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Cerridwen, deusa de poder e sabedoria

Ceridwen ou Cerridwen (lê-se Quériduen) é a deusa celta de alta hierarquia perante a sociedade celta; sua hierarquia se sobressai apenas em deitades femininas, sendo que masculinas se sobressaem Lugh e Dagda.
Muitos afirmam que Morrighan se encontra em status próximo à deusa, outros dizem que está um abaixo ou acima, depende da filosofia da vida de quem a conhece; é muito ligada a Porca Branca (não é uma comparação ofensiva), pois diz-se que a deusa prefere a forma de Porca selvagem para observar os mortais, tende sido representada assim em diversos contos.

Atributos divinos:
Cerridwen é a deusa da vidência e da magia, tendo adquirido a posição de rainha e protetora da prática e de seus praticantes. É também deusa do conhecimento, tanto mágico como geral; e ao contrário de muitos deuses, possui a habilidade de se transmutar em plantas ou outros animais, deusa da morte e renascimento, fúria, intuição, transformação (espiritual, psicológica, etc) e inspiração.

Importância na tribo de Danna:
Cerridwen é a deusa de maior importância para os demais deuses, isto acontece por seu dom de magia. Antes dos deuses serem imortais, eles decidiram que cada integrante da tribo trabalharia e pesquisaria um meio de simples homens e mulheres se tornarem divindades; quem conseguiu tal proeza foi o cozinheiro que criou a bebida divina, dando imortalidade aquele que a bebesse. Tal cozinheiro fora aprendiz de Cerridwen quando ainda novo, aprendendo um pouco de magia e receitas.
A deusa ficou feliz por seu aprendiz, porém a bebida não evitava o envelhecimento, foi então que a deusa o aprimorou e criou juntamente a poção de sabedoria. Mas, como ela não desejava que todos conhecessem suas magias e poções, trabalhou em diversas poções de conhecimento, onde cada uma cedia um conhecimento específico; originando assim o conhecimento de cada deus.
Ela é a guardiã dos segredos divinos, dos segredos no Universo e é ela quem encanta as armas e ferramentas que são usadas pelos seus irmãos de alma (deuses).

Cerridwen e Gwion:
Certa vez, Cerridwen decidiu dar ao seu filho Affagdu um presente supremo; ela havia decidido compartilhar com ele o segredo do Universo e dos deuses. Ela começou a preparar a poção de conhecimento e depois de dias produzindo a bebida, foi chamada por Dagda para uma reunião sobre o ataque que haviam sofrido dos Fomore; a deusa formou o círculo de proteção sobre o caldeirão, porém ele evitaria espíritos e seres mágicos de atravessarem o círculo e se aproximarem do caldeirão, ela então deixou o jovem Gwion, seu ajudante humano, a cuidar do caldeirão contra a aproximação de qualquer outro ser.
O jovem lá ficou e cuidou do caldeirão, atento a tudo e a todos, foi então que viu algumas gotas escorrendo pela lateral do caldeirão e decidiu experimentar o sabor; passou o dedo nas gotas e as levou direto para a língua, Cerridwen, de longe esbravejou contra o seu ajudante traidor e abandonou os demais deuses para caçar o jovem ingrato.
Gwion havia adquirido o dom da vidência e o conhecimento das magias e poções, além de onde encontrar os deuses sempre que desejasse, apenas com três gotas; ele sabia que sua mestre viria furiosa para destruí-lo, foi então que correu entre os bosques e se escondeu.
Cerrdiwen não se deixava fazer de boba, muito menos ser enganada, ela sabia cada movimento do pequeno rapaz e correu atrás dele; o rapaz pensou em um plano, se camuflar entre rebanhos e manadas selvagens, ele se transmutava e a deusa tinha de procurar um por um, pois sabia que um daqueles animais era o jovem, mas, qual deles?
Gwion se tornava um pequeno rato e Cerridwen se tornava uma terrível águia, se ele se transmutasse em um coelho, ela se tornava uma raposa e assim por diante. Depois de dias sem sucesso, a deusa decidiu seguir o rapaz, mas não atacá-lo; esperar o momento certo, ela se transformou em um porco branco e seguiu o rapaz que não desconfiava de nada.
Ele teve o pensamento de retornar ao caldeirão e beber mais da poção (ou destruí-la, segundo outras fontes), quando se aproximou Cerridwen deu seu grito gélido de vitória e o rapaz, sem onde correr, entrou na dispença da deusa e se transmutou em um grão caído no chão. A deusa, sem mais delongas, se tornou uma galinha e devorou Gwion, acabando com sua vingaça e fúria.

Cerridwen e Taliesen:
Após nove longos meses que engolira Gwion, a deusa deu a luz para um bebê mortal e que se tornaria grande e conhecido perante eras e civilizações.
Cerridwen ficou horrorizada com o que havia acontecido, ela deu a luz aquele quem havia matado; ela foi o caminho para o jovem renascer; sua fúria se tronou clara naquela noite de Samhain e seus olhos viam aquele bebê implorando pela morte, entretanto, a consciência dela falou mais alto. Ela já obteve a vingança tão esperada, se ela deu luz ao jovem que assassinou, era a forma dela pagar pelo ato cometido.
Sem dúvida, ela decidiu não matar aquele bebê indefeso, porém não aceitava ficar com ele; ela correu ao mar e colocou o bebê em uma cesta e o deixou a mercê do mar, se o bebê morresse, ela não estaria diretamente ligada, e sim o Destino, por deixar que aquele bebê morresse. Mac Lir (deus dos mares) viu tal cesta com um bebê e decidiu afastar a criança que chorava desesperadamente, suas ondas levaram o bebê para a praia, onde Elffin, um príncipe celta, encontrou a cesta e decidiu levar a criança ao castelo.
O menino cresceu sadio e cheio de vigor, quando começou a frequentar o círculo dos sacerdotes reais, eles previram que o jovem era filho da deusa e avisaram Elffin (já então rei); a deusa surgiu na sala do trono e ordenou que o jovem jamais soubesse aquela descendência, se não, todo o reino seria destruído.
Elffin contou então ao jovem que seu pai era um deus da Natureza e que a mãe havia morrido logo após ao parto, deixando o jovem um tanto triste, mas repleto de vigor por saber ser descendente de um deus. Com os anos, Taliesen se tornou o bardo da corte de Elffin.
Certa vez, Elffin fora capturado pelo rei de gales e foi preso por correntes mágicas. Taliesen então propôs uma disputa de discursos, quem vencesse, teria Elffin livro ou preso; foi então que seu sangue ferveu e aquelas três gotas de poção se demonstraram presentes, enraizadas em seu coração e sua mente. Começou a discursar e sua eloquência foi tão bela e tão poderosa que o rei concordou em sua derrota mas não soltaria aquelas correntes mágicas; Taliesen disse:
"Não necessito que soltes meu rei, tuas correntes são mágicas, mas meu conhecimento é muito mais."; então as correntes se soltaram e libertaram o rei preso.
Taliesen foi nomeado como o bruxo e seu conhecimento o levou até o posto de Merlin (sacerdote supremo); quando Elffin morreu pela idade, Taliesen pressentiu um rei que necessitaria de sua ajuda, encontrando assim Arthur e se tornando seu melhor amigo e conselheiro.

Como era representada?
Cerridwen era muitas vezes representada como uma simples mulher, não tão jovem, mas não idosa. Ela era chamada de "A Anciã", por ser a mais velha da tribo de Danna e é associada à fase Negra da Lua (Lua Minguante e Nova); muitas vezes era representada como uma porca branca (também um javali) ou um caldeirão.

Objeto Mágico:
Cerridwen possui um caldeirão mágico, o qual está repleto de poder e magia; é ele quem a ajuda a produzir as poções necessárias. Alguns contos dizem que o caldeirão possui desejos próprios e vida, sendo que muitas vezes, ele começa a preparar a poção apenas pelo simples pedido da deusa. Quando ele se enche, qualquer objeto mergulhado se torna divino e mágico, adquirindo também vida.

