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Livro das Sombras

Bom, como este mês me é especial, gostaria de falar sobre muitas coisas que são especiais para pessoas como magos, bruxas, etc.
Os praticantes de magia possuem grandes potenciais, porém, possuem também grandes objetos; os quais falarei aos poucos até serem listados grande maioria e falarei sobre as importâncias deles para os praticantes; mas, tudo ao seu tempo.
Quando você ouve falarem em objetos importantes de bruxos (e bruxas também), o que lhe vem em mente como principal? Uma varinha? Um caldeirão? Um livro?
Pois bem, se você pensa que é um livro,  está mais do que correto; entretanto, não é um livro qualquer, muito menos um livro o qual as pessoas encontram em qualquer local para serem vendidos, seu conteúdo é restrito e muitas vezes, impossível de ser lido por olhos curiosos e alheios.
Pois bem, vamos começar sa falar tal ser tão especial.

São conhecidos por quais nomes?
Livro das Sombras, Grimório, Livro, BOS, Book of Shadows e Grimoire.

Qual a finalidade de um BOS?
O Livro das Sombras, apesar de um nome "sombrio", não é o que aparenta para muitos; ao ovirem Livro das Sombras, muitos já pensam em maldades e coisas do "Diabo", afinal, se é "das Sombras", não pode ser bom.
Mas eis o ponto, este Livro não pertence às Sombras, ele se esconde nelas; este nome foi dado por ser de extrema necessidade de um bruxo escondê-lo de qualquer pessoa, sejam familiares, filhos, esposas, amigos e todos os demais; então, se ele se esconde na escuridão, qual a possibilidade de ser encontrado?
Todos os bruxos e praticantes sérios não demonstram seu livro como uma relíquia ou como um troféu, eles sequer o mostram, não tiram fotos (mesmo que fiquem guardadas) e nem saem falando para as pessoas como ele é ou onde está; tal forma de agir é pelo que o Livro contém, neles são escritos todos os segredos que os seus proprietários adquiriram durante a vida. As palavras que ali são escritas revelam encantamentos, misturas (poções) e até mesmo o conhecimento puro e refinado que fora adquirido pela pessoa, sendo assim, toda a vida e força dele está ali no livro, portanto, é necessário um cuidado maior do que com qualquer outro objeto.
Sobre o conteúdo ser (usando esteriótipos) Bom ou Mal, voltado pra Luz ou Trevas, depende do proprietário, quais os pensamentos, desejos e o que ele pretende realizar e praticar.

O Grimório tem vida?
Em muitos filmes e livros vemos bruxas (quase sempre malignas) com seus livros e estes, por sua vez, possuem vida. Citando aqui alguns filmes que demonstram de forma bem interessante este fato, temos "Abracadabra" e até mesmo o filme nacional "Castelo Rá-Tim-Bum"; ambos demontram os Livros como realmente são; no primeiro, temos um livro extremamente consciente e que tenta retornar a sua proprietária de forma persistente e até colocando os jovens em perigo; já no segundo filme, há uma demonstração de como o Livro adquire vida e por um rápido instante, a conversação entre escritor e Livro.
Estes livros possuem sim vida, mas existem graus variados; novamente depende do proprietário e como ele se dedica. Tais Livros, em certos momentos deixam de ser objetos comuns e podem até mesmo adquirir personalidades e transmitir pensamentos para seu dono em forma de ajudar em alguma dúvida ou situação.

Como o Livro atua?
O Livro tem alguns aspectos principais, tais como carregar os escritos de seu mestre e principalmente protegê-los; mas para que isso ocorra, são necessários que hajam escritas e ao primeiro momento em que você se dedicar a escrever, o livro terá seu primeiro toque de vida.
Após tempos e escritas, o livro irá amadurecer como guardião e companheiro, adquirindo personalidade de seu dono ou (em alguns casos) personalidade própria; e apesar de não ter capacidades de se defender sozinho em determinados aspectos, ele pode se tornar mais pesado para evitar que seja locomovido, causar problemas para aquele que tenta matar a curiosidade nele, evitar alguma forma de abertura de forma que pareça trancado e até mesmo algum ataque psicológico em quem tente lhe roubar.

