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Altares: O que são e para que servem

Olá pessoal, tudo bem?
Depois de muito tempo longe, muitos aprendizados e muitas práticas, estou hoje com um tempinho livre, então que tal conversarmos sobre algo que é da curiosidade de muitos e do conhecimento de poucos.
Quando falamos em magia, logo pensamos em varinhas mágicas, livros secretos e diversas outras situações, mas muitos se esquecem ou sequer lembram de um pilar fundamental para todo bruxo: o Altar.
Mas, o que são os altares?
Os altares são locais específicos de um recinto (seja um quarto, a sala, um local próprio no jardim, etc) onde o bruxo possa ter contato com o que lhe é mais importante, seus utensílios e sua própria energia. Os altares são sempre montados com quatro itens principais, independente de vertente seguida (grega, egípcia, wicca, antiga tradição, etc.) e sempre com alguns toques mais especiais e pessoais que variam de acordo com cada pessoa e também a época do ano em que nos encontramos.
Em resumo, podemos afirmar que o altar é o local de força do bruxo, lá se encontram as representações dos 4 Elementos e alguns dos itens de poder do bruxo e outros objetos, tais como estátuas ou itens que sejam de algum valor (para o proprietário). Além de todo o simbolismo unificado por cada pequeno detalhe e ínfimo objeto, o altar é um ponto de paz do bruxo proprietário, sendo que ali são ralizadas grande parte das orações, meditações e até mesmo alguns pequenos rituais indivíduais; com tais práticas e contato, assim como em qualquer outro ponto da magia, o altar tomará as energias do bruxo para junto de si e ambos estarão conectados por um vínculo vibracional/energético único do ser. Esta conexão se dá pela dedicação e o cuidado, sendo que após algum tempo de contato entre o praticante de magia e seu altar, a pessoa se torna seu altar, podendo recorrer ao mesmo em locais distantes, outros cômodos ou até mesmo kilômetros, afinal, ambos se tornam como um único ser, uma única vibração.
Eu, em meus aprendizados e estudos, classifico os altares como três especificos:
1- O altar Sabático/Esbático: Altares dedicados para montagem e realizações dos rituais e dedicações que ocorrem durante o período dos Sabbaths ou Esbaths (datas do ano que se caracterizam pela movimentação solar e lunar, respectivamente). São muito exclusivos de cada um por conter oferendas variadas e decorações também conforme o gosto de quem o prepara; mas são de maior regimento, devem ser montados e desmontados em datas específicas, conforme a data em questão, deve conter cores determinadas e alguns objetos próprios. (P. ex. Samhain, deve ser montado em 31 de Outubro e desmontado em 1 de Novembro [pode haver uma flexão de maior data conforme o que será feito pelo bruxo] e devem conter alguns detalhes com coloração negra, roxa ou laranja; sendo obrigatório ao menos uma delas)
2-O altar espiritual: São altares físicos (podemos tocar) mas que se dedicam aos seres Superiores, são montados de acordo com o que se dedica, podem ser feitos para os antepassados (muito comum os japoneses terem este tipo, tendo como principal item as espadas ou vestimentas dos ancestrais), ou até mesmo divindades específicas, podendo haver também um altar para o guardião da pessoa, da residência, um guia espiritual, elfos, dragões, etc. Não necessitam especificamente da presença dos 4 Elementos (como no dos antepassados), mas nos demais, como dragões, é exigido a presença destes itens e o altar é montado conforme eles solicitam; poucas vezes dão liberdade para o bruxo decorar como deseja, quando há tal possibilidade, não é permitido nenhuma forma de exagero.
3-O altar pessoal: Esse é o famoso altar que vemos em filmes, livros e tudo mais ligado a magia. É o altar pessoal do bruxo em questão, ali se depositam seus objetos e forças; é montado em honra aos 4 Elementos e a si mesmo, é de criação livre e não exige um local específico, sendo do tamanho necessário; seja uma mesa própria, uma bancada na sala, ou até mesmo dentro de alguma repartição do guarda-roupas para que os demais residentes não vejam (pois existem famílias que não aceitam, etc).
 
Os altares possuem o mesmo objetivo, honrar a algo ou alguém; como a igreja é para um cristão, o altar seria para o bruxo (fazendo uma comparação bem grosseira); ali se dedicam as preces, meditações e especialmente a honra ao Superior e a si mesmo.
Pontos importantes são de total conhecimento para quem possui um altar:
-Apesar dos itens serem seus (como no caso do pessoal), ou seja, não dedicado à um deus ou entidade, são objetos sagrados, não podem ser utilizados em motivos de propósitos diferenciados;
-Quanto menos amostra estiver, melhor; por ser algo muito pessoal, quem deve ter contato é você e apenas você;
-Altares coletivos são diferenciados, se criar um altar para a residência onde todos terão acesso e o utilizarão, tenha em mente que sua montagem e preparo mágico é diferenciado de um altar pessoal, espiritual ou outros; cada um tem seu modo de ser montado e consagrado;
-Altares devem ser de posse para os inicados que passaram pelo rito de consagração, mesmo assim, com o tempo que lhe é pedido a montagem do altar, muitas vezes meses são passados para que seja necessário montar seu altar sagrado;
-Altares atraem o que ele foi montado para atrair; sejam energias ou seres.
Ter um altar é muito bonito, gratificante, mas exige responsabilidades; e cuidar deles não é fácil. Jamais monte um altar sem a confirmação de seu mentor(a), sua presença na residência pode acarretar problemas diversos de acordo com a montagem. Um exemplo é de uma conhecida, uma moça chamada I.S. demonstrou curiosidade em mitos e vida mágica, conversou com um bruxo e este comentou que acabara de limpar o altar e conversaram sobre gnomos; quando ela encerra as diversas dúvidas sobre a existência de gnomos, ela então decreta "Vou montar meu altar, gosto tanto de Gnomos".
O bruxo em questão a explicou que não devia ser realizado jamais, ela desejava montar um altar em honra para seres as quais ela sequer acreditava na existência, não conhece nada sobre os seres e é católica praticante; qual seria o problema na montagem do altar?
De início, a falta de conhecimento dela por não saber quais as capacidades de tais seres; ela realizar a montagem de tal altar seria como um faról dentro de sua residência de forma a atrair os mesmos para a casa e poderem se tornar descontrolados; o fato de ser católica pode acarretar no medo caso haja a percepção de tais seres na casa e isso desencadearia reações de rebeldia e até casos graves de "poltergeist", muitos dos exorcismos de elementais das residências se dá por pessoas leigas montarem altares e convocarem tais presenças; o fato de maior agravância é que gnomos (e outros elementais) não se subordinarão as palavras de padres, muito menos responderão ao nome de Jesus Cristo ou do Deus cristão; sendo obrigatória a presença de um sacerdote da magia para o banimento.
Em término, o altar é um ponto que requer cuidados no preparo e manutenção para que possa ceder a pessoa um bem estar e tudo mais o que ele vier a necessitar no futuro; portanto, se você não é um iniciado ou se é leigo no assunto e se interessa por curiosidade, não tente mexer com situações além da possibilidade de seu controle; montar um altar é abrir uma porta; a questão é que nunca sabemos para onde estas portas podem nos levar.
Um enorme abraço para você, caro leitor e até a próxima lição!
Escrito por Felipe M.


Livro das Sombras

Bom, como este mês me é especial, gostaria de falar sobre muitas coisas que são especiais para pessoas como magos, bruxas, etc.
Os praticantes de magia possuem grandes potenciais, porém, possuem também grandes objetos; os quais falarei aos poucos até serem listados grande maioria e falarei sobre as importâncias deles para os praticantes; mas, tudo ao seu tempo.
Quando você ouve falarem em objetos importantes de bruxos (e bruxas também), o que lhe vem em mente como principal? Uma varinha? Um caldeirão? Um livro?
Pois bem, se você pensa que é um livro,  está mais do que correto; entretanto, não é um livro qualquer, muito menos um livro o qual as pessoas encontram em qualquer local para serem vendidos, seu conteúdo é restrito e muitas vezes, impossível de ser lido por olhos curiosos e alheios.
Pois bem, vamos começar sa falar tal ser tão especial.

São conhecidos por quais nomes?
Livro das Sombras, Grimório, Livro, BOS, Book of Shadows e Grimoire.

