
O livro é repleto de (boas) loucuras, realmente algo que passa na cabeça das crianças mais novas e vários questionamentos "Por que determinada coisa é assim?" "Por que uma palavra significa isso e não aquilo?" e muitas outras coisas.
A estória se volta principalmente sobre a personagem Alice, uma garota de aproximadamente 7 anos (não especificado a idade exata dela) que sempre se questiona sobre o cotidiano ao seu redor e imagina um mundo onde as coisas são bem diferentes da realidade, um mundo "perfeito" segundo ela afirma logo no ínicio. É então que ela descobre uma passagem que a possibilita visitar este lugar e começa a interagir com o mesmo, conhecendo muitos personagens um tanto estranhos e até mesmo engraçados. Para quem gosta de estórias do gênero, irá tirar boas gargalhadas em certos momentos.

Personagens:
Alice: Garota que se questiona sobre o mundo em que vive e cria em sua imaginação um mundo o qual julga "perfeito", em um momento de devaneios, acaba por chegar ao "País das Maravilhas" e descobre que nem tudo é como se imagina mas segue até o fim com extrema coragem (e curiosidade).
Coelho Branco: Um dos moradores do País das Maravilhas, primeiro personagem deste mundo a aparecer. Atiça a curiosidade de Alice por andar com um colete e relógio de bolso e acaba a levando até a passagem do País; fica claro que trabalha para a Rainha de copas e ao contrário de Alice, é desprovido de coragem.
Rato: Um personagem de emoções "secas", por seu carácter, conta estórias que podem secar quem os escuta. Demonstra certa rispidez para com outros personagens.
Dodô: Personagem de carácter de "gentleman", na verdade, usa apenas palavras difíceis para lhe dar um ar de superior.
Bill, o lagarto: Criado do Coelho Branco, um personagem engraçado e confuso; aparece a primeira vez quando Alice se encontra na casa do Coelho e demonstra sua confusão e medo.
Duquesa: Duquesa do País, pessoa ríspida quando em contato com pimenta e concorda com tudo que Alice diz para sempre ter uma moral à encontrar; morais que raramente possuem algum sentido.
Gato de Chesire: O personagem mais independente do livro. Pode aparecer e desaparecer quando deseja e é repleto de frases que ajudam Alice e demonstram certa filosofia (um tanto loucas, mas interessante de se analisar). Quando retratado, aparenta ter uma aparência assustadora.
Chapeleiro: "Louco como um chapeleiro" é a frase que melhor destaca o personagem. Sujeito de personalidade extremamente antipática, faz de tudo para Alice se sentir desconfortável e sair da mesa do chá.
Lebre de Março: "Louco como uma lebre de Março" é a frase que melhor destaca este personagem. Um tanto louco, porém, possui alguma sanidade escondida em algum lugar. De início não suporta a idéia de outra pessoa na hora do chá, mas acaba relevando.
Arganaz: Uma espécie de roedor que se torna personagem. É extremamente sonolenta e por isso, pouco interfere na estória, é utilizado especialmente como almofada pelo Chapeleiro e a Lebre. O nome original é "Dormouse" e algumas versões traduzem como "Dormindonga"; pelo fato de sua sonolência.
Lagarta: Uma lagarta que aparece com seu narguilê e questiona Alice com perguntas que não a levam a lugar nenhum, não presta a menor atenção quando ela o diz algo.
Grifo: Um criado da Rainha, leva Alice até a Tartaruga e conta-lhe uma estória e atua como guia da garota.
Tartaruga Falsa: Pobre tartaruga, um dia já foi uma Tartaruga Verdadeira, viveu no fundo do mar e fazia o que as tartarugas faziam. Aparece apenas para contar uma estória para Alice.
Rainha de Copas: Rainha do País; meiga, mão de ferro e extremamente viciada em decapitações. Tudo para ela é motivo para condenar uma pessoa à guilhotina.
Rei de Copas: Marido da Rainha; fiél à esposa e extremamente dependente; quando atua como juiz no julgamente, precisa ser guiado pelo Coelho por não saber o que deve ser feito.
Valete: Aparece como criado da Rainha, possui importância no fim do livro por causa de seu julgamento.