Na atualidade:
Cerridwen está muito presente nos dias de hoje pelos politeísta e panteístas, assim como pela Wicca. Ela não recebe um festival próprio, porém, em cada prática, movimento e ações que praticamos que envolva magia, ela está a nos observar e a se fortalecer por praticarmos a arte que ela nos possibilitou aprender.
Alguns historiadores dizem que o rei Arthur fora influenciado por Merlin (Taliesen) a procurar o Santo Graal; mas com o cristianismo crescendo, ele acreditou que era alguma forma de taça, foi então que em sua morte, Taliesin abriu caminhos para Avalon (onde apenas deuses poderiam ir) e disse que o Santo Graal não era uma taça, mas sim o caldeirão da deusa.
Perante os crentes, o fato de um "santo graal" ser o caldeirão da deusa não é impossível, sendo que o Caldeirão dela era o objeto que gerava a vida, o conhecimento e os dons de todo o mundo e divindades.
Por hoje, fico por aqui com um enorme abraço e preparado para esta Segunda-Feira repleta de forças!
Escrito por Felipe M.

Diferentes conceitos de divindades

Cá estou novamente após muito tempo ausente devido à serviços; após ler a publicação de Quarta-Feira sobre motivos para se ler sobre Religião, decidi complementar o assunto com algo de grande valia para todos nós.
A religião sempre esteve muito ligada ao aspecto intelectual do ser -neste caso, pessoas-. O crente tem idéias bem definidas sobre como a humanidade e o mundo vieram a existir, sobre a divindade e o sentido da vida. Esse é o repertório de idéias da religião, que se expressam por cerimônias religiosas -conhecidos como os ritos- e até mesmo pela arte, mas em primeiro lugar pela linguagem. Tais expressões linguísticas poder ser escrituras sagradas, credos, doutrinas ou mitos.
Ou seja, em um resumo simplificativo, podemos alegar que a religião é escolhida pelo indivíduo pela filosofia de vida e até mesmo sua intelectualidade -ressaltando que não se é mais intelecto que outro apenas pela religião que se pratica-; e além disso, temos um conjunto de cerimônioas -tradicionais-, arte -as músicas, pinturas feitas como representações- e a linguagem -oral ou escrita, como bíblia, torá, etc-.
É interessante definir os mitos de uma forma mais específica; não como uma história a qual se baseia um rito, mas uma história a qual acompanha um rito uniformemente; e o rito com frequência reitera um ato que o mito se baseia.
Assim, o mito religioso tem um significado mais profundo do que a lenda e os contos folcóricos. O mito procura explicar alguma coisa. É uma resposta metafórica para as questões fundamentais: de onde viemos e para onde vamos? Por que estamos vivos e por que morremos? Como foi que a humanidade e o mundo passou a existir? Quais são as forças que controlam o desenvolvimento do mundo?
Muitas vezes, os mitos elucidam algo que aconteceu no princípio dos tempos, quando ainda era jovem. Por exemplo, a maioria das religiões tem seus mitos de criação, que explicam como o mundo surgiu. O objetivo principal deles não é revelar fatos históricos. A essência do mito é oferecer às pessoas uma explicação geral da existência.
Os conceitos religiosos, que também encontram sua expressão em mitos, podem ser divididos, de modo geral, em três tipos: conceitos sobre um deus ou vários deuses, conceitos sobre o mundo e conceitos sobre o homem.
 
Os diversos conceitos de divindade:
É necessário ficar claro que o conceito, quando abordado em religião, se refere exclusivamente as crenças; além de do conceito própriamente dito.
A religião está muito definida como uma prática universal de se exercer a fé; os dogmas, as crenças e a forma de praticá-la é um apêndice da religião; se sou "pagão" e você cristão, ambos somos religiosos, temos religião, apenas nos diferenciamos na crença que ostentamos.
Tais crenças, eu listarei e abordarei rapidamente, abaixo:
 
Monoteísmo:
A crença que prevalece na maioria das grandes religiões ocidentais é o monoteísmo, isto é, a convicção de que existe um só deus. Há exemplos em muitas religiões de que o monoteísmo nasceu como reação à adoração de vários deuses. O islã tem suas raízes numa renovação ou reforma da antiga religião dos nômades árabes, a qual possuía numerosos deuses tribais.
 
Monolatria:
A monolatria é uma crença situada a meio caminho entre o politeísmo e monoteísmo. Implica a adoração de um único deus, sem negar a existência de outros. Um deus escolhido entre vários - por exemplo, na religião germânica se podia escolher entre Thor ou Odin, aquele em que se tivesse total confiança. Aqui a teoria fica em segundo lugar. O importante não é saber se determinado deus existe ou não, mas se ele é cultuado. Existem hoje exemplos de monolatria no hinduísmo.
 
Politeísmo:
Em religiões que possuem diversos deuses, é comum estes terem funções distintas, bem como esferas definidas de responsabilidade. A criação de animais e pesca, o comércio e os diferentes ofícios, o amor e a guerra, podem ter seus próprios deuses. O mundo dos deuses com frequência é organizado da mesma maneira que o dos homens, numa família ou num Estado.
Alguns pesquisadores acreditam que as divindades indo-européias (gregas, indianas, romanas e germânicas) se estruturaram em três classes baseadas na sociedade da época:
- o monarca (que muitas vezes também eram sacerdotes);
- a aristocracia (os guerreiros);
- os artesãos, agricultores e comerciantes.
Era comum as pessoas venerarem o deus que ocupava o mesmo lugar que elas na escala social.
Geralmente o deus supremo é o deus do céu. Isso não implica que ele habite o céu, mas que se revele no firmamento e nos fenômenos associados à abóbada celestre.
Em muitas religiões o deus do céu faz par com uma divindade feminia. A imagem do casal Céu e Mãe Terra é de fácil compreensão para uma sociedade agrária. A terra é fértil e dá o alimento ao homem, mas só depois de receber o sol e chuva do céu.
Além dos "deuses-reis", familiares para nós porque se encontram na mitologia clássica e na germânica, há uma grande quantidade de deuses menores e espíritos em volta de nós que são patronos de determinadas doenças ou de certas profissões.
 
Panteísmo:
O panteísmo é uma crença que difere tanto do monoteísmo como do politeísmo. Aqui a principal convicção é que Deus, ou a força divina, está presente no mundo e permeia tudo o que ele existe. O divino também pode ser experimentado como algo impessoal, como a alma do mundo, ou o sistema do mundo. O panteísmo costuma ser associado ao misticismo, no qual o objetivo do mortal é alcançar a união com o divino.
 
Animismo e crenças nos espíritos:
Em muitas culturas prevalece a crença de que a natureza é povoada de espíritos. Isso se chama animismo, da palavra latina animus, que significa "alma", "espírito". Em certa época os historiadores da religião pensavam que o animismo havia sido a base  de toda a religião e que mais tarde ele se transformou, via politeísmo, em monoteísmo. Mas essa é apenas uma teoria. O que é certo é que o animismo impera em várias sociedades.
Em nossa própria cultura a noção de espírito está presente em muitas criaturas relacionadas com forças naturais: espíritos das águas, duendes, sereias e até mesmo fantasmas.
Os espíritos dos mortos também continuam a desempenhar um importante papel na África, na América Latina, na China e no Japão.
Normalmente as características dos deuses são individualizantes e definidas com mais clareza que as dos espíritos. E as divindades em geral têm nome. Mas em inúmeros casos é difícil distinguir de imediato entre deuses, antepassados e espíritos. Todos são expressões da força sobrenatural que banha a existência. A idéia de uma força ou im poder que regula todos os relacionamentos na vida humana e na natureza predomina sobretudo nas religiões primais. Os historiadores da religião costumam usar o vocábulo mana para descrever essa força, que precisa ser controlada ou aplacada.
 