Qual a finalidade de um BOS?
O Livro das Sombras, apesar de um nome "sombrio", não é o que aparenta para muitos; ao ovirem Livro das Sombras, muitos já pensam em maldades e coisas do "Diabo", afinal, se é "das Sombras", não pode ser bom.
Mas eis o ponto, este Livro não pertence às Sombras, ele se esconde nelas; este nome foi dado por ser de extrema necessidade de um bruxo escondê-lo de qualquer pessoa, sejam familiares, filhos, esposas, amigos e todos os demais; então, se ele se esconde na escuridão, qual a possibilidade de ser encontrado?
Todos os bruxos e praticantes sérios não demonstram seu livro como uma relíquia ou como um troféu, eles sequer o mostram, não tiram fotos (mesmo que fiquem guardadas) e nem saem falando para as pessoas como ele é ou onde está; tal forma de agir é pelo que o Livro contém, neles são escritos todos os segredos que os seus proprietários adquiriram durante a vida. As palavras que ali são escritas revelam encantamentos, misturas (poções) e até mesmo o conhecimento puro e refinado que fora adquirido pela pessoa, sendo assim, toda a vida e força dele está ali no livro, portanto, é necessário um cuidado maior do que com qualquer outro objeto.
Sobre o conteúdo ser (usando esteriótipos) Bom ou Mal, voltado pra Luz ou Trevas, depende do proprietário, quais os pensamentos, desejos e o que ele pretende realizar e praticar.

O Grimório tem vida?
Em muitos filmes e livros vemos bruxas (quase sempre malignas) com seus livros e estes, por sua vez, possuem vida. Citando aqui alguns filmes que demonstram de forma bem interessante este fato, temos "Abracadabra" e até mesmo o filme nacional "Castelo Rá-Tim-Bum"; ambos demontram os Livros como realmente são; no primeiro, temos um livro extremamente consciente e que tenta retornar a sua proprietária de forma persistente e até colocando os jovens em perigo; já no segundo filme, há uma demonstração de como o Livro adquire vida e por um rápido instante, a conversação entre escritor e Livro.
Estes livros possuem sim vida, mas existem graus variados; novamente depende do proprietário e como ele se dedica. Tais Livros, em certos momentos deixam de ser objetos comuns e podem até mesmo adquirir personalidades e transmitir pensamentos para seu dono em forma de ajudar em alguma dúvida ou situação.

Como o Livro atua?
O Livro tem alguns aspectos principais, tais como carregar os escritos de seu mestre e principalmente protegê-los; mas para que isso ocorra, são necessários que hajam escritas e ao primeiro momento em que você se dedicar a escrever, o livro terá seu primeiro toque de vida.
Após tempos e escritas, o livro irá amadurecer como guardião e companheiro, adquirindo personalidade de seu dono ou (em alguns casos) personalidade própria; e apesar de não ter capacidades de se defender sozinho em determinados aspectos, ele pode se tornar mais pesado para evitar que seja locomovido, causar problemas para aquele que tenta matar a curiosidade nele, evitar alguma forma de abertura de forma que pareça trancado e até mesmo algum ataque psicológico em quem tente lhe roubar.

Um pouco da história de sua origem:
Antigamente muita das tradições e conhecimentos eram transpassados de forma oral, portanto, haviam riscos de serem perdidos através dos anos por falha da memória e por distorção das pessoas ao contar para as próximas.
Em quesito de magia, o assunto é mais delicado e vital para seu praticante, esquecer-se de uma única palavra de um encantamento pode levar a ruína de sua vida; então, a escrita se tornou parceira dos praticantes. O primeiro livro de encantamentos que se tem conhecimento fora escrito na região da Mesopotâmia (atual Iraque) datado de 500-400 A.C. e contava com diversas tábuas feitas em madeira com escritas cuneiformes.
Com o passar do tempo, diversas outras civilizações chegaram a mesma conclusão de que a escrita era a salvação contra problemas de esquecimento posteriores, e no Egito, a prática também foi adotada e ia além de Livros, encantamentos também eram escritos em amuletos e até objetos de forma que se houvesse falta de papiro, pudesse perpetuar o conhecimento, afinal, estaria escrito.
Com o passar dos anos, a Grécia (de forma um tanto tardia) começou a empregar-se dos Livros e tal prática fora adotada pelos Macedônicos, que vieram a se mesclar com os egípcios, de forma que em 332 A.C. foi aberta a primeira biblioteca de Alexandria, que visava principalmente conter tais livros para conhecimento geral.
Contam-se Grimórios também na tradição Judia, de uma forma mais rara, porém existente; e até mesmo o Cristianismo apresentou um em sua história.

No período Medieval:
Nesta época, a prática da escrita nos livros passou a se disseminar por quase toda a Europa (ironicamente no mesmo período em que foram proibidas as práticas mágicas); apesar de a Igreja monopolizar a escrita e leitura, muitos dos então chamados bruxos encontravam caminho na sabedoria e inteligência; ou seja, eles passaram a escrever seus livros com códigos secretos que apenas ele entenderia e foram adotadas também a tradição de gravuras, de forma a servirem como mapas e não meras decorações.
Infelizmente, muitos destes livros foram perdidos durante a Inquisição e o conhecimento ou fora perdido, ou perpetuado por algum aprendiz secreto, lembrando que a própria Igreja tomou posse de alguns livros os quais julgaram interessantes para utilizações próprias.

Período Moderno:
Os Livros passaram a ser reescritos e a tradição renovada junto ao Renascença e o Iluminismo; as práticas de magia se tornaram mais amplas e um tanto mais comum, de forma que as pessoas perpetuaam esta tradição e a prática foi utilizada principalmente por praticantes de Hermetismo e Alquimia; aos quais, muitos dos conhecimentos escritos naqueles livros, nos é conhecido hoje.

Nos tempos atuais:
Os Livros continuam sendo usados, infelizmente, alguns não o protegem como realmente deveriam e acabam expondo até mesmo ele aberto em fotos na internet ou como um troféu aos amigos.
Entretanto, cada um sabe o que lhe é viável e escolhe o futuro que lhe acontecerá, mas sem dúvida eles nunca deixarão de ser grandes companheiros e ajudandes!
Escrito por Felipe M.

Cerridwen, deusa de poder e sabedoria

Ceridwen ou Cerridwen (lê-se Quériduen) é a deusa celta de alta hierarquia perante a sociedade celta; sua hierarquia se sobressai apenas em deitades femininas, sendo que masculinas se sobressaem Lugh e Dagda.
Muitos afirmam que Morrighan se encontra em status próximo à deusa, outros dizem que está um abaixo ou acima, depende da filosofia da vida de quem a conhece; é muito ligada a Porca Branca (não é uma comparação ofensiva), pois diz-se que a deusa prefere a forma de Porca selvagem para observar os mortais, tende sido representada assim em diversos contos.

Atributos divinos:
Cerridwen é a deusa da vidência e da magia, tendo adquirido a posição de rainha e protetora da prática e de seus praticantes. É também deusa do conhecimento, tanto mágico como geral; e ao contrário de muitos deuses, possui a habilidade de se transmutar em plantas ou outros animais, deusa da morte e renascimento, fúria, intuição, transformação (espiritual, psicológica, etc) e inspiração.

Importância na tribo de Danna:
Cerridwen é a deusa de maior importância para os demais deuses, isto acontece por seu dom de magia. Antes dos deuses serem imortais, eles decidiram que cada integrante da tribo trabalharia e pesquisaria um meio de simples homens e mulheres se tornarem divindades; quem conseguiu tal proeza foi o cozinheiro que criou a bebida divina, dando imortalidade aquele que a bebesse. Tal cozinheiro fora aprendiz de Cerridwen quando ainda novo, aprendendo um pouco de magia e receitas.
A deusa ficou feliz por seu aprendiz, porém a bebida não evitava o envelhecimento, foi então que a deusa o aprimorou e criou juntamente a poção de sabedoria. Mas, como ela não desejava que todos conhecessem suas magias e poções, trabalhou em diversas poções de conhecimento, onde cada uma cedia um conhecimento específico; originando assim o conhecimento de cada deus.
Ela é a guardiã dos segredos divinos, dos segredos no Universo e é ela quem encanta as armas e ferramentas que são usadas pelos seus irmãos de alma (deuses).