Um pouco da história de sua origem:
Antigamente muita das tradições e conhecimentos eram transpassados de forma oral, portanto, haviam riscos de serem perdidos através dos anos por falha da memória e por distorção das pessoas ao contar para as próximas.
Em quesito de magia, o assunto é mais delicado e vital para seu praticante, esquecer-se de uma única palavra de um encantamento pode levar a ruína de sua vida; então, a escrita se tornou parceira dos praticantes. O primeiro livro de encantamentos que se tem conhecimento fora escrito na região da Mesopotâmia (atual Iraque) datado de 500-400 A.C. e contava com diversas tábuas feitas em madeira com escritas cuneiformes.
Com o passar do tempo, diversas outras civilizações chegaram a mesma conclusão de que a escrita era a salvação contra problemas de esquecimento posteriores, e no Egito, a prática também foi adotada e ia além de Livros, encantamentos também eram escritos em amuletos e até objetos de forma que se houvesse falta de papiro, pudesse perpetuar o conhecimento, afinal, estaria escrito.
Com o passar dos anos, a Grécia (de forma um tanto tardia) começou a empregar-se dos Livros e tal prática fora adotada pelos Macedônicos, que vieram a se mesclar com os egípcios, de forma que em 332 A.C. foi aberta a primeira biblioteca de Alexandria, que visava principalmente conter tais livros para conhecimento geral.
Contam-se Grimórios também na tradição Judia, de uma forma mais rara, porém existente; e até mesmo o Cristianismo apresentou um em sua história.

No período Medieval:
Nesta época, a prática da escrita nos livros passou a se disseminar por quase toda a Europa (ironicamente no mesmo período em que foram proibidas as práticas mágicas); apesar de a Igreja monopolizar a escrita e leitura, muitos dos então chamados bruxos encontravam caminho na sabedoria e inteligência; ou seja, eles passaram a escrever seus livros com códigos secretos que apenas ele entenderia e foram adotadas também a tradição de gravuras, de forma a servirem como mapas e não meras decorações.
Infelizmente, muitos destes livros foram perdidos durante a Inquisição e o conhecimento ou fora perdido, ou perpetuado por algum aprendiz secreto, lembrando que a própria Igreja tomou posse de alguns livros os quais julgaram interessantes para utilizações próprias.

Período Moderno:
Os Livros passaram a ser reescritos e a tradição renovada junto ao Renascença e o Iluminismo; as práticas de magia se tornaram mais amplas e um tanto mais comum, de forma que as pessoas perpetuaam esta tradição e a prática foi utilizada principalmente por praticantes de Hermetismo e Alquimia; aos quais, muitos dos conhecimentos escritos naqueles livros, nos é conhecido hoje.

Nos tempos atuais:
Os Livros continuam sendo usados, infelizmente, alguns não o protegem como realmente deveriam e acabam expondo até mesmo ele aberto em fotos na internet ou como um troféu aos amigos.
Entretanto, cada um sabe o que lhe é viável e escolhe o futuro que lhe acontecerá, mas sem dúvida eles nunca deixarão de ser grandes companheiros e ajudandes!
Escrito por Felipe M.

Ditadura religiosa?

Aleluia!!! O meu blogger voltou a funcionar!!!
Pessoal, me desculpem a ausência, mas meu blogger não conseguia abrir a seção "postagem" desde Segunda; mas cá estou novamente!
Ontem, li uma publicação de minha amiga Laura (Humor negro sem censura) sobre ditadura religiosa cristã no Brasil.
Bom, é o seguinte, no dia 4 de Julho, entrou em vigor uma lei no estado do Rio de Janeiro que obriga as bibliotecas a possuírem no mínimo um exemplar da bíblia.
De fato, Edson Albertassi, deputado do PMDB criou a lei e as bibliotecas e acervos que não possuírem um exemplar da bíblia pagarão uma quantia de R$2130,00; caso seja por reincidência, o valor virá a dobrar. Como reforço ele diz:
“A intenção é que as novas gerações conheçam a Bíblia. Ela proporciona a formação de caráter com nível de excelência