Aqui então me despeço; agradeço a atenção recebida nesta minha publicação e até o próximo encontro!
Publicado pelo "Animador"

Lugh, deus belo e guerreiro

Lugh ou Lug (lê-se Lú) é o deus celta de maior privilégio de mortais e soldados fiéis aos conceitos celtas; ou seja, soldados que lutavam pela defesa da liberdade e expressão, não submissos aos reis em exércitos reais. Assim como Morrighan, Lugh é altamente venerado dentro do panteão celta, porém, devido a hierarquia divina, se encontra abaixo de Dagda.
As traduções de seu nome variam entre "Mãos fortes", "Braços longos" e principalmente "O Radiante", sendo que Lugh significa ser radiante, brilhar.

Atributos divinos:
Lugh é o principal deus guerreiro, pelo fato de ser um guerreiro de defesa ideológica e pela sabedoria de quando vale a pena lutar ou não.
Muitas vezes é relacionado como deus da sensatez, da defesa ideológica, da força, doador de energia positiva e até mesmo como o Sol.

Nascimento:
Talvez, um dos fatos mais intrigantes sobre este deus seja o seu nascimento. Ao contrário dos demais deuses celtas que lutam pela Luz, Lugh não é um deus inteiramente descendente dos Danna; seu pai Cian se casou com a deusa da tribo dos Fomore, tribo que visava muitas vezes as Trevas.
Por tal união, Cian era muitas vezes demonstrado como símbolo de ousadia dos desejos do coração, por fim, Lugh era fruto da ousadia da paixão.

Ascenção e aceitação na tribo dos Danna:
Pela sua origem, os Danna se recusaram em aceitar que um filho de seus inimigos (Fomore) ascendesse como um deus e fosse reconhecido como tal; por isso, Lugh passara a viver entre os homens.
Quando jovem, viajou para o condado de Tara e ao chegar a cidade, o guardião dos portões o proibiu de entrar, os únicos que poderiam morar na cidade deviam ter algo para favorecer o rei. Lugh então demonstrou sua habilidades como um oficial para qualquer profissão, um ferreiro, um campeão, um espadachim, um harpista, um herói, um poeta e historiador, um feiticeiro, e um artesão; o guardião se impressionou pelas diversas habilidades do jovem e se dirigiram ao rei.
Apesar de o rei tê-lo tornado seu preferido, os Danna ainda não o aceitavam; conforme os anos passavam e o nome de Lugh passava a ser conhecido pelas pessoas de diversas cidades e sua origem divina também, as pessoas passaram a tratá-lo como deus, por fim, os deuses se sentiram pressionados em aceitá-lo ao círculo divino.

Lugh e seus irmãos:
Lugh ao contrário de seus irmãos adquiriu principalmente dons da Luz, tendo pensamentos Negros muitas vezes ao longo da vida; seus irmãos herdaram atributos dos Fomore, eram crueis, gostavam da dor e de práticas negras.
Mesmo com tais ações, Lugh os amava de toda a forma, afinal, eram seus semelhantes de sangue. Certa vez, seus irmãos Brian, Iuchar e Iucharba, assassinaram o pai por diversão; Lugh declarou luto pelo assassinado pai e decidiu que não mataria os irmãos, apenas lhes deu algumas tarefas para concluírem. Os três se sentiram imponentes, não sofreriam pela raiva do irmão guerreiro, seguiriam apenas com algumas tarefas; com o passar do tempo, as tarefas se mostravam impossíveis de serem realizadas e na última, os três foram feridos gravemente e acabaram por não suportar os ferimentos e morrerem.

Lugh e Balor:
Balor era integrante da tribo dos Fomore, desde jovem era muito curioso e aterrozirava os integrantes da tribo; certa vez, três feiticeiras faziam uma poção que geraria diversos males contra os Danna; Balor se debruçou na janela e passou a observar as feiticeiras e o caldeirão borbulhante. Por se assustar com elas e suas artes das trevas, acabou por emitir sons que desconcentraram as feiticeiras e ao se virarem e ver quem as espiava, o caldeirão se tornou selvagem e o borbulhar intenso de forma que espirrasse a poção em um dos olhos do jovem.
Com o passar dos dias, o olho de Balor se tornou negro e tudo o que olhava, morria quase que instantaneamente. Devido ao temor da tribo, foi banido para onde não pudesse matar ninguém; com um tapa-olho, pediu ajuda aos Danna, os quais se recusaram de ajudar o jovem. Com os anos e a fúria pela rejeição dos Danna, Balor iniciou uma guerra contra todos os Fomore e acabou por se tornar um rei perverso e cruel contra sua própria tribo.
Lugh fora avisado sobre Balor por sua mãe, que temia que fosse morta e a tribo de Danna se reuniu e em um julgamento, decidiram que Balor deveria ser morto e não expor pergio para nenhum Danna e Fomore.
Lugh foi enviado com seu exército de seguidores e soldados, assim como recebeu ajuda dos demais deuses. Cada deus atuava em suas artes, Cerridwen trabalha sem descanso em seus caldeirões para criar poções de cura; Dagda passou a cuidar de todo e qualquer humano que não fosse para a guerra, Teutates assumiu o comando dos guerreiros vivos, Morrighan guiava os espíritos que queriam ajudar na batalha e assim por diante. A batalha durou um grande período de tempo, sendo considerados muitas vezes como anos; com os temores para com seu próprio rei, muitos Fomore ajudaram os Danna para se verem livres.
Por fim, Lugh enfrentou Balor em uma terrível batalha, como não podia ser visto, devia lutar escondido; foi então que Cerridwen lhe entregou uma poção que o escondeu em névoas e pode lutar diretamente contra seu rival.
Em uma única chance dada pelo inimigo, que demonstrou cansaço, Lugh pulou nas costas do gigante (Balor era considerado um gigante, assim como muitos Fomore) e acertou-o com sua espada na nuca, fazendo o inimigo gritar em agonia, quando este caiu no chão, Lugh decidiu retirar o olho como um troféu; entretanto, o olho corrompia tudo o que tocava, por ser um deus, sentia suas mãos arderem e num rápido gesto de se livrar do artefato, arremessou o olho ao céu, de forma que viesse a se tornar o Sol.

Lugh e seus filhos:
Lugh veio a ter dois filhos, Cuchúlain (lê-se Currulâin) e Setanta. Ambos foram gerados pela sua esposa mortal, a qual amava de todo o coração e escolheu pela determinação da jovem e principalmente por não ser uma deusa.
Seus filhos se tornaram seus seguidores e parceiros em batalhas; muitas vezes ele pedia que os filhos não o acompanhassem em batalha com medo de que algo acontecesse e os perdesse, mas eles também eram ousados e sempre acompanhavam o pai.
Certa vez, Cuchúlain foi ferido mortalmente, e como não é imortal, estava para morrer em pouco tempo; Lugh em amor ao filho se afastou por três dias e três noites dos olhos curiosos e com o filho nos braços o levou para uma mata densa; lá, ele ministrou magias negras para curar o filho e trazê-lo de volta a vida.

Como era representado?
É sempre representado como jovem esbelto e de corpo forte; cabelos compridos ou médios dourados como o próprio ouro.
Sempre imperbe e algumas vezes acompanhado de seus utensílios mágicos.

Animal de estimação:
Lugh conta com um enorme cão de caça, muitas vezes descrito como um animal de tamanho descomunal; tal cão era extremamente feroz e obedecia somente ao seu dono, um presente dado por sua mãe em seu nascimento (segundo algumas versões). Tal cão era uma raça de caça da tribo Fomore, o que explica sua fúria e tamanho.