Cerridwen e Gwion:
Certa vez, Cerridwen decidiu dar ao seu filho Affagdu um presente supremo; ela havia decidido compartilhar com ele o segredo do Universo e dos deuses. Ela começou a preparar a poção de conhecimento e depois de dias produzindo a bebida, foi chamada por Dagda para uma reunião sobre o ataque que haviam sofrido dos Fomore; a deusa formou o círculo de proteção sobre o caldeirão, porém ele evitaria espíritos e seres mágicos de atravessarem o círculo e se aproximarem do caldeirão, ela então deixou o jovem Gwion, seu ajudante humano, a cuidar do caldeirão contra a aproximação de qualquer outro ser.
O jovem lá ficou e cuidou do caldeirão, atento a tudo e a todos, foi então que viu algumas gotas escorrendo pela lateral do caldeirão e decidiu experimentar o sabor; passou o dedo nas gotas e as levou direto para a língua, Cerridwen, de longe esbravejou contra o seu ajudante traidor e abandonou os demais deuses para caçar o jovem ingrato.
Gwion havia adquirido o dom da vidência e o conhecimento das magias e poções, além de onde encontrar os deuses sempre que desejasse, apenas com três gotas; ele sabia que sua mestre viria furiosa para destruí-lo, foi então que correu entre os bosques e se escondeu.
Cerrdiwen não se deixava fazer de boba, muito menos ser enganada, ela sabia cada movimento do pequeno rapaz e correu atrás dele; o rapaz pensou em um plano, se camuflar entre rebanhos e manadas selvagens, ele se transmutava e a deusa tinha de procurar um por um, pois sabia que um daqueles animais era o jovem, mas, qual deles?
Gwion se tornava um pequeno rato e Cerridwen se tornava uma terrível águia, se ele se transmutasse em um coelho, ela se tornava uma raposa e assim por diante. Depois de dias sem sucesso, a deusa decidiu seguir o rapaz, mas não atacá-lo; esperar o momento certo, ela se transformou em um porco branco e seguiu o rapaz que não desconfiava de nada.
Ele teve o pensamento de retornar ao caldeirão e beber mais da poção (ou destruí-la, segundo outras fontes), quando se aproximou Cerridwen deu seu grito gélido de vitória e o rapaz, sem onde correr, entrou na dispença da deusa e se transmutou em um grão caído no chão. A deusa, sem mais delongas, se tornou uma galinha e devorou Gwion, acabando com sua vingaça e fúria.

Cerridwen e Taliesen:
Após nove longos meses que engolira Gwion, a deusa deu a luz para um bebê mortal e que se tornaria grande e conhecido perante eras e civilizações.
Cerridwen ficou horrorizada com o que havia acontecido, ela deu a luz aquele quem havia matado; ela foi o caminho para o jovem renascer; sua fúria se tronou clara naquela noite de Samhain e seus olhos viam aquele bebê implorando pela morte, entretanto, a consciência dela falou mais alto. Ela já obteve a vingança tão esperada, se ela deu luz ao jovem que assassinou, era a forma dela pagar pelo ato cometido.
Sem dúvida, ela decidiu não matar aquele bebê indefeso, porém não aceitava ficar com ele; ela correu ao mar e colocou o bebê em uma cesta e o deixou a mercê do mar, se o bebê morresse, ela não estaria diretamente ligada, e sim o Destino, por deixar que aquele bebê morresse. Mac Lir (deus dos mares) viu tal cesta com um bebê e decidiu afastar a criança que chorava desesperadamente, suas ondas levaram o bebê para a praia, onde Elffin, um príncipe celta, encontrou a cesta e decidiu levar a criança ao castelo.
O menino cresceu sadio e cheio de vigor, quando começou a frequentar o círculo dos sacerdotes reais, eles previram que o jovem era filho da deusa e avisaram Elffin (já então rei); a deusa surgiu na sala do trono e ordenou que o jovem jamais soubesse aquela descendência, se não, todo o reino seria destruído.
Elffin contou então ao jovem que seu pai era um deus da Natureza e que a mãe havia morrido logo após ao parto, deixando o jovem um tanto triste, mas repleto de vigor por saber ser descendente de um deus. Com os anos, Taliesen se tornou o bardo da corte de Elffin.
Certa vez, Elffin fora capturado pelo rei de gales e foi preso por correntes mágicas. Taliesen então propôs uma disputa de discursos, quem vencesse, teria Elffin livro ou preso; foi então que seu sangue ferveu e aquelas três gotas de poção se demonstraram presentes, enraizadas em seu coração e sua mente. Começou a discursar e sua eloquência foi tão bela e tão poderosa que o rei concordou em sua derrota mas não soltaria aquelas correntes mágicas; Taliesen disse:
"Não necessito que soltes meu rei, tuas correntes são mágicas, mas meu conhecimento é muito mais."; então as correntes se soltaram e libertaram o rei preso.
Taliesen foi nomeado como o bruxo e seu conhecimento o levou até o posto de Merlin (sacerdote supremo); quando Elffin morreu pela idade, Taliesen pressentiu um rei que necessitaria de sua ajuda, encontrando assim Arthur e se tornando seu melhor amigo e conselheiro.

Como era representada?
Cerridwen era muitas vezes representada como uma simples mulher, não tão jovem, mas não idosa. Ela era chamada de "A Anciã", por ser a mais velha da tribo de Danna e é associada à fase Negra da Lua (Lua Minguante e Nova); muitas vezes era representada como uma porca branca (também um javali) ou um caldeirão.

Objeto Mágico:
Cerridwen possui um caldeirão mágico, o qual está repleto de poder e magia; é ele quem a ajuda a produzir as poções necessárias. Alguns contos dizem que o caldeirão possui desejos próprios e vida, sendo que muitas vezes, ele começa a preparar a poção apenas pelo simples pedido da deusa. Quando ele se enche, qualquer objeto mergulhado se torna divino e mágico, adquirindo também vida.

Na atualidade:
Cerridwen está muito presente nos dias de hoje pelos politeísta e panteístas, assim como pela Wicca. Ela não recebe um festival próprio, porém, em cada prática, movimento e ações que praticamos que envolva magia, ela está a nos observar e a se fortalecer por praticarmos a arte que ela nos possibilitou aprender.
Alguns historiadores dizem que o rei Arthur fora influenciado por Merlin (Taliesen) a procurar o Santo Graal; mas com o cristianismo crescendo, ele acreditou que era alguma forma de taça, foi então que em sua morte, Taliesin abriu caminhos para Avalon (onde apenas deuses poderiam ir) e disse que o Santo Graal não era uma taça, mas sim o caldeirão da deusa.
Perante os crentes, o fato de um "santo graal" ser o caldeirão da deusa não é impossível, sendo que o Caldeirão dela era o objeto que gerava a vida, o conhecimento e os dons de todo o mundo e divindades.
Por hoje, fico por aqui com um enorme abraço e preparado para esta Segunda-Feira repleta de forças!
Escrito por Felipe M.

Como está sua criança interior?