Agora vamos aos detalhes; para início de conversa, o deputado é diácono da igreja Assembléia de Deus, evangélico e se explica com: “O Brasil é um país cristão, e a Bíblia valoriza a família e os princípios de uma sociedade mais justa”.
Caros leitores e leitoras, peço meu perdão caso sejam evangélicos e/ou apoiem a lei do deputado, mas serei sincero:
Ele é um grandissíssimo de um racista preconceituoso religioso. Reforço o "racista"; esta lei pode demonstrar algo que muitos não conseguirão enxergar, pois está muito fundo para ser visto sem análises repetidas.
O Brasil, sempre foi considerado um país laico, ou seja, um país onde o governo se desvincula de religião; esta lei (estúpida por sinal) quebra esta liberdade, a bíblia pode ser sim um livro, mas é um livro religioso. As bibliotecas devem escolher se terão exemplar deste livro ou não; impor um livro para as pessoas é uma forte opressão que pode se tornar algo muito pior (lembram-se do nosso amado Vargas?).
O deputado Edson foi infeliz em muitos aspectos aprovando esta lei:
1- Juntar religião com governo e quebrar o voto "laico"
2- Racista para outras religiões por incitar tal lei
3- Ele diz que a bíblia forma caráter com nível de excelência para aqueles que o lêem e valoriza a família, etc
4- Dizer que o Brasil é um país cristão

Analisemos o 3º e 4º item; a bíblia não gera caráter, muito menos valoriza a família da forma que o deputado expõe. A pessoa deve estar disposta a analisar a bíblia e retirar o que ela diz como um ensinamento; pessoas descrentes não perceberão muitos valores, no meu caso por exemplo (e o de muitos outros que já vi e conheço) a bíblia cita algumas desvirtuações de valores (encesto, traição, etc).
Concordo que existem elas e elas, a bíblia pode não ser meu livro predileto, ou que me atraia, mas concerteza os salmos sã algo de que não abrimos mão aqui em casa, o resto nos é descartável, entretanto, se a pessoa estiver disposta de levá-lo como ensinamentos e guia espiritual, funcionará; mas, e quanto ao Alcorão, os Sutras e todos os outros livros religiosos existentes? Eles não ensinam a pessoa a ser melhor? Não valorizam a família? Muito pelo contrário, exercem exatamente o mesmo que a bíblia.
Quanto ao Brasil ser cristão, grande porcentagem populacional se encontra entre o Candomblé e a Umbanda, e estas duas são as que mais chamam atenção no exterior, especialmente em países europeus.
Afirmar que o Brasil é cristão, afirma que corretos são os cristãos; isso me soa como ofensa e ataque a minha liberdade de expressão e religiosa.
Nascemos livres para fazermos o que desejamos, seguirmos quem desejamos e pensarmos o que desejamos; ateus, politeístas, duo-teístas, judeus, budistas e todos os outros que seguem as mais diversas religiões, deve-se abrir os olhos pois se uma lei tão ofensiva como esta é aceita e entra em vigor, o que mais eles não farão? Voltarão a caçar os hereges e jogá-los em fogueiras da Inquisição?
Grato pela atenção, desculpem-me pela ausência e pelo meu rápido descontrole quanto o assunto e grato também a Laura, cuja publicação me trouxe a notícia.
Abraços enormes e bom fim de semana!
Escrito por Felipe M.

Alice e as Aventuras no País das Maravilhas

Boa tarde visitante, cá estou para mais uma vez entrar em sua casa na tentativa de lhe ensinar algo novo ou simplesmente saciar a curiosidade!
Ontem citei um pequeno trecho do livro "Alice no País das Maravilhas" e pensei:
"Por que não falar sobre este livro? Afinal é uma das minhas tarefas para com o site!". Então vamos falar um pouco sobre ele.

Título do livro: Alice e as Aventuras no País das Maravilhas/ Alice no País das Maravilhas
Escrito por: Lewis Carrol
Ano de publicação: 1865 (e anos posteriores conforme alteração do próprio autor)
País de origem: Inglaterra
Número de capítulos: 12
Páginas: Depende da edição encontrada