Objetos mágicos:
Lugh possui vários objetos mágicos; em uma jornada quando ainda bem jovem, partiu em busca de uma maçã dourada para o rei. Lugh partiu em busca do item que traria sabedoria ao rei e nesta jornada encontrou alguns itens que vieram a fazer parte de seu inventário; uma lança cujo nome é Areadbhar, possui vida própria e quando arremessada pelo deus, retorna para sua mão somente após atravessar todos os inimigos que estão em pé; uma pele de javali que ao entrar em contato com a água, transforma esta água em vinho e pode curar até mesmo um ferimento mortal (mas não traz mortos de volta a vida) e outros itens foram adquiridos em outras jornadas.
Quando o rei viu tais objetos, pediu que o fossem entregues, porém, Lugh disse que o acordo da jornada era a entrega apenas da maçã dourada e não dos demais itens; quando o rei insistiu, Lugh empunhou sua lança e ameaçou matar o rei, o qual desistiu.
Festival de Lugh:
O festival de Lugh é comemorado na época da colheita, cuja dada é o Pôr do Sol do dia 31 de Janeiro e termina somente no Pôr do Sol de 1º de Fevereiro (hemisfério Sul).
 O festival recebe o nome de Lughnasadh (Lúnasa); apesar de receber o nome do deus e ser criado por ele, a data é uma forma de memorial para Tailtiu, mulher que adotou Lugh após ter de se separar dos pais por ordens dos demais deuses; seu funeral foi realizado nesta época e todos os anos uma festa é feita em sua homenagem em agradecimento por ter criado o deus e gerar prosperidade para poder alimentar demais crianças e adultos com o que se retira da colheita.

Na atualidade:
Pela Wicca, Lugh é muitas vezes ligado com o Sol, devido sua história. Aos politeístas de vertente celta e druidas que seguem as tradições, Lugh continua com seu brilho e a defender nossos ideais e a nos doar energias positivas para seguirmos as batalhas diárias que enfrentamos em nossas vidas!
Despeço-me aqui e em nome do Felipe, desejo enormes abraços!
Escrito por Felipe M; publicado pelo "Animador"

Morrighan, rainha dos mortos e da guerra

Morrighan (ou Morrigan, Morgan, Morgause, Morgeian, Morgan LeFay, the Morigu, Morgaine e também Morgana) é uma das deusas mais veneradas pelo povo celta, não no quesito de deusas mais veneradas, mas sim de todo o panteão celta.
Morrighan, tem várias possibilidades de tradução para as línguas atuais; tais delas podem ser traduzidas como "Terror", "Rainha Fantasma" e até mesmo "Grande Rainha". Em semelhança com demais panteões politeístas, Morrighan não possuí uma imagem equivalente; tal como Dagda que pode ser assemelhado à Zeus e Odin (ambos reis divinos), Morrighan em uma comparação com o panteão grego, poderia ser considerada como Alecto (Terror), uma das 3 Fúrias, assim como as Valquírias nórdicas e muitas outras.

Atributos divinos:
Morrighan se assemelha com os demais deuses celtas, não possuem vários atributos, possui apenas alguns específicos cujos deuses não podem possuir semelhante.
Morrighan é deusa principalmente da guerra, não a guerra selvagem ou apenas para banho de sangue; mas a guerra por motivos os quais os celtas morriam para tê-los, tais como liberdade, expressão e até mesmo revolução; ela também é a deusa que guarda os portões entre o mundo dos vivos e dos espíritos.

Papel fundamental na sociedade celta:
Morrighan era a deusa primordial dos celtas, estando em mesmo nível que Dagda, sendo também sua esposa.
Como o povo celta não via diferenças sociais entre homens e mulheres, ela era muito venerada e respeitada, seja por homens ou mulheres (pois ambos lutavam em guerras) e também por serem guerreiros natos, ela acabava por se destacar no panteão.
Morrighan sempre participava das lutas, mas guiava apenas aquelas que possuíam um motivo decente além do banho de sangue. Durante as batalhas, dividia o seu tempo entre mutilar inimigos e resgatar as almas dos mortos; quando um guerreiro morria durante uma batalha, ela o levava em sua carruagem. Quando a batalha terminava, ela leva estes espíritos até o mundo espiritual. Quando as pessoas morriam fora das guerras, ela enviava seus servos para resgatar o espírito, tais servos eram os corvos.

Como era representada?
Morrighan era raramente descrita como uma mulher bela, de seios fartos e etc.; isso ocorre pelo fato de os celtas acreditarem que tais descrições para mulheres que escolhiam a vida de guerra era desrespeitosa. Mas alguns relatos a demonstravam como moça de face tranquila e jovem quando em descanso, durante as guerras, sua feição era ocupada pela brutalidade e seriedade; cabelos longos e flamejantes.
PS: É comum celtas se referirem aos ruivos como "cabelos de fogo".

Por que os corvos?
Os corvos sempre foram ligados à mudança do plano físico e espiritual. Várias sociedades acreditavam que os corvos podiam fazer a viagem sempre que desejassem (apenas com motivos).
Acredita-se que os corvos carregam a alma em seus bicos e a levam para a vida pós-morte. Há também a crença de que quando um corvo se encontra em uma residência várias horas por dia e/ou vários dias seguidos, é para alertar os residentes de que um ente querido faleceu ou falecerá.
Tal misticismo envolto nestas aves levaram Morrighan a tê-los como servos e até mesmo como aves de estimação; além de ela poder se tranformar em um corvo quando quisesse apenas observar as batalhas.

Objetos mágicos:
Morrighan abriu mão de qualquer objeto mágico, seja uma arma ou outro; ela fez tal decisão por ser imortal por natureza. Ao contrário dos demais deuses, ela não necessita tomar a poção da vida eterna anualmente para se manter jovem e forte.

Imortalidade:
Morrighan é a deusa tríplice que até os dias de hoje possuem aízes muito fortes (principalmente na Wicca). Quando jovem, se casou com Dagda já velho e pela opção dele de não beber a poção da imortalidade, ela não queria ver seu amor morrer e viver apenas no plano espiritual; por amor, ela se deitou com seu esposo e abrigou ali a semente do deus, em seu ventre.
Dagda vem a falecer e Morrighan começa a gerar o bebê dentro de si mesma, através de seu poder, ela resgata a alma do marido e a abriga no próprio filho. Quando o bebê nasce, Dagda renasce através da própria esposa e pelo próprio filho.
Morrighan se divide ao longo da vida como 3 mulheres, 3 faces, a trindade perfeita. Quando jovem, é a virgem, mais velha, é a mãe de seu marido e filho, quando mais velha, se dedica somente à guerra; quando vem a falecer, renasce por atarvessar os portões espirituais e retorna ao nosso mundo novamente como garota jovem e bela; tendo seu ciclo reiniciado.

Na atualidade:
Morrighan é muito enraizada na Wicca, visada principalmente pela força feminina, o renascer, a vida pós morte e principalmente a liberdade de corpo e espírito.
Alguns historiadores também ligam a deusa com a rainha picta (do povo picto) Boudica, que liderou o povo celta contra o império romano em busca de liberdade; sendo ela uma grande figura revolucionária libertadora, sendo ela quem varreu o império romano das terras inglesas e irlandesas.

Abraços enormes e uma ótima Quinta para todos!
Escrito por Felipe M.

Gnomos, uma praga?