Olá rapazes e garotas de todas as idades, como estão?
Quero parabenizá-los por este dia das crianças (mesmo sendo todos os dias), pois são elas quem possuem o futuro em mãos e somos nós quem devemos ensiná-las corretamente para que o futuro possua esperança e paz.
Para quem é de boas vibrações quanto ao futuro, ensine seus filhos e crianças sobre como viverem o hoje e pensarem no amanhã; já quem é assim como eu, ensine os pequenos a continuarem as tradições familiares e as demais tradições que estão enraízadas em nossos corações e, por exemplos como este, sobreviveram até hoje neste mundo.
Mas quanto a você, seja lá qual idade possui, ainda se lembra que aí dentro de seu peito possui uma criança? Esqueceu-se de que já fora uma criança bem pequena a qual temina os trovões ou o escuro? E quanto aos brinquedos e/ou ursinhos?
Pois bem, todos nós já fomos crianças um dia, alguns por mais tempo que outros, já alguns parecem eternas crianças; mas não digo quanto ao amadurecimento, quero dizer quanto ao interior, nossos corações e nossas almas. Mesmo os mais velhos possuem crianças interiores e devem (muitas vezes) seguir tais impulsos para uma vida mais alegre e tranquila.
Atualmente, a preocupação e correria são tantas que acabamos por ter cotidianos estressantes e, por fim, nossas energias se esgotam trazendo tristezas e fraquezas. Como mudar isso? Muitas vezes, mesmo depois de crescidos, ainda temos algo que nos remete à nossa infância, algo que nos acalma e para muitos pode parecer algo tão sem valor, mas para nosso mundo é algo tão perfeito e mágico. Seja um abraço bem apertado, um perfume, algum doce (por exemplo, Dip'nLik) ou até mesmo algum objeto ou mania por lençóis ou ursinhos, até mesmo colecionar bonecos de ação.
Tudo isso, quando valorizados, valorizam nossa criança interior, e por fim, temos uma auto-valorização; nos dando mais energia e vigor para seguirmos em frente em nossas vidas. Vejam que, pode lhes parecer um assunto banal, sem importância, mas vejam que até em psicologia existem tratamentos à base de regressão. O tratamento que aborda a regressão nada mais é do que levar a pessoa à um estado profundo de consciência (seja por hipnose ou outras técnicas) e resgatar a criança interior do paciente; dar força para esta criança abandonada e fraca. Veja bem, a criança interior é parte de você, parte de sua consciência e sua alma, se você a esquece e não a fortifica, você está se esquecendo de parte do "quem sou eu" e está se enfraquecendo voluntariamente e tornar-se-á mais incapacitado de enfrentar problemas futuros; seja um obstáculo pscicológico como algo físico.
Crianças são um símbolo de perseverança e constante mudanças, se elas tentam algo melhor, podem se tornar grandes homens/mulheres que farão algo para ajudar o próximo (quem sabe ganhar um Nobel?) e a mudança, como já disseram, o ser humano nasce como uma lousa em branco; cada ação de sua vida e pensamento o mudará de acordo com o que pensa ser correto.
Nós, adultos, muitas vezes calamos nossa criança interior e o que acontece? Parecemos não ter o tão esperado sucesso em nossa ações e há o descontentamento por tal falha ter ocorrido.
Por isso eu digo, alegre sua criança interior, coma uma fatia de bolo, abrace aquele ursinho que deve estar guardado em algum lugar do guarda-roupas, pegue seus bonecos de ação com os olhares curiosos que os vêem e desejam brincar as mil e uma aventuras e a faça feliz ao menos nesta data, seja feliz em um grau muito mais elevado ao menos nesta data.
Já vocês que "perderam" sua criança interior há muito tempo, tentem recuperá-la; façam o possível e sempre a procurem em locais os quais vocês se esconderiam se estivessem sozinhos (metafóricamente falando).
Aqui me despeço e desejo a todos uma ótima noite e uma busca bem sucedida à sua criança.
Escrito por Felipe M.

Ditadura religiosa?

Aleluia!!! O meu blogger voltou a funcionar!!!
Pessoal, me desculpem a ausência, mas meu blogger não conseguia abrir a seção "postagem" desde Segunda; mas cá estou novamente!
Ontem, li uma publicação de minha amiga Laura (Humor negro sem censura) sobre ditadura religiosa cristã no Brasil.
Bom, é o seguinte, no dia 4 de Julho, entrou em vigor uma lei no estado do Rio de Janeiro que obriga as bibliotecas a possuírem no mínimo um exemplar da bíblia.
De fato, Edson Albertassi, deputado do PMDB criou a lei e as bibliotecas e acervos que não possuírem um exemplar da bíblia pagarão uma quantia de R$2130,00; caso seja por reincidência, o valor virá a dobrar. Como reforço ele diz:
“A intenção é que as novas gerações conheçam a Bíblia. Ela proporciona a formação de caráter com nível de excelência

Agora vamos aos detalhes; para início de conversa, o deputado é diácono da igreja Assembléia de Deus, evangélico e se explica com: “O Brasil é um país cristão, e a Bíblia valoriza a família e os princípios de uma sociedade mais justa”.
Caros leitores e leitoras, peço meu perdão caso sejam evangélicos e/ou apoiem a lei do deputado, mas serei sincero:
Ele é um grandissíssimo de um racista preconceituoso religioso. Reforço o "racista"; esta lei pode demonstrar algo que muitos não conseguirão enxergar, pois está muito fundo para ser visto sem análises repetidas.
O Brasil, sempre foi considerado um país laico, ou seja, um país onde o governo se desvincula de religião; esta lei (estúpida por sinal) quebra esta liberdade, a bíblia pode ser sim um livro, mas é um livro religioso. As bibliotecas devem escolher se terão exemplar deste livro ou não; impor um livro para as pessoas é uma forte opressão que pode se tornar algo muito pior (lembram-se do nosso amado Vargas?).
O deputado Edson foi infeliz em muitos aspectos aprovando esta lei:
1- Juntar religião com governo e quebrar o voto "laico"
2- Racista para outras religiões por incitar tal lei
3- Ele diz que a bíblia forma caráter com nível de excelência para aqueles que o lêem e valoriza a família, etc
4- Dizer que o Brasil é um país cristão

Analisemos o 3º e 4º item; a bíblia não gera caráter, muito menos valoriza a família da forma que o deputado expõe. A pessoa deve estar disposta a analisar a bíblia e retirar o que ela diz como um ensinamento; pessoas descrentes não perceberão muitos valores, no meu caso por exemplo (e o de muitos outros que já vi e conheço) a bíblia cita algumas desvirtuações de valores (encesto, traição, etc).
Concordo que existem elas e elas, a bíblia pode não ser meu livro predileto, ou que me atraia, mas concerteza os salmos sã algo de que não abrimos mão aqui em casa, o resto nos é descartável, entretanto, se a pessoa estiver disposta de levá-lo como ensinamentos e guia espiritual, funcionará; mas, e quanto ao Alcorão, os Sutras e todos os outros livros religiosos existentes? Eles não ensinam a pessoa a ser melhor? Não valorizam a família? Muito pelo contrário, exercem exatamente o mesmo que a bíblia.
Quanto ao Brasil ser cristão, grande porcentagem populacional se encontra entre o Candomblé e a Umbanda, e estas duas são as que mais chamam atenção no exterior, especialmente em países europeus.
Afirmar que o Brasil é cristão, afirma que corretos são os cristãos; isso me soa como ofensa e ataque a minha liberdade de expressão e religiosa.
Nascemos livres para fazermos o que desejamos, seguirmos quem desejamos e pensarmos o que desejamos; ateus, politeístas, duo-teístas, judeus, budistas e todos os outros que seguem as mais diversas religiões, deve-se abrir os olhos pois se uma lei tão ofensiva como esta é aceita e entra em vigor, o que mais eles não farão? Voltarão a caçar os hereges e jogá-los em fogueiras da Inquisição?
Grato pela atenção, desculpem-me pela ausência e pelo meu rápido descontrole quanto o assunto e grato também a Laura, cuja publicação me trouxe a notícia.
Abraços enormes e bom fim de semana!
Escrito por Felipe M.

A Igreja Católica e seus atos "puritanos"

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Andei sumido por causa dos estudos (e ainda tenho muito que estudar), porém, resolvi tirar um tempo pro Baú; estava com saudades de vocês, meus leitores!
Para retomar com força total, vou falar sobre a Igreja Católica; já que uma enquete perguntou as religiões que atraem interesse, e o catolicismo está entre os primeiros e disse que falaria um pouco sobre cada uma, aqui estou!
Antes de iniciarmos, gostaria de deixar BEM CLARO aos leitores; não escrevo para depreciação de nenhuma religião ou indivíduo, não sou a favor de disputas religiosas, respeito as religiões e exijo o mesmo e não o que se segue abaixo não é uma tentativa de depreciar ou apedrejar a igreja Católica.
Enfim, como é uma religião bem disseminada na atualidade, vou colocar algo que tenha mais a ver com com o blog; resumindo, contar de onde surgiram determinadas datas, crenças e de onde se basearam.

Disseminação do catolicismo:
Como sabemos, o catolicismo não é tão antigo como muitas outras religiões as quais cito no Baú; mas quando algo novo surge, o que pode impedí-lo de ser disseminado por entre as pessoas?
A resposta é simples, algo que já domina estas mesmas pessoas. Como ato inicial, os católicos se puseram a pesquisar qualquer brecha que poderiam se adentrar nas religiões já existentes e começar o seu domínio religioso. Abaixo seguem como adquiriram fiéis e como se aproximaram dos demais.