Sobre o livro:
De fato, Alice é um clássico mundial e independente de gerações e tempo; sendo que até hoje existem várias estórias (seja filmes, livros, etc) que possuem algum contexto com a obra original. Sobre o livro, não possui nenhum público alvo específico, o próprio autor em uma de suas várias cartas diz que o livro é tanto para crianças como para adultos, mas com idéia original de um público mais infantil.
O livro é repleto de (boas) loucuras, realmente algo que passa na cabeça das crianças mais novas e vários questionamentos "Por que determinada coisa é assim?" "Por que uma palavra significa isso e não aquilo?" e muitas outras coisas.
A estória se volta principalmente sobre a personagem Alice, uma garota de aproximadamente 7 anos (não especificado a idade exata dela) que sempre se questiona sobre o cotidiano ao seu redor e imagina um mundo onde as coisas são bem diferentes da realidade, um mundo "perfeito" segundo ela afirma logo no ínicio. É então que ela descobre uma passagem que a possibilita visitar este lugar e começa a interagir com o mesmo, conhecendo muitos personagens um tanto estranhos e até mesmo engraçados. Para quem gosta de estórias do gênero, irá tirar boas gargalhadas em certos momentos.

Personagens:
Alice: Garota que se questiona sobre o mundo em que vive e cria em sua imaginação um mundo o qual julga "perfeito", em um momento de devaneios, acaba por chegar ao "País das Maravilhas" e descobre que nem tudo é como se imagina mas segue até o fim com extrema coragem (e curiosidade).
Coelho Branco: Um dos moradores do País das Maravilhas, primeiro personagem deste mundo a aparecer. Atiça a curiosidade de Alice por andar com um colete e relógio de bolso e acaba a levando até a passagem do País; fica claro que trabalha para a Rainha de copas e ao contrário de Alice, é desprovido de coragem.
Rato: Um personagem de emoções "secas", por seu carácter, conta estórias que podem secar quem os escuta. Demonstra certa rispidez para com outros personagens.
Dodô: Personagem de carácter de "gentleman", na verdade, usa apenas palavras difíceis para lhe dar um ar de superior.
Bill, o lagarto: Criado do Coelho Branco, um personagem engraçado e confuso; aparece a primeira vez quando Alice se encontra na casa do Coelho e demonstra sua confusão e medo.
Duquesa: Duquesa do País, pessoa ríspida quando em contato com pimenta e concorda com tudo que Alice diz para sempre ter uma moral à encontrar; morais que raramente possuem algum sentido.
Gato de Chesire: O personagem mais independente do livro. Pode aparecer e desaparecer quando deseja e é repleto de frases que ajudam Alice e demonstram certa filosofia (um tanto loucas, mas interessante de se analisar). Quando retratado, aparenta ter uma aparência assustadora.
Chapeleiro: "Louco como um chapeleiro" é a frase que melhor destaca o personagem. Sujeito de personalidade extremamente antipática, faz de tudo para Alice se sentir desconfortável e sair da mesa do chá.
Lebre de Março: "Louco como uma lebre de Março" é a frase que melhor destaca este personagem. Um tanto louco, porém, possui alguma sanidade escondida em algum lugar. De início não suporta a idéia de outra pessoa na hora do chá, mas acaba relevando.
Arganaz: Uma espécie de roedor que se torna personagem. É extremamente sonolenta e por isso, pouco interfere na estória, é utilizado especialmente como almofada pelo Chapeleiro e a Lebre. O nome original é "Dormouse" e algumas versões traduzem como "Dormindonga"; pelo fato de sua sonolência.
Lagarta: Uma lagarta que aparece com seu narguilê e questiona Alice com perguntas que não a levam a lugar nenhum, não presta a menor atenção quando ela o diz algo.
Grifo: Um criado da Rainha, leva Alice até a Tartaruga e conta-lhe uma estória e atua como guia da garota.
Tartaruga Falsa: Pobre tartaruga, um dia já foi uma Tartaruga Verdadeira, viveu no fundo do mar e fazia o que as tartarugas faziam. Aparece apenas para contar uma estória para Alice.
Rainha de Copas: Rainha do País; meiga, mão de ferro e extremamente viciada em decapitações. Tudo para ela é motivo para condenar uma pessoa à guilhotina.
Rei de Copas: Marido da Rainha; fiél à esposa e extremamente dependente; quando atua como juiz no julgamente, precisa ser guiado pelo Coelho por não saber o que deve ser feito.
Valete: Aparece como criado da Rainha, possui importância no fim do livro por causa de seu julgamento.