Bom dia visitantes!!! Como vocês estão neste dia tão belo de Terça-Feira?
Como havia dito há um bom tempo atrás, eu iria falar sobre os Gnomos; afinal, falei dos Duendes e nada mais justo que continuar com estes pequenos travessos.
Qual a aparência de um Gnomo?
Assim como os Duendes e grande maioria de seres mágicos da crença celta, não existem muitas informações de como são os Gnomos. Mas quem já teve o "desprazer" de conhecer algum, pode assemelhá-lo rapidamente como um Duende por sua aparência nem tão bela quanto as pessoas imaginam. A principal diferença entre ambos está na personalidade e na ausência de roupas; afinal, Gnomos possuem uma liberdade maior que os Duendes, portanto, não se utilizam de roupas.
Como se originaram?
Os Gnomos se originaram diretamente do elemento Terra; desta forma, Gnomos são seres elementais. Não possuem ligação nenhuma com Fogo, Água, Ar e Espírito. Em hierarquia, estão um grau acima de Duendes, nada mais que isso.
Gnomos, seres mágicos puros:
Os Gnomos são seres mágicos, portanto, vivem no Terceiro Mundo (plano astral mágico) e possuem a passagem entre o Mundo Espiritual e Material controlada, podendo transitar entre os três Mundos quando necessita; suas restrições são maiores do que a dos Duendes.
Características dos Gnomos:
Como os Duendes, Gnomos são numerosos e é uma "população" quase que base para todo o elemento Terra. Os celtas prezavam muito o equilíbrio e por isso, Duendes e Gnomos eram como irmãos, quase que um mesmo ser; a gentileza e delicadeza dos Duendes é abandonada e Gnomos são especificamente aqueles que punem os homens contra seus atos destruídores perante o elemento Terra e/ou a Natureza em si.
Na sociedade celta, os Gnomos eram quase que nunca citados, muito menos chamados; isso ocorria pelo temor de que algum Gnomo ouvisse a pessoa o chamando e se alojasse em casa.
Gnomos são frios, quase que livres de sentimentos, totalmente sérios.
Moradia de Gnomos:
Gnomos não possuem moradias fixas, muito menos corretas para se citar com 100% de certeza. Eles podem habitar cascas de árvores mortas, terras onde não existam muitas flores, jardins, armários, etc.
Papel fundamental dos Gnomos:
Os Gnomos servem principalmente para punir os seres humanos contra seus atos prejudiciais para com a Natureza.
Ao contrário de seu contra-peso (Duendes), não possuem local específico para guardar; quando necessário, são enviados ao local onde devem trabalhar.
Existem Gnomos fêmeas?
Eram exclusivamente homens; apesar da igualdade entre os sexos que os celtas possuem em suas sociedades, isso ocorre pelo fato de que o elemento Fogo e Terra são exclusivamente de seres masculinos, já Água e Ar são de seres femininos.
Sociedade dos Gnomos:
Gnomos não vivem em grupos, nem mesmo em duplas; vivem sozinhos devido ao trabalho que realizam. Quando em um trabalho contra o homem, são capazes de atrair cada vez mais outros Gnomos e criar uma infestação no local.
Culto aos Gnomos:
Gnomos não recebem cultos nem rituais. Eram comumente evocados para dar lições em uma pessoa que fez mal para outra ou simplesmente para atrapalhar a vida da outra pessoa.
Entretanto, estas pessoas que "colocavam" Gnomos contra outras pessoas deviam estar preparadas com a consequência posterior; quando o Gnomo terminasse o serviço que foi lhe pedido, ele partiria para a pessoa que lhe pediu, fazendo exatamente o mesmo que fez com a outra.
Gnomos podem ser domesticados?
A resposta é não. Ao contrário de Duendes, Gnomos não habitam uma residência por espontânea vontade ou porque gostam das pessoas que ali vivem.
Quando habitam uma residência, os danos são enormes e dificilmente podem ser remediados. Os Gnomos são enviados para fazer com que a pessoa tome consciência de um ato prejudicial que fez e pagar também pelo mesmo ato; desta forma, um Gnomo se aloja em sua casa e com o tempo, vários outros Gnomos são atraídos ao local.
Quanto maior a quantidade de Gnomos em um local, mais visível são os danos causados. Inícia-se com morte de plantas e flores de um jardim, o solo se tornar estéril, a casa adquirir um ar pesado e fazer com que moradores (até mesmo visitas) passem mal por se encontrarem no recinto, variando entre ansiedade e até mesmo vertigens. Mas não acaba por aí, eles também roubarão energia dos residentes, fazendo com que adoeçam e se sintam fracos, em casos extremos, podem levar residentes a morte; a casa deixa de ser próspera, a renda familiar parece não dar conta de dívidas e a alegria se esvai, dando lugar para reclamações, brigas e ódio entre os próprios residentes.
Como acabar com a praga de Gnomos em uma casa?
Não existe maneiras para evitar que entrem em sua casa, a única forma para evitá-los é cuidar e preservar a Natureza, assim eles não terão dívida alguma a qual você tenha que pagar.
Mas caso eles estejam em casa, as cercas (ou muros) devem receber os devidos tratamentos mágicos e o trabalho árduo começa; é necessário "arremesá-los" por cima da cerca para fora do terreno. O fato de ser pego e atirado é impossível, o "arremessar" que é muitas vezes citado em livros ou até mesmo filmes é o fato de que os residentes devem expulsar os Gnomos à força e para fazer isso, é necessário saber onde o Gnomo está e estar em contato com ele. Pelo fato de seres protegidos e invisíveis ao olho humano, deve-se primeiro saber como vê-los para depois continuar com a expulsão.
Gnomos na atualidade:
Os Gnomos perderam muito do seu campo no conhecimento humano; muitos desconhecem sua existência.
Entretanto, muitos livros e filmes contam ou citam sobre estes homenzinhos tão ranzinzas e mesmo com as pessoas desconhecendo sua existência, eles continuam seus serviços.
Escrito por Felipe M.