Catolicismo X Gregos:
Sem dúvida, e comprovada pelos historiadores, o catolicismo na região de domínio grego foi um dos menos violentos da história católica. Existiram sim guerras e batalhas contra os católicos, mas foi considerada (pelos gregos) como uma guerra entre divindades; por quê?
Na cidade de Delfos, cidade cujo patrono era Apollo, além dos templos erguidos para o deus e seu oráculo, havia um templo muito específico criado próximo das fronteiras da cidade; este templo quase nunca é lembrado atualmente, mas contribui muito para a história do politeísmo grego e início do catolicismo. Este templo não possuia nome, muito menos uma divindade específica.
Certa vez, o oráculo de Delfos (o oráculo mais preciso e misterioso já existente) profetizou:
"Uma nova divindade surgiu, mas vive encoberto por uma densa nuvem e prefere se encontrar nas sombras para que não seja conhecido, ainda. Ele exigirá cuidados como os demais deuses se não cuidarmos dele, sofreremos com a morte. Ergua-se um templo cujo nome será incerto e a divindade será esta mesma que não se identifica; desta forma, não sofreremos a morte sem luta."
Curiosamente, dados levam a crer que tais palavras forma profetizadas alguns anos antes do nascimento de Cristo; e por respeito e crença nestas palavras, um templo foi erguido na cidade e sacerdotes especiais cuidavam do templo e das oferendas, sempre cultuando este deus secreto; porém, não era reverenciado como os demais nem mesmo possuía orações destinadas para ele.
Os católicos se utilizaram desta crença e dizeram trazer tal revelação ao segredo do oráculo; eles se demonstraram seguidores deste deus e reinvidicaram o templo, que lhes foi entregue. Com o tempo, começaram a adquirir mudanças no culto e a retirar os sacerdotes politeístas do controle e atribuíram novas formas de culto; com o aumento dos fiéis (o que demoraram anos), saíram às ruas em tentativa de trazer os demais gregos e assassinar os deuses. Como defesa, os gregos lutaram contra a opressão que começaram a sentir; mas, não seguiram o mesmo que fizeram contra os persas. Os gregos não se uniram como um único povo e aos poucos foram sucumbindo aos católicos.

Católicos X Nórdicos:
A religião nórdica foi onde a igreja reuniu grande força e também algumas de suas idéias de culto. Quando chegaram até os nórdicos, foram-lhes feitas promessas de um paraíso onde nenhum espírito sofreria, bastando se redimir ao pecado de suas vidas. Para os nórdicos, a vida pós morte teria dois caminhos a se seguir; para os guerreiros, seriam enviados à um lugar onde esperariam o fim do mundo (Ragnarok) e lutariam pelos deuses (este local se chama Valhalla), para aqueles que não morriam em batalha, eram enviados para um local sombrio e de trevas, sem redenção. A oferta católica era tentadora; mas com o passar do tempo, surgiram falhas gravíssimas neste sistema de impor a religião.
Os seguidores eram cidadãos comuns, artesãos, fazendeiros, etc; enquanto os politeístas, restaram apenas os guerreiros e sacerdotes (sendo que teriam um local especial pós morte). Com a opressão cristã, se puseram a guerrear, já que todos os deuses nórdicos possuem carácter guerreiro, nenhum passivo, os fiéis se empunharam de espadas e se defendiam como podiam, durante anos durou a guerra religiosa, mas o número de seguidores politeístas já era menor que o de católicos e vieram a perder a guerra pagando com a vida.

Católicos X Celtas:
Após o iminente fracasso da guerra anterior, os católicos resolveram impor a religião pela guerra; já contando com seus numerosos seguidores.
O catolicismo, durante os anos da guerra celta, quase vieram a perder todo o domínio. De início, os católicos já contavam vitória pelos celtas se dividirem em mais de 150 tribos, algumas pequenas e outras grandes, e viverem em constante guerra entre eles mesmos; se eles já lutam e se enfraquecem contra os mesmos, como pequenas tribos resistirão ao exército de Deus?
De fato iniciaram massacras contra pequenas tribos e vieram a perder homens, mas seguiam vitoriosos. Os bardos, se mostraram como meros civis e prometiam contar as vitórias do "Bom Senhor" pela história e pelos fiéis, adquiriram então crédito e confiança e passaram a relatar as batalhas e em suas viagens, contavam as demais tribos o que estava acontecendo.
Em um ato de defesa, os reis das tribos se juntaram em uma reunião pacífica e concordaram em uma união celta (Etrezomp ni Kelted), onde uma tribo lutaria por si mesma e pelas demais.
O número de pagãos celtas crescia numerosamente e poucos renunciavam para o catolicismo. Como eram criados em guerra desde pequenos, eram exímios soldados e criaram defesas que para a época, eram táticas perfeitas.
Em alguns momentos de maior opressão e desespero, uniram seus soldados e algumas tropas foram enviadas para atacar o centro do catolicismo; invadindo assim a própria Roma (o que hoje aprendemos como os ataques bárbaros) e até mesmo a Grécia.
Infelizmente foram derrotados pelo cansaço e o grande número católico.

Pós-Conquista:
Os anos se passaram e o catolicismo já estava em sua força plena, influenciava as idéias e principalmente regia as rédeas da população e os domavam como cavalos.
A situação católica aparentava estar sob controle, mas houveram situações que precisaram se moldar para não sofrerem represálias de seus fiéis e através do medo controlavam os hereges e pagãos, citando aqui a "Santa" Inquisição; onde o Martelo das Bruxas fora escrito para identificar bruxas e como condená-las.
Levou o mundo ao caos e a mortes por uma pessoa simplesmente usar ervas para ajuda medicinal (não é invenção, centenas de mulheres foram torturadas e mortas por usarem ervas como medicamento).
Uma outra forma, não tão eficaz, foi combater as tradição pagãs com equivalências católicas.

Natal:
25 de Dezembro. No hemisfério Norte, é a data de início do Inverno. Para os politeístas, é uma dada que merece celebrações por reiniciar o ciclo da Natureza; conhecido pelos celtas como Yule, era muito popular e uma das principais festividades anuais.
Rege as lendas e crenças de que no dia de Yule, ocorre a morte de Dagda, o bondoso deus, e na noite do mesmo dia, ele vem a renascer para reiniciar seu ciclo de vida. Há também a imagem do Green Man, onde esta data é uma de suas metamorfoses e ele se torna deus das plantações, protegendo-as contra o frio, e da generosidade (apenas no dia 25) para substituir Dagda em sua ausência; o Green Man, como era coberto de folhas, utilizava-se de vestes também verdes e rodava as tribos celtas presenteando as pessoas com alimentos e fortalecendo plantações. Era também de costume os vizinhos praticarem o livre escambo e doações de alimentos e vestes, pessoas como artesãos, ferreiros e fazendeiros sempre possuíam algo para doar e entregava o que não lhe faltaria (batatas, por exemplo), e por gratidão, lhes eram dados um presente (como uma foice) e acabam por trocar utensílios.
O catolicismo viu que precisaria apagar esta dada pagã e repor por algo católico; a noite do dia 25 é considerada como o nascimento de Jesus; surgiu também o Papai Noel (São Nicolau), um homem vestido de verde (gerações depois que se mudou para o vermelho) que presenteva os pobres e desfavorecidos e a troca de presentes também foi atribuída.

Dia de finados:
31 de Outubro, dada a qual se comemora Samhain; a mudança de ano celta e nórdica. A data se voltava pela união dos vivos, mortos e seres mágicos. Apesar do tema de horror que possui atualmente, era a data de celebração mais popular; era um dia repleto de alegria e festejos. Doces eram preparados e músicas tocadas para os parentes que voltavam ao plano dos vivos para um reencontro familiar.
As tribos indígenas da região do atual México também comemoravam a data e até hoje é comemorado o Dia dos Mortos, uma data de alegria e muitos festejos entre a população.
Perante o catolicismo, era impossível que celebrassem vida pós morte pois é algo inexistente (mas Jesus ressucitou) e esta alegria pagã devia ser destruída. A forma que conseguiram foi criar um dia de tristeza e comoção, o Dia de Finados; é um dia que remete tristeza e dores aos familiares pela perda dos parentes. Alguns historiadores dizem que 2 Novembro foi escolhido pelo fato de Samhain ser tão forte e popular, que não conseguiu ser substituído por outra data de uma religião que desejava o apagar.