Análise de alguns personagens:
De início, não há muito sentido em algumas afirmações dos personagens, muito menos neles próprios. O livro foi baseado em algumas amizades de Lewis, e os personagens caracterizam estas pessoas. As expressões utilizadas para o Chapeleiro e a Lebre não possui muito conhecimento aqui no Brasil; na Inglaterra Vitoriana, estas expressões eram usadas para demonstrar a loucura de uma pessoa, sendo que muitos chapeleiros enlouqueciam pela grande quantidade de mercúrio que utilizavam na fabricação de chapéis.
O Dodô é uma personificação do próprio autor, em inglês o nome é "Dodo", uma brincadeira usada a partir do seu nome "Dodgson", já que o autor era gago, ao dizer seu nome, sempre pronunciava "do-do-dodgson".
A Rainha fora demonstrada para que Alice percebesse que mesmo em um lugar onde tudo parece perfeito, existe algo ou alguém que os proíbe a fazer determinadas ações e mostra a punição que devem encarar.
O Gato aparece na primeira ilustração feita em comparação com o British Shorthair, um gato típico inglês que possui a aparência de estarem sempre sorrindo.

Uma análise mais adulta da obra:
O livro conta com a utilização da imaginação infantil, sem dúvida alguma, entretanto, possui algumas questões de análise mais adulta.
O livro mostra uma garota que sonha com o lugar perfeito e acaba encontrando este mesmo lugar; entretanto, com o desenrolar da estória, descobre-se que não é tão perfeito assim; desta forma, analisando os personagens e conceitos abordados, o autor demonstra que não existe um lugar perfeito fora de nossa imaginação; afinal, as pessoas agem conforme suas personalidades e nada podemos mudar quanto a isso.
O Coelho chama muito a atenção pelo fato de seu desespero quanto ao tempo, remete a obrigação e ao prazo de seus serviços, tendo assim a responsabilidade e consciência de uma punição se não cumprir os mesmos.
Creio que o mais interessante seja o capítulo onde a Lagarta aparece, ela questiona a Alice várias coisas, uma delas é a famosa "Quem é você?". Se analisarmos bem, é uma pergunta difícil até para nós respondermos. Quem somos? O que somos? Quem sou eu? Uma pergunta dessa feita à uma criança é certamente inadequada; desta forma, Lewis traz a filosofia junto ao leitor e acaba indiretamente o questionando o mesmo durante a leitura.
A Tartaruga Falsa, um personagem sem muito sentido "Eu já fui uma Tartaruga Verdadeira"; de fato, a Tartaruga seria utilizada em uma sopa para a Rainha. O que acontece é que na época, haviam as sopas de tartaruga e as sopas de tartaruga falsas, elas possuiam a mesma aparência, porém eram feitas com vitela ao invés do animal; dando assim o nome.
Por fim, temos a Rainha de Copas, para o público infantil, uma rainha muito cruel com seus súditos, porém, Lewis a criou com intenção de denunciar o reinado da rainha Elisabeth; que ordenara várias decapitações por motivos sem tamanha importância.
De fato, o livro era destinado às crianças, mas Lewis sabia que muitos que leriam para os filhos seriam os pais; assim, conseguiu adaptar a obra para qualquer faixa etária e mescla questões filosóficas, políticas e até mesmo matemáticas abstratas.
É claro que, sem dúvida alguma, Alice no País das Maravilhas está até hoje com grande fama e reconhecimento por um trabalho árduo e magnífico, conquistou com muito carinho o coração de seus fãs através do mundo e dos anos.
Publicado pelo "Animador"

O Tempo e nós!