Duendes, travessos e prestativos

Bom dia caros visitantes humanos e com cabeça de abóbora (olá Jack)! Como vocês estão neste mais belo dia de Sexta-Feira?
Hoje, gostaria de falar um pouco sobre nossos amigos pequeninos e travessos; se já sabem qual ser estou me referindo, dê um berro e chame-os para ler esta postagem junto com vocês!
Quantas vezes não vemos em filmes ou até mesmo lemos nos livros sobre pequeninos "homenzinhos" tão travessos quanto a mais sadia criança? Seres tão mágicos e tão prestativos quando existe amizade entre eles ou com eles.
Qual a aparência de um Duende?
Como já de costume, poucos são os locais que relatam a aparência fiel dos Duendes; ao contrário do que vemos em filmes e muitas ilustrações de livros, eles não possuem a aparência de um ser humano por completo, mas podem se assemelhar muito conosco. A aparência deles, se descrevêssemos fielmente, poderia assustar até algumas crianças, eles possuem bolhas, verrugas, narizes grandes e muitos se vestem com folhas e até mesmo musgo (isso quando se vestem).
Como se originaram?
Os Duendes se originaram diretamente do elemento Terra, o que o torna exclusivamente um elemental (em uma hierarquia bem inferior aos Elfos). Quando o elemento Terra surgiu, ele criou seres mágicos que servissem como seus protetores e como seres que trabalhassem para o equilíbrio do mesmo elemento. Os Duendes não possuem ligação alguma quanto ao Fogo, Água, Ar e Espírito.
Duendes, seres mágicos:
Duendes, por serem puramente elementais, são automaticamente seres mágicos. Convivem no terceiro plano, o mundo mágico, podem transitar entre o mundo dos vivos e dos espíritos sempre que necessário e lhes é concedido a permissão para tal viagem para realizar seus afazeres e tarefas.
Características dos Duendes:
Eles são os seres mais numerosos da Terra, são a forma de "população" mais comum e em hierarquia mágica, está na base, sendo um ser de menores afazeres, servindo principalmente para proteção de plantas ou até mesmo mensageiros (em situações mais específicas).
Na sociedade celta, os Duendes eram tratados como crianças, porém, de forma respeitosa e com a consciência de que, por receberem o mesmo tratamento que crianças, eles eram muito mais que adultos, podendo destruir casas inteiras por serem desrespeitados (histórias reais aconteceram com casas na Irlanda).
Duendes são seres brincalhões, adoram pregar travessuras nas pessoas, principalmente com pessoas adultas. Estão entre os principais amantes da música e dos doces.
Moradia dos Duendes:
Duendes podem possuir vários locais como moradias. O mais comum em Duendes selvagens são tocas debaixo da terra, buracos de árvores e principalmente campos floridos. Duendes "domésticos" podem viver em vasos de plantas, jardins ou até mesmo armários de cozinha (casos mais raros).
Papael fundamental dos Duendes:
Duendes são mensageiros e principalmente protetores da Terra; quando o ambiente em que vivem está para ser destruído, eles que tomam o favor de proteger aquela área específica.
Ao contrário de Elfos, eles possuem locais específicos para tomarem conta; enquanto Elfos devem cuidar de todo o habitat (uma floresta inteira, um campo inteiro, etc), os Duendes possuem vastas áreas para proteger; e ao invés de um atuar sozinho, trabalham em grupos de dezenas.
Também ajudam no crescimento e saúde das plantas, assim como na plantação e germinação.
Existem Duendes fêmeas?
Os celtas nunca possuíram visões desiguais entre homens e mulheres; porém, os Duendes, como vários outros elementais, eram exclusivamente homens (ou machos).
Como não se reproduzem, não há necessidade de ambos os gêneros; a morte de um Duende é muito difícil de se acontecer, assim como é difícil matar uma floresta inteira em segundos; quando um Duende morre, automaticamente nasce outro em seu lugar, substituindo-o e mantendo o equilíbrio.
Sociedade dos Duendes:
Duendes vivem em sociedade, onde cada um possuir sua tarefa e ninguém está abaixo de ninguém, vivendo em igualdade e paz entre si. É comum serem encontrados em dezenas dentro de tocas ou outras moradias.
Cada área de um ambiente natural possui no mínim uma sociedade, onde cada uma conta com dezenas de integrantes.
Culto aos Duendes:
Os Duendes não recebem cultos nem rituais, um de seus deveres é levar a magia e a força da Terra para o ritual que o sacerdote pede a presença do Elemento, quando está nesta missão, são sempre acompanhados por um Elfo para sua proteção e controle para que não ocorra problemas ou que o sacerdote não use o poder de forma indevida.
Logo acima, disse que eram tratados como "crianças"; isso ocorre por sempre receberem agrados de doces e frutas mergulhadas no mel. Músicas eram tocadas em mesmo ritmo de músicas de ninar, algumas mais animadas; e por adorarem travessuras. A tradição dos doces em Samhain (Halloween) é principalmente voltada para os Duendes, onde eles estão livres para praticarem suas travessuras com quem quiserem, os doces lhes era como uma ocupação para não pregarem peças em uma casa.
Duendes domésticos:
Ao contrário dos outros seres elementais, os Duendes são os únicos seres que podem ser "domesticados". Apesar de viverem em sociedade com seus semelhantes, existem casos em que uma residência possui um Duende vivendo ali, raramente são encontrados mais que 1 em uma casa.
Por seres sociáveis, eles podem acabar por escolher no jardim ou vaso de planta de uma casa, as vezes até dentro da própria casa com as pessoas que lá vivem. Duendes em uma residência ajudam na vida das plantas, prosperidade monetária da família, alegria demasiada em diversos momentos, ausência de tédio por vários dias e eles são ótimos para encontrar objetos perdidos.
Mas atenção, Duendes possuem hábito de brincarem, e por viverem em uma casa, não irão reprimir a diversão; será comum você colocar um objeto de seu lado e poucos minutos ele ter ido parar em outro cômodo da casa. Quando um objeto some, é a forma que o Duende tem para pedir um agrado, quando ele se alimenta, ele devolverá o que escondeu.
OBS: Duendes se mudarão para sua casa se desejarem, não se mudam por desejo do morador.
Duendes na atualidade:
Atualmente os Duendes perderam um pouco do seu campo de conhecimento entre a cultura humana. Aparecem em alguns contos e raramente em livros. Em contos celtas, eram muito retratados como "anões" pela capacidade de crescerem através de magia até o tamanho de um polegar.
Um filme que retrata bastante os duendes é o filme "As Crônicas de Spiderwick", onde o Duende Tibério é um exemplo muito fiel de Duendes domésticos, tanto a paciência como a fúria.
Enormes abraços e um ótimo fim de semana para todos!
Escrito por Felipe M.

Respondendo ao visitante: Henrique Camacho

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Um dos visitantes, Henrique Camacho fez uma pergunta muito interessante; vamos vê-la:
"Olá meu nome é Henrique Camacho e gostaria de fazer uma pergunta.Tenho 12 anos e adoro dar maçãs para Duendes e Gnomos porém a maçã nunca some.Como posso agradar esses seres?"

Para muitos, é uma pergunta um tanto que banal, mas creio que é algo que muitos se perguntam e talvez até desistam de agradar os seres mágicos por este detalhe.
Já comentei que eram (e podem) ser feitos alguns agrados aos seres mágicos; a questão é como se fazer.
As frutas, especialmente maçãs, são as melhores opções de agrado; são ascessíveis ao bolso das pessoas e é uma fruta que sempre é aceita (podem haver rejeições de algum agrado específico); portanto, Henrique, continue com as maçãs da forma que o faz.
Aconselho algumas coisas, não apenas para você, mas para todos que fazem o mesmo. Tente não oferecer a mesma fruta para Gnomos e Duendes, se for oferecer uma maçã, ofereça duas; uma para Duendes, outra para Gnomos, apesar de muitos pensarem que são o mesmo ser ou muito parecidos, existem muitas diferenças. Evite fazer agrados aos Gnomos, pode atrair alguns para a residência e sua estadia em uma casa não é a das mais desejáveis.
Ofereça no jardim de casa ou coloque sob a terra de uma planta cheia de vida ou bem florida, se colocar sob prato, que seja inteiramente branco, ou maior parte branca.
Quanto ao "sumiço" da fruta, nenhuma oferenda de alimentos desaparece após a entrega; então, o fato de entregar as maçãs e elas sumirem, não é sinal de que não foram aceitas. Segundo os celtas (e todas as outras religiões), o que existe no mundo material, possui seu equivalente no mundo espiritual e mágico, ou seja, no seu caso (como exemplo) você oferece uma fruta física, a qual pode tocar, sentir, cheirar; mas quando oferecida, o que está sendo oferecido é a essência da fruta.
Quando fizer a oferenda, deixe por alguns dias, no máximo uma semana, se estiver curioso para saber o que acontece de fato, pegue uma faca e abra a fruta ao meio e veja como está seu interior. Entendido? Espero sua resposta sobre essa experiência!

De fato, o que acontece?
Os alimentos oferecidos não se alteram (tanto) na parte exterior, no caso de muitas frutas, como a maçã, ela parece intacta. Mas quem come maçã, sabe que se deixarmos ela por alguns dias e a comermos dias depois, ela continua saborosa, com a cor e até mesmo seu suco; quando oferecido, o alimento terá a sua equivalência espiritual e/ou mágica comida, assim, quando aberta, pode-se notar que a fruta seca na parte interior, perde a cor, adquire uma aparência de podre, enquanto a casca continua madura.
Quando a fruta se encontra neste estado, é que foi aceito o agrado e a comeram. É comum também, que nenhum animal e inseto coma a fruta, eles podem se aproximar mas não a comerão, quando perceber a presença de formigas e outros insetos, é a mostra de que já pode ser retirada e jogada no lixo por já ter sido consumida.
Após retirar o agrado, pode jogá-lo no lixo de casa mesmo, não é necessário nada específico; apenas pedir licença antes de retirá-la de onde a colocou para a oferenda.
Grato pela atenção, espero ter ajudado e esperarei sua resposta, Henrique!
Abraços enormes!
Escrito por Felipe M.

A Igreja Católica e seus atos "puritanos"

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Andei sumido por causa dos estudos (e ainda tenho muito que estudar), porém, resolvi tirar um tempo pro Baú; estava com saudades de vocês, meus leitores!
Para retomar com força total, vou falar sobre a Igreja Católica; já que uma enquete perguntou as religiões que atraem interesse, e o catolicismo está entre os primeiros e disse que falaria um pouco sobre cada uma, aqui estou!
Antes de iniciarmos, gostaria de deixar BEM CLARO aos leitores; não escrevo para depreciação de nenhuma religião ou indivíduo, não sou a favor de disputas religiosas, respeito as religiões e exijo o mesmo e não o que se segue abaixo não é uma tentativa de depreciar ou apedrejar a igreja Católica.
Enfim, como é uma religião bem disseminada na atualidade, vou colocar algo que tenha mais a ver com com o blog; resumindo, contar de onde surgiram determinadas datas, crenças e de onde se basearam.