Celibato:
Dizem ter surgido inicialmente na Grécia e ter se disseminado pelo mundo. Este tópico entra em expeculações, não sendo exato. O catolicismo se utilizou de argumentos contra os gregos de "como podem orar a um deus que tem relações sexuais?".
Com o tempo, muitos começaram a questionar isso e até vieram a aceitar e apesar de Deus não se relacionar sexualmente, seus sacerdotes tinham relações; como era de costume aos gregos, se um sacerdote representava um deus (ou deusa) com votos de castidade, deveriam ser celibatários e nem mesmo se casarem. Começaram então a questionar o motivo de se relacionarem e servirem um deus puro. Sem outra opção, adquiriram o celibato e se apegaram ao fato de "seres puros de corpo".

O Paraíso:
Esta foi criada especialmente durante o período contra nórdicos. Nesta mesma época houve a distinção de Céu e Inferno. Os nórdicos acreditavam que meros cidadãos, civis, ao morrer eram enviado para o interior da Terra e chegariam a um mundo de trevas e escuridão, sem nenhum perdão.
Como forma de adquirir fiéis, prometeram um lugar livre de dor, um lugar de perdão e redenção; o céu. Já que o Inferno era embaixo do solo, o Céu era acima, próximo de Deus e seus anjos.

Vida pós morte e reencarnação:
O catolicismo não é totalmente crente quanto vida pós morte, mas faz com que seus seguidores sejam discrentes.
É ensinado que após a morte, ou se é jogado ao Inferno para sofrimento eterno ou para o Céu, próximo de Deus; como se a vida simplesmente apagasse a luz.
O interessante é, Jesus ressucitou e retornou dos mortos e é considerado o único que possa o fazer, afinal é filho de Deus.

Origem do Diabo:
Este é um tópico muito interessante do assunto, já que existe uma grande mistura de crenças. O Diabo já foi considerado muitas divindades e por fim, acabou por ser qualquer deus pagão. Seu principal "representante" foi Apollo, deus da beleza e o mais belo dos deuses; chegava a se relacionar com homens e mulheres, até mesmo a praticar estupro quando enlouquecido, demonstrou o pecado da carne e a tentação.
Adiante, passou a ser considerado Pã, por gerar certo pânico na população; sua aparência não podia ser de alguém que merece confiança.
Hefesto, deus do fogo e das armas; criava o material o qual o homem cometia atrocidades, após isso, a falta de boa aparência começou a ser julgada mais friamente, como se uma pessoa desprovida de beleza física fosse enviada pelo próprio Diabo para envolver a vida em caos.
Hades, era o deus do submundo e das almas; como comandava o mundo dos mortos, foi relacionado por causar as doenças e mortes e ser o dono do Inferno.
Loki, para os nórdicos era o deus dos viajantes e principalmente da trapaça e guardião dos ladrões; com ele, o Diabo se tornou o mentiroso e trapaceador.
O mais interessante de fato é um dos deuses italianos, seu nome muito influenciou na criação do anjo belo. Dianus Lucifero, senhor do submundo e protetor da bruxaria italiana. Irmão de Regina (deusa e bruxa), e através do incesto gerou uma filha.
Juntando cada parte de todos que foram classificados como o próprio Diabo, temos a imagem que possuímos hoje, sendo que Pã se tornou um mero ícone de aparência física (humano com cabra).

Nascimento do nome Lúcifer:
Os hebraicos e judeus acreditavam que Lúcifer era chamado de Vênus (nenhuma semelhança com a deusa); acreditavam também que era um rei babilônico.
O catolicismo adotou a mesma idéia do rei babilônico, mas antes disto, ele era um anjo e ao ser expulso para a Terra, se tornou rei da região.
Eles deram muita atenção para Apollo e Dianus e também ao Vênus. Vênus, significava para a língua da época algo como "Filho da Manhã" (protetor do conhecimento); Dianus Lucifero significava "O Portador da Luz" (do conhecimento) e por fim, Apollo, cuja representação era o próprio Sol e rei das ciências e artes do conhecimento (as Musas).
Assim, Lúcifer se tornou a estrela matutina e portador do conhecimento. O nome Lúcifer é originário do grego heosphoros, que ao traduzido para o latim se identifica como lucem ferre, que no português é traduzido literalmente como "Portado da Luz" (semelhança com os deuses acima?) e com o passar do tempo, a Estrla D'Alva passou a ser conhecida como Lúcifer.
Existem também especulações de que existe relação quanto ao imperador Nero, que caçou judeus e seguidores da doutrina de Cristo e os massacrou e enterrou como indigentes; seu nome de nascimento era Lúcio Domício Enobarbo, e pelo seu ato e ódio contra católicos e semelhança de nome (Lúcio) chegou a ser considerado o próprio Diabo em Terra.

O Jardim do Éden:
O jardim possui uma grande semelhança com os Campos Elísios gregos, entretanto, está fortemente ligado ao Ragnarok nórdico. Conta as escrituras e previsões divinas de que quando o Ragnarok ocorresse, os deuses entrariam em guerra contra monstros e morreriam todos e a Terra e humanidade sofreria as consequências; as únicas coisas que restariam seria a vida animal e vegetal, quanto ao ser humano, um único homem e uma única mulher sobreviveriam e ajudariam a árvore Yggdrasil a reconstruir a vida (ela é a personificação da vida em geral).
Se perceberem semelhanças entre Adão e Eva, me contem!

Surgimento de Adão e Eva:
"Do barro viestes, ao barro retornarás". Para gregos, celtas e nórdicos, o homem fora moldado do barro e criado na semelhança do deuses, se tornando um humano desprovido dos poderes. A mulher, por sua vez, fora criada para acompanhar o homem e foi feito de uma parte do homem (o que citam como o próprio barro).
Para os católicos, Deus moldou o homem do barro e a mulher surgiu de uma de suas costelas.

Tentação de Eva e a Maçã:
A maçã era um fruto muito sagrado em qualquer religião, não sabe-se ao certo, mas era muito divinizado. Os gregos possuíam as Hespérides, cujos frutos eram maçãs de ouro e eram protegidas pelas filhas de Atlas. Os celtas possuíam Avalon, a Ilha das Maçãs, onde as maçãs eram de ouro e lhe davam o conhecimento para quem a comesse.
Eva foi muito ligada a Pandora, foi a perdição de Adão e a maçã lhe deu o conhecimento e tentou Adão a desafiar Deus.
A maçã, além de divinizada, era o símbolo da deusa grega Éris, deusa da discórdia; ela criava a discórdia por onde ia com suas maçãs de ouro.

Espero que tenham gostado da postagem e que tenha aberto seus olhos para detalhes, pois mesmo que pequenos, são importantes.
Relembrando que respeito e não estou aqui para julgar nenhuma religião e pessoa!
Abraços enormes! 
Escrito por Felipe M.

Ciganos em Gesso

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Como estamos no mês de Santa Sara Kali, padroeira dos ciganos e santa dos desamparados, ofendidos e desesperados; o Portal Mágico colocou um vídeo em homeganem à esta santa tão amada e também uma homenagem aos ciganos, um povo tão maravilhoso.
O Portal Mágico por sua vez, como loja esotérica, não poderia deixar de lidar com um povo tão místico e repleto de maravilhas e por isso conta com uma vasta seleção de ciganos em gesso; confiram a loja no link abaixo:
Aqui está o vídeo, bom proveito e salve Sara!

Escrito por Felipe M.

Nó celta

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Aproveitando minha deixa aqui na internet, aproveitei para falar um pouco sobre o simbolismo celta, um tema que infelizmente andou meio afastado ultimamente.
Pois bem, vamos falar sobre o tão famoso nó celta, mesmo que desconhecido para algumas pessoas, muitas já o viram, seja em filmes (não precisam ser filmes de idades medievais) e até mesmo em gravuras de livros ou imagens.
O nó celta está presente na cultura deste povo desde o início, junto com os primeiros símbolos adotados; até mesmo junto ao pentagrama, talvez até antes.
O nó celta não era algo específico, tanto em significado como até mesmo em termos de quem poderia o utilizar. O pentagrama era utilizado mais comumente entre druidas e pessoas que pensavam necessitar de muita proteção (mas era usado por outras pessoas também) como um adorno, uma corrente ou algo bordado na própria roupa. O nó, por sua vez, podia ser usado por druidas, bardos, homens, mulheres, crianças, pessoas de idade avançada e todo o resto da população da tribo.
Dentre vários significados, os mais comuns do nó são:
-O infinito
-O nó que enlaça todas as coisas
-O nó que enlaça todos os seres (humanos ou não)
-Demonstra que todos nós estamos interligados e formamos apenas um (a famosa união e parceria entre pessoas)
-A evolução do ser
-A ligação entre a magia e a vida
-A ligação entre os três mundos (mundo dos vivos, dos mortos e dos seres místicos)
-Amuleto de proteção

O infinito:
O mais comum e rapidamente observado, o nó celta jamais possui um começo ou fim; ele é interligado ente seu início e fim se mesclando e se tornando apenas um meio. Isso simboliza a vida e o tempo, pois apesar de ter o aspecto mutável, é único e sempre semelhante em essência, assim como morremos e renascemos no mundo espiritual, como a Primavera sempre ressurge após o Inverno.