Boa noite, prezados visitantes! Como passam este gélido e prazeroso Sábado?
Não pude deixar de ler a publicação do Felipe sobre a banalização para com o Tempo e tenho que concordar que algumas pessoas parecem não se preocupar em administrá-lo ou como administrá-lo, simplesmente o "utilizam" como algo que não necessita sequer ser lembrado. Quantas vezes em seu cotidiano você se lembra de que possui um horário a seguir?
Se você está sempre se lembrando de que existe o Tempo, então você já está fora do "ser fútil" (segundo penso eu).
Aquela postagem em especial me fez lembrar o trecho de um livro (o qual amo) e de certa forma, incertamente correta, há uma noção sobre as ações do Tempo contra quem os mal tratam. Para aqueles que se perguntam, o livro é "As Aventuras de Alice no País das Maravilhas" (comumente conhecido como Alice no País das Maravilhas).
No capítulo VII, "Um chá muito louco", Alice vem a se encontrar com o trio da loucura (Chapeleiro, Lebre de Março e o Arganaz) e por entre as conversas, Alice diz que o trio deveria encontrar algo mais útil para se fazer ao invés de "desperdiçar o tempo com charadas sem respostas"; em rebate, o Chapeleiro responde:
"Se você conhecesse o Tempo como eu conheço, não falaria em desperdiçá-lo, como se fosse uma coisa. É um senhor!".
Neste trecho, pode-se concluir uma coisa; ou Lewis (o escritor) era louco, ou de certa forma, há uma rápida demonstração de que o Tempo necessita ser repeitado. Continuando, há uma rápida explicação do porquê de viverem em eterna hora do chá, onde ele conta sobre sua apresentação à Rainha de Copas e segue:
"Bem, eu mal tinha acabado o primeiro verso, quando a Rainha berrou: Ele está matando o Tempo! Cortem a cabeça!... Agora são sempre seis horas!"
Neste trecho do livro, fica claro que o Tempo se revolta com o ato do Chapeleiro de simplesmente ocupar o Tempo das outras pessoas e o prende eternamente às seis horas, sendo assim, o Tempo não mais existia em sua vida. É claro que isso é absurdo de acontecer na realidade, porém, vamos analisar filosoficamente este contexto.
O Tempo de fato possui "personalidade" e nos afeta diretamente; talvez por obras de desejo "pessoal" ou por motivos de nossa mente. Vejamos, quando nos encontramos em uma festa cheia de animação e tudo mais que uma festa possa ter, o tempo parece voar e quando vemos, já se passaram horas; agora lembre-se de uma festa, reunião ou algo que estava extremamente entediante, o que acontece? O tempo demora a passar e parece durar uma infinidade aquele momento te corroendo, fazendo-o se sentir inquieto, a impaciência lhe consumindo, as vozes perfurando seus ouvidos como agulhas e... Continuando, o tempo se modifica conforme consideramos que a situação nos parece.
O que quero dizer é que, pessoas que jamais se preocupam com o Tempo, acabam se banalizando; a futilidade é um vírus que infecta quem não se preocupa com o agora e com planejamentos ou administração de seu tempo. Não digo que a pessoa deve fazer um cronograma de sua vida e seguir à risca, mas deve-se ter uma noção para se adequar e poder cumprir com os próprios deveres.
O que seria de nós se não houvessem prazos à serem seguidos, datas de entrega de algum trabalho, agendamento para algum encontro ou algo do gênero? Não teríamos nada disso, muitas pessoas simplesmente se acomodariam a tal ponto, que não fariam nada além de comer, dormir e usar o banheiro (ainda me questiono se muitos ainda se preocupariam em ir até ele).
Pois bem, as pessoas que não se preocupam com um prazo, um tempo a ser seguido, definitivamente não possuem preocupações e acabam sendo vistas como preguiçosas; despreocupadas ou até mesmo loucas; sem contar o fato de muitas acabarem procurando algo para "matarem" o tempo pois ele se estende tanto que o tédio é visível na face destas pessoas, por fim, devem encontrar algo para se distraírem.
Esta distração os leva para pesquisas de piadas, imagens sem nexo e vídeos sem conteúdo algum e pensam ser algo seriamente agradável para eles e para se livrarem do tédio, o que não passa de uma falsa verdade.
Até a próxima publicação e grato pela atenção!
 Publicado pelo "Animador"

Para ler:

Olá caros amigos que por este Baú passam!
Fuçando nos fundos deste Baú, encontrei um livro muito interessante: Antologia Poética (Vinícius de Moraes).
O livro possui 326 páginas e possui os mais diversos poemas e sonetos escritos por este escritor tão maravilhoso (o qual me inspira ao ler suas obras).
O livro possui duas edições; a primeira lançada e a versão "Vestibular" (imagem da foto), mas a diferença é um único poema e que a nova versão é encontrada com mais facilidade.
Nas lojas, o livro pode ser adquirido por apenas R$19,90; sendo este o mais caro e o mais barato pode ser comprado por R$16,90.
Valhe a pena esta aquisição e aconselho a todos para lerem! Uma dica, procurem também em Sebos, sempre se encontram livros ótimos, em bom estado e muito mais baratos do que em livrarias.
Um enorme abraço de seu Baúzeiro e lhes desejo um ótimo fim de semana!
Escrito por Felipe M.

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