Disseminação do catolicismo:
Como sabemos, o catolicismo não é tão antigo como muitas outras religiões as quais cito no Baú; mas quando algo novo surge, o que pode impedí-lo de ser disseminado por entre as pessoas?
A resposta é simples, algo que já domina estas mesmas pessoas. Como ato inicial, os católicos se puseram a pesquisar qualquer brecha que poderiam se adentrar nas religiões já existentes e começar o seu domínio religioso. Abaixo seguem como adquiriram fiéis e como se aproximaram dos demais.

Catolicismo X Gregos:
Sem dúvida, e comprovada pelos historiadores, o catolicismo na região de domínio grego foi um dos menos violentos da história católica. Existiram sim guerras e batalhas contra os católicos, mas foi considerada (pelos gregos) como uma guerra entre divindades; por quê?
Na cidade de Delfos, cidade cujo patrono era Apollo, além dos templos erguidos para o deus e seu oráculo, havia um templo muito específico criado próximo das fronteiras da cidade; este templo quase nunca é lembrado atualmente, mas contribui muito para a história do politeísmo grego e início do catolicismo. Este templo não possuia nome, muito menos uma divindade específica.
Certa vez, o oráculo de Delfos (o oráculo mais preciso e misterioso já existente) profetizou:
"Uma nova divindade surgiu, mas vive encoberto por uma densa nuvem e prefere se encontrar nas sombras para que não seja conhecido, ainda. Ele exigirá cuidados como os demais deuses se não cuidarmos dele, sofreremos com a morte. Ergua-se um templo cujo nome será incerto e a divindade será esta mesma que não se identifica; desta forma, não sofreremos a morte sem luta."
Curiosamente, dados levam a crer que tais palavras forma profetizadas alguns anos antes do nascimento de Cristo; e por respeito e crença nestas palavras, um templo foi erguido na cidade e sacerdotes especiais cuidavam do templo e das oferendas, sempre cultuando este deus secreto; porém, não era reverenciado como os demais nem mesmo possuía orações destinadas para ele.
Os católicos se utilizaram desta crença e dizeram trazer tal revelação ao segredo do oráculo; eles se demonstraram seguidores deste deus e reinvidicaram o templo, que lhes foi entregue. Com o tempo, começaram a adquirir mudanças no culto e a retirar os sacerdotes politeístas do controle e atribuíram novas formas de culto; com o aumento dos fiéis (o que demoraram anos), saíram às ruas em tentativa de trazer os demais gregos e assassinar os deuses. Como defesa, os gregos lutaram contra a opressão que começaram a sentir; mas, não seguiram o mesmo que fizeram contra os persas. Os gregos não se uniram como um único povo e aos poucos foram sucumbindo aos católicos.

Católicos X Nórdicos:
A religião nórdica foi onde a igreja reuniu grande força e também algumas de suas idéias de culto. Quando chegaram até os nórdicos, foram-lhes feitas promessas de um paraíso onde nenhum espírito sofreria, bastando se redimir ao pecado de suas vidas. Para os nórdicos, a vida pós morte teria dois caminhos a se seguir; para os guerreiros, seriam enviados à um lugar onde esperariam o fim do mundo (Ragnarok) e lutariam pelos deuses (este local se chama Valhalla), para aqueles que não morriam em batalha, eram enviados para um local sombrio e de trevas, sem redenção. A oferta católica era tentadora; mas com o passar do tempo, surgiram falhas gravíssimas neste sistema de impor a religião.
Os seguidores eram cidadãos comuns, artesãos, fazendeiros, etc; enquanto os politeístas, restaram apenas os guerreiros e sacerdotes (sendo que teriam um local especial pós morte). Com a opressão cristã, se puseram a guerrear, já que todos os deuses nórdicos possuem carácter guerreiro, nenhum passivo, os fiéis se empunharam de espadas e se defendiam como podiam, durante anos durou a guerra religiosa, mas o número de seguidores politeístas já era menor que o de católicos e vieram a perder a guerra pagando com a vida.

Católicos X Celtas:
Após o iminente fracasso da guerra anterior, os católicos resolveram impor a religião pela guerra; já contando com seus numerosos seguidores.
O catolicismo, durante os anos da guerra celta, quase vieram a perder todo o domínio. De início, os católicos já contavam vitória pelos celtas se dividirem em mais de 150 tribos, algumas pequenas e outras grandes, e viverem em constante guerra entre eles mesmos; se eles já lutam e se enfraquecem contra os mesmos, como pequenas tribos resistirão ao exército de Deus?
De fato iniciaram massacras contra pequenas tribos e vieram a perder homens, mas seguiam vitoriosos. Os bardos, se mostraram como meros civis e prometiam contar as vitórias do "Bom Senhor" pela história e pelos fiéis, adquiriram então crédito e confiança e passaram a relatar as batalhas e em suas viagens, contavam as demais tribos o que estava acontecendo.
Em um ato de defesa, os reis das tribos se juntaram em uma reunião pacífica e concordaram em uma união celta (Etrezomp ni Kelted), onde uma tribo lutaria por si mesma e pelas demais.
O número de pagãos celtas crescia numerosamente e poucos renunciavam para o catolicismo. Como eram criados em guerra desde pequenos, eram exímios soldados e criaram defesas que para a época, eram táticas perfeitas.
Em alguns momentos de maior opressão e desespero, uniram seus soldados e algumas tropas foram enviadas para atacar o centro do catolicismo; invadindo assim a própria Roma (o que hoje aprendemos como os ataques bárbaros) e até mesmo a Grécia.
Infelizmente foram derrotados pelo cansaço e o grande número católico.

Pós-Conquista:
Os anos se passaram e o catolicismo já estava em sua força plena, influenciava as idéias e principalmente regia as rédeas da população e os domavam como cavalos.
A situação católica aparentava estar sob controle, mas houveram situações que precisaram se moldar para não sofrerem represálias de seus fiéis e através do medo controlavam os hereges e pagãos, citando aqui a "Santa" Inquisição; onde o Martelo das Bruxas fora escrito para identificar bruxas e como condená-las.
Levou o mundo ao caos e a mortes por uma pessoa simplesmente usar ervas para ajuda medicinal (não é invenção, centenas de mulheres foram torturadas e mortas por usarem ervas como medicamento).
Uma outra forma, não tão eficaz, foi combater as tradição pagãs com equivalências católicas.

Natal:
25 de Dezembro. No hemisfério Norte, é a data de início do Inverno. Para os politeístas, é uma dada que merece celebrações por reiniciar o ciclo da Natureza; conhecido pelos celtas como Yule, era muito popular e uma das principais festividades anuais.
Rege as lendas e crenças de que no dia de Yule, ocorre a morte de Dagda, o bondoso deus, e na noite do mesmo dia, ele vem a renascer para reiniciar seu ciclo de vida. Há também a imagem do Green Man, onde esta data é uma de suas metamorfoses e ele se torna deus das plantações, protegendo-as contra o frio, e da generosidade (apenas no dia 25) para substituir Dagda em sua ausência; o Green Man, como era coberto de folhas, utilizava-se de vestes também verdes e rodava as tribos celtas presenteando as pessoas com alimentos e fortalecendo plantações. Era também de costume os vizinhos praticarem o livre escambo e doações de alimentos e vestes, pessoas como artesãos, ferreiros e fazendeiros sempre possuíam algo para doar e entregava o que não lhe faltaria (batatas, por exemplo), e por gratidão, lhes eram dados um presente (como uma foice) e acabam por trocar utensílios.
O catolicismo viu que precisaria apagar esta dada pagã e repor por algo católico; a noite do dia 25 é considerada como o nascimento de Jesus; surgiu também o Papai Noel (São Nicolau), um homem vestido de verde (gerações depois que se mudou para o vermelho) que presenteva os pobres e desfavorecidos e a troca de presentes também foi atribuída.