O nó que enlaça todas as coisas e seres:
Simboliza por ser uma única linha (ou mais, interligadas), dessa forma, simboliza-se que este único traço é uma característica física da balança Natural; a qual um ser jamais viverá sem outro ser, assim como não viveria sem algo que a Terra nos presenteou (seja uma árvore ou pedra).

A união:
Transmite uma mensagem positiva de união, onde todas as pessoa juntas, formarão um único pensamento e uma única vida (conotativamente falando), pois é impossível uma pessoa viver sem as demais que convivem ao seu redor; assim como transmite a força.
A evolução:
Assim como aprendemos em vida a falar, andar e as demais coisas, nosso espírito também precisa aprender determinadas coisas; precisa aprender a compreender, amar, se conectar com o divino, com a magia e por aí vai; centenas ou até mesmo milhares de aprendizados que "elevam" a nossa alma à um estado maior e de maior poder, e tudo isso é possível apenas com o aprendizado, que irá gerar a evolução. A evolução por sua vez é infinita e imutável, jamais deve-se parar de aprender e de se evoluir, sempre visar os graus mais altos de evolução. Mas lembre-se, o nó é infinito, ele pode seguir uma trajetória seguindo em frente, mas também pode regredir para trás.

A ligação entre a magia e a vida:
Os celtas acreditavam que a magia estava ligada a todos os seres, mas era necessária uma ligação, algo que trouxesse a magia para perto de nossas vidas. Uma pessoa poderia escolher não seguir a doutrina da magia e não praticá-la, outras por sua vez, poderiam seguir as doutrinas e aproximar a magia para sua vida, e o nó celta nada mais é que um "nó" que prende a magia aquela pessoa.

Ligação entre os três mundos:
Acredita-se que apesar de diferentes em vários aspectos, os três mundos se conectam; em alguns períodos do ano mais do que outros. Um exemplo prático é a constante ligação entre eles e a abertura total durante o dia e noite de Samhain; onde não há barreiras que prendem os habitantes em seus devidos mundos e espíritos nos visitam, assim como seres mágicos.

Amuleto de proteção:
Assim como envolve tudo na vida, morte e magia, envolve também elementos de proteção e usado próximo ao pentagrama, pode providenciar grande proteção. Serve também como um bou agouro após a morte, em muitas lápides eram inscritos nós celtas para proteger a alma contra espíritos ruins e para que a viagem ao mundo dos mortos fosse tranquila e que a evolução continue presente.

O nó celta era comumente usado para estes simbolismos além de ser utilizado como um adorno para simples enfeite.
Era comum também, chefes de clãs possuírem seu próprio nó celta e os integrantes o adotarem como identificação do clã ao qual pertencem.
Quando um casamento era realizado, muitas vezes dois clãs se uniam neste casório e já haviam a troca de alianças e a aliança tinha de ser exclusivamente um nó celta, onde demonstraria a união do novo casal assim como a união de dois clãs (famílias).

Na atualidade:
Muitos ainda o utilizam como símbolo para os significados os quais citei acima, sejam eles adeptos do politeísmo celta ou até mesmo Wicca.
Mesmo para quem não segue a ideologia, os utiliza como adornos decorativos.

Você sabia?
Os casamentos dos povos celtas já envolviam a tradição de troca de aliança e esta tradição foi repassada para nós até hoje; pelo fato de a aliança der um nó celta, foi daí que surgiu a famosa frase "Estar amarrado"
a um relacionamento ou simplesmente por ter casado e se "amarrado" à alguém!

Enormes abraços e uma boa noite!
Escrito por Felipe M.