Análise de alguns personagens:
De início, não há muito sentido em algumas afirmações dos personagens, muito menos neles próprios. O livro foi baseado em algumas amizades de Lewis, e os personagens caracterizam estas pessoas. As expressões utilizadas para o Chapeleiro e a Lebre não possui muito conhecimento aqui no Brasil; na Inglaterra Vitoriana, estas expressões eram usadas para demonstrar a loucura de uma pessoa, sendo que muitos chapeleiros enlouqueciam pela grande quantidade de mercúrio que utilizavam na fabricação de chapéis.
O Dodô é uma personificação do próprio autor, em inglês o nome é "Dodo", uma brincadeira usada a partir do seu nome "Dodgson", já que o autor era gago, ao dizer seu nome, sempre pronunciava "do-do-dodgson".
A Rainha fora demonstrada para que Alice percebesse que mesmo em um lugar onde tudo parece perfeito, existe algo ou alguém que os proíbe a fazer determinadas ações e mostra a punição que devem encarar.
O Gato aparece na primeira ilustração feita em comparação com o British Shorthair, um gato típico inglês que possui a aparência de estarem sempre sorrindo.

Uma análise mais adulta da obra:
O livro conta com a utilização da imaginação infantil, sem dúvida alguma, entretanto, possui algumas questões de análise mais adulta.
O livro mostra uma garota que sonha com o lugar perfeito e acaba encontrando este mesmo lugar; entretanto, com o desenrolar da estória, descobre-se que não é tão perfeito assim; desta forma, analisando os personagens e conceitos abordados, o autor demonstra que não existe um lugar perfeito fora de nossa imaginação; afinal, as pessoas agem conforme suas personalidades e nada podemos mudar quanto a isso.
O Coelho chama muito a atenção pelo fato de seu desespero quanto ao tempo, remete a obrigação e ao prazo de seus serviços, tendo assim a responsabilidade e consciência de uma punição se não cumprir os mesmos.
Creio que o mais interessante seja o capítulo onde a Lagarta aparece, ela questiona a Alice várias coisas, uma delas é a famosa "Quem é você?". Se analisarmos bem, é uma pergunta difícil até para nós respondermos. Quem somos? O que somos? Quem sou eu? Uma pergunta dessa feita à uma criança é certamente inadequada; desta forma, Lewis traz a filosofia junto ao leitor e acaba indiretamente o questionando o mesmo durante a leitura.
A Tartaruga Falsa, um personagem sem muito sentido "Eu já fui uma Tartaruga Verdadeira"; de fato, a Tartaruga seria utilizada em uma sopa para a Rainha. O que acontece é que na época, haviam as sopas de tartaruga e as sopas de tartaruga falsas, elas possuiam a mesma aparência, porém eram feitas com vitela ao invés do animal; dando assim o nome.
Por fim, temos a Rainha de Copas, para o público infantil, uma rainha muito cruel com seus súditos, porém, Lewis a criou com intenção de denunciar o reinado da rainha Elisabeth; que ordenara várias decapitações por motivos sem tamanha importância.
De fato, o livro era destinado às crianças, mas Lewis sabia que muitos que leriam para os filhos seriam os pais; assim, conseguiu adaptar a obra para qualquer faixa etária e mescla questões filosóficas, políticas e até mesmo matemáticas abstratas.
É claro que, sem dúvida alguma, Alice no País das Maravilhas está até hoje com grande fama e reconhecimento por um trabalho árduo e magnífico, conquistou com muito carinho o coração de seus fãs através do mundo e dos anos.
Publicado pelo "Animador"

O Tempo e nós!