Dia de finados:
31 de Outubro, dada a qual se comemora Samhain; a mudança de ano celta e nórdica. A data se voltava pela união dos vivos, mortos e seres mágicos. Apesar do tema de horror que possui atualmente, era a data de celebração mais popular; era um dia repleto de alegria e festejos. Doces eram preparados e músicas tocadas para os parentes que voltavam ao plano dos vivos para um reencontro familiar.
As tribos indígenas da região do atual México também comemoravam a data e até hoje é comemorado o Dia dos Mortos, uma data de alegria e muitos festejos entre a população.
Perante o catolicismo, era impossível que celebrassem vida pós morte pois é algo inexistente (mas Jesus ressucitou) e esta alegria pagã devia ser destruída. A forma que conseguiram foi criar um dia de tristeza e comoção, o Dia de Finados; é um dia que remete tristeza e dores aos familiares pela perda dos parentes. Alguns historiadores dizem que 2 Novembro foi escolhido pelo fato de Samhain ser tão forte e popular, que não conseguiu ser substituído por outra data de uma religião que desejava o apagar.

Celibato:
Dizem ter surgido inicialmente na Grécia e ter se disseminado pelo mundo. Este tópico entra em expeculações, não sendo exato. O catolicismo se utilizou de argumentos contra os gregos de "como podem orar a um deus que tem relações sexuais?".
Com o tempo, muitos começaram a questionar isso e até vieram a aceitar e apesar de Deus não se relacionar sexualmente, seus sacerdotes tinham relações; como era de costume aos gregos, se um sacerdote representava um deus (ou deusa) com votos de castidade, deveriam ser celibatários e nem mesmo se casarem. Começaram então a questionar o motivo de se relacionarem e servirem um deus puro. Sem outra opção, adquiriram o celibato e se apegaram ao fato de "seres puros de corpo".

O Paraíso:
Esta foi criada especialmente durante o período contra nórdicos. Nesta mesma época houve a distinção de Céu e Inferno. Os nórdicos acreditavam que meros cidadãos, civis, ao morrer eram enviado para o interior da Terra e chegariam a um mundo de trevas e escuridão, sem nenhum perdão.
Como forma de adquirir fiéis, prometeram um lugar livre de dor, um lugar de perdão e redenção; o céu. Já que o Inferno era embaixo do solo, o Céu era acima, próximo de Deus e seus anjos.

Vida pós morte e reencarnação:
O catolicismo não é totalmente crente quanto vida pós morte, mas faz com que seus seguidores sejam discrentes.
É ensinado que após a morte, ou se é jogado ao Inferno para sofrimento eterno ou para o Céu, próximo de Deus; como se a vida simplesmente apagasse a luz.
O interessante é, Jesus ressucitou e retornou dos mortos e é considerado o único que possa o fazer, afinal é filho de Deus.

Origem do Diabo:
Este é um tópico muito interessante do assunto, já que existe uma grande mistura de crenças. O Diabo já foi considerado muitas divindades e por fim, acabou por ser qualquer deus pagão. Seu principal "representante" foi Apollo, deus da beleza e o mais belo dos deuses; chegava a se relacionar com homens e mulheres, até mesmo a praticar estupro quando enlouquecido, demonstrou o pecado da carne e a tentação.
Adiante, passou a ser considerado Pã, por gerar certo pânico na população; sua aparência não podia ser de alguém que merece confiança.
Hefesto, deus do fogo e das armas; criava o material o qual o homem cometia atrocidades, após isso, a falta de boa aparência começou a ser julgada mais friamente, como se uma pessoa desprovida de beleza física fosse enviada pelo próprio Diabo para envolver a vida em caos.
Hades, era o deus do submundo e das almas; como comandava o mundo dos mortos, foi relacionado por causar as doenças e mortes e ser o dono do Inferno.
Loki, para os nórdicos era o deus dos viajantes e principalmente da trapaça e guardião dos ladrões; com ele, o Diabo se tornou o mentiroso e trapaceador.
O mais interessante de fato é um dos deuses italianos, seu nome muito influenciou na criação do anjo belo. Dianus Lucifero, senhor do submundo e protetor da bruxaria italiana. Irmão de Regina (deusa e bruxa), e através do incesto gerou uma filha.
Juntando cada parte de todos que foram classificados como o próprio Diabo, temos a imagem que possuímos hoje, sendo que Pã se tornou um mero ícone de aparência física (humano com cabra).

Nascimento do nome Lúcifer:
Os hebraicos e judeus acreditavam que Lúcifer era chamado de Vênus (nenhuma semelhança com a deusa); acreditavam também que era um rei babilônico.
O catolicismo adotou a mesma idéia do rei babilônico, mas antes disto, ele era um anjo e ao ser expulso para a Terra, se tornou rei da região.
Eles deram muita atenção para Apollo e Dianus e também ao Vênus. Vênus, significava para a língua da época algo como "Filho da Manhã" (protetor do conhecimento); Dianus Lucifero significava "O Portador da Luz" (do conhecimento) e por fim, Apollo, cuja representação era o próprio Sol e rei das ciências e artes do conhecimento (as Musas).
Assim, Lúcifer se tornou a estrela matutina e portador do conhecimento. O nome Lúcifer é originário do grego heosphoros, que ao traduzido para o latim se identifica como lucem ferre, que no português é traduzido literalmente como "Portado da Luz" (semelhança com os deuses acima?) e com o passar do tempo, a Estrla D'Alva passou a ser conhecida como Lúcifer.
Existem também especulações de que existe relação quanto ao imperador Nero, que caçou judeus e seguidores da doutrina de Cristo e os massacrou e enterrou como indigentes; seu nome de nascimento era Lúcio Domício Enobarbo, e pelo seu ato e ódio contra católicos e semelhança de nome (Lúcio) chegou a ser considerado o próprio Diabo em Terra.

O Jardim do Éden:
O jardim possui uma grande semelhança com os Campos Elísios gregos, entretanto, está fortemente ligado ao Ragnarok nórdico. Conta as escrituras e previsões divinas de que quando o Ragnarok ocorresse, os deuses entrariam em guerra contra monstros e morreriam todos e a Terra e humanidade sofreria as consequências; as únicas coisas que restariam seria a vida animal e vegetal, quanto ao ser humano, um único homem e uma única mulher sobreviveriam e ajudariam a árvore Yggdrasil a reconstruir a vida (ela é a personificação da vida em geral).
Se perceberem semelhanças entre Adão e Eva, me contem!

Surgimento de Adão e Eva:
"Do barro viestes, ao barro retornarás". Para gregos, celtas e nórdicos, o homem fora moldado do barro e criado na semelhança do deuses, se tornando um humano desprovido dos poderes. A mulher, por sua vez, fora criada para acompanhar o homem e foi feito de uma parte do homem (o que citam como o próprio barro).
Para os católicos, Deus moldou o homem do barro e a mulher surgiu de uma de suas costelas.

Tentação de Eva e a Maçã:
A maçã era um fruto muito sagrado em qualquer religião, não sabe-se ao certo, mas era muito divinizado. Os gregos possuíam as Hespérides, cujos frutos eram maçãs de ouro e eram protegidas pelas filhas de Atlas. Os celtas possuíam Avalon, a Ilha das Maçãs, onde as maçãs eram de ouro e lhe davam o conhecimento para quem a comesse.
Eva foi muito ligada a Pandora, foi a perdição de Adão e a maçã lhe deu o conhecimento e tentou Adão a desafiar Deus.
A maçã, além de divinizada, era o símbolo da deusa grega Éris, deusa da discórdia; ela criava a discórdia por onde ia com suas maçãs de ouro.

Espero que tenham gostado da postagem e que tenha aberto seus olhos para detalhes, pois mesmo que pequenos, são importantes.
Relembrando que respeito e não estou aqui para julgar nenhuma religião e pessoa!
Abraços enormes! 
Escrito por Felipe M.

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