Centauros, mais que uma simples criatura

Olá caros amigos e visitantes, como vocês estão?
Hoje vou falar um pouco sobre os meus amados e queridos Centauros. Seres belos, enigmáticos, repletos de misticismo e segredos.
Sempre retratados em contos gregos como guerreiros selvagens capazes de destruir vilarejos inteiros, exímios arqueiros e apesar da selvageria, possuidores de enorme inteligência. Quem eram? O que eram?
Qual a aparência de um Centauro?
Centauros se tornaram clássicos em contos de batalhas divinas e até mesmo de alguns heróis. Desde seu início eles eram representados com o corpo de um ser equino e torso humano; resumindo, eles possuem corpo de cavalo e a parte superior de um ser humano.
Como se originaram?
Existem duas versões de como se originaram. A primeira conta que os Centauros se originaram através de relações sexuais entre Ixion e Nephele.
Ixion era rei dos Lapithes (uma civilização grega de caráter guerreiro), segundo lendas, descendente direto de Ares e Peremele. Zeus possuía grande interesse no rapaz e ele o levou ao Olimpo para viver entre os deuses; porém, o rapaz despertou grande desejo sexual por Hera. Zeus o expulsou do Olimpo, mas Hera manteve seu ódio pelo mortal, então criou a ninfa Nephele, a qual detinha aparência idêntica da deusa.
A ninfa persuadiu o rapaz em ordem de Hera e acabou por engravidar de Ixion. Como punição ao rapaz, seus descendentes (os quais obrigatoriamente deteriam o trono) nasceram metade cavalo e metade homens, assim, a população os rejeitou e seu reinado teve um fim.
Outra versão conta que Centaurus se relacionou com éguas e os Centauros se originaram. Centaurus por sua vez, era descendente direto de Apollo e a ninfa Stilbe (filha do deus marinho Peneus e a náiade Creusa); da relação entre eles, nasceram duas crianças, o futuro rei de Lapithes (que substituiu Ixion, segundo algumas fontes) e a outra criança era Centaurus, metade homem, metade cavalo.
Centauros são seres divinos?
Como é possível perceber, em ambas as versões os Centauros se originam diretamente dos deuses Ares e Apollo. Isso os torna possuidores de poderes e forças sobre-humanas; porém, qual dos dois é mais certo de ser o verdadeiro pai (criador) desta raça?
Segundo historiadores e até mesmo alguns fiéis, ambas as versões são corretas. O que ocorre é o seguinte, de início existiam duas tribos de Centauros, descendentes de Ares e outra de Apollo. Com o tempo, as tribos se uniram e houve a junção do sangue de uma tribo com outra (através de relações sexuais) e os descendentes se tornaram os Centauros que conhecemos.
Esta crença foi fortemente acatada por explicar a natureza dos Centauros. Exímios guerreiros, capazes de esmagarem um exército humano e por serem dotados de extrema agilidade com arco e flecha (além de espadas).
Presentes dados aos Centauros:
As lendas sobre os Centauros não acabam por aí. Segundo alguns historiadores, os originadores de ambas as tribos de Centauros (Ares e Apollo) deveriam presentear a nova tribo, nascida da união das duas antigas.
Apollo como presente, deu à todos o dom da previsão do futuro e a capacidade de analisar o passado dos homens com um simples olhar.
Ares possuía apenas o dom da guerra para presenteá-los, porém eles nasceram com este dom da guerra e o dom do arco e flecha; assim, Ares não possuía presente, sem outra escolha, recorreu a sua rival. Ouvindo ao pedido do irmão, Athena não pode recusar aos pedidos puros vindos de Ares para com seus descendentes e pela pureza e humildade de Ares, ela concedeu aos Centauros o dom da inteligência e sabedoria.
Características dos Centauros:
Centauros, apesar de muito respeitados pelos gregos, eles eram principalmente temidos. Segundo oráculos, sacerdotes e até mesmo deuses, os Centauros protegeriam a humanidade pelo fato de serem metade humanos; porém, tendo a outra metade animal, eles poderiam punir o homem por agressões contra Gaia (Terra) e a Natureza. Segundo o oráculo da cidade de Atenas, os Centauros deveriam ser respeitados e incluídos na sociedade, pois sua fúria despertaria a selvageria da Natureza e traria a decadência a qualquer um que se colocasse contra.
Considerados os seres mitológicos gregos mais poderosos que qualquer um, mesmo que as hidras, harpias e todo o resto.
Os Centauros se destacam em um aspecto específico, apesar de serem selvagens e brutais por natureza, eles detinham o controle desta selvageria e assumiam caráter pacífico e inofensivo, porém em batalha, eles liberavam totalmente esta selvageria e brutalidade, não poupando nada nem ninguém que se mantivesse em seu caminho. O interessante é que esta brutalidade (de Ares) foi perfeitamente combinada com a sabedoria (de Athena), desta forma, quando eles agiam por impulso e selvageria, sempre se utilizavam de estratégias antes do ataque, tudo friamente calculado.
Moradia dos Centauros:
Os Centauros possuem preferência em habitar florestas e campos em geral, seja próximo de rios, lagos ou mares, ou no interior destas densas florestas. Na Grécia antiga, alguns optavam por viver em sociedade mista, ou seja, viviam em cidades junto com humanos, principalmente metrópoles. Mas hoje, como saber se temos ou não Centauros em grandes metrópoles?
Papel fundamental dos Centauros:
Respondendo a pergunta acima, seria extremamente difícil um Centauro viver em nossa sociedade atual.
Os Centauros possuíam um papel fundamental na ordem natural da vida e dos seres; eles eram incumbidos de proteger os seres místicos e as florestas existentes. Era de sua obrigação defender os sátiros, ninfas e outros seres mais pacatos, até mesmo como arriscarem a própria vida para defenderem seres mais ferozes como hidras, minotauros, górgonas, etc.
A vida em sociedade humana era rara, mas existente. É necessário que fique claro que poucos eram os Centauros que optavam viver junto com humanos. Grande maioria jamais saía das florestas para contato humano sem necessidade.
Centauromacia:
Assim como a Titanomacia, onde os Deuses enfrentaram os Titãs em uma luta decisiva para o controle do Universo, os Centauros possuíram uma guerra pessoal contra os homens. A Centauromacia é resultado de ambas as versões de origem dos Centauros.
A guerra foi decisiva para o controle de Lapithes, já que em uma versão os Centauros são proibidos de assumir o trono e em outra, o irmão humano do Centauro é quem assume o trono e quando morto, Centaurus é proibido de assumir o trono; assim, os Centauros se uniram em um grande exército e julgaram que a cidade devia ser inteiramente destruída e os integrantes mortos; adultos e crianças, homens e mulheres.
Caeneus, um herói da cidade, não ordenou nenhum pedido de ajuda, por sua gigante confiança em si mesmo e seu povo, acabou levando milhares de mortes de seus conterrâneos; em desespero, armou um planou e conseguiu remover todas as armas e armaduras dos Centauros enquanto dormiam. Na manhã seguinte, os Centauros se armavam com paus e pedras (literalmente) e partiram a luta mesmo sem as espadas e arcos e assassinaram Caeneus. Para dar fim ao massacre, Teseu foi enviado para exterminar os Centauros que não se rendessem pacificamente.
Ao chegar, convocou uma reunião com chefes Centauros e humanos para a rendição de ambos, onde ninguém ganharia ou perderia a guerra. O próprio rei de Lapithes concordou com a rendição, mas para espanto, nenhum dos Centauros aceitou a rendição e partiram para a luta onde culminou na vitória de Teseu e a morte do rei de Lapithes.
A guerra foi desencadeada também pelo atual rei querer se casar com uma Centáuride; e os Centauros se recusavam a aceitar a união entre um homem e um ser como o Centauro.
Havia Centauros fêmeas?
Apesar de quase nunca representadas, as fêmeas desta raça eram conhecidas como Centáurides. Grandes guerreiras e pensadoras, porém, optavam pelos cuidados com os jovens e idosos.
Quíron:
Mais conhecido como Chiron, porém é chamado algumas vezes de Quíron. Chiron foi o principal e mais famoso Centauro da sociedade grega. Ele optou por viver em sociedade e ajudá-la a resolver os problemas que frequentemente possuíam.
O nascimento de Chiron é desconhecido, mas seus estudos, muito bem visados. Ele se destacava dos demais Centauros por sua excessiva calma e capacidade de aprendizado.
Quando jovem, foi retirado da sociedade dos Centauros por Apollo e Artemis. Ambos o ensinaram tudo o que era possível um mortal aprender; entretanto, Artemis lhe visou as habilidades heróicas e Apollo a medicina.
Quando adulto, optou viver com humanos e se tornou grande filósofo da época; além de ensinar sobre as doenças, ele foi muito reconhecido com o treinamento de vários pupilos; todos estes pupilos se tornaram grandes heróis, entre eles, podemos citar nomes como Aquiles, Jasão, Teseu e Héracles (Hércules), entre muito outros.
A morte de Chiron acaba; de certa forma, sendo irônica. Ele ensinou muito sobre a arte da cura de doenças comuns e mágicas; porém, foi atacado por Héracles (Hércules) durante um descontrole de fúria por uma flecha envenenada. Porém, Apollo havia lhe dado uma mistura divina que lhe concedeu imortalidade, mas a flecha havia sido embebida em um veneno feito por Héracles e a partir de seus conhecimentos, Chiron previu que o sangue de Hydra o salvaria da possível dor gerada (afinal, não podia morrer). Héracles iniciou a jornada para matar uma Hydra enquanto Chiron agonizava em dores que nem o vinho de Dionísio conseguia amenizar.
Quando o sangue lhe foi trazido, Chiron fez a vacina, porém, seu organismo rejeitou o tratamento e ele foi condenado a pagar pela eternidade as dores que seu pupilo lhe causara. Cronos reuniu forças e através do vento, enviou uma mensagem para o herói e disse que as dores de seu mestre poderiam ter fim; mas seria necessário a troca da vida de Chiron pela liberdade de Prometeus.
Zeus recusou em fúria a oferta de seu filho, mas não recusou ao pedido de que seu tutor agonizasse eternamente; então Zeus retirou a essência da vida de Chiron e o transformou em uma constelação.
Importância de Centauros em outras culturas e algumas sociedades:
Em Atenas:
Segundo dados encontrados, os atenienses acreditavam que a cidade possuía um pacto onde os Centauros poderiam encontrar abrigo nela sempre que desejassem e em troca, ensinariam seus conhecimentos aos jovens. Tornando-se assim como professores e ensinando muitos filósofos.
Na Macedônia:
As Centáurides foram mais acatadas pela população. Elas se tornaram símbolos de boas mães, pela proteção que davam os filhos, atuando como tutoras e protetoras.
Em Roma:
Os Centauros continuaram com sua importância e era dito que Constantino detinha uma carruagem guiada por 2 Centauros, seus tutores e guardas pessoais.
Na Idade Média:
Foram muito utilizados em pinturas e poesias como símbolos de força e o lado selvagem do espírito humano.
Sincronia Celta:
Para os celtas, os Centauros não existiam; porém a figura deles era fortemente ligada aos Elfos.
Cultos dos Centauros:
Os Centauros foram muito ligados com Dionísio, sendo eles quem acolheu o jovem deus por certo tempo na Terra.
Dionísio sempre lhe foi grato e periodicamente preparava um vinho especial e mandava para os Centauros em forma de reconhecimento e agradecimento. Em seus rituais, os Centauros estavam sempre presentes para controlarem o rumo do que era feito para que não ocorressem enganos ou erros.
Como detectar um Centauro?
Centauros são seres muito ligados ao divino, portanto eles serão vistos e percebidos apenas quando desejarem que isso ocorra e é necessário grande equilíbrio físico/espiritual de uma pessoa para que isso seja possível.
Centauro e a constelação:
Chiron foi transformado por Zeus em uma constelação em pedido de Héracles e como gratidão pelos ensinamentos.
O signo de Sagitário assumiu então um lugar no zodíaco grego e até hoje nos é conhecido.

Espero que tenham gostado e logo postarei algo específico de Sagitário para vocês!
Enormes abraços e bom fim de semana!
Escrito por Felipe M.

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