Boa noite, prezados visitantes! Como passam este gélido e prazeroso Sábado?
Não pude deixar de ler a publicação do Felipe sobre a banalização para com o Tempo e tenho que concordar que algumas pessoas parecem não se preocupar em administrá-lo ou como administrá-lo, simplesmente o "utilizam" como algo que não necessita sequer ser lembrado. Quantas vezes em seu cotidiano você se lembra de que possui um horário a seguir?
Se você está sempre se lembrando de que existe o Tempo, então você já está fora do "ser fútil" (segundo penso eu).
Aquela postagem em especial me fez lembrar o trecho de um livro (o qual amo) e de certa forma, incertamente correta, há uma noção sobre as ações do Tempo contra quem os mal tratam. Para aqueles que se perguntam, o livro é "As Aventuras de Alice no País das Maravilhas" (comumente conhecido como Alice no País das Maravilhas).
No capítulo VII, "Um chá muito louco", Alice vem a se encontrar com o trio da loucura (Chapeleiro, Lebre de Março e o Arganaz) e por entre as conversas, Alice diz que o trio deveria encontrar algo mais útil para se fazer ao invés de "desperdiçar o tempo com charadas sem respostas"; em rebate, o Chapeleiro responde:
"Se você conhecesse o Tempo como eu conheço, não falaria em desperdiçá-lo, como se fosse uma coisa. É um senhor!".
Neste trecho, pode-se concluir uma coisa; ou Lewis (o escritor) era louco, ou de certa forma, há uma rápida demonstração de que o Tempo necessita ser repeitado. Continuando, há uma rápida explicação do porquê de viverem em eterna hora do chá, onde ele conta sobre sua apresentação à Rainha de Copas e segue:
"Bem, eu mal tinha acabado o primeiro verso, quando a Rainha berrou: Ele está matando o Tempo! Cortem a cabeça!... Agora são sempre seis horas!"
Neste trecho do livro, fica claro que o Tempo se revolta com o ato do Chapeleiro de simplesmente ocupar o Tempo das outras pessoas e o prende eternamente às seis horas, sendo assim, o Tempo não mais existia em sua vida. É claro que isso é absurdo de acontecer na realidade, porém, vamos analisar filosoficamente este contexto.
O Tempo de fato possui "personalidade" e nos afeta diretamente; talvez por obras de desejo "pessoal" ou por motivos de nossa mente. Vejamos, quando nos encontramos em uma festa cheia de animação e tudo mais que uma festa possa ter, o tempo parece voar e quando vemos, já se passaram horas; agora lembre-se de uma festa, reunião ou algo que estava extremamente entediante, o que acontece? O tempo demora a passar e parece durar uma infinidade aquele momento te corroendo, fazendo-o se sentir inquieto, a impaciência lhe consumindo, as vozes perfurando seus ouvidos como agulhas e... Continuando, o tempo se modifica conforme consideramos que a situação nos parece.
O que quero dizer é que, pessoas que jamais se preocupam com o Tempo, acabam se banalizando; a futilidade é um vírus que infecta quem não se preocupa com o agora e com planejamentos ou administração de seu tempo. Não digo que a pessoa deve fazer um cronograma de sua vida e seguir à risca, mas deve-se ter uma noção para se adequar e poder cumprir com os próprios deveres.
O que seria de nós se não houvessem prazos à serem seguidos, datas de entrega de algum trabalho, agendamento para algum encontro ou algo do gênero? Não teríamos nada disso, muitas pessoas simplesmente se acomodariam a tal ponto, que não fariam nada além de comer, dormir e usar o banheiro (ainda me questiono se muitos ainda se preocupariam em ir até ele).
Pois bem, as pessoas que não se preocupam com um prazo, um tempo a ser seguido, definitivamente não possuem preocupações e acabam sendo vistas como preguiçosas; despreocupadas ou até mesmo loucas; sem contar o fato de muitas acabarem procurando algo para "matarem" o tempo pois ele se estende tanto que o tédio é visível na face destas pessoas, por fim, devem encontrar algo para se distraírem.
Esta distração os leva para pesquisas de piadas, imagens sem nexo e vídeos sem conteúdo algum e pensam ser algo seriamente agradável para eles e para se livrarem do tédio, o que não passa de uma falsa verdade.
Até a próxima publicação e grato pela atenção!
 Publicado pelo "Animador"

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